sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

«LIDERANÇA FEMININA PELA TRANSIÇÃO CLIMÁTICA JUSTA: RECOMENDAÇÕES PARA A COP30» | é o capitulo do Brasil da Women Leading On Climate (WLOC) |NESTE MOMENTO EM QUE NO NOSSO PAÍS - PORTUGAL - ESTAMOS A VIVER IMPACTOS DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS COM CHEIAS E VENTOS E COLAPSOS ... SEM FIM | POPULAÇÕES EM DESESPERO - SEM CHÃO NEM HABITAÇÃO NEM ...

 




Em síntese - «O Capítulo Brasil do WLOC organiza a contribuição brasileira à agenda global de clima e gênero, combinando liderança estratégica, diversidade territorial e rigor técnico para deixar um legado concreto na COP30 em Belém, mas com a intenção de ir muito além da Conferência no debate sobre o papel das mulheres nos desafios globais relacionados à agenda climática e de recursos naturais e na economia». Ora, a COP30 já aconteceu, as Recomendações continuam o seu caminho ... 
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Já agora, o documento acima, está no site da CBDS -
O CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) conecta empresas, governos e sociedade para impulsionar soluções sustentáveis que geram impacto real. Ainda:


De lá

«Together, we are transforming ambition into action for a sustainable and just future». 



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De entre trabalhos
 que  podíamos escolher,
para sabermos mais sobre
o que nos está a acontecer

Se tiver acesso

Destaque e começo: «O físico e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa avisa que as tempestades são o resultado 
das alterações climáticas. E deixa a receita para lidar com estes riscos nas infraestruturas, na água ou na literacia da população


As recentes tempestades que afetaram, e que ainda afetam, Portugal, como a “Kristin”, devem ser enquadradas não como episódios excecionais ou fortuitos, mas como expressões consistentes de um clima em mudança. A intensificação da precipitação em curtos períodos de tempo, as inundações fluviais e costeiras, a maior severidade de ventos extremos, a maior frequência e severidade de ondas de calor, secas e incêndios e a crescente varia­bilidade climática inserem-se num padrão amplamente documentado pela comunidade científica para o Sul da Europa e, em particular, para Portugal. Neste contexto, os impactos observados no território nacional são consequência evidente da severidade dos fenómenos, amplificada pela interação entre uma perigosidade climática crescente e um conjunto de vulnerabilidades estruturais acumuladas ao longo de décadas.

Em Portugal, tal como noutros paí­ses europeus, tem-se assistido a um aumento cumulativo da exposição da população, das infraestruturas críticas e das atividades económicas aos extremos climáticos. Esta exposição interseta-se com fragilidades significativas ao nível do ordenamento do território, da resiliência infraestrutural, da organização institucional e da capacidade de antecipação e resposta ao risco. O resultado traduz-se em impactos económicos diretos e indiretos cada vez mais elevados, em perturbações no funcionamento de serviços essenciais e em riscos acrescidos para a saúde pública, particularmente entre os grupos socialmente mais vulneráveis. (...).


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

«SONHOS DE INVERNO _ e Outros Contos»

 


SINOPSE
«Dexter era inconscientemente orientado pelos seus sonhos de Inverno. Com a idade,a natureza e a fragência desses sonhos foi-se alterando, mas a essência permaneceu. Foram eles que o levaram a abandonar o seu emprego num campo de golfe quando Judy Jones, de onze anos, lhe pediu para ser seu caddy. Mais atrde, judy vai ser a bela e cruel adolescente que o submete aos seus desejos. Neste conto, como em quase todos os seus livros, Scott Fitzgerald parece descrever um baile em que escolheu a rapariga mais bela, mas ficando de fora, com o rosto colado à vidraça, atento ao menor aceno e vendo finalmente a dançarina ser arrastada para a tranquila solidez de um lar americano. E quando sabe dela mais tarde, o espanto de a ver confundida com outras mulheres que também já foram belas ecoa como um irremediável adeus à juventude. Os outros quatro contos aqui reunidos reflectem o impacto da Grande Depressão de 1929 na vida de Scott Fitzgerald, que se transmite aos seus personagens». Saiba mais. 




