sexta-feira, 2 de outubro de 2026

«Rita Redshoes lançou, a 25 de setembro, um novo longa-duração, FALA, composto exclusivamente por canções escritas por autoras portuguesas. Disponível em todas as plataformas digitais»

 



«A Rita Redshoes tem um disco novo. Chama-se “Fala” e é um disco que põe muitas mulheres a falar através da voz e visão artística da Rita.
As canções são escritas por autoras mulheres, um conjunto de mulheres que admiro e de quem sou fã.
A sensibilidade musical da Rita está a par da sua sensibilidade enquanto ser humano. A Rita é amor e generosidade e bem-querer ao próximo. Eu sei, porque já o vi várias vezes ao longos dos anos em que a conheço.
Deu-me a alegria de lhe escrever uma canção, “Sei” e poder estar presente no seu disco. Eu dei-lhe uma canção mal tocada à guitarra e muito mal gravada pelo telemóvel e ela devolveu-me uma interpretação de uma profundidade tal que me deixa emocionada. Ninguém se não ela poderia cantar esta canção desta forma.
Estou feliz por poder estar presente na sua obra e mais feliz ainda por poder estar presente na sua vida». Ana Bacalhau

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

NO MUSEU NACIONAL SOARES DOS REIS | «Matéria de Sonhos»

 


A atenção que a EXPOSIÇÃO nos captou veio de artigo do EXpresso, do jornalista Valdemar Cruz, a que se refere a imagem. Se tiver acesso, veja aqui.
Começa assim:«É mulher. É portuguesa. É uma estudiosa. A partir daqui ergue-se uma barreira quanto à identidade da proprietária das 226 peças de joalharia portuguesa produzidas entre os séculos XVII e XIX patentes em “Matéria de Sonhos”, no Museu Nacional Soares dos Reis.
É a primeira apresentação pública, em contexto expositivo, da “Coleção IFC”. A curadora Rosa Maria Mota apresenta-a como “um dos mais relevantes conjuntos privados” alguma vez reunidos em Portugal nesta área. (...)».



segunda-feira, 28 de setembro de 2026

«MATAMOS STELLA E OUTROS CONTOS»|«Um livro que aborda o horror quotidiano da família heterossexual, a sua violência e a perversidade das suas relações»

 



SINOPSE

Matamos Stella reúne a melhor ficção breve de Marlen Haushofer. Perfeita amostra dos temas obsidiantes na obra da autora — a hipocrisia social («Tarte crumble e café com leite»), vidas encurraladas («I’ll be glad when you’re dead»), crueldades impossíveis («Miúdos»), traumas da guerra («Uma Lealdade Terrível» e «Os Willows») —, abre com a novela cativante sobre culpa sem possibilidade de perdão que dá o título a este volume. «Matamos Stella» (1958) é a confissão de uma mulher cuja vida é perturbada pela chegada de uma jovem ao seio familiar. Entre o fascínio e a repulsa, esboça-se um crime colectivo, um retrato claustrofóbico de um matrimónio e, acima de tudo, uma alegoria sobre a passividade opressiva e letal numa sociedade de aparências.
«Um livro que aborda o horror quotidiano da família heterossexual, a sua violência e a perversidade das suas relações.»
Asymptote
«Matamos Stella» revela-se um conto cada vez mais misterioso à medida que progride. O equivalente literário a uma súbita imersão em águas geladas — lancinante, revelador.
New York Times
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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

FILIPA LOWNDES VICENTE | «Este livro é, de certa forma, uma história da História da Arte. Ou seja, não é um elenco de mulheres artistas, nem uma história da arte feita apenas com mulheres. Isso já foi feito a partir dos anos 70. Existem hoje muitas histórias da arte que fazem esse trabalho, e ainda bem que existem. Mas a minha preocupação não é tanto fazer esse elenco de mulheres artistas, mas perceber por que razão elas não foram incluídas na história da arte durante tantos séculos»

 

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e voltemos ao livro


«A INVISIBILIDADE FEMININA NA HISTÓRIA DA ARTE

Este livro é uma reflexão sobre a forma como a história da arte tem vindo a estudar a prática artística feminina, sobretudo na Europa, entre os séculos XVI e XX.

Nesse sentido, é também uma história da história da arte, uma história de como a arte produzida por mulheres foi, durante tanto tempo, ignorada e desvalorizada — uma arte sem história. E de como, nas últimas décadas, as abordagens feministas abriram caminho para que exista, finalmente, uma arte com história.

«Muitos são os perfis femininos que a autora convoca para demonstrar que existe um défice insuportável em torno do papel das mulheres criadoras. Fá‑lo com equilíbrio, rigor e uma paixão controlada que lhe confere honra e credibilidade. Deve ser lido por mulheres e homens. Este é um livro que promove metamorfose no pensamento e legitima uma reavaliação cultural.»

— Lídia Jorge

14 anos depois da primeira, esta edição revista inclui um novo prefácio da autora». Saiba mais.