quinta-feira, 3 de abril de 2025

TEATRO PARA A INFÂNCIA |«AVENTURAS» _ Este é um espectáculo “proibido a quem não andar constantemente espantado por existir»| NO TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE

 





Este é um espectáculo “proibido a quem não andar constantemente espantado por existir”. A partir de duas obras de ficção com o mesmo título — uma do autor português José Gomes Ferreira e outra do autor flamengo Constant de Kinder —, a companhia Laika, theater van den zinnen e a Prado – Associação Cultural uniram-se para criar uma instalação móvel onde se pode percorrer a história de um João Sem Medo e de um João Medroso. O primeiro, amado pelos leitores portugueses, é um habitante da aldeia Chora-que-logo bebes, um lugar inóspito, “onde as pessoas de tanto chorarem trazem musgo nos olhos e verdete na boca”. Um rapaz que um dia salta o muro que separa a sua aldeia do resto do mundo para encontrar homens sem cabeça, pedras do caminho que abocanham pés saltitantes, ou canibais mágicos que nos transformam em árvores.
O segundo poderia ser o sobejamente conhecido do público de Antuérpia, Um temido João, Duque de Borgonha e Conde da Flandres, caracterizado pela sua bravura (e brutalidade) no campo de batalha, quem sabe ganha à custa de muito medo, ou poderemos ser nós em tantos momentos em que sentimos não ter forças para enfrentar os nossos maiores desafios. Ambos se chamam João Sem Medo. E ambos têm algo de muito sério em comum: desafiam o medo que têm e ganham coragem, seja através da confiança que têm nos seus sentidos e intuições, seja exercitando em pleno o músculo mais forte que temos no corpo: o da imaginação». Saiba mais.



quarta-feira, 2 de abril de 2025

«Anónimos de Abril»


 

Anónimos de Abril

José Fialho Gouveia, Rogério Charraz, Joana Alegre

Um livro / disco

com histórias e canções de amor à Liberdade

Neste livro conta-se e canta-se a história de mulheres e homens que lutaram pela Liberdade, mas cujo nome pouco dirá à maior parte dos portugueses. A ideia nasceu em homenagem a Celeste Caeiro, a mulher “anónima”, que trabalhava num restaurante, e que num gesto ímpar deu cravos à Revolução – oferecendo-lhe assim a designação de Revolução dos Cravos. Como Celeste Caeiro muitas outras figuras abriram caminho à Liberdade na luta contra a ditadura – muitas vezes pagando essa coragem com a própria vida. Os Anónimos de Abril aqui reunidos são os protagonistas das canções a que serviram de inspiração e que podem ser ouvidas por intermédio de um QR Code. Por isso, este livro é também um disco.  Saiba mais.

segunda-feira, 31 de março de 2025

LEMBRAR ISABEL DA NÓBREGA

 


Como se vê pela imagem 
Isabel da Nóbrega  é capa da revista
 «E» do Expresso  desta semana. 
É bom lembrar a escritora.