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

«Violência doméstica: o mais grave problema de segurança interna»

 


Começa assim: «Edite Silva, 30 anos. Este é o nome da mulher morta a tiro na madrugada de segunda-feira, 2 de fevereiro, pelo ex-namorado, num parque de estacionamento em Lisboa. Mais um caso de desfecho fatal numa história de violência doméstica — notoriamente o mais grave problema de segurança interna em Portugal (e já veremos os números que o provam).
O machismo na sociedade portuguesa, com as suas manifestações em particular no sistema de justiça, representa uma das mais poderosas continuidades da ditadura para a democracia. Sendo atualmente conhecidas cada vez menos sentenças do género “medieval”, esse machismo judicial manifesta-se, porém, de outra forma: pelo uso e abuso de mecanismos que fazem com que a violência doméstica continue a ser, quase 52 anos depois do 25 de Abril, muito do que afinal sempre foi: um crime sem castigo. É disto que este texto trata, explicando-se no início o contexto em que foi escrito.
Em novembro do ano passado, fui convidado para participar num debate no XIX Congresso Nacional de Psiquiatria sobre estigma e doença mental, sendo o ponto de partida um romance de Maria Teresa Horta. O texto que se segue sistematiza as notas que preparei para essa intervenção.
“A Paixão segundo Constança H.” tem como personagem central uma mulher que vive, nas palavras da escritora, uma paixão “obsessiva” e fortemente erotizada por um homem. Isso leva a que seja rotulada de “louca” ou “desequilibrada” — o tal estigma de que falava o tema deste debate.
Se Constança era louca ou não, e se o que a levou à suposta loucura foi o estigma ou o ciúme (ou ambas as coisas), foi matéria sobre a qual não me quis pronunciar — deixei-a aos especialistas. Sei, porém, que a diabolização do erotismo feminino não é de hoje nem de ontem — perde-se na memória dos tempos.
Na Inquisição, o clitóris era conhecido como “o bico do seio do diabo”. As acusações de bruxaria estiveram muitas vezes ligadas a acusações de sexualidade feminina desenfreada. As vítimas geralmente não tinham um papel definido na sociedade: eram solteiras, viúvas, indigentes. Mulheres vistas como livres — ou seja, perigosas. Nesses tempos queimavam-nas. A Inquisição, convém não esquecer, esteve presente em Portugal durante 300 anos, do século XVI ao século XIX, cerca de um terço do nosso tempo de existência enquanto nação independente. Várias tragédias marcaram a História de Portugal, e esta foi garantidamente uma das mais duradouras. (..)».
Conclui assim:  «(...) Terminamos como começámos. Dizendo que não se trata só de números — trata-se de nomes, também. Edite Silva era o nome da mulher assassinada esta semana. Seguem-se os nomes das 20 mulheres mortas em 2025 que a OMA conseguiu compilar, a partir de notícias publicadas na imprensa: Aimonedos Santos, Alzira Madureira, Arelys Rojas, Carmina Silva, Carolina Barbosa, Daniela Padrino, Fernanda Júlia da Silva, Fernanda Lopes, Gurpreet Kaur, Hermínia Costa, Ilda Rodrigues, Isabel Afonso, Ivone Silveira, Kátia Azevedo, Maria de Fátima Almeida, Maria Gorete Medeiros Aguiar, Raquel Lourenço, Rosa Sousa, Sara Catalarrana e Sónia Marisa Escobar».
De lá esta imagem:
FOTO GETTY IMAGES

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

«A Mulher e a Medicina»


«Levantem a mão se alguma vez viram os vossos sintomas totalmente ignorados por um médico!... Elinor Cleghorn mergulha na história de como o sistema médico falhou com as mulheres – desde a Grécia Antiga até aos problemas modernos, e de como as mulheres são muitas vezes vistas como fontes não fiáveis do que sentem nos próprios corpos.» Cosmopolitan

Em A Mulher e a Medicina, Elinor Cleghorn escreve uma história pioneira sobre a saúde das mulheres – desde o «útero errante» da Grécia Antiga à ascensão dos julgamentos de bruxas na Europa; do surgimento da histeria como diagnóstico amplo para distúrbios difíceis de identificar à evolução da compreensão sobre hormonas, menstruação, menopausa ou a endometriose – reunida numa obra abrangente e fascinante.

