Em Cada Rosto Igualdade
quinta-feira, 9 de abril de 2026
FILME |«Entroncamento»
quarta-feira, 8 de abril de 2026
«DIABETES» | Centenário da APDP
|
segunda-feira, 6 de abril de 2026
«Tudo na natureza apenas continua»
SINOPSE
«Escrever, ensinar, jardinar, ir ao
supermercado, cozinhar, tratar da roupa — são atividades que, situando-se no
tempo, não rivalizam com os meus filhos, porque eles se tornaram intemporais.»
Vincent morreu com 16 anos. James morreu com 19
anos. Num intervalo de sete anos, os dois filhos de Yiyun Li escolheram o
suicídio, a meio caminho entre a escola e a casa de família. Tudo na natureza
apenas continua é um testemunho delicado, revolucionário, que tem origem no abismo, o novo habitat de uma escritora que escolhe
professar a aceitação radical destas mortes trágicas.
Indefetível na eterna condição de mãe, eternamente
ligada aos seus filhos, Yiyun Li faz germinar neste livro uma gramática só sua:
austera, íntima, capaz de descrever uma das mais extremas experiências humanas,
no ponto exato em que a linguagem costuma falhar.
Num exercício literário inigualável, Yiyun Li fixa
para sempre o lugar dos seus filhos no mundo, porque «não há agora e outrora,
agora e mais tarde; só agora e agora e agora e agora», mas somente agora e
agora e agora e agora», como um tempo que nunca termina, apesar da tragédia. Saiba mais - leia excertos.
____________
Veja também apreciações aqui. De lá, por exemplo:
«(...)
«Este livro transforma-nos.»
Observer
«Yiyun Li recusa o sentimentalismo; mesmo assim, o leitor pode sentir-se derrubado pela sua força emocional.»
Guardian
«Simultaneamente delicado e devastador. […] A terrível tragédia familiar que devastou Yiyun Li é contada de um modo sóbrio e a olhar o luto de frente, um pouco à maneira daquilo que Joan Didion conseguiu no inesquecível O ano do pensamento mágico.»
Carlos Vaz Marques
«Tudo na natureza apenas continua impõe um território literário raro e inquietante. […] Organiza se como um diário filosófico, por pequenos fragmentos que se encadeiam sem a finalidade de construir um percurso evolutivo ou teleológico típico de memórias de luto. […] Esse ritmo fragmentado e cíclico reflecte […] a experiência temporal de Li depois das mortes de Vincent e de James: a vida continua, mas parte dela permanece fora do tempo, suspensa pela dor incomensurável de perder dois filhos, experiências que não podem ser reconciliadas com finais consoladores. […] Li recusa explicar, interpretar ou moralizar o suicídio dos filhos. [Este livro] não dá respostas fáceis, nem pretende curar. A proposta é outra: permanece perto do real, quer vê-lo tal como é.»
Isabel Lucas, Público
«Yiyun Li nada esconde ou omite das suas próprias fragilidades, mas também nada escancara. A ideia não é procurar uma explicação para o que aconteceu, uma narrativa onde os factos encaixem. […] Não há aqui juízos de valor, não há lamentos, nem exercícios de autopiedade ou de vitimização. Apenas um voo rasante à vida dos filhos muito amados, para os quais construiu uma estrutura sólida, casulos que os protegiam da aspereza do mundo, mas não da possibilidade da catástrofe.»
José Mário Silva, Expresso
domingo, 5 de abril de 2026
«o Papa Leão XIV dirigiu à Cidade de Roma e ao Mundo a sua Mensagem de Páscoa. Disse a "quem tem armas nas mãos, que as deponha"! " A quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz"! Convidou todos a unirem-se a ele na vigília de oração pela paz que será realizada, na Basílica de São Pedro, no próximo sábado, 11 de abril»
sábado, 4 de abril de 2026
O CONSUMO DE ÁLCOOL POR PARTE DAS MULHERES
A maior igualdade social aproxima os comportamentos das raparigas do dos rapazes. O problema é que o metabolismo enzimático da rapariga é muito menor do que o do rapaz, o que faz com que os efeitos do álcool sejam muito mais nefastos para elas. A intoxicação aguda acontece de forma mais rápida e surgem outros problemas, como uma maior vulnerabilidade a situações de violência sexual. Precisamos de melhorar a literacia sobre os consumos de álcool e os riscos associados, sublinhando os riscos acrescidos no sexo feminino. Nesse sentido, vão ser definidas, ao longo deste ano e do próximo, campanhas de prevenção específicas.
O consumo por parte das mulheres é também mais estigmatizado.
Sim. Há muita vergonha, culpa e um encobrimento muito maior dos casos de dependência nas mulheres, o que dificulta ainda mais o acesso às unidades de tratamento. A Unidade de Alcoologia do Porto já tem um programa terapêutico dirigido ao sexo feminino e estamos a criar uma resposta semelhante em Lisboa, que deverá estar operacional até ao verão. A ideia é facilitar o acesso e fazer com que as mulheres se sintam mais à vontade para procurar ajuda.
São precisas mais medidas para reduzir o consumo de álcool?
Mais do que criar novas medidas, a nossa grande preocupação é a fiscalização, que não está a ser eficazmente implementada, já que continuam a existir menores a aceder a bebidas alcoólicas. Quando saímos à noite o que mais vemos são jovens a beber. (...)».








