domingo, 8 de fevereiro de 2026

ANA TEIXEIRA |«À Flor da Pele»

 


Ana Teixeira

À flor da pele

artes
16 janeiro a 14 fevereiro 2026
vários horários
Sociedade Nacional de Belas-Artes

«Desenvolvida entre 2010 e 2023, À Flor da  Pele reúne um corpo de trabalho singular onde fotografia, teatro e  paisagem se entrelaçam. O ponto de partida é o evento criado pelo Teatro o Bando, Ao Relento, uma exposição de máquinas de cena e figurinos desenhada ao longo de um percurso pela Serra do Louro, que acabaram por permanecer no território muito além do espetáculo.
Ao longo de vários anos,  Ana Teixeira regressou a este lugar, encontrando objetos transformados pelo vento, pela luz e pela erosão, revelando o ciclo natural da mudança na natureza, onde nada cessa: tudo se transfigura».



«A Genealogia da Moral»

 



«Este é um texto que mergulha profundamente nos subsolos da nossa cultura, no seu mais reconditamente escondido, porventura naquela parte maldita e desprezada que algumas ciências humanas têm vindo a desocultar. O curioso e não menos irónico é que essa parte não é apenas um segmento importante, sem o qual qualquer reconstituição da globalidade era impossível».

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noutra Edição


«Nietzsche procura nesta obra explicar e complementar a sua obra anterior, Para além de Bem e Mal, para uma filosofia do futuro, compondo-a de três ensaios:
O primeiro ensaio, "Bem e Mal - Bom e Mau", trata da essência e origem do Cristianismo, o qual nasce do ressentimento e do Espírito, numa recção e insurreição contra a prevalência dos valores aristocráticos.
Em "A «Falta», a «má consciência»...", fundamenta a crueldade como inerente à própria civilização e não susceptível de ser irradicada.
Em "Qual é o fim de todo o ideal ascético", até ao aparecimento de Zaratustra, a verdadeira potência consistia numa força maléfica que ditava os comportamentos da Humanidade.
No texto de A Genealogia da Moral, a fundamentação do ressentimento, a origem do ascetismo proporcionando uma vitória moral sobre aqueles a quem a sorte ou o poder favorece, justificam os valores da servidão que sobrepõem os heróicos, causa histórica da vitória de uma cultura semita sobre uma cultura romana». Veja aqui.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

«To advance the Nordic co-operation in data gathering on LGBTI+ people related to health and wellbeing, the Finnish Institute for Health and Welfare (THL) organized a two-day seminar in Helsinki in October 2025»

 



«Abstract
To advance the Nordic co-operation in data gathering on LGBTI+ people related to health and wellbeing, the Finnish Institute for Health and Welfare (THL) organized a two-day seminar in Helsinki in October 2025. The participants represented public institutions and statistical authorities, university researchers, and civil society organizations from all Nordic countries. The seminar report includes a summary of presentations and panel discussions held at the seminar. Their topics were:history and current pressures, anti-gender politics and influencingLGBTI-related reporting in official statisticsLGBTI-related data gathering in national surveyslimitations of public data gathering compared to targeted surveys and qualitative researchlegal and ethical aspects and concernshow to improve the methodology, reporting and resourcesenhancing Nordic collaboration».


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

CARLA QUEVEDO | «João Canijo, realizador de cinema, foi sobretudo um realizador interessado em retratar mulheres, mostrando no cinema as suas vidas de sacrifício, de entrega sem exigir nada em troca. Santas ou vítimas são mulheres que não querem ver o pior dos homens que amam e que não se libertam dessa condição de lado B a que parecem condenadas»| A NOSSO VER UM RETRATO DE JOÃO CANIJO A DIVULGAR ...

 


FOTO ana baião
Por Carla Quevedo

Vidas Perfeitas

1957-2026 Realizador de “Sangue do meu Sangue”, “Fátima” e “Viver Mal/Mal Viver”, foi reconhecido e premiado, tendo sido galardoado com um Urso de Prata em Berlim

João Canijo, o cineasta do lado B português


A ideia de que Portugal tem um lado B foi introduzida pelo Presidente da República, nas cerimónias fúnebres do realizador João Canijo. À saída da Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos, Marcelo Rebelo de Sousa explicava que Canijo “olhava para o lado B de Portugal, para o lado B de todos nós portugueses, para o lado B dos emigrantes, dos imigrantes, dos que tinham uma vida menos feliz, mais complicada, mais lateral, para não dizer mais marginalizada”. A ideia dilui-se um pouco, mas não deixa de ser certeira.

