domingo, 21 de junho de 2026

«Ponto de Virada: Violência Online, Impactos, Manifestações e Reparação na Era da IA»

 



E da ONU Mulheres Brasil: 

«Nova York, 28 de abril de 2026. Às vésperas do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, em 3 de maio, a ONU Mulheres, TheNerve e parceiros lançam um novo relatório que destaca as formas crescentes e cada vez mais sofisticadas de violência online enfrentadas por mulheres na vida pública, especialmente mulheres jornalistas e profissionais de mídia.
De acordo com o relatório “Ponto de Virada: Violência Online, Impactos, Manifestações e Reparação na Era da IA”, 12% das defensoras de direitos humanos, ativistas, jornalistas, trabalhadoras da mídia e outras comunicadoras públicas relatam ter vivenciado o compartilhamento não consensual de imagens pessoais, incluindo conteúdo íntimo ou sexual. 6% dizem ter sido vítimas de “deepfakes”, enquanto quase uma em cada três recebeu investidas sexuais não solicitadas por meio de mensagens digitais.
O relatório revela que esse tipo de abuso é frequentemente deliberado e coordenado, desenhado para silenciar mulheres na vida pública ao mesmo tempo em que mina sua credibilidade profissional e sua reputação pessoal. Essa estratégia já está produzindo efeitos: 41% de todas as mulheres respondentes disseram que se autocensuram nas redes sociais para evitar abusos, enquanto 19% relataram autocensura em seu trabalho profissional como resultado da violência online. Entre mulheres jornalistas e trabalhadoras da mídia, o cenário é ainda mais preocupante: 45% desse grupo relatou autocensura nas redes sociais em 2025, um aumento de 50% desde 2020, e quase 22% relataram autocensura em seu trabalho.
Outras tendências relevantes apontam para um aumento de ações legais e de denúncias às forças de segurança entre mulheres jornalistas e trabalhadoras da mídia. Em 2025, elas tinham o dobro de probabilidade de denunciar incidentes de violência online à polícia (22%) em comparação com 2020, quando esse índice era de 11%. Quase 14% agora estão tomando medidas legais contra perpetradores, facilitadores ou seus empregadores, acima dos 8% registrados em 2020, refletindo maior conscientização e uma pressão mais forte por responsabilização.
Essa violência tem um impacto grave na saúde e no bem-estar das mulheres. O relatório revela que quase um quarto (24,7%) das mulheres jornalistas e trabalhadoras da mídia entrevistadas foi diagnosticado com ansiedade ou depressão relacionada à violência online que vivenciaram, e quase 13% relataram diagnóstico de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).
“A IA está tornando o abuso mais fácil e mais danoso, e isso está alimentando a erosão de direitos duramente conquistados em um contexto marcado pelo retrocesso democrático e pela misoginia em rede. Nossa responsabilidade é garantir que sistemas, leis e plataformas respondam com a urgência que essa crise exige”, afirmou Kalliopi Mingerou, chefe da Seção de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da ONU Mulheres.
Persistem lacunas significativas na proteção legal contra a violência online. Como destacou o Banco Mundial no ano passado, menos de 40% dos países têm leis em vigor para proteger mulheres contra assédio virtual ou perseguição virtual. Como resultado, 44% das mulheres e meninas do mundo, aproximadamente 1,8 bilhão de pessoas, continuam sem acesso à proteção legal.
O relatório “Tipping point: Online violence impacts, manifestations, and redress in the AI age” está disponível em Inglês e integra uma série mais ampla que examina como a violência online limita a participação das mulheres na vida pública na era da IA. O estudo foi encomendado pela ONU Mulheres no âmbito do Programa ACT para Acabar com a Violência contra as Mulheres, financiado pela União Europeia. Foi produzido em parceria com pesquisadoras e pesquisadores da Iniciativa de Integridade da Informação da TheNerve e da City St George’s, University of London, em colaboração com o International Center for Journalists e a UNESCO. As autoras e autores do relatório são: Dr. Julie Posetti, Kaylee Williams, Dr. Lea Hellmueller, Dr. Pauline Renaud, Nabeelah Shabbir e Dr. Nermine Aboulez».


sexta-feira, 19 de junho de 2026

«Segurar, Dar, Receber»

 



Ainda

«(...)Segurar, dar, receber revela uma reciprocidade que ecoa tanto o conceito de ajuda mútua de Piotr Kropotkin como a visão de Lynn Margulis da simbiose como força motriz da evolução e da criatividade.

