Em Cada Rosto Igualdade
segunda-feira, 23 de março de 2026
Agate de Sousa, ela voa ...
domingo, 22 de março de 2026
«Florbela»
"Florbela": o álbum de homenagem a Florbela Espanca já saiu
São vários os artistas que se juntaram para homenagear a vida e obra de Florbela Espanca. O álbum foi lançado esta sexta-feira e conta com 14 temas que recriam 14 sonetos da poetisa, todos interpretados por diferentes artistas ou grupos musicais portugueses. Veja aqui.
Uma das interpretações
sábado, 21 de março de 2026
«EXPOSIÇÃO SOBRE MEMÓRIA DA RESISTÊNCIA INAUGURA EM PENICHE»
O projeto desafiou escolas de todo o país a participar na recolha, preservação e divulgação de histórias ligadas à Resistência e à luta pela Liberdade nos diferentes territórios. Os jovens participantes foram convidados a investigar e registar testemunhos e memórias de mulheres e homens que, durante o regime ditatorial, se destacaram na defesa da democracia e dos direitos humanos.
A exposição agora apresentada reúne os trabalhos resultantes desta primeira chamada de participação, dando a conhecer diferentes perspetivas e investigações realizadas pelos estudantes no âmbito do projeto». Daqui.
sexta-feira, 20 de março de 2026
«Nas palavras dela»
A infância de Alessandra, em Roma, é marcada pela lenda da mãe, Eleonora, mulher prodigiosa que sonhava ser uma pianista célebre, mas foi somente uma professora de piano infeliz por se ter casado com um homem sem interesse. Após a morte da mãe, Alessandra muda-se para uma casa de família longe da capital. Regressa a Roma quando deflagra a guerra. Conhece então Francesco, um antifascista com quem se casa, e descobre o frémito de colaborar na resistência clandestina. Sente-se, contudo, sempre invisível, e confessa: «Quem conhece estas páginas já sabe que ficar a uma janela sozinha e em silêncio é, desde a minha mais remota infância, uma das minhas condições de felicidade.»
Nas Palavras Dela escrutina impiedosamente o casamento, o mal-estar feminino, o jugo da domesticidade conservadora, o negrume da vida em guerra. Lembrando as vozes literárias de Morante, Ginzburg, Woolf ou Duras, encontramos aqui todo o esplendor da escrita refinada e do imaginário subversivo de Alba de Céspedes, uma das mais intrigantes escritoras do século XX». Saiba mais.
quinta-feira, 19 de março de 2026
OUTRA VEZ NO DIA DO PAI |«O meu pai é tão grande — mas tão grande, mesmo! — que, quando estica os braços e o olho de baixo, é crescido e crescido!»
É tão alto que parece nunca mais acabar!
Aos olhos deste menino, o seu pai é um verdadeiro gigante: forte e poderoso, ternurento e divertido, compreensivo e amigo…
É assim que Eduardo Sá nos revela a admiração e o amor que uma criança sente pelo seu pai e vice-versa. Uma relação mágica, divertida e comovente, ilustrada com a ousadia e a vivacidade de Paulo Galindro». Saiba mais.
quarta-feira, 18 de março de 2026
«O trabalho é o tema central da nona edição do festival de cinema Porto Femme, em abril, atravessando uma programação para “questionar estruturas de poder, desigualdades e invisibilidades que continuam a marcar a experiência das mulheres”».
Em parceria com a Cinemateca Portuguesa, o Porto Femme vai ter uma sessão de cine-concerto, com obras recentemente restauradas e “raramente exibidas”, como por exemplo, dois filmes de Bárbara Virgínia e ainda “Cascaes” (1937), de Amélia Borges Rodrigues, cineasta açoriana radicada no Brasil que terá produzido ou realizado cerca de 30 filmes sobre diferentes regiões de Portugal.
Estão ainda previstas oficinas e, na vertente profissional, os “Encontros de Bárbaras”, com pessoas programadoras e representantes de festivais nacionais e internacionais, assim como uma sessão de apresentação de projetos cinematográficos de mulheres e pessoas queer.
O Festival de Cinema Porto Femme vai decorrer de 20 a 26 de abril no Batalha – Centro de Cinema, Casa Comum, Maus Hábitos, Passos Manuel e Universidade Lusófona do Porto.(...)». Leia na integra.
segunda-feira, 16 de março de 2026
PELO TEATRO DA RAINHA |«Esta é uma peça sobre o abuso sexual, o machismo extremo, sobre a chamada violência doméstica, infelizmente tão comum entre nós»| E REVISITAMOS O QUE PODERIA O TEATRO EM «PLANOS DE IGUALDADE» INSTITUCIONALMENTE PREVISTOS
«Angus Cerini é australiano, talvez o grau de desconhecimento da sua dramaturgia rime com a distância. É, no entanto, um autor híper premiado, um dramaturgo inovador – palavra gasta que aqui vale -, isto é, não só mete o corpo no que escreve – é performer, faz dança – mas sobretudo é capaz de inventar toda uma comunidade local pela voz entretecida de uma surpreendente narrativa a três – escrita para três atrizes que dão corpo a uma família, duas filhas e uma mãe.
A Árvore que Sangra é a história de um parricídio. Mãe e filhas matam o pai. O caso é claro: reféns de um abusador alcoólatra capaz de todas as violências, mesmo violar uma das filhas, chegou o momento de o parar. O caso pode não espantar – não espantará, não será o desígnio da peça? – num mundo que mergulhou na violência genocida e na destruição total.
Genial nesta peça é além do tema – com a intensidade do “crime” da tragédia, das medeias, édipos, das clitemnestras – o modo de a pôr em cena contando uma história logo lendária para arquivar na memória vivificada de uma comunidade e logo do mundo, dada a condição especificamente humana do acontecimento e dos seus autores. Estamos diante de um teatro antropológico, diante da ideia de reunir uma comunidade num serão – como no teatro se faz – para testemunhar limites e excessos, para aprender que a desumanidade é própria dos humanos e só a memória nos pode redimir desses excessos, da sua repetição.
Deste modo, as três atrizes, cometido o crime, vão encenando entre elas as formas de o relatar – ou de o esconder da – à comunidade e vão dando corpo às figuras que vão surgindo, o carteiro que é polícia, a vizinha, o vizinho, etc. É na narrativa e, portanto, de modo estranhado na medida em que as três figuras femininas são todas as personagens, que assistimos ao surgir de uma cumplicidade pelo acto de libertação cometido pelas três mulheres. Fez-se justiça humana.
Esta é uma peça sobre o abuso sexual, o machismo extremo, sobre a chamada violência doméstica, infelizmente tão comum entre nós. Fernando Mora Ramos». Saiba mais












