sábado, 28 de fevereiro de 2026

«ONU MULHERES» | hoje apenas para lembrar que a Organização existe | E O SITE É CONVIDATIVO MAS NA GENERALIDADE NÃO É EM PORTUGUÈS. POR ISSO MUITAS VEZES «VAMOS AO BRASIL» - PElA INTERNET




«Women’s rights mean nothing if we cannot defend them.

International Women’s Day 2026 comes at a time when justice systems are under strain. Conflict, repression, and political tensions are weakening the rule of law.  The result – women and girls have just 64 per cent of the legal rights of men.  Women are turned away, not believed, revictimized, or priced out of legal support. Equality never arrives». Veja aqui.

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«Recorremos ao Brasil» para  post recente: 

A CAMINHO DO DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES 2026| LEMA UN WOMEN | « Dia Internacional das Mulheres 2026: Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as mulheres e meninas»

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

«POTNIA THERON»| de Hélia Correia _ com encenação de Maria Joao Luís _ pelo Teatro da Terra |27 FEVEREIRO A 7 MARÇO | NO AUDITÓRIO MUNICIPAL DO FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL



«POTNIA THERON do grego antigo “Senhora dos animais” é um epíteto e um motivo artístico milenar que descreve a divindade feminina com domínio absoluto sobre a natureza selvagem. O termo aparece pela primeira vez na Ilíada de Homero, para descrever a deusa Ártemis, sendo, no entanto, um conceito muito mais antigo, com raízes em divindades femininas da Idade do Bronze e até do Neolítico.
Hélia Correia escritora consagrada, escreve de um rasgo, este poema épico inédito, a partir da antiguidade clássica, para o espectáculo que Maria João Luís encena como uma opereta não convencional, abordando e reflectindo sobre as relações de forças entre os géneros masculino e feminino».

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

O «8 MARÇO 2026» ORGANIZADO PELO MDM - MOVIMENTO DEMOCRÁTICO DE MULHERES | o lema - «Vida com dignidade. Direitos com igualdade».

 



Em Portugal o MDM-MOVIMENTO DEMOCRÁTICO DE MULHERES é uma referência. «A» referência para muitos e muitas. E aqui está em 2026 a assinalar como é sua prática o 8 DE MARÇO - o DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES. Pelo País. Com a MANIFESTAÇÃO NACIONAL EM LISBOA. Vem de longe o MDM: 
«É uma associação de mulheres, fundada em 1968. É um movimento de opinião e de intervenção que valoriza o legado histórico dos movimentos de mulheres que lutaram contra a opressão e as desigualdades».

Para este 2026 o que nos desafia:


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«(...) Neste sentido, convoca mulheres de todas as idades, profissões e realidades para afirmar que «não aceitam ficar para trás, que não aceitam que os seus direitos sejam adiados, relativizados ou rasgados».

Além de Lisboa (14h30, Praça dos Restauradores), Porto (14h30, Praça da Batalha) e Coimbra (14h30, Ponte de Santa Clara), a manifestação nacional de mulheres sai à rua em cidades de Norte a Sul, como Aveiro (14h30, Avenida Dr. Lourenço Peixinho), Beja (14h, Largo de Santo Amaro), Bragança (15h, Praça da Sé), Faro (15h, Rotunda do Km 738), Portalegre (10h30, Praça da República), Torres Novas (14h30, Jardim Parque da Liberdade), Viana do Castelo (14h, Porta Mexia Galvão), Vila Real (15h, Praça Luís de Camões) e Viseu (14h30, Largo de Santa Catarina). (...)».

daqui:


«CFW - CONFERENCE FOR WOMEN»

 




Não é a primeira vez que trazemos a CONFERENCE FOR WOMEN  para o  Em Cada Rosto Igualdade. Assinalando a sua próxima iniciativa - 4 março - aqui estamos novamente a fazê-lo. Destacamos na identidade a cobertura nacional e a capacidade organizativa. Digamos, é uma organização «em grande»!,  com que se pode aprender ... E basta olhar para a maneira como estão na internet. Como reajustam a imagem e grafismo consoante o suporte utilizado. E há uma «sede» de onde tudo parte - tipo «casa» - o SITE. Ou seja, não se esgotam nas «redes sociais» mas que sabem utilizar como ninguém. E contactam com o mundo de maneira personalizada por e-mail a quem o solicitar, de forma cuidada e regular ... Somos com isso beneficiada.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

