domingo, 5 de julho de 2026

« L'AVENTURA»

 


SINOPSE
«É o nosso filme de Verão, esta viagem à Sardenha de uma família francesa, que apaixonou a crítica e os espectadores. O cinema de Sophie Letourneur, entre a ficção e a realidade, e com um apurado sentido de mise-en-scène, revela-se em todo o seu esplendor neste filme divertido, terno, e por vezes melancólico, que capta a essência das férias estivais». Saiba mais.

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No Ípsilon, no trabalho da imagem,
sobre o filme:

«Para Vasco Câmara, este filme - L'Aventura, da realizadora francesa Sophie Letourneur - é "um dos acontecimentos cinematográficos do ano em Portugal". Foi, por isso, para nós o ponto de partida para uma conversa sobre o cinema realizado por mulheres e a forma como, não só este ano mas este ano de uma maneira muito evidente, nos tem trazido algumas das melhores surpresas.
No caso deste filme, o Verão, mas um Verão, em viagem por Itália, colado à pele das pequenas coisas que são as férias: crianças que fazem birras, quartos alugados que não são o que se esperava, uma filha mais velha que exige atenção, a decisão de onde se vai comer, o que se vai comer, a que praia se vai, tudo o que corre mal, e também o que corre bem, os momentos de tédio e, de repente, algo que os faz rir todos juntos. E, no meio disto, um casal (ela é a própria Sophie Letourneur, ele é o actor e músico Philippe Katherine) que se vai afastando. Nada de dramático. A vida, afinal. Mas não é fácil filmá-la assim, tão perto do que é a banalidade do quotidiano, e é isso que torna o trabalho de Sophie Letourneur tão extraordinário - antes deste filme houve outro, Voyages en Italie (2023) também as férias, também Itália, o mesmo casal, outro momento. (...)».
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sábado, 4 de julho de 2026

MULHERES EM DESTAQUE | Inês Lourenço

 


«A Casa de Nuvem é uma antologia da poesia da autora.
A sua obra é marcada por um olhar desassombrado e ácido relativamente a poderes e instituições, a começar pela própria poesia, bem como pela capacidade de exercitar uma reflexão em torno da memória e de questões de natureza existencial».

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no JN


sexta-feira, 3 de julho de 2026

A PARTIR DE DADOS ACABADOS DE REVELAR PELO INE | sobre a conciliação da vida familar com a profissional | UMA VEZ MAIS A DIFERENÇA ENTRE HOMENS E MULHERES

 


Excertos:
«Quase um quarto das mulheres portuguesas entre os 18 e os 74 anos que ainda trabalham teve de alterar a sua vida profissional de alguma forma para conciliar essa actividade com as responsabilidades familiares, nomeadamente as de tomar conta de filhos, netos ou de outros membros da família dependentes. Foram 24,1% daquelas mulheres a fazê-lo, enquanto no caso dos homens na mesma situação apenas 13,6% admitem ter feito alguma alteração à sua vida profissional, demonstrando que o peso dos cuidados prestados a crianças, deficientes ou idosos ainda recai de forma muito mais acentuada sobre elas.
Os dados foram revelados nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e resultam do módulo de 2025 do Inquérito ao Emprego dedicado à “Conciliação da vida profissional com a vida familiar”. O objectivo, esclarece o INE, foi avaliar o “grau de limitação mútua das responsabilidades profissionais e familiares, pretendendo conhecer as estratégias adoptadas e os constrangimentos sentidos pelas pessoas nesse esforço de conciliação”. Neste sentido, foram analisadas quatro grandes áreas: a prestação de cuidados a crianças; prestação de cuidados a familiares doentes, debilitados ou com deficiência; flexibilidade da organização do trabalho; interrupção da carreira (licenças parentais).