Se tiver acesso o trabalho na versão online está aqui

Excertos: «(...) João Gaspar Simões foi o segundo J da vida de Isabel da Nóbrega. E foi o primeiro escândalo. O doutor Bastos Gonçalves nunca o aceitou. Quando o casamento acabou e Isabel foi viver com Gaspar Simões, cortou relações com a filha, mantendo com ela uma zanga que duraria cerca de 10 anos. Sob o estigma do abandono do lar, a Justiça também não perdoou Isabel, que apenas podia ver os filhos duas vezes por mês, na casa da avó paterna, Laura, sem nunca poderem ir à rua juntos. Nem a sociedade de Lisboa a desculparia: “Várias vezes viraram-lhe a cara enquanto descia o Chiado”, conta Ana Maria Magalhães. Quem nunca deixou de a perdoar foram os filhos, encantados com aquela mãe “mágica”, como ainda a recordam, apesar das dificuldades por que passaram. José, o mais velho, acabaria por ser mandado estudar em Santo Tirso, Pedro ainda hoje se emociona a falar das restrições judiciais, enquanto Ana Isabel prefere lembrar-se dos percursos que com 9 anos fazia de mãos dadas com a mãe, que, em segredo, a ia esperar à saída do Colégio St. Julian’s, em Carcavelos, e a acompanhava até à estação de comboio. Ou dos encontros à tarde quando saía do Ramalhão, em Sintra, onde era aluna externa, e tomava chá na casa de uma amiga de Isabel da Nóbrega. E se a mãe tudo aos filhos explicou sobre o amor que a invadira, o pai nunca mais falou na primeira e única mulher. Nem com ela voltou a falar, mesmo nas ocasiões especiais, como casamentos e batizados, a que ela nunca faltou, mas sempre em espaços separados do ex-marido. “Ela explicou-nos que gostava de uma pessoa maravilhosa, não nos escondeu nada e nunca julgámos a mãe”, dizem numa só voz. (...)

José era ainda um escritor em potência. Isabel percebe-lhe o talento e não perde tempo, sugerindo que Saramago assuma o suplemento literário de “A Capital”. Estava dado o tiro de partida naquele que seria o seu mais ambicioso projeto: “nobelizar” o José. Em 2009, à pergunta da jornalista da “Tabu”, a escritora não hesita: “Viu que havia Saramago antes de haver Saramago? Ah, vi, isso vi… Quer ele queira, quer não, estou na vida dele assim.” Mas ainda é cedo para balanços, muita paixão havia para se cumprir, antes do desgosto. (...)».

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domingo, 30 de março de 2025

DEVAGAR, DEVAGARINHO, ... | ainda a passo de caracol | MAS BOAS NOTÍCIAS: PELA PRIMEIRA VEZ UMA MULHER PRESIDENTE DO COMITÉ OLIMPICO INTERNACIONAL _ KIRSTY COVENTRY | PELA PRIMEIRA VEZ EM PORTUGAL UMA MULHER ÁRBITRA PRINCIPAL NUM JOGO DA I LIGA _ CATARINA CAMPOS

 


NA EXECUTIVA: «Kirsty Coventry, ex-nadadora olímpica do Zimbábue, fez história ao ser nomeada presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), tornando-se a primeira mulher e a primeira africana a ocupar o cargo mais importante do desporto mundial, nos 131 anos de existência da entidade, avança o Euronews. Aos 41 anos, a mais jovem entre os sete candidatos, venceu na primeira ronda das votações, com a maioria absoluta dos votos, tomando posse a 23 de junho, para um mandato de oito anos. Só em 1981, o COI começou a ter representação feminina na assembleia olímpica e, desde então, apenas quatro mulheres lideraram as 43 federações olímpicas. "A menina de nove anos que começou a nadar no Zimbabué, e sonhava com os Jogos Olímpicos, jamais poderia ter imaginado este momento", confessa a nova líder no seu discurso de vitória, citada pelo Globo. "Espero que esta votação seja uma inspiração para muitas pessoas. O teto de vidro foi hoje quebrado e estou plenamente consciente das minhas responsabilidades como modelo a ser seguido." 

Desde muito nova que se destacou na natação, tendo treinado e estudado nos Estados Unidos. O seu currículo impressiona. Conquistou sete medalhas, duas de ouro, nas cinco edições dos Jogos Olímpicos em que participou, e o título de bicampeã olímpica. Despediu-se, em 2016, das competições, com o maior número de medalhas individuais da história olímpica da natação feminina. Soma ainda 14 vitórias nos Jogos Pan-Africanos. A sua dedicação e talento fizeram dela um ícone desportivo em todo o mundo, inspirando gerações de atletas. 

