sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

COLÓQUIO | «O Feminismo nos Arquivos» | «CALL FOR PAPERS»| ATÉ 15 FEV 2020



«(…)
Enquadramento:
Uma das dificuldades que se coloca no tocante à construção da História da Mulher passa pela definição e delimitação das fontes documentais. Se, por um lado, ao longo dos séculos, o feminino não integra numerosos documentos, nomeadamente oficiais e institucionais, por outro lado, a presença de informação em algumas fontes é parcelar e, eventualmente, parcial o que, no seu todo, deverá ser motivo de análise e reflexão.
O Colóquio ‘O Feminino nos Arquivos’ visa não só sensibilizar para o recurso a múltiplos fundos arquivísticos, com vista a novas e diferentes perspetivas de análise sobre a História da Mulher, como procura ir ao encontro dos papéis e imagens femininas, através das ausências e presenças do feminino nas mais diversas fontes, de índole pública e privada e numa cronologia alargada que se propõe abranger os séculos XVI a XX. Amplo será, também, o âmbito das temáticas em apreço, pois, ainda que enquadradas pelo binómio ‘feminino’ e ‘arquivos’, as comunicações poderão abranger a área cultural e artística, política e institucional, económica e social, bem como sociológica e literária, contribuindo, assim, para realçar não só os arquivos femininos, mas igualmente o feminino nos arquivos. (…)». Saiba mais.



quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

SUSAN MEISELAS |Retrospectiva da fotógrafa norte-americana no Instituto Moreira Salles


Passeando na rua Baxter, Little Italy, Nova York, EUA, 1978. Da série As meninas da rua Prince. © Susan Meiselas/ Magnum Photos - Veja mais.

«Esta retrospectiva da fotógrafa norte-americana Susan Meiselas (1948) reúne obras de 1970 até os dias de hoje. Integrante da agência Magnum desde 1976, Meiselas tornou-se conhecida principalmente pelo trabalho em zonas de conflito na América Central, em especial por suas poderosas fotos da revolução sandinista na Nicarágua. Cobrindo uma vasta gama de temas – direitos humanos, identidade cultural e indústria do sexo, por exemplo –, ela mistura fotos com filmes, vídeos, documentos e imagens de arquivo para construir relatos que têm os fotografados como protagonistas. Mediações é a retrospectiva mais abrangente de sua obra, que atravessa o tempo e chama a atenção para indivíduos e comunidades sujeitos à violência e à opressão não só na América Central, como também no trabalho sobre a diáspora do povo curdo ou no projeto com mulheres sobreviventes de abuso doméstico no Reino Unido». Saiba mais.




terça-feira, 14 de janeiro de 2020

«SONIA SERRANO | «Mulheres Viajantes»





Voltamos às «MULHERES VIAJANTES»:

SINOPSE
«Este livro conta a história de várias mulheres que ao longo dos séculos desafiaram convenções por viajarem sozinhas. Através destas viagens, elas desvendam-se a si próprias, partindo à descoberta de um novo mundo: aquele que sempre lhes foi proibido. Sonia Serrano traça dois percursos: o geográfico e temporal, por um lado, escrevendo sobre os lugares por onde estas mulheres se aventuraram e o tempo histórico em que viveram; e, por outro, o da evolução da condição feminina num domínio que, durante séculos, foi protagonizado por homens - a viagem. Desde a destemida Egéria que, no século IV da nossa era, partiu da Península Ibérica para a Terra Santa, ou as mulheres que andaram na aventura das grandes navegações portuguesas, passando pelas arrojadas vitorianas, que palmilharam os confins do vasto império britânico, até ao século XXI, onde encontramos algumas das mais extraordinárias viajantes. Algumas são viagens intimistas, outras políticas e de exploração, por vezes são fugas, quase sempre, procura da felicidade - todas estas mulheres viajaram porque se recusaram a ficar à espera, arriscando a vida». Saiba mais.

************************
E a propósito lembramo-nos
do «Focus On WOMEN»:




segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

«Beijing+25 National Reports»



https://www.unece.org/b25_national_reports.html
Veja aqui

A propósito esta entrevista, a Marlène Schiappa, Minister of State for Gender Equality and the Fight against Discrimination in France. De lá:
«(…)
Why is the Beijing+25 Regional Review Meeting important for advancing the gender equality agenda?

We are here in Geneva in order to dedicate some time to working together, which is essential. France is pleased and proud to host the Generation Equality Forum in July 2020, which will mark the 25th anniversary of the Beijing Platform for Action. This will be an opportunity for us to strengthen the commitments that were made at the time [in 1995], but also to make new commitments with concrete gender equality goals through coalitions of states.