João Canijo, realizador de cinema, foi sobretudo um realizador interessado em retratar mulheres, mostrando no cinema as suas vidas de sacrifício, de entrega sem exigir nada em troca. Santas ou vítimas são mulheres que não querem ver o pior dos homens que amam e que não se libertam dessa condição de lado B a que parecem condenadas. João Canijo morreu a 30 de janeiro, em Vila Viçosa, em casa, de ataque cardíaco.

João Altavilla Canijo nasceu a 10 de dezembro de 1957, no Porto. Estudou História na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, um curso que abandonou dois anos depois do início. Era o cinema que o interessava, e por aí seguiu como se fosse uma inevitabilidade. Foi assistente de realização de Manoel de Oliveira, Wim Wenders, e outros até que em 1988 se estreia com a longa-metragem “Três Menos Eu”, com argumento escrito a meias com Paulo Tunhas e com Rita Blanco como protagonista.

Na década de 90 realiza “Filha da Mãe”, de 1991, também com Rita Blanco, atriz que acompanha quase toda a vida de João Canijo, participando da maioria dos seus filmes. Mais do que ter atores ou atrizes fetiche, João Canijo escolhe sempre as mesmas atrizes e atores, mas não por serem atrizes ou atores com personagens previamente pensadas e delineadas num argumento escrito. “Ganhar a Vida”, de 2001, foi rodado em quatro semanas e meia, depois de Rita Blanco viver um mês num bairro nos arredores de Paris. Esta espécie de experiência imersiva interessa a Canijo, para que os atores se possam adaptar a uma situação, a um contexto, quase sofrendo um efeito de contágio, como refere numa entrevista a Filipe Roque do Vale.

Admite que o seu tema de eleição é Portugal e os portugueses, mas na verdade o que parece mais importante para João Canijo é trabalhar com as pessoas de quem mais gosta: Márcia Breia, Rita Blanco, Teresa Madruga, Teresa Tavares, Ana Bustorff, Anabela Moreira, Beatriz Batarda, Cleia Almeida, e também Nuno Lopes, Rafael Morais, entre outros. Por isso não faz castings, porque conhece as atrizes e os atores com quem quer trabalhar, e daí a repetição de pessoas em situações, essas sim, diferentes. Para descobrir atrizes novas, faz castings e aí, sim, vai à procura de temperamento e garra.
“Sangue do meu Sangue”, de 2011, é talvez dos seus filmes mais aclamados, sobre mulheres que vivem no bairro Padre Cruz, em Carnide, numa zona da cidade onde as tragédias ocupam o quotidiano. O filme é premiado e chega a ser candidato a uma nomeação para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, mas acaba por não ser selecionado. Fica, porém, para a história como o seu filme mais conhecido. Numa entrevista a Anabela Mota Ribeiro, Canijo refere famosamente: “Os pobres são muito mais interessantes do que os ricos. Se calhar porque estão mais próximos da Humanidade. Se calhar porque não têm tempo para refletir sobre a existência. Vivem, simplesmente.” E o que mais poderia interessar a um cineasta crente na autenticidade do que “viver simplesmente”? «(...)». Se tiver acesso na integra aqui.

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Lembramos a perturbação que nos causou «O Sangue do meu sangue». Não parávamos de falar do filme ... E, ainda que ficção, tudo acontecia aqui tão perto




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Detemo-nos nesta passagem do trabalho de Carla Quevedo: «Por isso não faz castings, porque conhece as atrizes e os atores com quem quer trabalhar, e daí a repetição de pessoas em situações, essas sim, diferentes. Para descobrir atrizes novas, faz castings e aí, sim, vai à procura de temperamento e garra». E talvez os nossos Governantes possam também reparar nisso  -  e no demais no mesmo sentido - e incorporar o ensinamento que daí vem na reformulação do existente com vista  à criação de um verdadeiro SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA, onde uma REDE DE ORGANIZAÇOES ESTÁVEIS TÊM DE PONTUAR - como acontece noutros Países que nos dizem referência -  não se estando dependente de procedimentos concursais. Não se imagina tal coisa, por exemplo, para as Escolas ou para os Hospitais ... Porque tem de ser diferente para a Cultura e as Artes? As EQUIPAS, desde logo as CRIATIVAS, precisam disso para depois nos darem a EXCELÊNCIA na Cultura ... A propósito, recorrendo à Inteligência Artificial recordemos: «Winston Churchill via a cultura e as artes como elementos fundamentais da identidade nacional e civilizacional, famosa pela suposta resposta "Então para que é que estamos a fazer esta guerra?" quando sugeriram cortar no orçamento da cultura. Defendia a cultura como base do soft power e a tradição europeia/ocidental da liberdade».
 



