domingo, 15 de março de 2026

CADA VEZ MAIS «INVEJA BOA» DO QUE O MINISTÉRIO DA CULTURA DE FRANÇA NOS DÁ A CONHECER ONLINE NO ESPAÇO «ÉGALITÉ ET DIVERSITÉ»|agora «Trouble dans le patrimoine? Héritages LGBTQIA+ et narrations queer»

 


Antes sugerimos que se leia esta apresentação:

«Alors que les revendications sociales liées aux communautés LGBTQIA+ et à l’expression des droits culturels se sont amplifiées au cours des deux dernières décennies, de nombreux professionnels s’interrogent en effet aujourd’hui sur la manière d’ouvrir leur travail ou leurs pratiques à des récits et méthodes venant des contre-cultures ou du champ disciplinaire des études gays et lesbiennes (queer studies). La singularité de cette journée d’étude tenait au choix d’élargir la discussion aux différentes spécialités représentées par l’Institut national du patrimoine : musées, archives, archéologie, patrimoine scientifique, technique et naturel (PSTN), monuments historiques et inventaire. Elle visait à couvrir l’ensemble de la chaîne patrimoniale, de l’invention à la diffusion, en questionnant le devenir des récits et pratiques minoritaires passés par la patrimonialisation.

La visibilité accrue qu’entraîne cette dernière met à jour des tensions liées au partage de la parole par les acteurs institutionnels et non-institutionnels. Comment articuler la minorité et le collectif ? Qui a le droit ou le devoir de parler de quoi ? Comment, surtout, trouver des processus de travail respectant à la fois l’agentivité des communautés concernées, l’expertise et les missions des institutions publiques ? En confrontant des professionnels du patrimoine à des intervenants venus des mondes associatif et militant, la journée d’étude a permis de montrer l’importance d’un dialogue franc, progressif et pérenne pour faire travailler sur des projets culturels communs des personnes parfois partagées entre l’enthousiasme et la crainte de l’instrumentalisation.

L'événement a aussi eu pour objectif de faire le lien entre le travail scientifique des institutions et l’intégration des enjeux d’inclusion aux modes de fonctionnement internes, en soulignant la place centrale de la responsabilité sociale dans l’autorité morale des établissements patrimoniaux. Cette approche professionnelle, qui fait écho à la mission de formation de l’Institut national du patrimoine, a ainsi permis de sensibiliser les publics présents à la lutte contre les discriminations au travail, et aux attentes sociales fortes auxquelles sont aujourd’hui confrontées les institutions publiques.

La journée d’étude a notamment été soutenue par le ministère de la Culture, par le biais de la Mission égalité, diversité et prévention des discriminations et de la Délégation à l’inspection, à la recherche et à l’innovation. Ces deux dernières ont également permis la publication des actes. À l’issue de l'événement et à la demande du public, il est en effet apparu nécessaire de pérenniser les échanges tenus, et de proposer en accès libre les ressources présentées à cette occasion. Veja aqui. De lá, também:




sábado, 14 de março de 2026

«OLÁ, VASCO GRANJA!»

 



«Figura incontornável da divulgação do cinema de animação em Portugal, Vasco Granja marcou gerações através do seu programa na RTP (1974–1990), revelando ao público a diversidade e a riqueza da animação mundial. Mais do que apresentar “desenhos animados”, foi um pedagogo do olhar, abrindo portas às vanguardas canadianas, à produção da Europa de Leste e aos clássicos norte-americanos.

A exposição reúne um conjunto significativo do seu espólio pessoal, resultado de amizades e encontros com nomes maiores da animação como Norman McLaren, Dušan Vukotić, René Laloux, Richard Williams, Bruno Bozzetto, Raoul Servais, John Halas e Joy Batchelor, entre outros.

Uma homenagem a quem dedicou a vida a divulgar, com paixão e entusiasmo, a animação como uma das mais livres e inventivas formas de arte».


sexta-feira, 13 de março de 2026

«A nova exposição do Museu do Aljube, "Elas tiveram medo e foram", explica à TSF a curadora e diretora da instituição, Rita Rato, cumpre o "dever de reparação histórica" ao permitir reconhecer a luta das mulheres que foram "decisivas" na luta pela liberdade»

 





«O Estrangeiro, esta semana nas salas de cinema portuguesas»


sinopse

Argel, 1938. Meursault, um homem de cerca de trinta anos, modesto empregado de escritório, acompanha o funeral da mãe sem manifestar qualquer emoção. No dia seguinte, inicia uma relação com Marie, antiga colega de trabalho, e retoma o curso habitual da sua existência quotidiana. Essa aparente normalidade é, contudo, perturbada pela presença do vizinho Raymond Sintès, que o arrasta para assuntos obscuros, conduzindo inexoravelmente a um acontecimento trágico numa praia, sob um sol impiedoso. Saiba mais.



