sábado, 4 de abril de 2026

O CONSUMO DE ÁLCOOL POR PARTE DAS MULHERES

 



Excerto
«(...) O que poderá explicar o aumento do consumo entre as raparigas?

A maior igualdade social aproxima os comportamentos das raparigas do dos rapazes. O problema é que o metabolismo enzimático da rapariga é muito menor do que o do rapaz, o que faz com que os efeitos do álcool sejam muito mais nefastos para elas. A intoxicação aguda acontece de forma mais rápida e surgem outros problemas, como uma maior vulnerabilidade a situações de violência sexual. Precisamos de melhorar a literacia sobre os consumos de álcool e os riscos associados, sublinhando os riscos acrescidos no sexo feminino. Nesse sentido, vão ser definidas, ao longo deste ano e do próximo, campanhas de prevenção específicas.

O consumo por parte das mulheres é também mais estigmatizado.

Sim. Há muita vergonha, culpa e um encobrimento muito maior dos casos de dependência nas mulheres, o que dificulta ainda mais o acesso às unidades de tratamento. A Unidade de Alcoologia do Porto já tem um programa terapêutico dirigido ao sexo feminino e estamos a criar uma resposta semelhante em Lisboa, que deverá estar operacional até ao verão. A ideia é facilitar o acesso e fazer com que as mulheres se sintam mais à vontade para procurar ajuda.

São precisas mais medidas para reduzir o consumo de álcool?

Mais do que criar novas medidas, a nossa grande preocupação é a fiscalização, que não está a ser eficazmente implementada, já que continuam a existir menores a aceder a bebidas alcoólicas. Quando saímos à noite o que mais vemos são jovens a beber. (...)».


sexta-feira, 3 de abril de 2026

ASSÉDIO LABORAL NAS ARTES PERFORMATIVAS | e nas outras ?, pergunta-se ... | E QUEM FAZ O QUÊ PARA SE ACABAR COM O PROBLEMA? COMEÇANDO PELA DGARTES ...| DE MANEIRA PERMANENTE, CONTINUADA, SISTEMÁTICA

 

da primeira página do Público


A notícia a que se refere a imagem teve espaço em diferentes orgãos da Comunicação Social  - e só por isso, a nosso ver, o trabalho já tinha valido a pena. FALAR NO PROBLEMA é fundamental. Como se pode verificar no site da DGARTES que financiou o Projeto o seu Diretor participou na apresentação dos Resultados:

Veja aqui

Dada a intervenção institucional no assunto, parecia-nos útil e até atendendo à designação «técnico-científico» que à partida se conhecesse quem tem ou devia ter atribuições e atividades na matéria, na esfera da ACADEMIA e do APARELHO ESTATAL. Em boa verdade, não percebemos qual é a «SEDE» da iniciativa. Mas dada o défice que nos habita neste assunto venham mais trabalhos, venham eles donde vierem. Contudo, institucionalmente «a coisa» não pode ser por impulso ... 


Disponível aqui

Estes trabalhos têm de ser permanentes, continuados, sistemáticos. Na DGARTES, como no Ministério da Cultura (em part time) os PLANOS PARA A IGUALDADE serão na nossa avaliação espaço por excelência para agir - veja o universo que convocamos  no site da CIG:

Veja aqui

Lembre-se, e já temos falado disso aqui no Em Cada Rosto Igualdade, aquando da elaboração da ESTRATÉGIA «Portugal Mais Igual» aproveitando-se a DISCUSSÃO PÚBLICA trabalhadores/as da DGARTES deram o seu contributo  que veio a ter acolhimento ainda que de maneira ampla, e assim trouxe a vantagem de ser campo aberto para se poder «fazer tudo».  Mas pelo que se vai vendo o que foi realizado? Afinal, o que existe? Esgota-se a financiar (e bem) estudo?  E a dar «ideias» ?
De facto, em particular chamou-nos a atenção o seguinte que se pode ler no jornal Público - trabalho a não perder - o destaque é nosso:



De lá estas passagens centradas no responsável da DGARTES:



Pois bem, talvez a DGARTES concentrar-se naquilo que estará em condições de fazer melhor que ninguém  e disso tem obrigação: trabalhar, dando ouvidos ao que se passa à volta, para a ALTERAÇÃO DO SISTEMA DE FINANCIAMENTO ÀS ARTES EM VIGOR - O «SISTEMA» ESTÁ ESGOTADO DE HÁ MUITO. De maneira a acabar com a PRECARIEDADE que domina o SETOR - que como se vê é combustível que ateia o «assédio». Em paralelo: dê seguimento ao que já foi feito na esfera da ESTRATÉGIA «Portugal MAIS IGUAL» - não comece do zero. Concentre-se no que deve fazer, deixando para segundo o que os «outros devem fazer». Sabendo-se que a «epidemia» só será ultrapassada «em rede», uns com os outros, a trabalhar com competência de maneira profissional. Sem cada Organização alijar as suas responsabilidades.
A propósito, e porque isto anda tudo ligado, posts recentes: 


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Já agora, de outros, voltemos a este estudo:




«OS DOMINGOS»

 



«Ainara, uma brilhante e idealista jovem de 17 anos, tem de decidir que curso quer seguir. Porém, a adolescente sente-se cada vez mais próxima de Deus e pondera abraçar a vida de freira. A notícia surpreende toda a família, provocando uma ruptura e colocando todos à prova. Alauda Ruiz de Azúa usa as fracturas nesta família para conceber uma profunda reflexão sobre espiritualidade e as suas diferentes formas». Saiba mais.





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a propósito do filme
 no jornal Público



de lá: « (...) O filme nasceu de uma curiosidade pessoal sobre a vocação religiosa, nascida no tempo de faculdade, quando uma colega de Alauda abandonou os estudos para entrar para um convento. “Não sou crente, e ficou a intrigar-me o que pode levar uma pessoa a fazer um voto de clausura.”(...)».