quinta-feira, 5 de março de 2026

«A MINHA CASA»

 







excerto:
«A minha casa: PÚBLICO celebra 36 anos com foco no drama da habitação
Chama-se Eduardo Souto de Moura, é um dos mais destacados arquitectos da escola do Porto, venceu o Pritzker de 2011 – uma espécie de Nobel da arquitectura – e vai será hoje o director por um dia do PÚBLICO. Na justificação que deu para ter aceitado o desafio do jornal, Eduardo Souto de Moura enalteceu a importância do tema escolhido para a edição especial de aniversário – a habitação, sem dúvida um dos maiores problemas com que a sociedade portuguesa, em especial os jovens, se debate. Mas no som que escutámos com essa justificação, o arquitecto, de 73 anos, afirma também que o desafio do PÚBLICO lhe concede a oportunidade de aprender. Uma lição de vida, portanto. (...)». Continue.


terça-feira, 3 de março de 2026

FESTIVAL MULHERES EM MARCHA |«Mulheres em Marcha nasce no Seixal, na Margem Sul, e afirma-se como o primeiro festival de artes performativas de cariz feminista neste território. Não como rótulo, mas como campo de trabalho onde a criação artística se cruza com o pensamento crítico e com o contexto em que emerge, em diálogo com as pessoas que o habitam. Pensamo-lo com periodicidade bienal, porque acreditamos no tempo longo, na insistência e na possibilidade de regresso transformado.» |7 A 20 MARÇO | ENTRADA GRATUITA




«Ano Zero. É assim que começa o Festival Mulheres em Marcha. Um começo consciente e necessário. Não porque nada tenha existido antes, mas porque sentimos que urge marcar um ponto de partida claro num tempo em que a misoginia, não sendo nova, cresce, normaliza-se e ganha espaço na sociedade portuguesa. 
Nasce da atenção ao mundo que nos rodeia, da escuta das mulheres, da percepção de retrocessos inquietantes e da convicção de que a arte continua a ser um espaço fundamental de resistência, pensamento e transformação. 
Mulheres em Marcha nasce no Seixal, na Margem Sul, e afirma-se como o primeiro festival de artes performativas de cariz feminista neste território. Não como rótulo, mas como campo de trabalho onde a criação artística se cruza com o pensamento crítico e com o contexto em que emerge, em diálogo com as pessoas que o habitam. Pensamo-lo com periodicidade bienal, porque acreditamos no tempo longo, na insistência e na possibilidade de regresso transformado.
 Neste Ano Zero escolhemos colocar a escola pública no centro, entendida como lugar concreto de encontro, imaginação e futuro. 
O Festival Mulheres em Marcha acontece com o apoio da Câmara Municipal do Seixal e a parceria dos Estúdios Victor Córdon. Um reconhecimento da importância de criar espaço para práticas artísticas que interrogam o presente e ousam imaginar futuros mais justos.
Este é o Ano Zero. Um gesto inaugural. Um passo em frente. Um festival que caminha porque estar em marcha é, antes de tudo, uma condição. As mulheres estão e continuarão em marcha!».



Veja no site


«O estudo mostra que, embora Portugal esteja à frente, a igualdade plena está longe de ser alcançada. “Não chegamos à paridade. Continuamos perante uma disparidade de género muito acentuada”»

 



Sobre o Relatório no semanário Expresso,
 de André Manuel Correia: «Portugal é o país europeu com mais mulheres inventoras». Se tiver acesso é aqui. De lá:

«(...) Parte desta liderança portuguesa pode ser explicada pelos setores em que a participação feminina é mais significativa. Cristina Lopes Margarido sublinha áreas como indústria farmacêutica, biotecnologia, química e ciências da vida: “Há uma grande participação das mulheres nessas áreas. Isso explica até certo ponto o desempenho de Portugal, porque temos mais atividade inventiva precisamente nesses sectores”.

O estudo mostra que, embora Portugal esteja à frente, a igualdade plena está longe de ser alcançada. “Não chegamos à paridade. Continuamos perante uma disparidade de género muito acentuada”, observa a especialista, frisando que a diferença entre homens e mulheres no patenteamento ainda é significativa.

“À medida que a carreira evolui, notamos a falta de mulheres nas hierarquias e nas posições de liderança”, nota Cristina Lopes Margarido. E apesar de uma forte presença feminina ao nível do doutoramento, as mulheres continuam sub-representadas entre os doutorados com atividade de patenteamento, mostrando que a distinção entre ciência académica e inovação patenteada é nítida. “O potencial inventivo das mulheres é comparável ao dos homens nas publicações científicas. Aí, praticamente não há diferença de género”, explica. Todavia, a desigualdade torna-se mais evidente quando a investigação é transformada em patente ou produto inovador.

Apesar do crescimento da participação feminina nas equipas de investigação, as mulheres continuam a surgir com muito menor frequência como inventoras únicas nos pedidos de patente europeia. O dado sugere que a desigualdade não está apenas na presença, mas também no reconhecimento formal da autoria inventiva.(...)».




«Los Goya de las mujeres»