quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

COMBATE À POBREZA | PRIMEIRA ESTRATÉGIA DA UE |«O documento define a pobreza como uma violação da dignidade humana e um obstáculo ao pleno exercício dos direitos humanos. Propõe como objectivo central a erradicação da pobreza na UE até 2035, sublinhando que esta meta deve estar integrada em todas as políticas sectoriais relevantes»| O DEPUTADO PORTUGUÊS JOÃO OLIVEIRA É O RELATOR

 


Reprodução 

«O documento define a pobreza como uma violação da dignidade humana e um obstáculo ao pleno exercício dos direitos humanos. Propõe como objectivo central a erradicação da pobreza na UE até 2035, sublinhando que esta meta deve estar integrada em todas as políticas sectoriais relevantes. 
Entre as principais recomendações destacam-se o reforço do investimento em serviços públicos gratuitos, universais e de alta qualidade; a melhoria das condições de trabalho, promoção de salários justos, pleno emprego e conciliação entre vida pessoal e profissional; ou o acesso universal a sistemas públicos de segurança social. 
De acordo com o comunicado emitido pelo gabinete do deputado comunista. o relatório considera, ainda, que a pobreza reflecte a distribuição desigual da riqueza, só podendo ser erradicada se houver uma distribuição mais justa da riqueza, enfrentando as suas múltiplas causas estruturais e expressões que se perpetuam ao longo da vida e das gerações. Assumindo o objectivo da erradicação da pobreza na UE até 2035, o documento sublinha que este objectivo deve ser considerado em todas as políticas sectoriais relevantes da UE. 
A proposta também apela a uma reorientação significativa do orçamento da UE, priorizando respostas aos problemas sociais agravados pelo aumento do custo de vida. O texto será votado no Parlamento Europeu ainda este mês, podendo marcar um rumo social mais ambicioso para a União Europeia».

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o documento na integra, 
o destaque é nosso


A CAMINHO DO DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES 2026| LEMA UN WOMEN | « Dia Internacional das Mulheres 2026: Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as mulheres e meninas»

 




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da «ONU MULHERES BRASIL»: Dia Internacional das Mulheres 2026: Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as mulheres e meninas.

Em 8 de março de 2026, una-se a mulheres e meninas em todo o mundo para exigir direitos iguais e justiça igual, para garantir, exercer e desfrutar plenamente desses direitos.

Ao iniciarmos o segundo quarto do século XXI, nenhum país fechou as lacunas legais entre homens e mulheres. Neste momento, em 2026, as mulheres possuem apenas 64 por cento dos direitos legais que os homens detêm no mundo. Em áreas fundamentais da vida, incluindo trabalho, renda, segurança, família, propriedade, mobilidade, negócios e aposentadoria, a lei sistematicamente coloca as mulheres em desvantagem. De normas sociais prejudiciais a legislações discriminatórias, mulheres e meninas continuam enfrentando obstáculos profundamente enraizados, e até retrocessos, no caminho para a justiça igualitária. Se o progresso seguir no ritmo atual, serão necessários 286 anos para eliminar as lacunas de proteção legal. Isso não é um prazo. É rendição.

Sem sistemas de justiça que funcionem para as mulheres, direitos tornam-se uma promessa que nunca se concretiza.

O Dia Internacional das Mulheres 2026, sob o tema “Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as mulheres e meninas”, marca um momento para amplificar nossa determinação coletiva. Independentemente de quão enraizado esteja o sexismo ou de quão desafiador seja o cenário político, nos recusamos a recuar ou abandonar nosso mandato. Em vez disso, avançamos juntas, pelos direitos e pelo empoderamento de todas as mulheres e meninas.

Neste ano, o chamado do Dia Internacional das Mulheres é pela ação para desmontar as barreiras estruturais à justiça igualitária, incluindo leis discriminatórias, proteções legais frágeis, práticas nocivas e normas sociais que corroem os direitos de mulheres e meninas.

“Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem discriminação, à igual proteção da lei.”


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

CYNTIA CRUZ | «Melancolia de Classe»

 


SINOPSE
«Conjugando memórias pessoais, teoria cultural e uma assinalável veia polémica, Cynthia Cruz analisa como a escolha entre assimilação ou aniquilação teve um papel importante na vida de músicos, artistas, escritores e cineastas vindos da classe trabalhadora.
Ainda há classes sociais, evidentemente; com todos os efeitos que isso tem em termos culturais e no âmbito da saúde mental. O que significa hoje fazer parte da classe trabalhadora num mundo de classe média? É ser um fantasma».

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Sobre o livro no semanário Expresso, de 23 jan 2026, de Luís M. Faria,  «A (falsa) desaparição dos pobres»:
«Em tempos conheci um homem de origens modestas que, tendo progredido em termos profissionais e económicos graças ao seu talento, casou-se com uma pessoa famosa e convidou para a cerimónia uma boa amostra da elite lisboeta. Só não convidou os pais. Esse desejo de ocultar as origens é relativamente comum. Na maioria dos casos, presume-se, não gera especial desconforto psicológico ao sujeito. Mas, às vezes, a perda da ligação às raízes produz um estado que Cynthia Cruz descreve como “melancolia”.
O seu ponto de referência não é o que chamamos de ‘pequena burguesia’. Cruz viveu na pobreza e aí permaneceu mesmo quando começou a ter experiências com a classe média, no liceu e em prestigiadas instituições de ensino superior. Tornou-se poetisa, romancista e ensaísta, e ensinou em universidades, mas o sentimento de alienação nunca a abandonou.

