sexta-feira, 11 de setembro de 2026

«Despacho n.º 11130/2026 _ Cria o Grupo de Trabalho para a prevenção e combate às práticas nocivas, designadamente casamentos infantis precoces e forçados, mutilação genital feminina e crimes de honra»



Comecemos por dizer que temos alguma dificuldade em entrar na justificação do Despacho acima.De qualquer forma será um exemplo da ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA que nos assiste que não defendemos. Estamos com a ADMINISTRAÇÃO GESTIONÁRIA. E nesta linha o Despacho até terá um lado poditivo leva-nos à «floresta»de diplomas e organismos onde nos movemos e que «afogam», a nosso ver, a QUALIDADE na Gestão Pública que todos/as, obviamente, ambicionamos. Chegamos ao fim daquele longo despacho, atentando em especial naquela sistematização de «Considerando» - mais nos parecendo que estamos numa realidade académica - e vendo bem não se percebe (não percemos nós, claro) o que verdadeoramente se pretende com isto:


que nos leva a questionar deste modo: mas não há estruturas na ADMINISTRAÇÃO que tenham por missão isso mesmo? É da função de um GRUPO DE TRABALHO desenvolver atividades permanentes dos serviços? Ilustremos:

«(...) 2 — O Grupo de Trabalho tem a seguinte finalidade:

 a) Acompanhar a implementação das recomendações constantes do Livro Branco sobre Práticas Tradicionais Nefastas;
 b) Desenvolver uma abordagem integrada para a prevenção e o combate às práticas nocivas, centrada nos direitos humanos, mediante a definição de referenciais comuns de atuação para os diferentes setores e profissionais envolvidos;
 c) Avaliar a adequação do enquadramento legislativo nacional aplicável às práticas nocivas e formular propostas de aperfeiçoamento normativo, designadamente em matéria de prevenção e repressão dos casamentos infantis, precoces e forçados, à mutilação genital feminina e aos crimes de honra; (...)».

Não se ultrapassariam os «problemas» que certamente existem  praticando, de forma natural,  o que a GESTÃO PÚBLICA recomenda, por exemplo lançando mão da «ORÇAMENTAÇÃO POR PROGRAMAS»? Bom instrumento para operacionalizar a «TRANSVERSALIDADE» de que tanto se fala de maneira a que se evite que todos estejam a fazer o mesmo e haja o que ninguém faz.

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Bom, mas o impulso para este post provem da AUSÊNCIA DA CULTURA E DAS ARTES na constituição do Grupo de Trabalho:


Como se pode dispensar a FORÇA DA CULTURA E DA ARTE na luta contra os problemas aqui em causa? Ilustremos: uma digressão pelo PAÍS da Oferta Cultural que existe em que se abordam as situações subjacentes ao «Despacho» seria capaz de fazer «milagres». Ah, claro que todas estas iniciativas não cumprem se forem casuísticas  - têm de ser permanentes, continuadas, sistemáticas. «Vem nos livros» de Gestão Pública, e é confirmado no terreno. 


quinta-feira, 10 de setembro de 2026

MULHERESE EM DESTAQUE | «Patrícia Portela vence Grande Prémio de Romance e Novela 2025, com o livro “Manual para andar espantada por existir”»|LIVRO «PARA QUEM AINDA OUSA EXISTIR DE OLHOS ABERTOS E CORAÇÃO INQUIETO»

 


SINOPSE
Partindo das Aventuras de João Sem Medo, Patrícia Portela convida-nos a atravessar o muro da realidade e a redescobrir a importância da imaginação num tempo em que pensar, sentir e agir se tornaram atos de resistência.
Num desfile de encontros com personagens que ecoam o universo de José Gomes Ferreira, a atualidade da sua mensagem impõe-se: num mundo saturado de informação e acontecimentos, ousar saltar muros e desafiar o medo nunca foi tão necessário.
Este manual é um mapa para quem ainda ousa existir de olhos abertos e coração inquieto.
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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

LEV TOLSTÓI |«A Sonata de Kreutzer»

 


«(...)

A Sonata de Kreutzer, escrita em 1889, é, com A Morte de Ivan Iliitch, uma das mais importantes novelas de Tolstói.
«Misteriosa, a proximidade de Tolstói com o leitor é de todo desconcertante em A Sonata de Kreutzer.» [Harold Bloom]
«Quando [Tolstói] voltou de novo à arte da novela, a sua imaginação tinha adquirido o obscuro fervor da sua filosofia. A Morte de Ivan Iliitch e A Sonata de Kreutzer são obras-primas, mas obras-primas de um género singular; a sua terrível intensidade não resulta da predominância da visão imaginativa, mas da sua concentração; possuem, como as figuras reduzidas das pinturas de Bosch, violentas energias comprimidas.» [George Steiner]
«A Sonata de Kreutzer é uma obra-prima de estética magnificamente realizada que nos ensina a desprezar essa mestria e esse conseguimento: é essa a sua enganadora estratégia.» [Gary Saul Morson]
(...)» . Veja mais

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e da Comunidade Cultura e Arte

«(...) Esta obra tardia de Lev Tolstói (1828-1910), com a qualidade que podemos usufruir em “A morte de Ivan Ilitch”, surge na fase em que o autor mais se questiona sobre a vida e a sociedade. Num período muitíssimo precoce da emancipação da mulher na sociedade, desmonta algumas das expectativas impostas às mulheres em benefício do homem, mas que em muitas situações os prejudicam a ambos. O título da história remete para uma obra de Beethoven (Sonata No. 9 para Violino) que se revela elemento central da história e da ruptura de uma relação conturbada entre marido e mulher. A narrativa está dividida entre dois narradores, inicialmente na pessoa de um passageiro que se torna depois no ouvinte atento do personagem central, Pozdnyshev. (...)». Leia na integra.



domingo, 6 de setembro de 2026

«Novo projeto museográfico do Palácio Nacional de Sintra recupera uma dimensão pouco conhecida da história portuguesa: durante séculos, as rainhas foram senhoras de Sintra, administraram o território, receberam rendimentos, celebraram contratos e exerceram justiça»

«“Palácio das Rainhas” revela o poder das mulheres que governaram Sintra durante séculos

Novo projeto museográfico do Palácio Nacional de Sintra recupera uma dimensão pouco conhecida da história portuguesa: durante séculos, as rainhas foram senhoras de Sintra, administraram o território, receberam rendimentos, celebraram contratos e exerceram justiça. A presente renovação museográfica dá continuidade à transformação do modelo de visita iniciada pela Parques de Sintra no Palácio Nacional da Pena.


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

GLORIA STEINEM | “Ser feminista significa ver o mundo inteiro em vez de metade”, disse, citada pela Associated Press. “[Ser feminista] não devia precisar de um nome, e um dia não precisará.”

 



Quando Gloria Steinem fez 
80 anos fizemos este post:


Agora que nos deixa 
apenas dizer que faz sentido «cuidar o seu futuro».
 Ou seja,conhecer ou voltar à sua vida tão cheia.
 Neste momento triste a Comunicação 
Social por esse mundo fora fala-nos
 de Gloria Steinem. Por exemplo,
 no semanário Expresso:


Nós apenas queremos sugerir, a quem
 desconhece, uma visita ao seu