Em Cada Rosto Igualdade
terça-feira, 14 de julho de 2026
ARTESANATO | «(...)Uma das últimas áreas a ver ser reconhecido o seu valor foi o artesanato (encarado socialmente e culturalmente como uma actividade menor). O artesanato português, e as matérias-primas a elas associadas, têm vindo a crescer na sua valorização, e surgem agora (os artesãos) como parceiros fundamentais, a colaborarem lado a lado com os designers.(...)»
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«(...) Pouco a pouco a divisão das áreas foi-se atenuando. E hoje encontramos frequentemente eventos de design onde comungam pacificamente, e proactivamente, o artesanato, as artes plásticas e o design. Uma das últimas áreas a ver ser reconhecido o seu valor foi o artesanato (encarado socialmente e culturalmente como uma actividade menor). O artesanato português, e as matérias-primas a elas associadas, têm vindo a crescer na sua valorização, e surgem agora (os artesãos) como parceiros fundamentais, a colaborarem lado a lado com os designers. O medo da perda de identidade material e da extinção de algumas técnicas tradicionais, levou a que os designers abraçassem a causa da conservação e preservação do artesanato. As potencialidades dos saberes ancestrais e diversidade dos materiais constituíram, também, um incentivo para a sua adopção e aplicação criativa na disciplina do design. Património, identidade, regionalidade, ecologia, passaram a ser referenciais nas escolhas projectuais dos designers.(...)». Leia aqui.
segunda-feira, 13 de julho de 2026
«A VONTADE DE MUDAR» | é uma das primeiras obras feministas a reflectir sobre a «crise da masculinidade»
SINOPSE
Para produzir «homens a sério», a sociedade patriarcal exige deles um sacrifício: serem violentos. Consigo próprios e com quem lhes é próximo. Só então se tornam dominantes, intensificando ressentimentos e mutilando a sua vida afectiva.
A Vontade de Mudar é uma das primeiras obras feministas a reflectir sobre a «crise da masculinidade». Ao interpelar as inquietações mais comuns entre os homens — o medo da intimidade, o desgosto amoroso, o isolamento, a exigência do trabalho, a virilidade e o desempenho sexual —, bell hooks oferece-nos uma visão transformadora do que poderia ser uma masculinidade liberta.
E um mundo onde mulheres e homens podem ser partes de um todo. Saiba mais.
A Vontade de Mudar é uma das primeiras obras feministas a reflectir sobre a «crise da masculinidade». Ao interpelar as inquietações mais comuns entre os homens — o medo da intimidade, o desgosto amoroso, o isolamento, a exigência do trabalho, a virilidade e o desempenho sexual —, bell hooks oferece-nos uma visão transformadora do que poderia ser uma masculinidade liberta.
E um mundo onde mulheres e homens podem ser partes de um todo. Saiba mais.
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se puder a não perder aqui
de lá:
«(...)É muito interessante verificar que o masculinismo segue a par de um discurso, proveniente das áreas da psicologia e da sociologia, que nos fala da “crise da masculinidade”. Nos Estados Unidos, já foi considerada uma epidemia nacional de solidão e isolamento social a que terão sucumbido muitos jovens do sexo masculino. O sintoma mais evidente e mais generalizado deste mal-estar é o insucesso escolar. É hoje um dado comum, tanto na Europa como nos Estados Unidos, que as raparigas têm mais sucesso escolar e já começam a ser maioritárias em áreas técnicas e científicas que sempre tinham sido lugares da hegemonia masculina. O conceito de crise da masculinidade é usado para descrever duas coisas diferentes, mas que estão relacionadas: a vulnerabilidade gera a agressividade. Um olhar histórico sobre o fenómeno do masculinismo facilmente verifica (não faltam estudos sobre esta matéria) que ele foi um pilar estrutural do fascismo italiano e do nacional-socialismo.