«O Retrato de Casamento»

 



SINOPSE
A autora de Hamnet visita agora a Itália renascentista para nos dar um inesquecível retrato ficcional da jovem duquesa Lucrezia de’ Medici, cuja vida decorre numa corte turbulenta. Estamos na Florença de 1560 e Lucrezia, a terceira filha do grão-duque, sente-se confortável com o lugar obscuro que ocupa no palácio, entregue às suas ocupações artísticas. Mas, quando a sua irmã mais velha morre na véspera do casamento com o soberano de Ferrara, Modena e Reggio, Lucrezia é inesperadamente lançada na ribalta política.
O duque de Ferrara não perde tempo para a pedir em casamento e o seu pai é rápido a conceder autorização. Mal saída da infância, Lucrezia entra numa corte que lhe é estranha, com costumes que lhe são desconhecidos e onde a sua chegada não é bem recebida por todos. Começa por não perceber se o seu marido Alfonso é o esteta sofisticado, amigo de artistas e músicos, que aparentava ser antes do casamento ou um político impiedoso que as próprias irmãs receiam. Enquanto posa para uma pintura que lhe promete que a sua imagem perdurará nos séculos seguintes, vai-se tornando evidente que a sua principal obrigação é gerar um herdeiro que garanta o futuro da dinastia de Ferrara. Saiba mais. .




domingo, 22 de fevereiro de 2026

PARA QUEM QUER SABER MAIS SOBRE A IGUALDADE NA CIÊNCIA | o Relatório «Women & Girls in Science - 10Years»

 


VÁRIAS SÃO AS MANEIRAS DE ASSINALAR O DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES | em Cascais 6-8 Março «Festival da Mulher»

 



«O Woman Summit é o evento de celebração do FEMININO e aproveita o dia Internacional da Mulher para proporcionar um espaço onde todas as mulheres se sintam celebradas.
Serão três dias de festa a falar e a viver práticas que promovem o empoderamento feminino, reunindo marcas, experiências, talks, performances, aulas ao vivo, áreas de bem-estar, tudo pensado para um público diversificado e inspirador.
Trata-se de um formato inovador — mais próximo de um festival urbano do que de um congresso tradicional — com uma forte componente sensorial, criativa e social.
Para adquirir bilhetes com desconto Viver Cascais, consulte a informação AQUI  
(...)».


sábado, 21 de fevereiro de 2026

«MULHERES DE ATENAS»| de Chico Buarque




Hoje, na Bertrand das Amoreiras, em Lisboa, houve uma conversa em torno do LP «Caros Amigos» de Chico Buarque e falou-se de «Mulheres de Atenas». Está na origem de voltarmos a trazer a canção  para o Em Cada Rosto Igualdade. No vídeo acima logo no início palavras do Chico sobre a letra. A não perder...   

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Bem, lembremos 
«Meus Caros Amigos» todo 


 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

«Duas Raparigas Nuas»

 


SINOPSE
Um século de história visto através de uma pintura.
Tudo começa em 1919, numa floresta nos arredores de Berlim. Otto Mueller pinta “Duas Mulheres Nuas”.
Do ateliê do artista às paredes do escritório do seu primeiro proprietário, a pintura observa a vida quotidiana antes de ser arrastada pelas atribulações deste período negro: a chegada de Hitler ao poder, o anti-semitismo estatal, a arte moderna descrita como "degenerada" pelos nazis, a desapropriação de famílias judias, exposições, vendas, incêndios...
Ator passivo num mundo além dele, Deux Filles Nues é um sobrevivente.
Fruto de uma investigação liderada por Luz, esta novela gráfica e histórica convida-nos a estar extremamente vigilantes face a todas as formas de censura política e cultural». Saiba mais.



