Em Cada Rosto Igualdade
domingo, 18 de outubro de 2026
CONHECER «MUSEUS DE MULHERES» | « The Vietnamese Women’s Museum’s mission is to enhance public knowledge and understanding of the history and cultural heritage of Vietnamese women in historical and contemporary life; to build up the museum to become a center for preservation and cultural exchange, thus contributing to promoting gender equality and the progress of women»
sábado, 17 de outubro de 2026
HOJE |«Dia Mundial da Erradicação da Pobreza»
Portugal continua a registar uma distribuição cada vez mais desigual da riqueza produzida e taxas de risco de pobreza demasiado elevadas, incluindo entre os trabalhadores no activo. A erradicação da pobreza é um combate persistente que tem que ser articulado com a defesa e promoção dos direitos laborais, sociais e das Funções Sociais do Estado.
Segundo dados do INE, em 2025, 19,7 % da população portuguesa estava em risco de pobreza ou exclusão social, o equivalente a cerca de 2,1 milhões de pessoas. Destes, 40,2 % das pessoas em risco de pobreza ou exclusão social, combinando a pobreza com a taxa de privação material severa e a intensidade laboral per capita muito reduzida, trabalham a tempo inteiro. Ter um emprego e receber um salário devia ser suficiente para garantir uma existência digna, profundamente ligada a serviços públicos essenciais, a uma habitação condigna, a uma alimentação adequada, e à efectiva inclusão social, como determina a Constituição da República Portuguesa. Ter um emprego já não é suficiente para evitar que um em cada quatro trabalhadores consigam escapar da armadilha da pobreza. (...)». Continue.
«Em Portugal, cerca de 1
milhão e 995 mil pessoas encontravam-se em risco de pobreza ou exclusão social
em 2025, o equivalente a 18,3% da população. Apesar da redução face
ao ano anterior, os dados revelam desigualdades persistentes e situações de
agravamento em determinados grupos da população.
O
relatório “Pobreza e Exclusão Social em Portugal 2026”, elaborado pelo
Observatório Nacional de Luta Contra a Pobreza da EAPN Portugal / Rede Europeia
Anti-Pobreza, analisa os indicadores mais recentes sobre a pobreza no país, com
base no Inquérito às Condições de Vida e Rendimento de 2025, relativo aos
rendimentos de 2024.
A
publicação acompanha a evolução dos principais indicadores nacionais e
identifica os grupos da população mais expostos à pobreza. Analisa também as
desigualdades entre regiões, as condições de vida das pessoas em situação de
pobreza e o papel das prestações sociais na redução das desigualdades.
Entre os
resultados, destaca-se o agravamento do risco de pobreza ou exclusão social nas
famílias monoparentais, que atingiu 40,7%,
e a situação das pessoas que vivem em territórios com maior vulnerabilidade
social.
O
relatório dedica ainda atenção ao impacto dos custos da habitação. Quando estes
encargos são considerados, a taxa de pobreza sobe de 15,4% para 26,8%, o que
evidencia a pressão das despesas habitacionais sobre os rendimentos das
famílias.
A
publicação é acompanhada por uma infografia que reúne os principais indicadores
e facilita a consulta dos resultados».
* *
De crianças que ainda não tiveram oportunidade de escolher o que querem ser. De jovens que não conseguem projetar o seu futuro. De idosos que contribuíram toda a sua vida e que merecem viver a sua longevidade com dignidade. De pessoas que trabalham e que, ainda assim, vivem na pobreza.
Numa sociedade democrática, ninguém deve viver sem condições para satisfazer as suas necessidades essenciais, sem acesso à habitação, à saúde, à educação ou a um trabalho digno.A pobreza não pode ser encarada como inevitável.
Criar riqueza e proteger quem mais precisa são duas faces da mesma moeda. Uma sociedade justa exige o compromisso de todos para que ninguém fique excluído».
sexta-feira, 16 de outubro de 2026
ONTEM FOI O DIA INTERNACIONAL DA MULHER RURAL
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
NO TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE |«O Cavaleiro da Triste Figura»| 17 -18 OUTUBRO 2026 | SÁBADO 16:00 | DOMINGO 11:00 | DURAÇÃO 50 MINUTOS | ALMADA
Mas quem escreve a história? Os vencedores, ou os vencidos? Serão sonhadores, ou desiludidos? Estas questões levantam-se hoje, tanto ou mais, do que nunca. Os limites entre o real e a fantasia esbatem-se todos os dias e a narrativa pode ser comandada por agentes perversos. A tragicomédia de D. Quixote serve de cenário para uma reflexão sobre a importância de sermos críticos de tudo o que lemos, ouvimos — e até do que vemos!». Saiba mais.