Há pouco tempo, a editora Orfeu Negro editou um livro de bell hooks (1952-2021; as letras minúsculas são uma marca autoral), uma figura importante do black feminism, que tem por título A Vontade de Mudar. Homens, Masculinidade e Amor. Ao contrário de um feminismo radical que põe os homens à distância, bell hooks advoga a necessidade de o feminismo trabalhar em conjunto com eles. A sua tese é a de que é preciso passar de uma masculinidade patriarcal, que mutila a vida afectiva dos homens, os distancia do amor e os torna inaptos a verbalizar as suas emoções (podemos ver aqui a razão pela qual passam mais facilmente ao acto), para uma masculinidade feminista. Este livro situa-se no horizonte dos estudos sobre os homens, os men’s studies.
É certo que esta ideia de uma actual crise da masculinidade precisa de ser relativizada, já que tem uma longa história e até já foi estudada como um mito. Comum a todos os seus surgimentos é a ideia de que as mulheres estão a ocupar o lugar “legítimo” dos homens. Mas nestas questões há um domínio importante do simbólico, isto é, da linguagem. Ainda que no plano efectivo a dominação masculina não tenha recuado tanto como nos querem fazer crer, é muito importante que os homens passem agora por uma provação da qual se tinham isentado: perderam o poder exclusivo da nomeação e são agora eles os nomeados. É quase uma vingança histórica».
É certo que esta ideia de uma actual crise da masculinidade precisa de ser relativizada, já que tem uma longa história e até já foi estudada como um mito. Comum a todos os seus surgimentos é a ideia de que as mulheres estão a ocupar o lugar “legítimo” dos homens. Mas nestas questões há um domínio importante do simbólico, isto é, da linguagem. Ainda que no plano efectivo a dominação masculina não tenha recuado tanto como nos querem fazer crer, é muito importante que os homens passem agora por uma provação da qual se tinham isentado: perderam o poder exclusivo da nomeação e são agora eles os nomeados. É quase uma vingança histórica».
domingo, 12 de julho de 2026
MARIA JOÃO RENDAS |« A mensagem de alerta da"Magnifica Humanitas" do Papa Leão XIV - Esta nota, que não pretende substituir-se à leitura do documento, "repesca" algumas das "ideias-chave" que atravessam toda a encíclica, a propósito dos diferentes temas abordados, como o trabalho, o ensino, a informação, ou a guerra»
sábado, 11 de julho de 2026
NO VERÃO | viver a diabetes em equilibrio | VEJA NO MAIS RECENTE NÚMERO DA REVISTA DA APDP
«Já está disponível a nova edição da nossa revista DIABETES - VIVER EM EQUILÍBRIO.
O verão chegou e, com ele, a vontade de aproveitar cada momento ao ar livre. Por isso, este número destaca um tema incontornável: viver a diabetes no verão, com recomendações para que possa desfrutar da praia em segurança.
Mas há muito mais para explorar.
Descubra como a natureza pode ser uma verdadeira aliada na sua saúde, no artigo A natureza como receita, que revela o poder do verde na prevenção e no equilíbrio do bem-estar.
Damos também voz a Tadej Battelino, presidente da Federação Internacional da Diabetes - Europa, numa entrevista que traz uma perspetiva europeia sobre os desafios e o futuro da diabetes.
Para quem procura cuidar do corpo com mais intensidade, o artigo Treino de Força mostra como ganhar mais força pode significar ganhar mais saúde.
Deixamos, ainda, sugestões para piqueniques saudáveis, com sabores, escolhas inteligentes e dicas para aproveitar o ar livre sem descuidar da alimentação.
Inspire-se a Viver em Equilíbrio». Leia aqui.
sexta-feira, 10 de julho de 2026
SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA | «No acórdão de fixação de jurisprudência, o tribunal superior debruçou-se sobre um processo cujo acórdão condenatório do arguido acusado de um crime de violência doméstica (...)»