Vivemos num mundo em que as disrupções económicas são celebradas como «destruição criativa» e em que a palavra «mútuo» surge mais frequentemente associada ao espectro da destruição nuclear mútua do que à ajuda mútua. É um mundo marcado por desigualdades extremas e por uma inquietante deriva para o autoritarismo de direita. Neste sentido, Segurar, dar, receber pretende ser um gesto discreto, mas firme, de resistência — um manifesto em favor da horizontalidade, da ajuda mútua, da simbiose e da reciprocidade.

A arte e a arquitetura raramente transformam diretamente o mundo, mas fazem-no de modo indireto, ao transformar a forma como o vemos e como nele vivemos.

O Anozero’26 destaca práticas artísticas e arquitetónicas que esbatem as fronteiras entre disciplinas e apresenta projetos que — implícita ou explicitamente — dão, retribuem, transmitem adiante e permanecem recetivos às pessoas e às interpretações. Uma arte hospitaleira, uma arquitetura generosa.

Se a arte, a arquitetura, artistas e arquitetos não podem mudar o mundo — apenas a forma como o experienciamos —, então o nosso papel, enquanto curadores, é enquadrar essas visões: tornar visível aquilo que a arte e a arquitetura reunidas neste evento contêm, guardam e têm para oferecer a quem o visita e, talvez, influenciar a forma como cada pessoa compreende o mundo». Leia na integra.


Na brochura disponível aqui


quinta-feira, 18 de junho de 2026

«Uma edição inédita de ‘As Mil e Uma Noites’ reconhece a possível autoria feminina da obra»




« Sob o título "Mulheres Anônimas", a ONU Mulheres Espanha apresentou uma nova edição do clássico universal "As Mil e Uma Noites", fruto de uma pesquisa que busca resgatar as vozes de mulheres invisibilizadas pela história e suscitar reflexões sobre igualdade, cultura e representatividade.

Essa pesquisa, conduzida ao longo de cinco meses por uma equipe multidisciplinar de especialistas, incluindo especialistas em psicolinguística, foi viabilizada graças à Dentsu Creative. A análise conclui que há quase 82% de probabilidade de que os primeiros textos de "As Mil e Uma Noites" tenham sido escritos por uma mulher. Este projeto visa promover a igualdade de gênero na esfera cultural e destacar as contribuições históricas de mulheres que foram invisibilizadas ou relegadas ao longo da história».

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Sobre a matéria, veja também‘Anónimo’ se convierte en ‘Anónima’: ONU Mujeres reivindica la autoría femenina de ‘Las mil y una noches’»


segunda-feira, 15 de junho de 2026

MULHERES EM DESTAQUE | MARIA MONTSERRAT ALVARADO |«O Papa Leão XIV nomeou Maria Montserrat Alvarado, atualmente presidente e diretora operacional da EWTN News, prefeita do Dicastério para a Comunicação a partir de novembro de 2026»

 



O Papa Leão XIV nomeou Maria Montserrat Alvarado, atualmente presidente e diretora operacional da EWTN News, prefeita do Dicastério para a Comunicação a partir de novembro de 2026.