O desporto continuou a fazer parte da sua vida profissional, tendo ocupado posições de liderança desde que se juntou ao COI, em 2013. Chegou à presidência da Comissão de Atletas da entidade, em 2018, o mesmo ano em integrou o governo do seu país, como ministra do Desporto, Juventude, Artes e Recreação, função que terá de abandonar para assumir o novo cargo. A sua eleição promete ser um ponto de viragem e mudança do Comité, com um foco renovado em diversidade, transparência e inovação. O seu empenho na promoção do desporto como instrumento de mudança social e de capacitação é uma das chaves do seu sucesso, tanto como atleta como como líder e governante».


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«“É uma vitória para as mulheres que querem chegar a um patamar mais alto e fazer a diferença. É muito importante que as mulheres também tenham o seu espaço”, sublinhou Mariana Sousa em à agência Lusa, momentos antes do apito inicial para o jogo Casa Pia-Rio Ave, relativo à 27.ª jornada do principal escalão.

A jovem, de 16 anos, disse esperar uma “boa arbitragem, independentemente de ser homem ou mulher”, referindo ainda que é necessário “recordar a diferença que existia entre homens e mulheres” para perceber que hoje em dia vai diminuindo: “E ainda bem”.

A ‘juíza’ da associação de Lisboa, de 39 anos, liderará uma equipa de arbitragem composta ainda por Andreia Sousa e Vanessa Gomes, e vai viver mais um momento para recordar. (...)». Leia na integra.



«MARIA JOANA» | Nuno Ribeiro, Calema, Mariza





sábado, 29 de março de 2025

NA NEWSLETTER ARTE CAPITAL | «A idade e o tempo são categorias de privilégio? Pode ficar surpreendido: Oh sim, são. Pessoalmente, nunca interroguei a idade e o tempo nesta perspetiva. E digo-lhe mais: ambas são categorias de normas sociais que reiteram padrões de opressão e exclusão».

 



Este evento ocorre no âmbito do O XIII Congresso de Pós-Graduação em Estudos de Cultura, que terá lugar na Universidade Católica Portuguesa, de 3 a 4 de abril de 2025, sob o tema "Ecos da Idade: Dinâmicas relacionais num mundo intergeracional". O objetivo será abordar aquilo a que Simone de Beauvoir chamou a “conspiração do silêncio em torno do envelhecimento”, examinando preconceitos e estratégias para ultrapassar as disparidades intergeracionais. Como podemos promover o respeito e a compreensão entre as gerações? Como podemos ultrapassar as diferenças geracionais para promover a inovação social e a resiliência? De que forma é que as diferenças geracionais representam desafios e oportunidades para a coesão social? Daqui



sexta-feira, 28 de março de 2025

«ON FALLING« | um filme de Laura Carreira



Após a sua exibição em prestigiados festivais internacionais, como Toronto e San Sebastián – onde recebeu a Concha de Prata para Melhor Realizadora – e o BFI London Film Festival, onde foi distinguido com o Prémio de Realizadora Revelação, ON FALLING, a primeira longa-metragem de Laura Carreira, estreia nos cinemas do Reino Unido e da Irlanda a 7 de março, em cerca de 50 salas. Seguem-se a Holanda e Portugal, a 27 de março, com exibição em aproximadamente 20 salas de cinema, e depois a Bélgica, em abril, assim como a Grécia, Espanha, França e Japão, entre outros países.
ON FALLING acompanha a jornada de Aurora (Joana Santos), uma jovem portuguesa emigrada na Escócia, a trabalhar num armazém de comércio eletrónico em Glasgow. Entre longos turnos e um quotidiano marcado pela instabilidade, a protagonista vê-se confrontada com desafios que colocam à prova a sua resiliência. Trata-se de um retrato subtil e intimista sobre a precariedade, o isolamento e a procura de um propósito num mundo em constante movimento.
Com uma abordagem cinematográfica realista e uma interpretação marcante de Joana Santos, ON FALLING apresenta uma representação íntima e detalhada da alienação e dos desafios financeiros enfrentados por muitos trabalhadores no mundo contemporâneo, cuja realidade precária é explorada com sensibilidade e profundidade. O filme tem sido amplamente elogiado pela crítica internacional. Saiba mais.