sábado, 24 de outubro de 2026

ACONTECE | HOJE 24 OUT 2026 | o XII Congresso do MDM | NO FÓRUM LISBOA

 


de lá:



O XII Con­gresso do MDM
 apre­senta seis eixos
 de in­ter­venção

• Or­ga­nizar as mu­lheres
 e re­forçar o MDM

• De­fender di­reitos, en­frentar
 re­tro­cessos e com­bater 
a ex­plo­ração

• Afirmar a au­to­nomia 
das mu­lheres nas 
con­di­ções de vida, 
no tra­balho
 e na fa­mília

• Com­bater as vi­o­lên­cias

• Pro­mover a paz, a 
so­li­da­ri­e­dade
 e a trans­for­mação 
so­cial

• De­finir com­pro­missos
 e li­nhas de acção



quinta-feira, 22 de outubro de 2026

AS PIONEIRAS DO CINEMA PORTUGUES NUM MUNDO DE HOMENS |«Estas mulheres fizeram, por sua vez, filmes de uma variedade copiosa: épicos românticos, documentários paisagísticos, filmes infantojuvenis amadores, dramas góticos, filmes científicos, travelogues, cinema de propaganda, diários e filmes-poema, entre outros»

 


Começa assim:«Quando, em abril de 1974, as chaimites de Salgueiro Maia derrubaram as portas da ditadura, a liberdade que chegou, também para o cinema português, não encontrou mulheres realizadoras. Atrizes sim, claro, assistentes de montagem ou anotadoras, também, mas o poder dos filmes era masculino. É certo que nos dez anos anteriores, havia alguns nomes femininos em posições de autoria — caso, por exemplo, de Alice Ogando (creditada como autora do argumento de “A Maluquinha de Arroios”, adaptando uma peça de André Brun), Ivone de Moura (terá colaborado na realização de “Nem Amantes, Nem Amigos”), Cecília Delgado (coargumentista de “Canção da Saudade”) ou Gisela da Conceição (integrando a equipa que escreveu “O Cerco”). Eram esparsas incursões num universo onde só homens havia nos postos de comando. E se existisse um retrovisor e nos puséssemos a olhar para trás, era uma densa multidão masculina a fazer nevoeiro, quase nada de mulheres havia. A romper essa cortina temos, agora, o livro “Pioneiras do Cinema Português”, grosso volume (480 páginas) publicado pela Cinemateca Portuguesa, com organização de Ricardo Vieira Lisboa, também autor de alguns dos textos nele incluídos. Nele emergem três nomes fundamentais no curso do cinema português na primeira metade do século XX: Maria Emília Castelo Branco, Virgínia de Castro e Almeida e Bárbara Virgínia. E não estão sós.
É certo que desde o seminal “Filmes, Figuras e Factos da História do Cinema Português 1896–1949”, de Manuel Félix Ribeiro (editado em 1983, após o falecimento do seu autor) se conhecia, com apreciável detalhe, o contributo dessas personalidades femininas. Todavia, esse é um livro a que se levantam objeções de rigor ou lacunas de informação — a merecer tanto relevo quanto a obra de Félix Ribeiro foi desbravadora, monumental e única (ninguém jamais ousou fazer algo sequer parecido). Agora se firmam novos dados.  (...)»

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«(...)O livro está dividido em três partes, sendo a primeira consagrada ao discurso destas cineastas (com entrevistas e ensaios das próprias). A segunda é composta por nove ensaios inéditos (de José Machado, Sofia Sampaio, Bárbara Murakami de Albuquerque, Paulo Cunha, Manuela Penafria, Maria do Carmo Piçarra e Ricardo Vieira Lisboa). Finalmente, a terceira parte é dedicada aos testemunhos de familiares e de realizadores contemporâneos que retrataram algumas destas pioneiras (Ana Sofia Pereira, Luísa Sequeira, Catarina Alves Costa, Gonçalo Tocha, Nádia Henriques, Ricardo Leite e Cláudia Rita Oliveira).(...)».


quarta-feira, 21 de outubro de 2026

MULHERES EM DESTAQUE | «Aida dos Santos vence o Prémio Nacional de Ensaio de Espanha 2026»

 



«A escritora e politóloga #AidadosSantos foi distinguida com o Prémio Nacional de Ensaio de Espanha 2026 pela obra Hijas del hormigón: historias de clasismo, sexismo y violencia en las periferias españolas, publicada pela editora Debate. O galardão, atribuído pelo Ministério da Cultura espanhol, tem um valor pecuniário de 30 mil euros.