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

CGTP|Semana da Igualdade|2 a 8 de Março 2026

 

«A IGUALDADE QUE ABRIL ABRIU

Reforçar Direitos. Cumprir a Constituição

A Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens – CIMH/CGTP-IN promove a SEMANA DA IGUALDADE (2 a 8 de Março de 2026), em todo o país, num total de 26 cidades e em mais de um milhar de locais de trabalho, com o lema A Igualdade que Abril abriu. Reforçar Direitos. Cumprir a Constituição.
8 de Março: a voz que não cala, o passo que não recua, a luta que constrói o amanhã
A igualdade não se conserva sozinha. Ou se defende, ou se perde.
Apesar dos avanços, as mulheres trabalhadoras confrontam-se com salários mais baixos, carreiras profissionais estagnadas, precariedade, horários desregulados, discriminações derivadas da maternidade. Enfrentam o assédio. Adoecem a trabalhar. Cuidam de todos - sem tempo para si.
Hoje, os direitos são atacados em nome do lucro. Os salários ficam para trás enquanto os preços disparam. Os serviços públicos são enfraquecidos. A Constituição é ignorada por quem devia cumpri-la. Há direitos que vivem no tempo roubado, entre turnos longos e salários curtos, entre creches que faltam e horários que esmagam a vida.
Ainda assim, as mulheres trabalhadoras nunca deixaram de lutar. Nos locais de trabalho, nas ruas, na exigência teimosa de respeito e justiça. Na defesa de direitos que não são privilégios, mas condições básicas para viver com dignidade.
Nesta fase preparatória da Semana serão divulgados, em breve, cinco Estudos sobre a Situação actual da Mulher no Trabalho.
Sessão de Abertura da Semana está agendada para o dia 2 de Março, em Lisboa, na qual serão divulgadas as principais iniciativas da Semana e realizado um debate para o qual foram convidadas dezenas de ONG (organizações não governamentais) que actuam na área da igualdade de género e do combate à violência.
O Secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, encerrará o debate, seguindo-se uma conferência de imprensa para divulgação pública do programa global da Semana da Igualdade que este ano está associada aos 50 anos da Constituição da República Portuguesa e à luta contra o pacote laboral».
DIF/CGTP-IN
Lisboa, 16.02.2026



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

BIBLIOTECA DE BELÉM | «Reivindicações Femininas e a Conquista da Cidadania no Brasil» | 21 FEV 2026 | 15:00 | LISBOA

 


«VÉNUS EM CHAMAS_e Deus instrumentalizou a mulher»




«Despir as mulheres para as expor em público é um costume antigo
– e não estamos apenas a falar de roupa.
Há séculos que a existência das mulheres é terreno aberto para todo o género de delírios e desaforos dos homens. As suas vidas – terrenas ou espirituais – foram e são instrumentalizadas ao sabor das novas ordens e dos sistemas de poder que frequentemente contrariam a nossa natureza, com particular prejuízo para a metade feminina da humanidade.
Através de uma narrativa híbrida, entre reconstituição histórica ficcionada e investigação, Pedro Vieira escreve sobre sete mulheres que são todas as mulheres, sujeitas ao poder deles, cujas existências foram contadas e adulteradas para servir uma narrativa ardilosa que bloqueia com eficácia qualquer tentativa de emancipação coletiva.
Vénus em chamas recupera as histórias reais de Maria, mãe de Jesus, Maria Madalena, imperatriz Teodora, Fillide Melandroni, Joana d’Arc, Harriet Tubman e irmã Lúcia, para refletir sobre a forma como a História e a Arte as apresentaram, representaram e imolaram, tantas vezes despindo-as de qualquer agência ou autoridade sobre si mesmas». 



domingo, 15 de fevereiro de 2026

«LOOKING AT LIFE» - através de imagens e muitas serão icónicas da revista LIFE

 





Ver lá, na Galeria, será outra coisa.
 Mas na internet também tem o seu encanto. 
É, mesmo, de visitar - aqui.
 
