quinta-feira, 8 de outubro de 2026

«Programa Escolhas»

 




Visita habitual ao Diário da República levou-nos ao  Diploma acima e depois a procurar saber mais sobre o Programa Escolhas. Concluimos que fazia sentido partilhar o Programa:


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Naturalmente, reparamos nas questões financeiras decorrentes do que assinalamos no diploma. Depois, continuamos a pensar que a «força da cultura e da arte» não estará suficientemente valorizada. Bom, mas é ir ao site ... Ainda, de lá:

«O Programa Escolhas tem como missão no atual E9G, promover a inclusão e integração social, a igualdade de oportunidades na educação e no emprego, o desenvolvimento de competências, o pensamento crítico e criativo, a valorização do poder educativo das artes e do desporto, o combate à discriminação social, a participação cívica e o reforço da coesão social e destina-se a todas as crianças e jovens, particularmente as provenientes de contextos de maior vulnerabilidade socioeconómica».

Detemo-nos, também, nisto:

«O público-alvo prioritário do PE são crianças e jovens com idades compreendidas entre os 6 e os 25 anos, provenientes de contextos socioeconómicos mais vulneráveis, que se encontrem numa ou mais das seguintes situações:  
- Em absentismo escolar; 
- Com insucesso escolar; 
- Em abandono escolar precoce; 
- Em desocupação (incluindo jovens NEET); 
- Em situação de desemprego e trabalho precário; 
- Com comportamentos que afetam a sua saúde, segurança, formação, educação ou desenvolvimento; 
- Sujeitos a medidas tutelares educativas;
- Detidos em estabelecimentos prisionais; 
- Sujeitos a medidas de promoção e proteção; 
- Que sejam vítimas de quaisquer formas de violência e/ou discriminação; 
- Oriundos de famílias socioeconomicamente vulneráveis». 
E nisto:

que de imediato nos leva a estas notas: temos dificuldade em ver como se alcançará a «progressiva autonomização»; por outro lado, o termo «sustentabilidade» hoje é usado como equivalente a «desenvolvimento sustentável» ou «verde». Uma vez mais, este esquema: 




quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Livros para bebés




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As imagens acima remetem-nos para actividade do Ministério da Cultura de França em torno «de livros para bebés». O que nos levou a procurar o que teríamos em português. Para já, isto:


segunda-feira, 5 de outubro de 2026

MULHER NÃO ENTRA | também aconteceu na célebre pintura «O Grupo do Leão» ... | MAS ...HAVIA «LEOAS» !


 "O Grupo do Leão" - painting by Columbano Bordalo Pinheiro (1885)
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Provavelmente haverá quem já tenha dado pela ausência de mulheres no quadro acima, Bárbara Reis nos artigos abaixo explora as circunstâncias por detrás. 



Se tiver acesso, leia aqui e neste endereço


A seguir apenas excertos 
para levar a mais curiosidade.
O artigo de 28 de setembro
 começa assim:

«Por ser jornalista, leio tudo à procura do lead, a ideia simples que me diz, numa frase, qual é a essência da história. Foi o que fiz quando a Filipa Lowndes Vicente me pediu para apresentar o seu livro A Arte sem História —​ Mulheres e Cultura Artística (Séculos XVI-XX).
Para meu alívio, encontrei o lead na página 256 — o livro é sobre o “círculo vicioso de invisibilidade”. 
É como o ratinho na roda: não se estudam as mulheres artistas porque elas não foram expostas, e as mulheres artistas não foram expostas porque não foram estudadas.
Estamos a sair deste círculo vicioso, mas foi nele que vivemos durante séculos.
A Arte sem História é de 2012 e foi reeditado agora pela Tinta-da-China. O hiato de 14 anos é mais interessante do que parece porque as perguntas feitas continuam actuais e porque hoje estamos mais disponíveis e mais despertos para a importância da história que é aqui contada.(...)».
E no de 3 de outubro: 
«(...)“As leoas entraram no grupo porque eram discípulas de leões”, contou-me Sandra Leandro, que em 2003, num congresso na Universidade Nova de Lisboa, cunhou a expressão “leoas” — o paper no qual falou sobre o “desprezo” com o qual as artistas “eram tratadas” tinha o belo título "Como Leoas: as senhoras artistas do Grupo do Leão".
Mais o que se segue que é  destaque:

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Ainda

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Para terminar
que tal uma visita ao 
Museu do Chiado onde podemos
ver outras obras de Bordalo
e muito mais

domingo, 4 de outubro de 2026

«O Livrinho dos Versos para Rir» | de José Viale Moutinho e Fedra Santos | nesta ocasião triste da morte recente do autor ...| E no começo de um novo ano escolar onde para todos as idades poderá ser recordado a propósito e a despropósito ...

 


Este livro reúne uma mão cheia de quadras populares, colhidas de norte a sul do país, e revelam o peculiar sentido de humor do povo português. Ilustração de Fedra Santos.

Plano Nacional de Leitura — LER+
Livro recomendado para Educação Pré-Escolar, destinado a leitura em voz alta.