O júri destacou a abordagem original, corajosa e enriquecedora da obra, que dá visibilidade às experiências das mulheres que vivem e trabalham nas periferias espanholas e que asseguram o funcionamento de setores essenciais da sociedade e da economia. Através de testemunhos individuais, contextualizados numa trajetória histórica documentada de forma rigorosa, Aida dos Santos analisa as condições de precariedade e de desigualdade que marcam a vida destas mulheres.
A obra propõe uma reflexão sobre a intersecção entre o racismo, o classismo, a violência e o sexismo nos mecanismos contemporâneos de exclusão social. O júri salientou ainda a forma como o ensaio contraria as representações redutoras da pobreza e a visão tradicionalmente masculina da classe trabalhadora, transformando experiências individuais numa reflexão coletiva sobre questões sociais frequentemente ignoradas.
Nascida no Algarve, em 1992, Aida dos Santos é licenciada em Ciência Política pela Universidade Complutense de Madrid, técnica de investigação social aplicada e analista de dados. Foi distinguida, em duas ocasiões, com o Prémio CEDEJEM de Ensaio Europeu e colaborou com diversos órgãos de comunicação social. (...)». Leia na integra.


segunda-feira, 19 de outubro de 2026

«SACRIFICADA» |Ana de Castro Osório

 


«Sobre o que é o livro Sacrificada?

LITLLE BLACK CLASSICS
O essencial dos clássicos
Ensaios, contos, poemas, dramas, cartas, manifestos - testemunhos de ideias que ora mudaram, ora sustentaram o mundo nas várias formas que assumiu desde a invenção da palavra. Apresentamos os Little Black Classics, uma coleção que celebra a literatura com textos breves de grandes escritores.
Publicada em 1908, Sacrificada é uma novela de Ana de Castro Osório que denuncia a condição feminina no século XX». Saiba mais.

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«Escritora, feminista e ativista republicana, nasceu em 1872 e morreu em 1935. É considerada a fundadora da literatura infantil no nosso país. Escreveu alguns livros que foram utilizados como manuais escolares e publicou ainda uma obra marcante na sua época, a coleção Para as Crianças, que lhe ocupou perto de quatro décadas de trabalho. Outros títulos dignos de realce são A Minha Pátria, As Mulheres Portuguesas (em que alia o feminismo a uma postura patriótica) e A Mulher no Casamento e no Divórcio (uma tomada de posição sobre a problemática do divórcio, que seria objeto de legislação por parte de Afonso Costa, e em que colaboraria). Ana de Castro Osório criou ainda a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas». Daqui.

domingo, 18 de outubro de 2026

CONHECER «MUSEUS DE MULHERES» | « The Vietnamese Women’s Museum’s mission is to enhance public knowledge and understanding of the history and cultural heritage of Vietnamese women in historical and contemporary life; to build up the museum to become a center for preservation and cultural exchange, thus contributing to promoting gender equality and the progress of women»

Visitors exploring the exhibition “Sowing Green on the Cloud Peaks.”
Veja aqui

Em Portugal que saibamos não temos nenhum Museu especificamente na esfera das «MULHERES». É possível que haja iniciativa local. Com frequência visitamos os sites de alguns que existem pelo mundo. Em particular o National Museum of Women in the Arts:



Agora, vamos de forma mais metódica olhar para o que existe noutros Países. Começámos como se vê acima pelo VIETNAME.



sábado, 17 de outubro de 2026

HOJE |«Dia Mundial da Erradicação da Pobreza»


