quarta-feira, 14 de outubro de 2026

SAÚDE MENTAL NO TRABALHO

 



Reproduzindo: «No Dia Mundial da Saúde Mental, que se assinala a 10 de Outubro, a Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens — CIMH/CGTP-IN deixa uma pergunta simples:

Quem cuida da saúde mental das mulheres trabalhadoras quando é o próprio trabalho que a está a destruir?
Não basta falar de resiliência. Não basta ensinar a gerir o stress. Não basta disponibilizar apoio psicológico quando as causas estão no trabalho: sobrecarga, horários longos e desregulados, precariedade, baixos salários, assédio, discriminação e falta de tempo para viver.

Os números confirmam que não estamos perante um problema individual.
No OSH Pulse 2025, da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA), 31% das trabalhadoras na UE declararam ter sofrido, nos 12 meses anteriores, stress, depressão ou ansiedade causados ou agravados pelo trabalho, contra 27% dos homens. Na ansiedade, a diferença é ainda maior: 26% das mulheres contra 16% dos homens. Em Portugal, 49% dos trabalhadores referiram estar expostos a forte pressão temporal ou sobrecarga de trabalho, valor superior à média da UE, de 44%.[1]
E os dados mais recentes do Inquérito Nacional de Saúde 2025, do INE, mostram que 32,8% das mulheres empregadas se ausentaram do trabalho pelo menos um dia, nos 12 meses anteriores à entrevista, devido a problemas de saúde, contra 29,8% dos homens.[2]

Mas há uma parte desta realidade que os números não conseguem medir: as mulheres que continuam a trabalhar quando estão doentes; as que chegam ao trabalho depois de uma noite sem dormir; as que acumulam trabalho profissional, doméstico e de cuidado; as que suportam o assédio em silêncio; as que vivem sob pressão permanente.

A saúde mental também se decide nas condições em que se trabalha e se vive. Por isso, a resposta não pode ser dizer às mulheres para aguentarem mais. 
É o trabalho que tem de deixar de exigir o insuportável. (...)». Continue.


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E de Campanha em curso na UE



e há Folheto


segunda-feira, 12 de outubro de 2026

JOSÉ GARDEAZABAL |«Mulher no Espaço»



«Um romance imerso nos desacertos pessoais e políticos 
que moldam o doloroso fio do dia a dia da contemporaneidade, 
que nos traz a voz única de um dos autores mais
 lúcidos e atentos do nosso tempo».


Descrição

«Uma trabalhadora de uma gigantesca empresa de expedição de encomendas, Bárbara de seu nome de guerra, vive um precário equilíbrio entre uma gravidez escondida, o conforto das redes sociais e o aconselhamento terapêutico aos colegas de trabalho, prisioneiros de ansiedades várias. Convidada a partilhar um voo de turismo espacial como única operária entre astronautas milionários, aproveita o passeio na atmosfera para anunciar a sua condição e exercer uma pequena grande vingança sobre um dos milionários, reconhecido assediador.
Regressada do espaço, assiste ao lento desmoronar da atmosfera fabril, com a chegada de novas máquinas trabalhadeiras a relegarem o operariado ao despedimento e ao desespero, enquanto a administração oferece como menu consolador uma panóplia de eremitas, falsos santos, mulheres-mágicas e especialistas do fim do mundo, entre outros». Saiba mais.


«O curso online "Onde estão as mulheres na História da Arte?" decorre de 20 de outubro a 10 de novembro de 2026, em quatro encontros ao vivo, às terças-feiras, das 19h às 21h (horário de Brasília). Aberto ao público interessado, não exige formação prévia na área»

 



«O curso online "Onde estão as mulheres na História da Arte?" decorre de 20 de outubro a 10 de novembro de 2026, em quatro encontros ao vivo, às terças-feiras, das 19h às 21h (horário de Brasília). Aberto ao público interessado, não exige formação prévia na área.
A pergunta que dá título ao curso não indica uma ausência de produção, mas um problema de reconhecimento: as mulheres sempre produziram arte, embora muitas tenham permanecido fora dos livros, das exposições e dos espaços de legitimação artística. Ao longo das aulas, são apresentadas obras e trajetórias de artistas de diferentes períodos e regiões, com atenção às relações entre gênero, corpo e poder, às perspectivas decoloniais e à produção de mulheres no Norte e no Nordeste do país, além dos critérios que determinaram quais artistas foram estudadas, reconhecidas e legitimadas.
A programação é a seguinte: aula 1 (20 de outubro), Gênero, Corpo e Poder; aula 2 (27 de outubro), Mulheres na História da Arte: perspectivas decoloniais; aula 3 (3 de novembro), Mulheres, Arte e Gênero no Brasil; aula 4 (10 de novembro), Mulheres artistas no Norte e Nordeste do Brasil.
As aulas são ministradas por Madalena Zaccara, docente do Programa Associado de Pós-Graduação em Artes Visuais UFPE/UFPB, e por Sabrina Melo, professora da Universidade Federal da Paraíba e coordenadora desse programa. As aulas ficam gravadas e disponíveis por 30 dias, e os inscritos têm acesso a uma pasta com materiais complementares e indicações de leitura.
Mais informações: https://www.even3.com.br/mulheres-artistas-773409 ».


domingo, 11 de outubro de 2026

MODA LISBOA 2026 | hoje ainda temos a possibilidade de ver a Exposição «Prova dos nove» na SNBA | É SOBRE «FOTOGARFIA DE MODA / 1991 -HOJE | E HÁ CONVERSA ÀS 17:00

