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quinta-feira, 20 de novembro de 2025

«A MÚSICA DE MOZART é mágica, tão mágica que, dizem, produz “o efeito Mozart” nos meninos que a ouvem: os bebés deixam de chorar e ficam logo bem dispostos, os mais crescidos não fazem birras para comer a sopa, e os ainda mais crescidos fazem os trabalhos da escola num instantinho e muito bem feitinhos»

 



AMÚSICA DE MOZART é mágica, tão mágica que, dizem, produz “o efeito Mozart” nos meninos que a ouvem: os bebés deixam de chorar e ficam logo bem dispostos, os mais crescidos não fazem birras para comer a sopa, e os ainda mais crescidos fazem os trabalhos da escola num instantinho e muito bem feitinhos. A verdade é que os bebés percebem que não podem ouvir a música se estiverem aos berros e os mais crescidos querem despachar a sopa e os trabalhos o mais depressa possível para depois poderem ficar tranquilos a ouvir a música mágica de Mozart.


quinta-feira, 3 de abril de 2025

TEATRO PARA A INFÂNCIA |«AVENTURAS» _ Este é um espectáculo “proibido a quem não andar constantemente espantado por existir»| NO TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE

 





Este é um espectáculo “proibido a quem não andar constantemente espantado por existir”. A partir de duas obras de ficção com o mesmo título — uma do autor português José Gomes Ferreira e outra do autor flamengo Constant de Kinder —, a companhia Laika, theater van den zinnen e a Prado – Associação Cultural uniram-se para criar uma instalação móvel onde se pode percorrer a história de um João Sem Medo e de um João Medroso. O primeiro, amado pelos leitores portugueses, é um habitante da aldeia Chora-que-logo bebes, um lugar inóspito, “onde as pessoas de tanto chorarem trazem musgo nos olhos e verdete na boca”. Um rapaz que um dia salta o muro que separa a sua aldeia do resto do mundo para encontrar homens sem cabeça, pedras do caminho que abocanham pés saltitantes, ou canibais mágicos que nos transformam em árvores.
O segundo poderia ser o sobejamente conhecido do público de Antuérpia, Um temido João, Duque de Borgonha e Conde da Flandres, caracterizado pela sua bravura (e brutalidade) no campo de batalha, quem sabe ganha à custa de muito medo, ou poderemos ser nós em tantos momentos em que sentimos não ter forças para enfrentar os nossos maiores desafios. Ambos se chamam João Sem Medo. E ambos têm algo de muito sério em comum: desafiam o medo que têm e ganham coragem, seja através da confiança que têm nos seus sentidos e intuições, seja exercitando em pleno o músculo mais forte que temos no corpo: o da imaginação». Saiba mais.