sábado, 13 de junho de 2026

«Um Rio Chamado Tempo»


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SINOPSE
Um jovem estudante universitário regressa à sua ilha-natal para participar no funeral do seu avô Mariano. Enquanto aguarda pela cerimónia ele é testemunha de estranhas visitações na forma de pessoas e de cartas que lhe chegam do outro lado do mundo. São revelações de um universo dominado por uma espiritualidade que ele vai reaprendendo. À medida que se apercebe desse universo frágil e ameaçado, ele redescobre uma outra história para a sua própria vida e para a da sua terra.
A pretexto do relato das extraordinárias peripécias que rodeiam o funeral, este romance de Mia Couto traduz, de uma forma a um tempo irónica e profundamente poética, a situação de conflito vivida por uma elite ambiciosa e culturalmente distanciada da maioria rural.
Uma vez mais, a escrita de Mia Couto leva-nos para uma zona de fronteira entre diferentes racionalidades, onde perceções diversas do mundo se confrontam, dando conta do mosaico de culturas que é o seu país e das mudanças profundas que atravessam a sociedade moçambicana atual. Saiba mais.


sexta-feira, 12 de junho de 2026

CONTINUANDO COM O «BRINCAR» | ontem dia 11 _ «No Dia Internacional do Brincar, a Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS) apela a autarquias, escolas e organizações que trabalham com a infância que promovam este direito dos mais novos».

 

Leia no AbrilAbril


Começa assim:

«Há todo um Mapa do Brincar e um desafio por cumprir
A data, reconhecida pelas Nações Unidas para destacar a importância do brincar no desenvolvimento, bem-estar e felicidade das crianças, é comemorada anualmente a 11 de Junho. Neste sentido, a AMRS, que recentemente lançou o projecto «Uma Região a Brincar – Mapa de Lugares Conhecidos e a Descobrir», associa-se ao apelo da IPA Portugal e desafia as comunidades a «promoverem o princípio do brincar perante a incerteza».
Num contexto de crescentes desafios sociais, económicos, ambientais e emocionais, a Associação Portuguesa pelo Direito a Brincar (IPA Portugal) lembra que brincar não é apenas uma actividade agradável, mas antes um direito fundamental, consagrado no Artigo 31.º da Convenção sobre os Direitos da Criança, e essencial para o desenvolvimento saudável, bem-estar e felicidade dos mais novos. (...)».
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Entretanto



quinta-feira, 11 de junho de 2026

BRINCAR É FUNDAMENTAL

 








pode ver também neste endereço




GAUDI

 


Dezeen Debate features "impressive" Lego Sagrada Familia set - Veja aqui



Gaudí Centenary celebrates the legacy of an architect like no other - Veja aqui


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Fotogaleria

Basílica da Sagrada Família alcança o seu ponto mais alto com a bênção do Papa – veja as imagens

Leão XIV presidiu a uma missa no templo desenhado por Antoni Gaudí, que morreu há exactamente 100 anos e "reapareceu" no céu de Barcelona para aprovar a sua obra.



quarta-feira, 10 de junho de 2026

NO 10 JUN 2026 |«A Ilha dos Amores»

 


SINOPSE
O passado português, como o de tantos outros países, é a história da conquista e da atrocidade, e eu diria que aquilo que de mais alto resta é a cultura, a obra imaterial que nos junta a todos, que nos faz pertencer uns aos outros. A partir de Os Lusíadas, de certa maneira, todos nós temos casa, temos esse espaço imaterial que expõe algo que nos implica de modo profundo. De nossos bravos feitos até nossos tremendos erros, o melhor passado que temos é o da poesia, o da arte, aquele que fez a sua memória na sofisticação da língua e dos talentos..
Este livro é uma maravilha inesgotável. Muito mais do que aquilo que conta. Como conta é que é a maravilha que jamais acabará.
Valter Hugo Mãe, do Prefácio. Mais.
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A Ilha dos amores

De uma os cabelos de ouro o vento leva
Correndo, e de outra as fraldas delicadas;
Acende-se o desejo, que se ceva
Nas alvas carnes súbito mostradas;
Uma de indústria cai, e já releva,
Com mostras mais macias que indignadas,
Que sobre ela, empecendo, também caia
Quem a seguiu pela arenosa praia. 

Outros, por outra parte, vão topar
Com as Deusas despidas, que se lavam:
Elas começam súbito a gritar,
Como que assalto tal não esperavam.
Umas, fingindo menos estimar
A vergonha que a força, se lançavam
Nuas por entre o mato, aos olhos dando
O que às mãos cobiçosas vão negando. 

Outra, como acudindo mais depressa
A vergonha da Deusa caçadora,
Esconde o corpo n’água; outra se apressa
Por tomar os vestidos, que tem fora.
Tal dos mancebos há, que se arremessa,
Vestido assim e calçado (que, coa mora
De se despir, há medo que ainda tarde)
A matar na água o fogo que nele arde. 