For this meeting, what is your message to the governments and decision-makers here and also to the civil society activists, specifically the youth?
I would urge governments to engage in the Generation Equality Forum under the aegis of UN Women, because no country in the world has succeeded in achieving gender equality in all areas, whether it may be equal pay, gender-based violence, sharing of domestic tasks, or combating female genital mutilation and forced marriages.
(…)». Leia na integra.


domingo, 12 de janeiro de 2020

COLÓQUIO INTERNACIONAL | «Mulher(es) e Poder(es)»



«(…)
A questão do poder é, pois, ambígua. Para se ter poder, tem que se poder imaginar tê-lo, como diz Virgílio “Eles podem porque pensam que podem” e à mulher esse pensamento esteve-lhe vedado durante muito tempo. Que ficou dessa negação ancestral do poder feminino? Soube adaptar-se e escolher outros caminhos, tortuosos, para o exercer? O poder exercido no feminino tem a mesma natureza que o poder exercido pelos homens? As mulheres desejam o poder? Para quê? Muitos dos estudos de sociologia sobre o tema revelam que a maioria das mulheres tem uma imagem negativa do poder, associando-o a solidão e a tramas e intrigas pouco dignificantes. Por outro lado, a mulher com poder ou desejo de poder é frequentemente malvista pela sociedade, contrariamente ao homem, e com necessidade de se justificar pela posição que ocupa. A sua vida privada é dissecada, a sua aparência é sobrevalorizada em relação às suas ações e as suas motivações não são vistas como nobres nem legítimas a não ser que se norteiem pelo sacrifício pela comunidade ou família.

Apesar de tudo, a história regista várias mulheres que, aproveitando de circunstâncias diversas e por força de vontade própria, conseguiram contrariar o destino e atingir o poder político, económico ou outro.

Neste colóquio internacional pretendemos tratar numa perspetiva transdisciplinar a questão da(s) mulher(es) e do(s) poder(es), ao longo da história e no presente, nos países de língua portuguesa». Leia na integra.




sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

TEATRO | «Sem Flores nem Coroas»



«SEM FLORES NEM COROAS»


Enquanto as tropas da União Indiana, em 1961, se preparam para invadir a chamada “Índia Portuguesa”, uma família brâmane e católica de Goa confronta-se com os seus fantasmas e medos. Orlando da Costa cria um microclima dramático, onde as personagens crescem para atingir a dimensão extrema das suas forças, fazendo-o elevar à atmosfera da universalidade. Atmosfera quase irrespirável por via dos confrontos e debates das personagens, em que o amor, o ódio, os compromissos, a coragem e as fraquezas explodem face ao inevitável.
A invasão de Goa, Damão e Diu que durou apenas 36 horas, nunca, antes ou depois desta obra, foi abordada nos palcos portugueses. Ela marca o início do fim do Império Português.

Escrita em 1967 e publicada em 1971, durante a vigência da “Comissão de Censura”, esta obra nunca foi representada. Foi traduzida em inglês e lançada na Índia em Janeiro de 2017, com a presença do filho do Autor, o Primeiro Ministro António Costa.

O Autor e a Peça – Poeta e dramaturgo injustamente esquecido, Orlando da Costa, filho de uma família Goesa, é autor de uma trilogia sobre Goa – O Signo da Ira (1961), O Último Olhar de Manú Miranda (2000) e este raro texto teatral sobre a Invasão da Índia em 1961 pela União Indiana. Foi o princípio do fim do Império Colonial Português. Consideramos um dever, não só pela amizade que unia Autor e Encenadora como pela importância do tema e a qualidade da escrita, apresentar ao público português esta obra inédita, património e memória da nossa Identidade Cultural e Política.

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
texto Orlando da Costa | dramaturgia e encenação Fernanda Lapa  | espaço cénico e figurinos António Lagarto | assistência de encenação e movimento Marta Lapa | desenho de luz Paulo Santos | fotografia Margarida Dias | piano Nuno Vieira de Almeida – “Poemas em prosa” – Fernando Lopes-Graça  | gravação piano José Fortes | coro infantil Carolina Amaral e Mónica Lapa Leão | mestra de guarda-roupa Aldina Jesus | assistência de espaço cénico e figurinos Jesús Manuel | direção de produção Ruy Malheiro
 Coprodução Escola de Mulheres e São Luiz Teatro Municipal


João Grosso (ator gentilmente cedido pelo TNDM II), Margarida Marinho, Carolina Amaral, Pedro Russo, Elsa Galvão e Rita Paixão

coro
 Afonso Abreu, Carlota Crespo, Joana Silva, Juliana Campos, Martina Costa, 
Nelson Reis, Pedro Monteiro, Tiago Becker e Vítor de Almeida

*
*  *



SEM FLORES NEM COROAS


Sala Luís Miguel Cintra
São Luiz Teatro Municipal | Lisboa

10 a 19 de Janeiro 2020
quarta, sexta e sábado, 21h00; quinta, 20h00; domingo, 17h30

Conversa com os artistas após o espetáculo 19 janeiro, domingo