No site da CGTP: «O Dia Mundial da Erradicação da Pobreza, assinalado no dia 17 de Outubro em todo o mundo, constitui uma oportunidade para reflectir sobre a dimensão e a melhor forma de combater este fenómeno que aflige uma parte significativa da humanidade, mas também para ponderar as suas causas.
Portugal continua a registar uma distribuição cada vez mais desigual da riqueza produzida e taxas de risco de pobreza demasiado elevadas, incluindo entre os trabalhadores no activo. A erradicação da pobreza é um combate persistente que tem que ser articulado com a defesa e promoção dos direitos laborais, sociais e das Funções Sociais do Estado.
Segundo dados do INE, em 2025, 19,7 % da população portuguesa estava em risco de pobreza ou exclusão social, o equivalente a cerca de 2,1 milhões de pessoas. Destes, 40,2 % das pessoas em risco de pobreza ou exclusão social, combinando a pobreza com a taxa de privação material severa e a intensidade laboral per capita muito reduzida, trabalham a tempo inteiro. Ter um emprego e receber um salário devia ser suficiente para garantir uma existência digna, profundamente ligada a serviços públicos essenciais, a uma habitação condigna, a uma alimentação adequada, e à efectiva inclusão social, como determina a Constituição da República Portuguesa. Ter um emprego já não é suficiente para evitar que um em cada quatro trabalhadores consigam escapar da armadilha da pobreza. (...)». Continue.
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Outubro 13, 2026

«Em Portugal, cerca de 1 milhão e 995 mil pessoas encontravam-se em risco de pobreza ou exclusão social em 2025, o equivalente a 18,3% da população. Apesar da redução face ao ano anterior, os dados revelam desigualdades persistentes e situações de agravamento em determinados grupos da população.

O relatório “Pobreza e Exclusão Social em Portugal 2026”, elaborado pelo Observatório Nacional de Luta Contra a Pobreza da EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza, analisa os indicadores mais recentes sobre a pobreza no país, com base no Inquérito às Condições de Vida e Rendimento de 2025, relativo aos rendimentos de 2024.

A publicação acompanha a evolução dos principais indicadores nacionais e identifica os grupos da população mais expostos à pobreza. Analisa também as desigualdades entre regiões, as condições de vida das pessoas em situação de pobreza e o papel das prestações sociais na redução das desigualdades.

Entre os resultados, destaca-se o agravamento do risco de pobreza ou exclusão social nas famílias monoparentais, que atingiu 40,7%, e a situação das pessoas que vivem em territórios com maior vulnerabilidade social.

O relatório dedica ainda atenção ao impacto dos custos da habitação. Quando estes encargos são considerados, a taxa de pobreza sobe de 15,4% para 26,8%, o que evidencia a pressão das despesas habitacionais sobre os rendimentos das famílias.

A publicação é acompanhada por uma infografia que reúne os principais indicadores e facilita a consulta dos resultados».

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De lá:«Assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza é recordar que a pobreza não é apenas uma condição económica. É também uma limitação à liberdade, à dignidade e às oportunidades de cada pessoa.
De acordo com os dados mais recentes, cerca de 1 milhão e 660 mil pessoas estão em risco de pobreza no nosso país. Embora, pela primeira vez desde 2015, o número de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social tenha descido abaixo dos dois milhões, estes números devem continuar a interpelar-nos.
Mais do que números, falamos de pessoas.
De crianças que ainda não tiveram oportunidade de escolher o que querem ser. De jovens que não conseguem projetar o seu futuro. De idosos que contribuíram toda a sua vida e que merecem viver a sua longevidade com dignidade. De pessoas que trabalham e que, ainda assim, vivem na pobreza.
Numa sociedade democrática, ninguém deve viver sem condições para satisfazer as suas necessidades essenciais, sem acesso à habitação, à saúde, à educação ou a um trabalho digno.A pobreza não pode ser encarada como inevitável.
Criar riqueza e proteger quem mais precisa são duas faces da mesma moeda. Uma sociedade justa exige o compromisso de todos para que ninguém fique excluído».