«Nascida na Cidade do México, Alvarado obteve seus diplomas acadêmicos na Florida International University e na George Washington University. De 2009 a 2023, ocupou cargos de liderança no Becket Fund for Religious Liberty, dedicando-se a iniciativas voltadas à defesa da liberdade religiosa e à promoção da dignidade humana. Desde 2023, ocupa o cargo de presidente e diretora operacional da EWTN News, a divisão jornalística da Eternal Word Television Network, supervisionando plataformas de mídia internacionais que produzem conteúdos em sete idiomas por meio de televisão, rádio, imprensa, mídia digital e redes sociais.
Com a nomeação de Alvarado, o Papa Leão XIV dá continuidade ao processo de reforma e renovação da Cúria Romana iniciado pelo Papa Francisco, que tem confiado a fiéis leigos, homens e mulheres, cargos de liderança e responsabilidades a serviço da Igreja universal. Alvarado é a primeira mulher leiga a ser nomeada prefeita de um Dicastério da Santa Sé.
Instituído pelo Papa Francisco em 27 de junho de 2015, o Dicastério supervisiona os sistemas de comunicação, entre os quais Vatican News, Rádio Vaticano, L’Osservatore Romano, Vatican Media (serviços fotográficos, de áudio e vídeo), Sala de Imprensa da Santa Sé, Livraria Editora Vaticana, Tipografia Vaticana e Filmoteca Vaticana.
Alvarado sucederá a Paolo Ruffini, primeiro prefeito leigo de um Dicastério e que completará 70 anos no próximo mês de outubro.
Em declaração divulgada após o anúncio, Alvarado afirmou: “Embora essa nomeação tenha sido inesperada, a recebo com o sincero desejo de servir ao Santo Padre no início de seu pontificado. Sou grata a Paolo Ruffini por sua orientação nos últimos anos e estou ansiosa para continuar, com amizade e esperança, o importante trabalho de fortalecimento do Dicastério, para que ele possa continuar a servir a Igreja em Roma e em todos os lugares, a fim de comunicar Cristo ao mundo”». Daqui do Instagram do Vaticano.



domingo, 14 de junho de 2026

«Escola Feminina Rajkumari Ratnavat»

 




Como se vê a exposição da imagem termina hoje depois de ter sido prolongada. Está assim descrita:
«Esta exposição tem origem na extraordinária experiência de Hélène Guétary na Escola Feminina Rajkumari Ratnavati, situada na orla do Deserto de Thar, em Jaisalmer. Ao longo de três semanas, dezasseis alunas tornaram-se as protagonistas do conto visual de Hélène. Discutiam personagens e temas e participaram na escolha e prova 
de figurinos. A exposição retrata este ato partilhado 
de imaginação, onde a narrativa se transforma num gesto 
de afirmação e de construção do futuro.


Assim, aqui e agora funciona como ponto de partida para divulgarmos a Escola Feminina Rajkumari Ratnavat. Escolhemos: Escola para Garotas Rajkumari Ratnavati / Diana Kellogg Architects. De lá«Descrição enviada pela equipe de projeto. A Escola para Garotas é um projeto de arquitetura assinado por Diana Kellogg, do escritório  Diana Kellogg Architects, e foi financiado pelo CITTA, uma organização sem fins lucrativos que apoia o desenvolvimento de algumas das regiões marginalizadas mais desafiadoras economicamente e geograficamente do mundo. 
A Escola de Meninas Rajkumari Ratnavati atende mais de 400 meninas de famílias abaixo da linha da pobreza, residentes na mística região do Deserto de Thar de Jaisalmer em Rajasthan, na Índia, onde a alfabetização feminina mal chega a 32%. A escola, que atende do jardim de infância à classe 10,  será a primeira de um complexo de três edifícios, conhecido como Centro GYAAN, o qual também contará com o Medha , um espaço para exposições de arte e performances com biblioteca e museu, e com a Cooperativa de Mulheres, onde artesãs locais ensinarão às mães técnicas de tecelagem e bordados da região.
O Centro GYAAN tem como objetivo educar e empoderar mulheres, auxiliando-as a se tornarem economicamente independentes, podendo assim prover para suas famílias e fortalecer suas comunidades. Dessa forma, o Centro GYANN foi projetado por uma mulher e é dedicado à mulheres. A arquiteta Diana Kellogg buscou se inspirar em símbolos de força, resultando, portanto, em uma estrutura oval, que representa o poder da feminilidade, e o infinito, e ao mesmo tempo também remete à paisagem das dunas de Jaisalmer, dialogando com a paisagem local. (...)».


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