Saiba mais, por exemplo, aqui


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o Autor José Viale Moutinho
faleceu recentemente - veja aqui
de lá: «(...)Nascido no Funchal em 1945, José Viale Moutinho foi jornalista no Diário de Notícias e Jornal de Notícias, investigador e escritor com vasta obra publicada, reconhecida em Portugal e no estrangeiro, sendo considerado um dos grandes contistas portugueses contemporâneos. (...)».


e o que Fernanda Câncio escreveu


Começa assim: «“Olha, meu amigo, afinal, este mundo não é exactamente aquilo que estávamos à espera.” A frase, entre aspas, assinada “JVM”, acolhe o visitante do blogue com o seu nome, José Viale Moutinho, como o texto que, designado de “arremedo autobiográfico”, leva o título “Poderei não ter sido assim”. A data da escrita coincide com os 60 anos “ainda agora cumpridos”, em que, garante, continua “apaixonado e não só pela vida.” Mais de duas décadas depois, a jornalista a quem coube decifrá-lo para esta espécie de obituário vai encontrar ali as pistas que este madeirense, nascido a 12 de junho de 1945, “quando os canhões começavam a calar-se pela segunda vez em todo o mundo”, lhe entendeu deixar.
Que diz de si Viale? "Andei pelo mundo, entre bruxas da Chã de Ferreira e meigas galegas, escutei histórias mágicas por toda a parte, até contei caveiras nos tzompantlis e bailei o danzón em Veracruz, escrevi muitos livros, e apetece-me continuar a escrevê-los. Vivi intensamente o 25 de Abril, conheci a Liberdade. (...) Poderia contar mais coisas, mesmo sobre amigos deportados em campos de concentração nazis, mas para quê? E aqueles que ficaram pelo caminho?" 
Mas vamos ao início: fruto da união de “um homem do Douro, extraordinário efabulador, desinteressado das vinhas e dos olivais da família, dele” e de “uma inglesa, que levara como dote, uns brincos de sua mãe e memórias de uma riqueza palaciana, carregada de preconceitos, inclusive de classe”, viveu desde cedo, no Norte, “entre montes de livros” e o fascínio pelos mistérios — representado pelo quarto dos santos da casa dos avós, onde ardiam velas num oratório, mais um “santíssimo exército” de santos e anjos “a vigiar a fé” da avó e de “todas as velhas murmuradeiras”. (...)».
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Outros livros
mais

Resumo

Excerto:

«Chegam sons de risos e cantigas,
Palavras novas para brincar,
Ouvir, saber e até adivinhar!
É a grande festa das formigas!

Vou eu, pais, tios e amigos,
O cão, o gato e o papa-figos,
Vamos todos festejar
Pois as formigas deixam-nos entrar!»

sábado, 3 de outubro de 2026

DO JORNAL PÚBLICO |« Colecção Fotógrafas Luso-Afro-Brasileiras»

 


«Colecção Fotógrafas Luso-Afro-Brasileiras
Curadoria de Ângela Berlinde
Uma colecção original que surge para corrigir a invisibilidade e subvalorização da produção fotográfica feminina e onde a condição feminina surge retratada sob a sua própria lente. Uma celebração histórica dos olhares singulares de dez fotógrafas luso-afro-brasileiras, que, quando cruzados com a escrita de convidadas, se tornam ainda mais valiosos.
A obra e o impacto destas fotógrafas são apresentados em livros com formato leporello, com caderno de texto separado. Isto torna cada livro um objecto valioso e exclusivo, não só pelo conteúdo, mas também pela forma». Saiba mais. 


sexta-feira, 2 de outubro de 2026

«Rita Redshoes lançou, a 25 de setembro, um novo longa-duração, FALA, composto exclusivamente por canções escritas por autoras portuguesas. Disponível em todas as plataformas digitais»

 



«A Rita Redshoes tem um disco novo. Chama-se “Fala” e é um disco que põe muitas mulheres a falar através da voz e visão artística da Rita.
As canções são escritas por autoras mulheres, um conjunto de mulheres que admiro e de quem sou fã.
A sensibilidade musical da Rita está a par da sua sensibilidade enquanto ser humano. A Rita é amor e generosidade e bem-querer ao próximo. Eu sei, porque já o vi várias vezes ao longos dos anos em que a conheço.
Deu-me a alegria de lhe escrever uma canção, “Sei” e poder estar presente no seu disco. Eu dei-lhe uma canção mal tocada à guitarra e muito mal gravada pelo telemóvel e ela devolveu-me uma interpretação de uma profundidade tal que me deixa emocionada. Ninguém se não ela poderia cantar esta canção desta forma.
Estou feliz por poder estar presente na sua obra e mais feliz ainda por poder estar presente na sua vida». Ana Bacalhau

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

NO MUSEU NACIONAL SOARES DOS REIS | «Matéria de Sonhos»

 


A atenção que a EXPOSIÇÃO nos captou veio de artigo do EXpresso, do jornalista Valdemar Cruz, a que se refere a imagem. Se tiver acesso, veja aqui.
Começa assim:«É mulher. É portuguesa. É uma estudiosa. A partir daqui ergue-se uma barreira quanto à identidade da proprietária das 226 peças de joalharia portuguesa produzidas entre os séculos XVII e XIX patentes em “Matéria de Sonhos”, no Museu Nacional Soares dos Reis.
É a primeira apresentação pública, em contexto expositivo, da “Coleção IFC”. A curadora Rosa Maria Mota apresenta-a como “um dos mais relevantes conjuntos privados” alguma vez reunidos em Portugal nesta área. (...)».