Qual cão de caçador, sagaz e ardido,
Usado a tomar na água a ave ferida,
Vendo no rosto o férreo cano erguido
Para a garcenha ou pata conhecida,
Antes que soe o estouro, mal sofrido
Salta n’água, e da presa não duvida,
Nadando vai e latindo: assim o mancebo
Remete à que não era irmã de Febo. 

Leonardo, soldado bem disposto,
Manhoso, cavaleiro e namorado,
A quem amor não dera um só desgosto,
Mas sempre fora dele maltratado,
E tinha já por firme pressuposto
Ser com amores mal afortunado,
Porém não que perdesse a esperança
De ainda poder seu fado ter mudança, 

Quis aqui sua ventura, que corria
Após Efire, exemplo de beleza,
Que mais caro que as outras dar queria
O que deu para dar-se a natureza.
Já cansado correndo lhe dizia:
“Ó formosura indigna de aspereza,
Pois desta vida te concedo a palma,
Espera um corpo de quem levas a alma.[…} 

Já não fugia a bela Ninfa, tanto
Por se dar cara ao triste que a seguia,
Como por ir ouvindo o doce canto,
As namoradas mágoas que dizia.
Volvendo o rosto já sereno e santo,
Toda banhada em riso e alegria,
Cair se deixa aos pés do vencedor,
Que todo se desfaz em puro amor. 

Ó que famintos beijos na floresta,
E que mimoso choro que soava!
Que afagos tão suaves, que ira honesta,
Que em risinhos alegres se tornava!
O que mais passam na manhã, e na sesta,
Que Vênus com prazeres inflamava,
Melhor é experimentá-lo que julgá-lo,
Mas julgue-o quem não pode experimentá-lo.


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segunda-feira, 8 de junho de 2026

«AS COCANHA»

 



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Acrescentemos excertos do trabalho de
  João Lisboa no semanário Expresso desta semana - na Revista:


«Quando, após a Revolução Francesa de 1789, os revolucionários vitoriosos encarregaram o padre católico Henri Grégoire de estudar as línguas regionais, o seu relatório de 1794 tornar-se-ia a pedra angular das políticas que proibiam o uso de qualquer língua além do francês na vida pública, no ensino e nas escolas. Apesar disso, estas línguas continuaram a ser faladas nos bairros operários, nas fábricas, nas docas e nas zonas rurais fora de Paris.
É, numa delas, o occitano, que, desde a sua formação em 2014, as Cocanha — isto é, Caroline Dufau e Lila Fraysse — têm vindo a reinventar a música da Gasconha, do Languedoc e dos Pirenéus, a partir do trabalho sobre fragmentos do repertório tradicional. E foi a partir do contacto com os “Carmina Burana” — essa opulenta coleção de poemas e canções de Goliardos, libérrimos monges devassos medievais — que tropeçaram na primeira referência ao País de Cocanha: uma terra imaginária de liberdade e abundância, onde se prestava culto ao prazer e ao ócio, e o trabalho e a velhice eram desconhecidos. Algo como um jardim do paraíso pagão no qual, segundo se explica em “Cocanha — A História de Um País Imaginário” (de Hilário F. Júnior), “os cocanianos passam a vida a comer, beber e fazer sexo. A fundirem-se com a Natureza. Logo, a Cocanha não é uma festa qualquer, é um tipo especial, é a festa por excelência, uma orgia”.
(...)
As Cocanha, porém, em vez de o tratar como folclore de museu, injetam-lhe urgência e vitalidade. A sua música torna-se “um ato de recuperação da língua, da memória coletiva e da tradição, uma força subversiva e libertadora: a alegria coletiva como ato político”. Logo na faixa de abertura, ‘Remenanuèch’, estabelece-se a tonalidade global com uma intensidade quase punk, narrando a domesticação de um drac (dragão) metamórfico. ‘Adissiatz Palhassonaira’ conduz o diálogo vocal do duo para um território no qual cada cantora se ocupa de melodias e textos diferentes antes de convergirem numa microcoda translúcida. ‘Au Nòst’ Casalòt’ intensifica ainda mais a experiência com percussão como um metrónomo de metal corroído. ‘Jana D’Aimet’, última faixa e clímax absoluto do disco, é uma composição monstruosamente exigente em que passagens solenes irrompem em explosões vocais extáticas. Dufau e Fraysse gargalham, murmuram e uivam como se evocassem algo antigo e perigoso sob a superfície ardente da música. (...)». Se tiver acesso, na integra, aqui. Ainda de lá:





domingo, 7 de junho de 2026

NA VISITA DO PAPA A ESPANHA | os abusos na Igreja não estão a ser esquecidos ...|«FERIDA AINDA ABERTA»

 




Sobre o problema na RTP1:

Leão XIV diz que abusos na Igreja são "ferida ainda aberta"

O Papa disse este sábado que os abusos sexuais "são uma ferida ainda aberta" e que vai continuar a trabalhar pessoalmente, assim como toda a Igreja, neste problema. Uma mensagem transmitida no avião, a caminho de Madrid, onde iniciou uma visita de sete dias. Mais.

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ainda

e temos vídeo