No caso da organização laboral, apesar de 80,3% dos inquiridos de ambos os sexos terem indicado que a conciliação da vida profissional com a familiar não provocou qualquer alteração no trabalho, entre os restantes 19,1% que admitiram ter feito alguma alteração (0,6% não respondeu), a percentagem de mulheres é bastante mais elevada do que a dos homens. E, entre essas alterações, a mais representativa é uma alteração ao horário de trabalho – 7,2% fizeram-no (uma resposta dada por 6,1% dos homens e 8,3% das mulheres) –, enquanto 3,3% dizem ter mudado de trabalho ou empregador e 2,8% terem reduzido o horário. Também nestas áreas, as mulheres estão sempre mais representadas do que os homens: 4,3% reduziram o horário de trabalho e apenas 1,1% dos homens disseram tê-lo feito, enquanto 4,2% das mulheres dizem ter mudado de emprego ou empregador, havendo apenas 2,3% dos homens a indicar esta alteração. (...). Se puder não perca  o trabalho na integra.

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e no jornal online AbrilAbril


Recorte: «(...)Para o MDM, estes números são a prova de que não há «conciliação» possível sem uma rede pública de creches, apoio à terceira idade, pessoas com deficiência e cuidados continuados em todo o País. Tal como não há «conciliação possível», admite, «com a precariedade que torna qualquer pedido de flexibilidade um risco de despedimento», obrigando as famílias, «e dentro delas as mulheres, a substituir aquilo que devia ser resposta organizada do Estado». (...)».



quarta-feira, 1 de julho de 2026

«LEME» | de Madalena Sá Fernandes

 


SINOPSE

A história crua de uma relação tóxica. Uma narrativa que não deixa pedra sobre pedra nos pilares da resiliência de uma criança subjugada ao negro poder do seu padrasto.
Leme é o relato da vivência de uma rapariga que assiste, durante anos, à erosão dos pilares que sustentam as ligações humanas: vê a mãe subjugada à violência do homem com quem mantém uma relação amorosa disfuncional; vive na pele a distorção dos papéis desempenhados por pais e filhos; alimenta-se da solidão para ultrapassar um quotidiano de medo e fúria; disputa um lugar só para si no meio do caos familiar; aprende a reconhecer o consolo das pequenas vitórias; e, por fim, reconstrói-se a si e às suas memórias.
Nenhuma criança conhece de antemão os nomes das coisas, mas todas as crianças reconhecem instintivamente o perigo. Para a protagonista desta história, o perigo tem o nome de um homem, e é sinónimo de obsessão, desequilíbrio, solidão, desamparo, poucas certezas e muitas dúvidas. Leme é um golpe de escrita para regressar à vida. Uma cintilação plena de vida e um soco no escuro que nos engole: eis um livro que aponta diretamente aos limites do bem e do mal. Saiba mais.



domingo, 28 de junho de 2026

EM FRANÇA NO «PALAIS GALLIERA» CONTINUA EXPOSIÇÃO SOBRE «A HISTÓRIA DA MODA» | e há muito para ver «online»

 


Robe Comme des Garçons. Prêt-à-porter, automne-hiver 2016. CC0 Paris Musées / Palais Galliera, musée de la Mode de Paris


«Depuis décembre 2025, le Palais Galliera inaugure une série d’expositions consacrées aux savoir-faire. Au cours de trois expositions successives, qui aborderont les métiers et techniques de la mode sous différents angles, le musée met en lumière la richesse de ses collections et propose un nouveau regard sur l’histoire de la mode du XVIIIe siècle à nos jours.
Cette première exposition est consacrée aux savoir-faire de l’ornementation – tissage, impression, broderie, dentelle, fleurs artificielles – qui permettent d’ennoblir et de décorer vêtements et accessoires. Ces techniques sont abordées à travers le thème de la fleur, motif incontournable dans l’art du textile et la mode depuis le XVIIIe siècle. Ses multiples déclinaisons permettent d’apprécier les jeux de matières, le traitement des couleurs, des volumes, ou le placement des motifs qu’il inspire au gré des saisons. Du textile broché d’un gilet du XVIIIe siècle à l’impression au laser d’un ensemble Balenciaga, d’une dentelle de Chantilly au camélia de Gabrielle Chanel, l’exposition met en avant la grande variété des techniques, tout en interrogeant leur symbolique et leurs usages».

E no site do Ministério da Cultura informam-nos isto:  «Savez-vous que la haute-couture et plusieurs savoir-faire de la mode sont reconnus au titre du patrimoine culturel immatériel ? Au Palais Galliera, une 1ère exposition sur les techniques de la mode met l’accent sur les ornementations».