quinta-feira, 4 de junho de 2026

AINDA PARECE MENTIRA MAS O TIAGO MIRANDA DEIXOU-NOS | o funeral foi hoje e dele fez parte uma bonita cerimónia na Basílica da Estrela onde estavam das pessoas que o Tiago gostaria que estivessem - da familia natural obviamente, tendo-se reconhecido facilmente colegas da Biblioteca Nacional e demais com quem lá se cruzou, e gente do meio artístico que soube granjear como ninguém ... , e outras presenças aconteceram porque quem conheceu o Tiago Miranda deve ter sentido essa necessidade

 



E de repente ficamos sem o TIAGO MIRANDA. Atordoados/as pela notícia enviada pelos familiares mais próximos começamos a fazer e a receber contactos numa das suas, digamos, comunidade de amigos. Era verdade, o Tiago Miranda deixou-nos. Terá morrido da que dizem ser «morte santa». Mas tão novo!, e com tanta energia! É isso, é dificil interiorizar.
Conhecemos o Tiago quando a DGARTES foi para a BIBLIOTECA NACIONAL, e logo no primeiro dia teve a iniciativa de se ir apresentar aos novos vizinhos. Para ele não havia barreiras entre organismos. O EM CADA ROSTO IGUALDADE já existia (no seu  ciclo institucional), e não passou muito tempo a inscrever-se para receber os «lembretes», à data diários, e prometeu contributos, tendo com sabedoria  percebido o conceito que se procurava desenvolver. Um exemplo:   




Bom, e assim começou o principio de uma bela amizade. No que diz respeito ao EM CADA ROSTO IGUALDADE continuou a ser leitor e a divulgá-lo até ao fim da sua vida. Por outro lado, as mensagens por e-mail que regularmente nos enviava muitas terão dado origem a posts. 
Claro, mais haveria (e não faltarão ocasiões) para se dizer sobre Tiago Miranda. Neste momento sintetizamos assim: ensinou-nos que não há apenas um «NORMAL» de vida. O dele era recheado de maneira harmoniosa pela sua ocupação profissional sendo de sublinhar o grande respeito que os «leitores» lhe mereciam; depois havia o seu usufruto da arte - quem nos dera ter o conhecimento que ele tinha do que estava a acontecer diariamente -, e em especial o TEATRO. Não se limitava a estar presente na sala: conhecia o elenco com quem tirava fotos e tinha uma memória fabulosa sobre os espectáculos. O Tiago deixa-nos um repositório que merece atenção porque um bom espólio do ponto de vista dos «públicos». Era filho do tão cohecido constitucionalista Jorge Miranda, sem disso fazer alarde ia contudo dando-nos conta dos livros e tomadas de posição do seu pai. Sim, a família ocupava um espaço imenso na sua vida, e de vez em quando lá nos avisava que não participaria  nisto ou naquilo por ir visitar o(s) primo(s), fora de Lisboa, de transportes públicos, meio de mobilidade em que era perito. Nunca o vimos deixar de fazer o quer que fosse porque não tinha carro, mas aceitava boleias.
As imagens iniciais são a nosso ver «imagem de marca» de Tiago Miranda. Quando o viamos «engravatado» metiamo-nos sempre com ele ... Mas qualquer que fosse a fatiota havia ali uma «elegância» natural ... E uma educação «vinda de longe», mesmo quando era teimoso ...
Na vida de Tiago Miranda não terá havido momentos de tédio, antes pelo contrário: QUOTIDIANO CHEIO. TÃO CHEIO! - que, como não pudesse ser diferente, partilhava com quem se ia cruzando ... Mesmo quando de férias rumava a  Moledo. 


terça-feira, 2 de junho de 2026

GREVE GERAL | 3 JUN 2026 | o que reclama a «Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP-IN »

 




«British Flowers»






«na sociedade da Idade do Bronze a mulher teria mais prestígio do que se julgava»

 


Se tiver acesso aqui

Excertos:

«(...)Em traços gerais, concluiu que há nestas 57 sepulturas “mais mulheres do que homens e que elas levavam, na morte, um espólio mais rico, mais diversificado, que podia até ter armas”, embora num reduzido número de casos, explica. Seriam armas usadas em tarefas domésticas ou estariam estas mulheres envolvidas em algum tipo de combate? “Não há informação sobre se terão ou não sido usadas, porque para isso seria preciso fazer estudos mais específicos”, ressalva Marta Borges.

“O que parece provável é que tenham uma função simbólica, que estejam ligadas a uma diferenciação de estatuto social, o que nos permite começar a redefinir o papel das mulheres neste período do Bronze Médio no Baixo Alentejo. Se há armas nos seus túmulos, temos de repensar o paradigma de análise do século XX, que liga a importância da mulher à fertilidade e à casa, e a fecha em actividades domésticas. A sua função social tem mesmo de ser analisada de forma mais complexa, porque não é determinada só pelo sexo biológico. O papel de homens e mulheres não é estanque.” (...)».


segunda-feira, 1 de junho de 2026

ALICE BRITO |«Perdeu-se Relógio de Senhora»



SINOPSE
Portugal, anos de fascismo. As vidas de três mulheres vão-se desvendando, inscritas num tempo com pouca cor, sob o olhar vigilante da polícia política e de uma moral repressiva, num país sob a sombra da guerra colonial e já farto da ditadura.
Por um acaso do destino, estas três mulheres, que tinham tudo para não se cruzar, acabarão a partilhar a mesma casa, um apartamento na Duque d'Ávila, em Lisboa. E, embora a vida de cada uma tenha seguido, até ao momento desse acaso, o seu percurso distinto, sobre todas elas pesou a pata da ditadura. Assim no-lo diz uma narradora sagaz, que vai recuperando a memória de como se vivia, alertando para os perigos de não se saber olhar para trás e lembrando Abril, esse mês em que se matou a sede. Saiba mais.
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Sobre o livro escreve Ana Bárbara Pedrosa no semanário Expresso: 

«Lê-se de forma escorreita. A prosa de Alice Brito é limpa, boa, direta ao osso.
E lá dentro está o mundo: gente que, sem ascender ao épico, nos mostra o estado de um país.O leitor põe-se no cerne da ditadura salazarista, não entre os ministros ou os ativistas organizados, mas entre o povo que fazia este país. E, no mesmo movimento, Alice Brito reconstrói o passado e explica o passo a passo de como chegámos ao presente. Em vez do épico, dos chavões, do maniqueísmo, temos o delinear da forma como o autoritarismo se imiscuiu no espaço íntimo. Não só não é coisa pouca, como já é mesmo quase tudo. (...)». Se tiver acesso aqui.
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e o destaque dado a entrevista
da autora ao jornal Observador



NESTE DIA MUNDIAL DA CRIANÇA | sugestões de livros para procurar nomeadamente na Feira do Livro de Lisboa

 


Livros para o Dia da Criança

Sugestões para procurar na Feira do Livro de Lisboa

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