quarta-feira, 1 de julho de 2026

«LEME» | de Madalena Sá Fernandes

 


SINOPSE

A história crua de uma relação tóxica. Uma narrativa que não deixa pedra sobre pedra nos pilares da resiliência de uma criança subjugada ao negro poder do seu padrasto.
Leme é o relato da vivência de uma rapariga que assiste, durante anos, à erosão dos pilares que sustentam as ligações humanas: vê a mãe subjugada à violência do homem com quem mantém uma relação amorosa disfuncional; vive na pele a distorção dos papéis desempenhados por pais e filhos; alimenta-se da solidão para ultrapassar um quotidiano de medo e fúria; disputa um lugar só para si no meio do caos familiar; aprende a reconhecer o consolo das pequenas vitórias; e, por fim, reconstrói-se a si e às suas memórias.
Nenhuma criança conhece de antemão os nomes das coisas, mas todas as crianças reconhecem instintivamente o perigo. Para a protagonista desta história, o perigo tem o nome de um homem, e é sinónimo de obsessão, desequilíbrio, solidão, desamparo, poucas certezas e muitas dúvidas. Leme é um golpe de escrita para regressar à vida. Uma cintilação plena de vida e um soco no escuro que nos engole: eis um livro que aponta diretamente aos limites do bem e do mal. Saiba mais.



domingo, 28 de junho de 2026

EM FRANÇA NO «PALAIS GALLIERA» CONTINUA EXPOSIÇÃO SOBRE «A HISTÓRIA DA MODA» | e há muito para ver «online»

 


Robe Comme des Garçons. Prêt-à-porter, automne-hiver 2016. CC0 Paris Musées / Palais Galliera, musée de la Mode de Paris


«Depuis décembre 2025, le Palais Galliera inaugure une série d’expositions consacrées aux savoir-faire. Au cours de trois expositions successives, qui aborderont les métiers et techniques de la mode sous différents angles, le musée met en lumière la richesse de ses collections et propose un nouveau regard sur l’histoire de la mode du XVIIIe siècle à nos jours.
Cette première exposition est consacrée aux savoir-faire de l’ornementation – tissage, impression, broderie, dentelle, fleurs artificielles – qui permettent d’ennoblir et de décorer vêtements et accessoires. Ces techniques sont abordées à travers le thème de la fleur, motif incontournable dans l’art du textile et la mode depuis le XVIIIe siècle. Ses multiples déclinaisons permettent d’apprécier les jeux de matières, le traitement des couleurs, des volumes, ou le placement des motifs qu’il inspire au gré des saisons. Du textile broché d’un gilet du XVIIIe siècle à l’impression au laser d’un ensemble Balenciaga, d’une dentelle de Chantilly au camélia de Gabrielle Chanel, l’exposition met en avant la grande variété des techniques, tout en interrogeant leur symbolique et leurs usages».

E no site do Ministério da Cultura informam-nos isto:  «Savez-vous que la haute-couture et plusieurs savoir-faire de la mode sont reconnus au titre du patrimoine culturel immatériel ? Au Palais Galliera, une 1ère exposition sur les techniques de la mode met l’accent sur les ornementations».






sábado, 27 de junho de 2026

PATRÍCIA PORTELA |«HOJE, 3 de Maio»


Sinopse
«Viver uma guerra à distância é como olhar para este quadro. É estar lá sem estar dentro, é estar de fora sem estar cá fora. Vivo à distância. a guerra à distância. o horror à distância. a morte à distância. o medo à distância. o desastre à distância. É tudo uma mera notícia.»
Hoje, 3 de Maio é um romance escrito a partir do quadro Fuzilamentos de 3 de Maio de 1808, de Francisco José de Goya y Lucientes. Um retrato de quem fuzila e de quem é fuzilado numa Europa que permanece, até hoje, presa num tempo de guerra. Saiba mais.
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sobre a obra da comunicação social


No Público, desde logo, a chamada 
na primeira página. Depois, no Ípsilon. Assim:



A AberturaA partir de um quadro de Goya, sobre um acontecimento de 1808, Patrícia Portela fez um romance extraordinário. Hoje, 3 de Maio tem a guerra como fundo mas é, sobretudo, uma interrogação acerca de nós.


Ainda, mais estes excertos: « (...) Hoje, 3 de Maio não é um romance histórico, está bem longe dessa ideia. Com uma mestria rara, Patrícia Portela conseguiu dar várias visões dos acontecimentos que o quadro de Francisco de Goya retrata, como era seu propósito, mas em simultâneo deambular pela Europa do tempo da Guerra Peninsular e pela Europa dos dias de hoje. Para isso introduziu, com finíssima ironia, uma personagem feminina, ao mesmo tempo estranha e familiar, que se passeia pela Madrid do nosso tempo, que trabalha para uma instituição europeia... Mas dessa personagem falaremos mais adiante. Cada coisa a seu tempo. O que nos interessa agora é como é que um livro com acção em 1808 nos consegue fazer ver o presente, pensar o tempo de hoje a partir de Goya.

