Em Cada Rosto Igualdade
segunda-feira, 27 de abril de 2026
domingo, 26 de abril de 2026
«50 Anos de Educação Sexual e Contracepção em Portugal _ O que mudou, o que falta mudar» de Miguel Oliveira da Silva
Este é um tempo e um mundo novo: até hoje nenhuma política pró-natalista alcançou e alcançará na Europa os seus objetivos (mesmo com imigração) — repor gerações, combater o envelhecimento populacional - e a tecnologia já permite (agora aos mais poderosos, mais tarde também a outros), num inaudito desafio à Ética, escolher o sexo das crianças e características genéticas em embriões humanos por motivos não médicos - um novo eugenismo, uma nova distopia. Saiba mais.
sábado, 25 de abril de 2026
do 25 ABRIL 2026 ...

sexta-feira, 24 de abril de 2026
quinta-feira, 23 de abril de 2026
NO DIA MUNDIAL DO LIVRO 2026 | ouçamos o «sinais» da TSF de hoje que nos levou a Noémia de Sousa
quarta-feira, 22 de abril de 2026
TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE /COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA | OFICINAS PARA A INFÂNCIA | «A Liberdade é para Todos» | NO 25 DE ABRIL 2026
segunda-feira, 20 de abril de 2026
ANA CLÁUDIA SANTOS |«A Morsa»
«Uma rapariga é um estado de espírito. Sofia buscava as sensações como um girassol seguindo o astro-rei. Para educar uma rapariga, seriam talvez necessárias várias mães: uma para a calçar, outra para a vestir; uma para a alimentar, outra para lhe apontar o bem e o mal; uma para lhe enxugar as lágrimas, outra para lhe afiar as unhas; e uma sétima para a preparar para a guerra.»
De Ana Cláudia Santos pode dizer-se que é a mais clássica, a mais indisciplinada das escritoras portuguesas contemporâneas. Na linhagem de Lavores de Ana, este é um livro de histórias que dão voz a personagens em confronto consigo próprias, quase sempre com vidas em desajuste perante as memórias que guardam ou os desejos que atiçam. Histórias que traçam uma fronteira indefinível entre inocência e violência, em que a linguagem é parte do corpo habitado pelas personagens, e em que o corpo é voz de um tempo, de uma geografia, de inquietações públicas e privadas.
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Os outros contos não se afastam dessa matriz, com raparigas que são empreendedoras tristes, que se iniciam sexualmente entre a excitação e a ambiguidade, frequentam colónias de férias com curiosidade desobediente, ou vivem amores insatisfatórios com jovens poetas e professores casados. A beleza física é motivo constante de atenção ou sofrimento (a pele, as pernas, o peito, o peso). E as relações humanas tendem à inveja ou à adoração, à lascívia ou à frustração, como numa Maria Judite de Carvalho nascida em democracia. (...)». Pedro Mexia no Expresso