«(...)“O pleno das secções criminais do Supremo Tribunal de Justiça acordou ontem [quarta-feira], 8 de julho de 2026, que o tribunal pode valorar, em julgamento, as declarações para memória futura prestadas nas fases de inquérito ou de instrução por testemunha que seja vítima de crime de violência doméstica e que tenha em relação ao arguido algum vínculo familiar ou matrimonial (…) e que no julgamento se recuse a depor”, lê-se na nota esta quinta-feira divulgada pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ). (...)». Leia na integra.
quinta-feira, 9 de julho de 2026
«Museu Aurélia e Sofia de Souza, nova designação da Casa Marta Ortigão Sampaio»
“Diálogo Duplo”, com curadoria de Rita Roque, reúne obras de Aurélia e Sofia de Souza e de artistas contemporâneas convidadas, na Rocha, Catarina Vasconcelos, Isabel Carvalho, Luísa Mota e Sofia Leitão, propondo um diálogo entre diferentes tempos, práticas e linguagens artísticas.
“Seabranano e Seabrina”, de Constança Meira, com curadoria de Raquel Henriques da Silva, desenvolve uma instalação centrada na memória, herança e narrativa, a partir de objetos, documentos, fotografias e cartas reinterpretadas, construindo um universo afetivo entre passado e presente.
Este novo ciclo reforça o museu como espaço de investigação, criação contemporânea e reflexão crítica sobre o papel das mulheres na arte e na cultura.(...)». Saiba mais.
quarta-feira, 8 de julho de 2026
«VIDAS PERFEITAS»
SINOPSE
«Ter estado
vivo é imprescindível para ser objeto de um obituário. Morrer é só o momento em
que a história de uma pessoa acaba e recomeça para ser contada. Prefácio de
Miguel Esteves Cardoso.
Um obituário é o resumo de uma vida que merece ser contada. Isso acontece com o último chefe da máfia italiana Matteo Messina Denaro, a dançarina Chita Rivera, a ativista dos direitos das aves Karen Davis, a psicóloga Isca Wittenberg, o historiador José Mattoso, os atores Robert Redford, Brigitte Bardot ou Diane Keaton, o discreto filósofo Paulo Tunhas, o inclassificável Luís Fernando Verissimo, a insolente Rita Lee, os escritores Martin Amis e Mario Vargas Llosa, André Jordan («o pai do turismo em Portugal»), as musas Jane Birkin e Astrud Gilberto, o realizador António-Pedro Vasconcelos, os poetas Nuno Júdice e Adília Lopes, Mary Quant (que popularizou a minissaia), a pioneira economista Teodora Cardoso, entre muitos outros.
Todos eles têm em comum não serem personagens de ficção, mas pessoas de carne e osso que tiveram vidas que merecem ser publicadas numa página de jornal. Algumas tiveram vidas breves, outras foram más pessoas, outras influenciaram os acontecimentos no mundo, outras dedicaram a sua vida aos outros.
Foram «Vidas Perfeitas», nome da coluna de obituários do semanário Expresso, que Carla Quevedo agora transforma em livro». Saiba mais.
Um obituário é o resumo de uma vida que merece ser contada. Isso acontece com o último chefe da máfia italiana Matteo Messina Denaro, a dançarina Chita Rivera, a ativista dos direitos das aves Karen Davis, a psicóloga Isca Wittenberg, o historiador José Mattoso, os atores Robert Redford, Brigitte Bardot ou Diane Keaton, o discreto filósofo Paulo Tunhas, o inclassificável Luís Fernando Verissimo, a insolente Rita Lee, os escritores Martin Amis e Mario Vargas Llosa, André Jordan («o pai do turismo em Portugal»), as musas Jane Birkin e Astrud Gilberto, o realizador António-Pedro Vasconcelos, os poetas Nuno Júdice e Adília Lopes, Mary Quant (que popularizou a minissaia), a pioneira economista Teodora Cardoso, entre muitos outros.
Todos eles têm em comum não serem personagens de ficção, mas pessoas de carne e osso que tiveram vidas que merecem ser publicadas numa página de jornal. Algumas tiveram vidas breves, outras foram más pessoas, outras influenciaram os acontecimentos no mundo, outras dedicaram a sua vida aos outros.
Foram «Vidas Perfeitas», nome da coluna de obituários do semanário Expresso, que Carla Quevedo agora transforma em livro». Saiba mais.
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