segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

YVETTE K. CENTENO | «Recomeço»

 



«Yvette K. Centeno publicou na Amazon dois volumes de escrita auto-biográfica, de reflexão filosófica, de observação do mundo, intitulados Sintomas; o primeiro, cobre o período de 13 de Junho de 2013 a 31 de Dezembro de 2014; o segundo, o período de 1 de Janeiro de 2015 a 31 de Dezembro de 2016. Respeitando a vontade expressa da autora, neste Recomeço integramos os textos daqueles volumes e os originais de dois volumes intitulados Acabar (I) e Acabar (II), que cobrem o período 13 de Junho de 2013 a 31 de Dezembro de 2022.
A abrir este volume, singular a todos os títulos, um texto de amizade de João Barrento, que termina assim:
«Hoje, apesar de todos os males do mundo e do corpo, a palavra continua a mover-se - eppur si muove! -, num eterno Recomeço, como o deste planeta ameaçado mas ainda não morto! Continuemos então, ainda e sempre entre silêncios. Tu já sabias que esse é o caminho, quando escreveste:

Cultivemos a planta
do silêncio: negro-musgo.
(...)
[Com] palavras
talhadas a cutelo.»


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sobre a obra escreve
 António Cabrita no Expresso: 

«(...)Yvette Centeno, com tão somente 85 anos, sempre que publica um livro novo devia celebrar-se com aparato. Mas o país está entregue à manicura. Heterodoxa, incapaz de bater-se pela exposição mediática (como lastima nestes diários), Yvette tem andado fora dos grandes escaparates e neste momento duas editoras mais pequenas têm sido a sua casa: a Glaciar e a Companhia das Ilhas. (...)».


domingo, 4 de janeiro de 2026

NA GULBENKIAN | «Concerto de Ano novo»| LIVESTREAM GRATUITO _ 9 JANEIRO 19:00


retirado do Expresso desta semana






«O mundo tem um problema de igualdade de gênero, e a Inteligência Artificial (IA) reproduz os vieses de gênero presentes na nossa sociedade»

 


«(...)Embora globalmente mais mulheres acessem a internet a cada ano, nos países de baixa renda apenas 20 por cento estão conectadas. A divisão digital de gênero cria uma lacuna de dados que se reflete diretamente no viés de gênero na IA.
Quem cria a IA e quais vieses estão inseridos ou não nos dados que a treinam podem perpetuar, ampliar ou reduzir desigualdades de gênero. (...)». Leia na integra.
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A propósito
E no nosso País, Portugal, qual será a situação na esfera da «IA e igualdade de género», na ótica que tentamos expor neste post? Não tendo exatamente a ver com a matéria, a iniciativa abaixo não deixa de ter contacto, e por isso aqui a divulgamos na esperança de que possa haver cruzamentos e que as recomendações da ONU estejam presentes, por exemplo, estas:


De lá: «(...) O aviso PESSOAS-2025-27 é dirigido a Confederações Empresariais, Associações Empresariais, Instituições de Ensino Superior, Organizações Não Governamentais (ONG), Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e outras associações sem fins lucrativos. (...)».

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

EXPOSIÇÃO|«O que elas viram, o que nós vemos»

 

«A exposição O que elas viram, o que nós vemos está patente até 1 de fevereiro de 2026, no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado.

As mulheres estiveram presentes numa das mais importantes revoluções tecnológicas do século XIX – a invenção da fotografia. No entanto, o seu reconhecimento, quer como fotógrafas profissionais, quer como amadoras, tem sido tardio. Desde a década de 1850 que utilizaram a fotografia para autorrepresentação, como hobby, fundaram estúdios comerciais ou continuaram negócios familiares, desempenhando diversas funções técnicas em laboratórios fotográficos.
Esta exposição resulta de um trabalho de investigação e apresenta, a obra de três destacadas fotógrafas amadoras portuguesas, evidenciando a sua relevância. Margarida Relvas e Mariana Relvas, respetivamente filha e segunda mulher do reconhecido fotógrafo Carlos Relvas, e Maria da Conceição de Lemos de Magalhães, que neste período desenvolvem uma obra fotográfica de exceção, revelando a viragem de uma estética romântica para o Pictorialismo Fotográfico internacional.
A exposição apresenta um conjunto inédito de provas originais do seu trabalho e uma diversidade de técnicas e géneros, a par de publicações e correspondência, oriundas de distintas coleções públicas e privadas.
Propõe-se, assim, dar a conhecer e divulgar a obra destas autoras, retirando-as das sombras do arquivo e inscrevendo o seu percurso, tantos anos depois, na história da fotografia. (...)». Saiba mais.


segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Adeus, Brigitte Bardot


Bastava olhar para o espaço  que a comunicação social lhe dedica agora que nos deixa para se perceber o lugar que Brigite Bardot teve na vida. E continuará. A primeira página do Público ilustra. (Coincidência ou não a notícia que se lhe sucede na imagem não deixa de nos convocar, quiçá levar a comparar, e concluir que independentemente de casos de sucesso e de chegarem a ícones, como  Brigite Bardot «encarnou uma vida de liberdade" e chora-se "uma lenda do século", afirmou o Presidente francês, Emmanuel Macron, na rede social X» - a longa caminhada para a igualdade entre homens e mulheres continua). No jornal Público este trabalho:


Dá-nos um retrato amplo da vida da «estrela». Se tiver acesso na internet aqui. Do tanto que se podia eleger este excerto: «(...) E ao feminismo, disse nada? Disse-se livre para assumir os seus paradoxos. “As mulheres, hoje, são demasiado infelizes porque são demasiado livres. Antes, quando as mulheres se sentiam encurraladas, eu estava relaxada. Se hoje elas se libertaram, eu escolhi encurralar-me”, assim se assumiu no documentário Brigitte Bardot, l’Insoumise, de Mireille Dumas (2023): uma mulher retirada, em casa, La Madrague, que adquiriu em 1958 e onde vivia com o seu homem, "dependente da ternura e da protecção de outra pessoa”. Já era assim, acrescentou, nos tempos em que fazia cinema: havia sempre um realizador, um noivo ou um maquilhador por perto. Foi assim que ela se viu. (...)».

Talvez concluir com o que se pode ler no trabalho da SAPO: «Amada, criticada, admirada e contestada, Brigitte Bardot deixou uma marca profunda na cultura francesa e internacional. Para além da atriz e do ícone de estilo, ficará a memória de uma mulher que, como escreveu o poeta Jean Cocteau, “viveu como toda a gente, não sendo como ninguém”.


Rematando mesmo, voltemos  ao Público, com o que termina o artigo:  «Pela sua liberdade, pelo desejo de esquecimento, que era exótico nos anos 70 e mais bizarro é hoje na era de narcisismo desesperado, por tudo isso, pela liberdade, e pelas contradições resultantes desse desejo de normalidade e de esquecimento, vamos saudá-la: "Viva B.B.!"».