segunda-feira, 26 de outubro de 2026

«O Museu Nacional do Prado e o Rijksmuseum, em Amesterdão, anunciaram uma colaboração histórica focada nas mulheres na arte e na história ocidental, estruturada em diversas linhas de trabalho que incluem a organização de encontros com especialistas, um programa de bolsas de estudo e o desenvolvimento e apoio a projetos de exposições»

 


e na ArteCapital


de lá:
«(...) O núcleo do acordo é um programa internacional de bolsas de pós-doutoramento que terá início em setembro de 2027, com candidaturas abertas em outubro de 2026. O(A) candidato(a) selecionado(a) concentrará a sua investigação no "papel, liderança e representação das mulheres no Império Habsburgo", com especial atenção às ligações entre os contextos holandês e espanhol. Terão a oportunidade de realizar pesquisas aprofundadas nas coleções de ambas as instituições e contribuir para projetos de exposições desenvolvidos no âmbito da colaboração, incluindo uma grande exposição que o Rijksmuseum está a preparar para 2029 sobre a liderança feminina nos Países Baixos durante o século XVI. (...)».

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Ainda, da ArteCapital: «O Museu do Prado tem o programa "O Prado no Feminino", um programa estável e transversal que destaca as mulheres como artistas, promotoras e figuras-chave nas suas coleções». E «Entretanto, o Rijksmuseum lançou o projeto Mulheres do Rijksmuseum em 2021, uma equipa interdisciplinar que trabalha para aumentar a visibilidade das mulheres dentro do museu».

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Acrescentando

sábado, 24 de outubro de 2026

ACONTECE | HOJE 24 OUT 2026 | o XII Congresso do MDM | NO FÓRUM LISBOA

 


de lá:



O XII Con­gresso do MDM
 apre­senta seis eixos
 de in­ter­venção

• Or­ga­nizar as mu­lheres
 e re­forçar o MDM

• De­fender di­reitos, en­frentar
 re­tro­cessos e com­bater 
a ex­plo­ração

• Afirmar a au­to­nomia 
das mu­lheres nas 
con­di­ções de vida, 
no tra­balho
 e na fa­mília

• Com­bater as vi­o­lên­cias

• Pro­mover a paz, a 
so­li­da­ri­e­dade
 e a trans­for­mação 
so­cial

• De­finir com­pro­missos
 e li­nhas de acção



quinta-feira, 22 de outubro de 2026

AS PIONEIRAS DO CINEMA PORTUGUES NUM MUNDO DE HOMENS |«Estas mulheres fizeram, por sua vez, filmes de uma variedade copiosa: épicos românticos, documentários paisagísticos, filmes infantojuvenis amadores, dramas góticos, filmes científicos, travelogues, cinema de propaganda, diários e filmes-poema, entre outros»

 


Começa assim:«Quando, em abril de 1974, as chaimites de Salgueiro Maia derrubaram as portas da ditadura, a liberdade que chegou, também para o cinema português, não encontrou mulheres realizadoras. Atrizes sim, claro, assistentes de montagem ou anotadoras, também, mas o poder dos filmes era masculino. É certo que nos dez anos anteriores, havia alguns nomes femininos em posições de autoria — caso, por exemplo, de Alice Ogando (creditada como autora do argumento de “A Maluquinha de Arroios”, adaptando uma peça de André Brun), Ivone de Moura (terá colaborado na realização de “Nem Amantes, Nem Amigos”), Cecília Delgado (coargumentista de “Canção da Saudade”) ou Gisela da Conceição (integrando a equipa que escreveu “O Cerco”). Eram esparsas incursões num universo onde só homens havia nos postos de comando. E se existisse um retrovisor e nos puséssemos a olhar para trás, era uma densa multidão masculina a fazer nevoeiro, quase nada de mulheres havia. A romper essa cortina temos, agora, o livro “Pioneiras do Cinema Português”, grosso volume (480 páginas) publicado pela Cinemateca Portuguesa, com organização de Ricardo Vieira Lisboa, também autor de alguns dos textos nele incluídos. Nele emergem três nomes fundamentais no curso do cinema português na primeira metade do século XX: Maria Emília Castelo Branco, Virgínia de Castro e Almeida e Bárbara Virgínia. E não estão sós.
É certo que desde o seminal “Filmes, Figuras e Factos da História do Cinema Português 1896–1949”, de Manuel Félix Ribeiro (editado em 1983, após o falecimento do seu autor) se conhecia, com apreciável detalhe, o contributo dessas personalidades femininas. Todavia, esse é um livro a que se levantam objeções de rigor ou lacunas de informação — a merecer tanto relevo quanto a obra de Félix Ribeiro foi desbravadora, monumental e única (ninguém jamais ousou fazer algo sequer parecido). Agora se firmam novos dados.  (...)»

