domingo, 23 de agosto de 2026

A «IGUALDADE DE GÉNERO» E CAUSAS EQUIVALENTES NO APARELHO ESTATAL

 




Aconteceu assim, numa ida,  o que é habitual, ao Diário da República, neste dia cinzento de verão,   ao depararmos com o Despacho inicial acima  voltamos a pensar na REFORMA que há muito defendemos na esfera da «IGUALDADE» nas Administrações.  Naturalmente, também reparamos no REGIME DE SUBSTITUIÇÃO - questão para lá da CIG. A propósito este post:  «(...)admite a necessidade de “refundar” a CReSAP. Notando que 85% a 90% dos nomes indicados já estavam em regime de substituição, o que lhes deu uma vantagem face aos demais, evita criticar a politização dos processos, mas propõe que os governos assumam claramente os cargos que são políticos. E defende que os dirigentes públicos têm de assumir mais as suas responsabilidades.(...)». Lembramos que há muito, quando começámos a olhar para a matéria como obrigação profissional, muitos eram os serviços e pessoas que desconheciam a CIG. Hoje será diferente, mas não muito diferente. E contudo à CIG muito se deve (não fizeram mais do que a sua obrigação, dirão) dos avanços conseguidos. A esta Comissão estão ligados nomes de que justamente nos devemos orgulhar. Dito isto, a nosso ver, há muito a «reformar». A (re)inventar. A rendibilizar o que temos. De maneira a que a batalha da «igualdade» - aqui entendida para lá da de género mas sim estendida a causas equivalentes - seja empreendimento generalizado, transversal,desde logo a todas as Organizações Públicas que o devem imprimir ao Setor em que atuam. Em particular, clamamos pelo SETOR CULTURA, que podemos tomar para ilustração.
Neste quadro, olhemos, uma vez mais, para outros, começando pela Organização do próprio Governo e organizações de topo de âmbito ministerial ou correspondente. E, claro, a «Cultura».



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Já agora, indo ao início deste post, como compatibilizar «REGIME DE SUBSTITUIÇÃO» com IGUALDADE(S)?

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Já agora, apenas ilustrando, do que devia ser rendibilizado: 
 

FESTIVAL MULHERES EM MARCHA |«Mulheres em Marcha nasce no Seixal, na Margem Sul, e afirma-se como o primeiro festival de artes performativas de cariz feminista neste território. Não como rótulo, mas como campo de trabalho onde a criação artística se cruza com o pensamento crítico e com o contexto em que emerge, em diálogo com as pessoas que o habitam. Pensamo-lo com periodicidade bienal, porque acreditamos no tempo longo, na insistência e na possibilidade de regresso transformado.». Leia mais.

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E ENQUANTO FAZÍAMOS
ESTE POST, VEIO O SOL ... 
Nós que gostamos do VERÃO
rematamos com esta «opinião»





sexta-feira, 21 de agosto de 2026

FILME | EM EXIBIÇÃO | «Elisa»

 

sinopse

Depois de dez anos na prisão pelo homicídio da sua irmã, Elisa mal se lembra do crime. O Professor Alaoui, um reputado criminólogo, reabre o seu caso e ajuda-a a reviver memórias reprimidas, que a poderão aproximar da redenção. 
Saiba mais


Festival de Veneza 2025 – Selecção Oficial em Competição - Prémio SIGNIS

Prémios David di Donatello 2026 – Nomeações para Melhor Actriz Principal (Barbara Ronchi) e Melhor Argumento Adaptado

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 Veja a Folha de Sala


«A segurança da pessoa idosa deve ser entendida como um processo permanente de prevenção, capacitação, participação, preparação e aprendizagem. Mais do que proteger pessoas vulneráveis, importa criar organizações capazes de reduzir a sua vulnerabilidade»

 







quinta-feira, 20 de agosto de 2026

FESTIVAL MÚLTIPLO

 



«O FESTIVAL MÚLTIPLO propõe 3 dias de atuações musicais e intervenções artísticas, de 21 a 23 agosto, em Lisboa. Com este festival anual a Zaratan – Arte Contemporânea celebra “o espírito de luta dos espaços independentes (…) contra a homogeneização cultural e fora das lógicas comerciais…”.

“Em oposição à típica migração das massas para os grandes festivais de verão”, a Zaratan propõe-nos um pequeno festival feito por agentes locais, que “permite habitar o centro histórico e manter vivos projetos independentes de alto valor artístico”». Veja aqui.


quarta-feira, 19 de agosto de 2026

RECORDEMOS GARCIA LORCA QUE MORREU NUM DIA 19 DE AGOSTO (OU SERÁ 18?)| «No 90.º aniversário da morte de Lorca, a cidade de Granada afadiga-se num vasto programa de atividades, que culminará, em outubro, com uma ação performativa e cívica a que foi dado o título genérico de Requiem for Lorca»

 


Excertos:
«(...)Tão envolto em mistério como o motivo é o local onde foi depositado o corpo, que permanece desconhecido 90 anos após a execução. Depois de muito se falar no barranco de Víznar, uma equipa de arqueólogos procedeu a escavações no local, encontrando19 fossas, de onde foram exumados mais de 170 cadáveres de ambos os sexos, mas não se concluiu que alguns deles fosse o do poeta. Hoje, o lugar está consagrado como Lugar de Memoria de Andaluzia, onde se pode ler inscrito na pedra: “Lorca eram todos”.
Esta é, aliás, uma demanda antiga. Em maio de 1960, a escritora Marguerite Yourcenar foi a Granada em busca do lugar de sepultura de Lorca. Em carta a uma das irmãs deste, Isabel, que conhecera nos Estados Unidos, a autora conta como se dirigiu a um grupo de mulheres, reunido à porta de uma igreja e encontrou um silêncio aterrorizado, mesmo da mais faladora: “O seu rosto mudou, perdeu toda a expressão, e respondeu-nos sem vacilar que não conhecia o nome desse senhor e que, em Viznar, ninguém fora morto.”
(...)

Viajemos agora nós para 2026: No 90.º aniversário da morte de Lorca, a cidade de Granada afadiga-se num vasto programa de atividades, que culminará, em outubro, com uma ação performativa e cívica a que foi dado o título genérico de Requiem for Lorca.

Mas também no Cinema e na Literatura há novidades. Cannes consagrou com o prémio de melhor realização o filme La bala negra, de Javier Calvo e Javier Ambrassi, a partir de um trabalho deixado inacabado pelo poeta e de uma peça homónima de Alberto Conejero. Estreia, em Espanha, a 25 de Setembro.

Entre as novidades editoriais há que destacar o aparecimento de uma compilação da correspondência da família, No te olvides de escribir. La familia García Lorca en sus cartas, que permite reconstituir a intimidade e o contexto emocional do poeta.

Também neste ano de efeméride “redonda”, o eterno biógrafo Ian Gibson publicou No me encontraron. La fosa de Lorca. Crónica de un olvido, um ensaio em torno da “perda” do corpo do poeta e do que esse vazio incomensurável significa, afinal, para a memória histórica de Espanha».