(...) Patrícia Portela escreveu um romance improvável. Parte da descrição de uma pintura de Goya, e sem nunca a perder de vista, nem aos seus elementos exteriores, nem ao Museu do Prado, vai-nos levando pelo olhar (o livro é profusamente ilustrado) até aos dias de hoje, às guerras da Ucrânia e a Gaza. O narrador, uma voz anónima que tudo sabe, vai reflectindo (ou faz o leitor reflectir) acerca de assuntos inesperados, como os pensamentos de Einstein, de Henri Bergson, ou em acontecimentos como a divisão da Coreia. Todos nós encarnamos numa Europa de camisa branca sobre uma pele incomodada por pruridos. (...)». Se tiver acesso a entrevista na integra aqui.

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e do semanário Expresso



Começa assim: «A imagem é poderosíssima. À direita do quadro, um pelotão de fuzilamento, formado por soldados que não mostram a cara, aponta as espingardas a um grupo de condenados que aguarda, junto a uma pilha de mortos, o seu momento final. De entre eles, destaca-se um homem de camisa muito branca, peito oferecido às balas, braços erguidos, chagas nas palmas das mãos, olhar desolado diante da ignomínia. Em “Os Fuzilamentos de 3 de Maio de 1808”, pintado seis anos após o acontecimento que retrata, Francisco de Goya não capta apenas o massacre de centenas de madrilenos revoltosos às mãos do exército francês, no monte do Príncipe Pio. Capta a essência de todos os fuzilamentos que já houve e esse instante terrível, abismo entre a vida e a morte, que é o instante que precede os disparos. (...)». Termina deste modo: «(...) Além da grandeza literária do romance e da sua escrita magnífica, “Hoje, 3 de Maio” distingue-se ainda como um belíssimo objeto estético. Nas inúmeras reproduções de pormenores do quadro, e no jogo com outros trabalhos do artista (como a série de gravuras “Os Desastres da Guerra”), 
a obra-prima de Goya vai-nos surgindo ampliada, desdobrada, num sofisticado jogo de espelhos entre pintura e literatura». Se tiver acesso, na integra, neste endereço. 

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Em suma, de Patrícia Portela obra a não perder. E como efeito «colateral» talvez uma visita ao Museu do Prado  e sabermos mais sobre GOYA.  




sexta-feira, 26 de junho de 2026

NA GULBENKIAN | Jardim de Verão

 


FESTIVAL

Jardim de Verão Gulbenkian

 

Sáb e dom, até 12 jul 2026, Entrada gratuita

 

É já no sábado que começa o Jardim de Verão, que este ano volta a contar com a curadoria de Dino D’Santiago (música) e tem Alexandra Matos e Luís Almeida como curadores dos filmes e conversas. O pontapé de saída será no Grande Auditório, com o pop e o jazz de Bokor. No resto do fim de semana, haverá mais três concertos, dois DJ sets, a projeção dos dois primeiros episódios da série Novas Narrativas de Caça (seguidos de conversas) e uma oficina para famílias. Consulte a programação completa. Veja aqui.



quinta-feira, 25 de junho de 2026

«selvajaria»

 

no DN - 25 JUN 2026



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Sobre o problema a que se referem as imagens acima já fizemos postOLHAMOS PARA O QUE SE ESTÁ A PASSAR COM OS SUBSÍDIOS DE MÉRITO CULTURAL ATRAVÉS DO FUNDO DE FOMENTO CULTURAL E HÁ QUEM INTELIGENTEMENTE E COM TALENTO NOS LEVE AO PASSADO PARA MELHOR REFLETIRMOS | «Este País te mata lentamente» diz Sophia no «Camões e a tença» | NÃO PODEMOS PERMITIR QUE SE CONTINUE A MATAR LENTAMENTE NESTE FRÁGIL SETOR DA CULTURA E DAS ARTES .... À medida que o assunto continua a merecer a atenção da comunicação social mais nos convencemos que o problema merece ser aprofundado, nomeadamente a Senhora Governante com responsabilidades na Cultura e por conseguinte  no processo dos «Subsídios com base no Mérito Cultural» aqui em causa talvez deva começar por entrar no espirito do diploma de 1982 e reparar em especial no que acima sublinhamos. Todos estaremos de acordo que é fundamental fazer RELATÓRIO GLOBAL sobre a «história» da aplicação do Decreto-lei aqui em análise. Mas entretanto não podemos deixar «morrer à fome» quem neste momento para que isso não aconteça precise do parco apoio do Estado. Aliás, vem nos manuais: não se pode acabar com uma intervenção estatal sem que haja alternativa, ainda por cima em questão de tal melindre ... Daí que se compreenda o titulo «selvajaria».
Ainda, pelo que se vai sabendo, e indo à origem, esta «politica» tem a ver com a ESPECIFICIDADE DA CULTURA E DA ARTE. Mais, mesmo que sem o tal estudo que diagnosticamos como essencial,  não será dificil concluir, dada a fragilidade do setor, que o futuro não está acautelado. Ou seja, é de prever que vamos continuar a ter candidatos ao «Subsidio de Mérito Cultural», e cada vez mais novos. A propósito, haverá idade para isso? E haverá quem nem sequer saiba da possibilidade de apoio? Assumimos aqui o que temos subscrito em diversas ocasiões com diferentes «estatutos»: Reinvindique-se um PLANO NACIONAL PARA O DESENVOLVIMENTO CULTURAL onde o ENVELHECIMENTO ATIVO não seja esquecido. Mais, não se tenha medo de debater o que o Jornal de Letras  (que já não temos) trouxe para a Primeira Página e de que fez dossier: 
  

  
acrescentemos