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
SAÚDE MENTAL NO TRABALHO
Quem cuida da saúde mental das mulheres trabalhadoras quando é o próprio trabalho que a está a destruir?
Não basta falar de resiliência. Não basta ensinar a gerir o stress. Não basta disponibilizar apoio psicológico quando as causas estão no trabalho: sobrecarga, horários longos e desregulados, precariedade, baixos salários, assédio, discriminação e falta de tempo para viver.
Os números confirmam que não estamos perante um problema individual.
No OSH Pulse 2025, da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA), 31% das trabalhadoras na UE declararam ter sofrido, nos 12 meses anteriores, stress, depressão ou ansiedade causados ou agravados pelo trabalho, contra 27% dos homens. Na ansiedade, a diferença é ainda maior: 26% das mulheres contra 16% dos homens. Em Portugal, 49% dos trabalhadores referiram estar expostos a forte pressão temporal ou sobrecarga de trabalho, valor superior à média da UE, de 44%.[1]
E os dados mais recentes do Inquérito Nacional de Saúde 2025, do INE, mostram que 32,8% das mulheres empregadas se ausentaram do trabalho pelo menos um dia, nos 12 meses anteriores à entrevista, devido a problemas de saúde, contra 29,8% dos homens.[2]
Mas há uma parte desta realidade que os números não conseguem medir: as mulheres que continuam a trabalhar quando estão doentes; as que chegam ao trabalho depois de uma noite sem dormir; as que acumulam trabalho profissional, doméstico e de cuidado; as que suportam o assédio em silêncio; as que vivem sob pressão permanente.
A saúde mental também se decide nas condições em que se trabalha e se vive. Por isso, a resposta não pode ser dizer às mulheres para aguentarem mais.
É o trabalho que tem de deixar de exigir o insuportável. (...)». Continue.
* *
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
JOSÉ GARDEAZABAL |«Mulher no Espaço»
«Uma trabalhadora de uma gigantesca empresa de expedição de encomendas, Bárbara de seu nome de guerra, vive um precário equilíbrio entre uma gravidez escondida, o conforto das redes sociais e o aconselhamento terapêutico aos colegas de trabalho, prisioneiros de ansiedades várias. Convidada a partilhar um voo de turismo espacial como única operária entre astronautas milionários, aproveita o passeio na atmosfera para anunciar a sua condição e exercer uma pequena grande vingança sobre um dos milionários, reconhecido assediador.
Regressada do espaço, assiste ao lento desmoronar da atmosfera fabril, com a chegada de novas máquinas trabalhadeiras a relegarem o operariado ao despedimento e ao desespero, enquanto a administração oferece como menu consolador uma panóplia de eremitas, falsos santos, mulheres-mágicas e especialistas do fim do mundo, entre outros». Saiba mais.
«O curso online "Onde estão as mulheres na História da Arte?" decorre de 20 de outubro a 10 de novembro de 2026, em quatro encontros ao vivo, às terças-feiras, das 19h às 21h (horário de Brasília). Aberto ao público interessado, não exige formação prévia na área»
A pergunta que dá título ao curso não indica uma ausência de produção, mas um problema de reconhecimento: as mulheres sempre produziram arte, embora muitas tenham permanecido fora dos livros, das exposições e dos espaços de legitimação artística. Ao longo das aulas, são apresentadas obras e trajetórias de artistas de diferentes períodos e regiões, com atenção às relações entre gênero, corpo e poder, às perspectivas decoloniais e à produção de mulheres no Norte e no Nordeste do país, além dos critérios que determinaram quais artistas foram estudadas, reconhecidas e legitimadas.
A programação é a seguinte: aula 1 (20 de outubro), Gênero, Corpo e Poder; aula 2 (27 de outubro), Mulheres na História da Arte: perspectivas decoloniais; aula 3 (3 de novembro), Mulheres, Arte e Gênero no Brasil; aula 4 (10 de novembro), Mulheres artistas no Norte e Nordeste do Brasil.
As aulas são ministradas por Madalena Zaccara, docente do Programa Associado de Pós-Graduação em Artes Visuais UFPE/UFPB, e por Sabrina Melo, professora da Universidade Federal da Paraíba e coordenadora desse programa. As aulas ficam gravadas e disponíveis por 30 dias, e os inscritos têm acesso a uma pasta com materiais complementares e indicações de leitura.
Mais informações: https://www.even3.com.br/mulheres-artistas-773409 ».












