domingo, 4 de outubro de 2026

«O Livrinho dos Versos para Rir» | de José Viale Moutinho e Fedra Santos | nesta ocasião triste da morte recente do autor ...| E no começo de um novo ano escolar onde para todos as idades poderá ser recordado a propósito e a despropósito ...

 


Este livro reúne uma mão cheia de quadras populares, colhidas de norte a sul do país, e revelam o peculiar sentido de humor do povo português. Ilustração de Fedra Santos.

Plano Nacional de Leitura — LER+
Livro recomendado para Educação Pré-Escolar, destinado a leitura em voz alta.

Saiba mais, por exemplo, aqui


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o Autor José Viale Moutinho
faleceu recentemente - veja aqui
de lá: «(...)Nascido no Funchal em 1945, José Viale Moutinho foi jornalista no Diário de Notícias e Jornal de Notícias, investigador e escritor com vasta obra publicada, reconhecida em Portugal e no estrangeiro, sendo considerado um dos grandes contistas portugueses contemporâneos. (...)».


e o que Fernanda Câncio escreveu


Começa assim: «“Olha, meu amigo, afinal, este mundo não é exactamente aquilo que estávamos à espera.” A frase, entre aspas, assinada “JVM”, acolhe o visitante do blogue com o seu nome, José Viale Moutinho, como o texto que, designado de “arremedo autobiográfico”, leva o título “Poderei não ter sido assim”. A data da escrita coincide com os 60 anos “ainda agora cumpridos”, em que, garante, continua “apaixonado e não só pela vida.” Mais de duas décadas depois, a jornalista a quem coube decifrá-lo para esta espécie de obituário vai encontrar ali as pistas que este madeirense, nascido a 12 de junho de 1945, “quando os canhões começavam a calar-se pela segunda vez em todo o mundo”, lhe entendeu deixar.
Que diz de si Viale? "Andei pelo mundo, entre bruxas da Chã de Ferreira e meigas galegas, escutei histórias mágicas por toda a parte, até contei caveiras nos tzompantlis e bailei o danzón em Veracruz, escrevi muitos livros, e apetece-me continuar a escrevê-los. Vivi intensamente o 25 de Abril, conheci a Liberdade. (...) Poderia contar mais coisas, mesmo sobre amigos deportados em campos de concentração nazis, mas para quê? E aqueles que ficaram pelo caminho?" 
Mas vamos ao início: fruto da união de “um homem do Douro, extraordinário efabulador, desinteressado das vinhas e dos olivais da família, dele” e de “uma inglesa, que levara como dote, uns brincos de sua mãe e memórias de uma riqueza palaciana, carregada de preconceitos, inclusive de classe”, viveu desde cedo, no Norte, “entre montes de livros” e o fascínio pelos mistérios — representado pelo quarto dos santos da casa dos avós, onde ardiam velas num oratório, mais um “santíssimo exército” de santos e anjos “a vigiar a fé” da avó e de “todas as velhas murmuradeiras”. (...)».
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Resumo

Excerto:

«Chegam sons de risos e cantigas,
Palavras novas para brincar,
Ouvir, saber e até adivinhar!
É a grande festa das formigas!

Vou eu, pais, tios e amigos,
O cão, o gato e o papa-figos,
Vamos todos festejar
Pois as formigas deixam-nos entrar!»

sábado, 3 de outubro de 2026

DO JORNAL PÚBLICO |« Colecção Fotógrafas Luso-Afro-Brasileiras»

 


«Colecção Fotógrafas Luso-Afro-Brasileiras
Curadoria de Ângela Berlinde
Uma colecção original que surge para corrigir a invisibilidade e subvalorização da produção fotográfica feminina e onde a condição feminina surge retratada sob a sua própria lente. Uma celebração histórica dos olhares singulares de dez fotógrafas luso-afro-brasileiras, que, quando cruzados com a escrita de convidadas, se tornam ainda mais valiosos.
A obra e o impacto destas fotógrafas são apresentados em livros com formato leporello, com caderno de texto separado. Isto torna cada livro um objecto valioso e exclusivo, não só pelo conteúdo, mas também pela forma». Saiba mais. 


sexta-feira, 2 de outubro de 2026

«Rita Redshoes lançou, a 25 de setembro, um novo longa-duração, FALA, composto exclusivamente por canções escritas por autoras portuguesas. Disponível em todas as plataformas digitais»

 



«A Rita Redshoes tem um disco novo. Chama-se “Fala” e é um disco que põe muitas mulheres a falar através da voz e visão artística da Rita.
As canções são escritas por autoras mulheres, um conjunto de mulheres que admiro e de quem sou fã.
A sensibilidade musical da Rita está a par da sua sensibilidade enquanto ser humano. A Rita é amor e generosidade e bem-querer ao próximo. Eu sei, porque já o vi várias vezes ao longos dos anos em que a conheço.
Deu-me a alegria de lhe escrever uma canção, “Sei” e poder estar presente no seu disco. Eu dei-lhe uma canção mal tocada à guitarra e muito mal gravada pelo telemóvel e ela devolveu-me uma interpretação de uma profundidade tal que me deixa emocionada. Ninguém se não ela poderia cantar esta canção desta forma.
Estou feliz por poder estar presente na sua obra e mais feliz ainda por poder estar presente na sua vida». Ana Bacalhau

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

NO MUSEU NACIONAL SOARES DOS REIS | «Matéria de Sonhos»

 


A atenção que a EXPOSIÇÃO nos captou veio de artigo do EXpresso, do jornalista Valdemar Cruz, a que se refere a imagem. Se tiver acesso, veja aqui.
Começa assim:«É mulher. É portuguesa. É uma estudiosa. A partir daqui ergue-se uma barreira quanto à identidade da proprietária das 226 peças de joalharia portuguesa produzidas entre os séculos XVII e XIX patentes em “Matéria de Sonhos”, no Museu Nacional Soares dos Reis.
É a primeira apresentação pública, em contexto expositivo, da “Coleção IFC”. A curadora Rosa Maria Mota apresenta-a como “um dos mais relevantes conjuntos privados” alguma vez reunidos em Portugal nesta área. (...)».



segunda-feira, 28 de setembro de 2026

«MATAMOS STELLA E OUTROS CONTOS»|«Um livro que aborda o horror quotidiano da família heterossexual, a sua violência e a perversidade das suas relações»

 



SINOPSE

Matamos Stella reúne a melhor ficção breve de Marlen Haushofer. Perfeita amostra dos temas obsidiantes na obra da autora — a hipocrisia social («Tarte crumble e café com leite»), vidas encurraladas («I’ll be glad when you’re dead»), crueldades impossíveis («Miúdos»), traumas da guerra («Uma Lealdade Terrível» e «Os Willows») —, abre com a novela cativante sobre culpa sem possibilidade de perdão que dá o título a este volume. «Matamos Stella» (1958) é a confissão de uma mulher cuja vida é perturbada pela chegada de uma jovem ao seio familiar. Entre o fascínio e a repulsa, esboça-se um crime colectivo, um retrato claustrofóbico de um matrimónio e, acima de tudo, uma alegoria sobre a passividade opressiva e letal numa sociedade de aparências.
«Um livro que aborda o horror quotidiano da família heterossexual, a sua violência e a perversidade das suas relações.»
Asymptote
«Matamos Stella» revela-se um conto cada vez mais misterioso à medida que progride. O equivalente literário a uma súbita imersão em águas geladas — lancinante, revelador.
New York Times
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