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«(...)O livro está dividido em três partes, sendo a primeira consagrada ao discurso destas cineastas (com entrevistas e ensaios das próprias). A segunda é composta por nove ensaios inéditos (de José Machado, Sofia Sampaio, Bárbara Murakami de Albuquerque, Paulo Cunha, Manuela Penafria, Maria do Carmo Piçarra e Ricardo Vieira Lisboa). Finalmente, a terceira parte é dedicada aos testemunhos de familiares e de realizadores contemporâneos que retrataram algumas destas pioneiras (Ana Sofia Pereira, Luísa Sequeira, Catarina Alves Costa, Gonçalo Tocha, Nádia Henriques, Ricardo Leite e Cláudia Rita Oliveira).(...)».


quarta-feira, 21 de outubro de 2026

MULHERES EM DESTAQUE | «Aida dos Santos vence o Prémio Nacional de Ensaio de Espanha 2026»

 



«A escritora e politóloga #AidadosSantos foi distinguida com o Prémio Nacional de Ensaio de Espanha 2026 pela obra Hijas del hormigón: historias de clasismo, sexismo y violencia en las periferias españolas, publicada pela editora Debate. O galardão, atribuído pelo Ministério da Cultura espanhol, tem um valor pecuniário de 30 mil euros.

O júri destacou a abordagem original, corajosa e enriquecedora da obra, que dá visibilidade às experiências das mulheres que vivem e trabalham nas periferias espanholas e que asseguram o funcionamento de setores essenciais da sociedade e da economia. Através de testemunhos individuais, contextualizados numa trajetória histórica documentada de forma rigorosa, Aida dos Santos analisa as condições de precariedade e de desigualdade que marcam a vida destas mulheres.
A obra propõe uma reflexão sobre a intersecção entre o racismo, o classismo, a violência e o sexismo nos mecanismos contemporâneos de exclusão social. O júri salientou ainda a forma como o ensaio contraria as representações redutoras da pobreza e a visão tradicionalmente masculina da classe trabalhadora, transformando experiências individuais numa reflexão coletiva sobre questões sociais frequentemente ignoradas.
Nascida no Algarve, em 1992, Aida dos Santos é licenciada em Ciência Política pela Universidade Complutense de Madrid, técnica de investigação social aplicada e analista de dados. Foi distinguida, em duas ocasiões, com o Prémio CEDEJEM de Ensaio Europeu e colaborou com diversos órgãos de comunicação social. (...)». Leia na integra.


segunda-feira, 19 de outubro de 2026

«SACRIFICADA» |Ana de Castro Osório

 


«Sobre o que é o livro Sacrificada?

LITLLE BLACK CLASSICS
O essencial dos clássicos
Ensaios, contos, poemas, dramas, cartas, manifestos - testemunhos de ideias que ora mudaram, ora sustentaram o mundo nas várias formas que assumiu desde a invenção da palavra. Apresentamos os Little Black Classics, uma coleção que celebra a literatura com textos breves de grandes escritores.
Publicada em 1908, Sacrificada é uma novela de Ana de Castro Osório que denuncia a condição feminina no século XX». Saiba mais.

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«Escritora, feminista e ativista republicana, nasceu em 1872 e morreu em 1935. É considerada a fundadora da literatura infantil no nosso país. Escreveu alguns livros que foram utilizados como manuais escolares e publicou ainda uma obra marcante na sua época, a coleção Para as Crianças, que lhe ocupou perto de quatro décadas de trabalho. Outros títulos dignos de realce são A Minha Pátria, As Mulheres Portuguesas (em que alia o feminismo a uma postura patriótica) e A Mulher no Casamento e no Divórcio (uma tomada de posição sobre a problemática do divórcio, que seria objeto de legislação por parte de Afonso Costa, e em que colaboraria). Ana de Castro Osório criou ainda a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas». Daqui.