Em “Melancolia de Classe”, decidiu explorá-lo a partir da sua experiência e da obra de artistas como Mark Linkous, Jason Molina e Amy Winehouse, ou da menos conhecida Barbara Loden, que foi mulher do realizador Elia Kazan. A certa altura, Loden empreendeu um filme sobre as lutas de uma personagem feminina. Não foi fácil. “Loden demorou sete anos a começar a filmar ‘Wanda’ devido à falta de financiamento e de contactos sociais, bem como à sua falta de confiança. Essa falta de confiança era o resultado de uma vida inteira a dizerem-lhe, explícita ou implicitamente, que era burra e não tinha importância”, escreve Cruz.

“A vergonha que resulta desta interiorização é depois vista por quem não pertence à classe trabalhadora como prova de mau caráter.” Ou seja, há uma ocultação que reflete o desaparecimento das classes sociais como tema do discurso político, nesta época neoliberal em que todos somos supostos pertencer à classe média. Uma ilusão conveniente».


domingo, 1 de fevereiro de 2026

«Universidade do Texas manda professor censurar ‘O Banquete’, de Platão _ instituição alinhada à diretrizes do governo trump considera que obra de filósofo grego tem trechos que promovem ‘ideologia de gênero’»


Mosaico que mostra a escola de Platão — Foto: Reprodução


«Universidade do Texas manda professor censurar ‘O Banquete’, de Platão


Passagem: «O professor de filosofia da Universidade Texas A&M Martin Peterson foi avisado na semana passada pela chefe do seu departamento, Kristi Sweet, de que deve deve “remover ou abandonar” trechos sobre questões raciais e de gênero de “O banquete”, de Platão (427- 347 a.C.) em um curso introdutório de filosofia. Ou lecionar um curso diferente. Localizada na cidade de College Station, a Texas A&M é uma das universidades mais prestigiadas dos Estados Unidos, com mais de 50 mil alunos.
A censura à obra de um dos fundadores da cultura ocidental — e que foi particularmente admirado por autores neoconservadores como Irving Kristol (1920-2009), considerado o fundador do movimento, e Leo Strauss (1899-1973) — faz parte de uma revisão dos currículos da universidade para cumprir a nova política de que nenhum curso deve “promover ideologia racial ou de gênero, ou tópicos relacionados à orientação sexual ou identidade de gênero”.
A norma só admite exceções com aprovação prévia do reitor interino Simon North. No fim de 2025, o reitor Mark Welsh foi forçado a renunciar, acusado de promover a “ideologia transgênero” (contrária à perspectiva conservadora do governo Donald Trump) por não demitir um professor que havia feito comentários sobre gênero e sexualidade em uma aula de literatura infantil. (...)».  Continue.

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

«LUTARAM E RESISTIRAM» | veja no Blogue «Silêncios e Memórias» _ uma fonte de informação nomeadamente sobre «mulheres» que assim podemos conhecer de maneira organizada

 





Sempre que visitamos o blogue «SILÊNCIOS E MEMÕRIAS» sentimos um impulso para «avisar toda a gente» que ele existe. E aqui estamos uma vez mais a lembrá-lo. Diz-nos sobre Homens e Mulheres que lutaram e resistiram. Ilustrando, ao acaso, olhemos para o que podemos saber sobre Sara Beirão, na imagem acima. De lá:

«Filha do médico Francisco de Vasconcelos de Carvalho Beirão, a jornalista e escritora Sara de Vasconcelos Carvalho Beirão nasceu em Tábua em 30 de Julho de 1880. 
Para além da notoriedade enquanto autora foi, desde a Monarquia, propagandista republicana e militou na Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.
A sua estreia no jornalismo deu-se no periódico Tabuense fundado pelo pai, servindo-se do pseudónimo Álvaro de Vasconcelos. Passou por Coimbra, onde colaborou no jornal Humanidade e, quando se fixou em Lisboa, manteve colaboração diversificada na imprensa: Boletim da Câmara Municipal de LisboaO Comércio do PortoDiário de CoimbraDiário de LisboaDiário de NotíciasEvaFigueirenseIlustraçãoJornal da MulherJornal de NotíciasModas e BordadosPortugal FemininoO Primeiro de JaneiroO SéculoO Século IlustradoSerõesVértice
Assinou textos em jornais brasileiros - Diário Português e Vida Carioca - e proferiu conferências sobre temas educativos e femininos. (...)».

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Gostamos de pensar que com gestos simples, como um post, podemos contribuir para «NOMEIA TODOS OS NOMES. LUTARAM E RESISTIRAM» como nos diz 
 António Borges Coelho