 




«PROVA DOS NOVE reúne Carlos Ramos, Carlos Teixeira, Inês Gonçalves, Pedro Cláudio, Pedro Ferreira, Ricardo Santos, Rita Lino, Rui Aguiar e Rui Palma, nove fotógrafos que, entre 1991 e hoje, fizeram parte da história da ModaLisboa em diferentes fases dos seus percursos. Nove nomes de um acervo vasto e em constante crescimento, cuja reunião permite observar mais de três décadas de Fotografia de Moda portuguesa a partir de trajetórias que nunca se circunscreveram a esse território.
Com curadoria de Paulo Gomes, a exposição estende-se às práticas que cada autor desenvolveu antes, durante e depois dessa relação. Cada fotógrafo constrói o seu próprio núcleo através da seleção e apresentação das obras, fazendo coexistir imagens de diferentes épocas, geografias e contextos. Sem obedecer a uma leitura cronológica, a exposição aproxima gerações e universos visuais, revelando correspondências e afinidades formais entre trabalhos até agora separados.
Além da exposição, a Sociedade Nacional de Belas-Artes acolhe conversas entre o curador e dois dos artistas, prolongando a reflexão sobre os seus percursos e sobre a Fotografia de Moda portuguesa».



sábado, 10 de outubro de 2026

PRÉMIO NOBEL DE LITERATURA 2026 | Anne Carson | «TRATA-SE DA 19.ª MULHER PREMIADA DESDE 1901 E ENTRE, AO TODO, 123 LAUREADOS»

 


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Ainda  reparamos no facto de ser uma mulhar a ganhar um Prémio Nobel, no caso o da Literatura, e também reparamos que foi assinalado pela jornalista do Expresso (ver acima). A laureada não nos era desconhecida fundamentalmente pelos «Textos» de Pedro Mexia no mesmo jornal, aliás para onde nos remete o trabalho de Luciana Leiderfarb: «Livros: O maior risco da nossa vida, por Anne Carson - Um ensaio sobre o Eros na literatura, escrito em 1986, a poeta e classicista Anne Carson parte da definição de Safo, que identificou Eros como amargo e doce, dando-nos conta dos seus paradoxos e contradições; «Livros: Longo alcance de Anne Carson - Em “Homens nas Horas Vagas”, Anne Carson cultiva a tendência para o poema intelectualizado, mas tem também o dom de nos tirar o chão debaixo dos pés».
De lá estas imagens:


A poetisa e classicista canadiana Anne Carson nos anos 90: anos antes, 
em 1986, abordava em ensaio a definição de Safo, que identificou
 Eros como amargo e doce
Peter Power/Toronto Star via Getty Images


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Bom, mas aproveitemos o momento para sabermos mais sobre Anne Carson. Fontes não faltam.


Anne Carson: conheça a

 vencedora do Nobel da

 Literatura de 2026 

Por: Maria João Viegas a 2026-10-08 - aqui

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e temos de ir à «sua editora» em Portugal: não Edições 
                                               Veja aqui







sexta-feira, 9 de outubro de 2026

«Maricarmen»

 



«Maricarmen Abascal, a mulher de 87 anos que se transformou num símbolo da luta contra a crise da Habitação em Espanha, morreu, esta quarta-feira, num hospital em Madrid. Despejada a 23 de setembro da casa onde morou 70 anos, foi levada de cadeira de rodas para a unidade de saúde onde acabou por falecer».




quinta-feira, 8 de outubro de 2026

«Programa Escolhas»

 




Visita habitual ao Diário da República levou-nos ao  Diploma acima e depois a procurar saber mais sobre o Programa Escolhas. Concluimos que fazia sentido partilhar o Programa:


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Naturalmente, reparamos nas questões financeiras decorrentes do que assinalamos no diploma. Depois, continuamos a pensar que a «força da cultura e da arte» não estará suficientemente valorizada. Bom, mas é ir ao site ... Ainda, de lá:

«O Programa Escolhas tem como missão no atual E9G, promover a inclusão e integração social, a igualdade de oportunidades na educação e no emprego, o desenvolvimento de competências, o pensamento crítico e criativo, a valorização do poder educativo das artes e do desporto, o combate à discriminação social, a participação cívica e o reforço da coesão social e destina-se a todas as crianças e jovens, particularmente as provenientes de contextos de maior vulnerabilidade socioeconómica».

Detemo-nos, também, nisto:

«O público-alvo prioritário do PE são crianças e jovens com idades compreendidas entre os 6 e os 25 anos, provenientes de contextos socioeconómicos mais vulneráveis, que se encontrem numa ou mais das seguintes situações:  
- Em absentismo escolar; 
- Com insucesso escolar; 
- Em abandono escolar precoce; 
- Em desocupação (incluindo jovens NEET); 
- Em situação de desemprego e trabalho precário; 
- Com comportamentos que afetam a sua saúde, segurança, formação, educação ou desenvolvimento; 
- Sujeitos a medidas tutelares educativas;
- Detidos em estabelecimentos prisionais; 
- Sujeitos a medidas de promoção e proteção; 
- Que sejam vítimas de quaisquer formas de violência e/ou discriminação; 
- Oriundos de famílias socioeconomicamente vulneráveis». 
E nisto:

que de imediato nos leva a estas notas: temos dificuldade em ver como se alcançará a «progressiva autonomização»; por outro lado, o termo «sustentabilidade» hoje é usado como equivalente a «desenvolvimento sustentável» ou «verde». Uma vez mais, este esquema: