E de repente ficamos sem o TIAGO MIRANDA. Atordoados/as pela notícia enviada pelos familiares mais próximos começamos a fazer e a receber contactos numa das suas, digamos, comunidade de amigos. Era verdade, o Tiago Miranda deixou-nos. Terá morrido da que dizem ser «morte santa». Mas tão novo!, e com tanta energia! É isso, é dificil interiorizar.
Conhecemos o Tiago quando a DGARTES foi para a BIBLIOTECA NACIONAL, e logo no primeiro dia teve a iniciativa de se ir apresentar aos novos vizinhos. Para ele não havia barreiras entre organismos. O EM CADA ROSTO IGUALDADE já existia (no seu ciclo institucional), e não passou muito tempo a inscrever-se para receber os «lembretes», à data diários, e prometeu contributos, tendo com sabedoria percebido o conceito que se procurava desenvolver. Um exemplo:
Bom, e assim começou o principio de uma bela amizade. No que diz respeito ao EM CADA ROSTO IGUALDADE continuou a ser leitor e a divulgá-lo até ao fim da sua vida. Por outro lado, as mensagens por e-mail que regularmente nos enviava muitas terão dado origem a posts.
Claro, mais haveria (e não faltarão ocasiões) para se dizer sobre Tiago Miranda. Neste momento sintetizamos assim: ensinou-nos que não há apenas um «NORMAL» de vida. O dele era recheado de maneira harmoniosa pela sua ocupação profissional sendo de sublinhar o grande respeito que os «leitores» lhe mereciam; depois havia o seu usufruto da arte - quem nos dera ter o conhecimento que ele tinha do que estava a acontecer diariamente -, e em especial o TEATRO. Não se limitava a estar presente na sala: conhecia o elenco com quem tirava fotos e tinha uma memória fabulosa sobre os espectáculos. O Tiago deixa-nos um repositório que merece atenção porque um bom espólio do ponto de vista dos «públicos». Era filho do tão cohecido constitucionalista Jorge Miranda, sem disso fazer alarde ia contudo dando-nos conta dos livros e tomadas de posição do seu pai. Sim, a família ocupava um espaço imenso na sua vida, e de vez em quando lá nos avisava que não participaria nisto ou naquilo por ir visitar o(s) primo(s), fora de Lisboa, de transportes públicos, meio de mobilidade em que era perito. Nunca o vimos deixar de fazer o quer que fosse porque não tinha carro, mas aceitava boleias.
As imagens iniciais são a nosso ver «imagem de marca» de Tiago Miranda. Quando o viamos «engravatado» metiamo-nos sempre com ele ... Mas qualquer que fosse a fatiota havia ali uma «elegância» natural ... E uma educação «vinda de longe», mesmo quando era teimoso ...
Na vida de Tiago Miranda não terá havido momentos de tédio, antes pelo contrário: QUOTIDIANO CHEIO. TÃO CHEIO! - que, como não pudesse ser diferente, partilhava com quem se ia cruzando ... Mesmo quando de férias rumava a Moledo.