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Da Newsletter do Público de Pedro Rios

«(...) Ozon levou para o filme a sua visão do mundo. "Para mim é importante erotizar o mundo. Porque Meursault é sensível à beleza, à beleza de Marie, ao calor, é sensível ao sol. Há pessoas que dizem que a minha adaptação é uma visão queer. Não acho. Meursault vê sensualidade em tudo, e pode ver também isso num homem como numa mulher."
No dossiê de capa desta edição, o crítico literário Mário Santos debruça-se sobre a obra de Camus, "um livro de culto sobre um homem que era incapaz de mentir e de amar". (...)».

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SINOPSE
Meursault recebe um telegrama: a mãe morreu. De regresso a casa após o funeral, enceta amizade com um vizinho de práticas duvidosas, reencontra uma antiga colega de trabalho com quem se envolve, vai à praia - até que ocorre um homicídio.
Romance estranho, desconcertante sob uma aparente singeleza estilística, em O Estrangeiro joga-se o destino de um homem perante o absurdo e questiona-se o sentido da existência. Publicado originalmente em 1942, este primeiro romance de Albert Camus foi traduzido em mais de quarenta línguas e adaptado para o cinema por Luchino Visconti em 1967, sendo indubitavelmente uma das obras-primas da literatura francesa do século XX. Esta edição foi revista de acordo com o texto fixado pelo autor. Saiba mais.

quarta-feira, 11 de março de 2026

«O NOME DAS MULHERES»|Cinco mulheres. Três gerações. Um romance inesquecível. Uma história de luta pela independência e pela liberdade feminina contra todas as convenções»

 


SINOPSE


No início, há Rosa. Nascida na Sicília do princípio do século XX e criada numa pequena aldeia nas montanhas, desde criança revela ser feita da matéria do seu nome: a flor que sempre renasce. Maltratada pelo pai e pelos irmãos, nunca se submete. Um dia, conhece Sebastiano, um homem sem família, que Rosa pensa ser o único, no mundo inteiro, que nunca a poderá tratar mal. Juntos, fogem, casam-se e abrem uma taberna que se torna o ponto de encontro dos habitantes das quatro aldeias vizinhas.
Em pouco tempo, nascem o belo Fernando, depois Donato, que irá para o seminário, e finalmente Selma, com mãos delicadas como os bordados que fará. Simples e dócil, Selma deixa-se encantar por Santi Maraviglia, casando-se contra a vontade da mãe. Porém, quando este se torna legalmente o chefe da família, começam os problemas, e a herança que tinha sido cultivada com cuidado será deitada a perder.
E são as filhas de Selma e Santi que vão pagar pelos pecados dos pais: Patrizia, a mais combativa das três irmãs; Lavinia, de uma beleza fatal; e Marinella, a preferida do pai, uma adolescente dos anos de 1980 que sonha estudar no estrangeiro. Sobre todas elas vela o espírito do avô Sebastiano, que volta para visitar as três nos momentos mais difíceis.
O Nome das Mulheres
 é uma saga familiar de grande fôlego, que atravessa todo o século XX e nos leva numa viagem extraordinária, como se fôssemos embalados na corrente de um rio. Entre o riso e as lágrimas, descobrimos personagens memoráveis, nas quais revemos tanto do que sentimos e vivemos. Afinal, o que resta da herança de todas as mulheres que vieram antes de nós?

VENCEDOR DOS PRÉMIOS
Bancarella
John Fante
Io Donna

VENCEDOR DOS PRÉMIOS
Bancarella
John Fante
Io Donna

Saiba mais



terça-feira, 10 de março de 2026

MUSEU DO PRADO | visibilidade ao legado das mulheres na arte e na cultura através de uma aplicação digital desenvolvida pela Universidade de Salamanca

 



Começa assim:«Con motivo de sus actividades en torno al 8M, el Museo del Prado ha lanzado Creadoras en el Prado, una aplicación digital desarrollada por la Universidad de Salamanca que, aplicada al Prado, da visibilidad a las mujeres dedicadas a la producción, conservación y estudio de obras de arte y contenidos culturales. Los casi 11.000 registros identificados en los catálogos de la Biblioteca y de la Colección del Museo revelan redes, trayectorias y legados que hasta ahora permanecían dispersos, ofreciendo una visión integral del papel de las mujeres en la historia del arte. (...)». Continue. Aproveitemos para voltar a dizer: queremos algo equivalente para as MULHERES NA CULTURA E NA ARTE no nosso País. Lembremos que no PLANO PARA A IGUALDADE DO MINISTÉRIO DA CULTURA já esteve previsto Projeto com esse fim. Cadê?