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

COMBATE À POBREZA | PRIMEIRA ESTRATÉGIA DA UE |«O documento define a pobreza como uma violação da dignidade humana e um obstáculo ao pleno exercício dos direitos humanos. Propõe como objectivo central a erradicação da pobreza na UE até 2035, sublinhando que esta meta deve estar integrada em todas as políticas sectoriais relevantes»| O DEPUTADO PORTUGUÊS JOÃO OLIVEIRA É O RELATOR

 


Reprodução 

«O documento define a pobreza como uma violação da dignidade humana e um obstáculo ao pleno exercício dos direitos humanos. Propõe como objectivo central a erradicação da pobreza na UE até 2035, sublinhando que esta meta deve estar integrada em todas as políticas sectoriais relevantes. 
Entre as principais recomendações destacam-se o reforço do investimento em serviços públicos gratuitos, universais e de alta qualidade; a melhoria das condições de trabalho, promoção de salários justos, pleno emprego e conciliação entre vida pessoal e profissional; ou o acesso universal a sistemas públicos de segurança social. 
De acordo com o comunicado emitido pelo gabinete do deputado comunista. o relatório considera, ainda, que a pobreza reflecte a distribuição desigual da riqueza, só podendo ser erradicada se houver uma distribuição mais justa da riqueza, enfrentando as suas múltiplas causas estruturais e expressões que se perpetuam ao longo da vida e das gerações. Assumindo o objectivo da erradicação da pobreza na UE até 2035, o documento sublinha que este objectivo deve ser considerado em todas as políticas sectoriais relevantes da UE. 
A proposta também apela a uma reorientação significativa do orçamento da UE, priorizando respostas aos problemas sociais agravados pelo aumento do custo de vida. O texto será votado no Parlamento Europeu ainda este mês, podendo marcar um rumo social mais ambicioso para a União Europeia».

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o documento na integra, 
o destaque é nosso


A CAMINHO DO DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES 2026| LEMA UN WOMEN | « Dia Internacional das Mulheres 2026: Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as mulheres e meninas»

 




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da «ONU MULHERES BRASIL»: Dia Internacional das Mulheres 2026: Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as mulheres e meninas.

Em 8 de março de 2026, una-se a mulheres e meninas em todo o mundo para exigir direitos iguais e justiça igual, para garantir, exercer e desfrutar plenamente desses direitos.

Ao iniciarmos o segundo quarto do século XXI, nenhum país fechou as lacunas legais entre homens e mulheres. Neste momento, em 2026, as mulheres possuem apenas 64 por cento dos direitos legais que os homens detêm no mundo. Em áreas fundamentais da vida, incluindo trabalho, renda, segurança, família, propriedade, mobilidade, negócios e aposentadoria, a lei sistematicamente coloca as mulheres em desvantagem. De normas sociais prejudiciais a legislações discriminatórias, mulheres e meninas continuam enfrentando obstáculos profundamente enraizados, e até retrocessos, no caminho para a justiça igualitária. Se o progresso seguir no ritmo atual, serão necessários 286 anos para eliminar as lacunas de proteção legal. Isso não é um prazo. É rendição.

Sem sistemas de justiça que funcionem para as mulheres, direitos tornam-se uma promessa que nunca se concretiza.

O Dia Internacional das Mulheres 2026, sob o tema “Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as mulheres e meninas”, marca um momento para amplificar nossa determinação coletiva. Independentemente de quão enraizado esteja o sexismo ou de quão desafiador seja o cenário político, nos recusamos a recuar ou abandonar nosso mandato. Em vez disso, avançamos juntas, pelos direitos e pelo empoderamento de todas as mulheres e meninas.

Neste ano, o chamado do Dia Internacional das Mulheres é pela ação para desmontar as barreiras estruturais à justiça igualitária, incluindo leis discriminatórias, proteções legais frágeis, práticas nocivas e normas sociais que corroem os direitos de mulheres e meninas.

“Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem discriminação, à igual proteção da lei.”