É um legado revoltante de sofrimento, mistificação e erros de diagnóstico que revela como a ciência, moldada por um mundo de homens, falhou em compreender e cuidar do corpo feminino. Repleto de estudos de caso e exemplos de mulheres que sofreram, desafiaram e reescreveram a ortodoxia médica, este livro faz um apelo urgente por uma medicina mais íntegra, que valorize os testemunhos e as experiências das mulheres, libertando-as de séculos de desinformação e negligência.

«A Mulher e a Medicina apresenta uma história de como a anatomia, a fisiologia e a psicologia femininas foram abordadas ao longo dos séculos. A mensagem é clara: oiçam as mulheres.» Science Magazine

«Este livro é um apelo à ação para qualquer mulher que sinta que os médicos não abordaram devidamente a sua doença ou dor.» The Washington Post


domingo, 8 de fevereiro de 2026

ANA TEIXEIRA |«À Flor da Pele»

 


Ana Teixeira

À flor da pele

artes
16 janeiro a 14 fevereiro 2026
vários horários
Sociedade Nacional de Belas-Artes

«Desenvolvida entre 2010 e 2023, À Flor da  Pele reúne um corpo de trabalho singular onde fotografia, teatro e  paisagem se entrelaçam. O ponto de partida é o evento criado pelo Teatro o Bando, Ao Relento, uma exposição de máquinas de cena e figurinos desenhada ao longo de um percurso pela Serra do Louro, que acabaram por permanecer no território muito além do espetáculo.
Ao longo de vários anos,  Ana Teixeira regressou a este lugar, encontrando objetos transformados pelo vento, pela luz e pela erosão, revelando o ciclo natural da mudança na natureza, onde nada cessa: tudo se transfigura».



«A Genealogia da Moral»

 



«Este é um texto que mergulha profundamente nos subsolos da nossa cultura, no seu mais reconditamente escondido, porventura naquela parte maldita e desprezada que algumas ciências humanas têm vindo a desocultar. O curioso e não menos irónico é que essa parte não é apenas um segmento importante, sem o qual qualquer reconstituição da globalidade era impossível».

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noutra Edição


«Nietzsche procura nesta obra explicar e complementar a sua obra anterior, Para além de Bem e Mal, para uma filosofia do futuro, compondo-a de três ensaios:
O primeiro ensaio, "Bem e Mal - Bom e Mau", trata da essência e origem do Cristianismo, o qual nasce do ressentimento e do Espírito, numa recção e insurreição contra a prevalência dos valores aristocráticos.
Em "A «Falta», a «má consciência»...", fundamenta a crueldade como inerente à própria civilização e não susceptível de ser irradicada.
Em "Qual é o fim de todo o ideal ascético", até ao aparecimento de Zaratustra, a verdadeira potência consistia numa força maléfica que ditava os comportamentos da Humanidade.
No texto de A Genealogia da Moral, a fundamentação do ressentimento, a origem do ascetismo proporcionando uma vitória moral sobre aqueles a quem a sorte ou o poder favorece, justificam os valores da servidão que sobrepõem os heróicos, causa histórica da vitória de uma cultura semita sobre uma cultura romana». Veja aqui.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

«To advance the Nordic co-operation in data gathering on LGBTI+ people related to health and wellbeing, the Finnish Institute for Health and Welfare (THL) organized a two-day seminar in Helsinki in October 2025»

 



«Abstract
To advance the Nordic co-operation in data gathering on LGBTI+ people related to health and wellbeing, the Finnish Institute for Health and Welfare (THL) organized a two-day seminar in Helsinki in October 2025. The participants represented public institutions and statistical authorities, university researchers, and civil society organizations from all Nordic countries. The seminar report includes a summary of presentations and panel discussions held at the seminar. Their topics were:history and current pressures, anti-gender politics and influencingLGBTI-related reporting in official statisticsLGBTI-related data gathering in national surveyslimitations of public data gathering compared to targeted surveys and qualitative researchlegal and ethical aspects and concernshow to improve the methodology, reporting and resourcesenhancing Nordic collaboration».