 

ACONTECEU a 29 jan 2026 _ apre­sen­tação pú­blica do pro­jecto de um painel de azu­lejos de Graça Mo­rais a ser ins­ta­lado no jardim junto ao Forte de Ca­xias

 


«O Município de Oeiras vai recordar e homenagear os milhares de presos políticos da Prisão de Caxias até 25 de Abril de 1974 através de um painel de azulejos da autoria da artista Graça Morais. (...)». Leia na integra.

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 E lê-se no jornal Avante! «(...) A ar­tista plás­tica su­bli­nhou que, com o mural, pre­tende evocar não só a me­mória dos presos mas, também, os prin­cí­pios e va­lores pelos quais lu­taram, pela li­ber­dade e contra o fas­cismo.
A no­tícia é dada pela URAP, que marcou pre­sença na ce­ri­mónia com uma de­le­gação de an­ti­fas­cistas, e que, pelas mãos do seu co­or­de­nador, José Pedro So­ares, en­tregou à ar­tista uma cópia do livro Ca­deia de Ca­xias – A Repressão e a Luta pela Liber­dade, edi­tado pela or­ga­ni­zação. (...)».





sábado, 14 de fevereiro de 2026

«biografias do amor»

 


Entretanto, do Glam Magazine

“Biografias do Amor” de Sérgio Godinho estreiam no festival “Montepio Às Vezes o Amor” - uma passagem: «(...) Numa tremenda demonstração de inquietude criativa e coragem artística, Sérgio Godinho irá, aos 80 anos e com mais de cinco décadas de actividade, arriscar um novo conceito de espectáculo levando ao plateau canções que o tempo não fez esquecer mas que, algumas delas, nunca antes foram apresentadas ao vivo. Efectivamente, desde “Romance de um dia na estrada” a “Tudo no amor”, a sua carreira será revista, desta feita através das suas “canções de amor”. (...)».Leia  na integra.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

«LIDERANÇA FEMININA PELA TRANSIÇÃO CLIMÁTICA JUSTA: RECOMENDAÇÕES PARA A COP30» | é o capitulo do Brasil da Women Leading On Climate (WLOC) |NESTE MOMENTO EM QUE NO NOSSO PAÍS - PORTUGAL - ESTAMOS A VIVER IMPACTOS DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS COM CHEIAS E VENTOS E COLAPSOS ... SEM FIM | POPULAÇÕES EM DESESPERO - SEM CHÃO NEM HABITAÇÃO NEM ...

 




Em síntese - «O Capítulo Brasil do WLOC organiza a contribuição brasileira à agenda global de clima e gênero, combinando liderança estratégica, diversidade territorial e rigor técnico para deixar um legado concreto na COP30 em Belém, mas com a intenção de ir muito além da Conferência no debate sobre o papel das mulheres nos desafios globais relacionados à agenda climática e de recursos naturais e na economia». Ora, a COP30 já aconteceu, as Recomendações continuam o seu caminho ... 
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Já agora, o documento acima, está no site da CBDS -
O CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) conecta empresas, governos e sociedade para impulsionar soluções sustentáveis que geram impacto real. Ainda:


De lá

«Together, we are transforming ambition into action for a sustainable and just future». 



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De entre trabalhos
 que  podíamos escolher,
para sabermos mais sobre
o que nos está a acontecer

Se tiver acesso

Destaque e começo: «O físico e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa avisa que as tempestades são o resultado 
das alterações climáticas. E deixa a receita para lidar com estes riscos nas infraestruturas, na água ou na literacia da população


As recentes tempestades que afetaram, e que ainda afetam, Portugal, como a “Kristin”, devem ser enquadradas não como episódios excecionais ou fortuitos, mas como expressões consistentes de um clima em mudança. A intensificação da precipitação em curtos períodos de tempo, as inundações fluviais e costeiras, a maior severidade de ventos extremos, a maior frequência e severidade de ondas de calor, secas e incêndios e a crescente varia­bilidade climática inserem-se num padrão amplamente documentado pela comunidade científica para o Sul da Europa e, em particular, para Portugal. Neste contexto, os impactos observados no território nacional são consequência evidente da severidade dos fenómenos, amplificada pela interação entre uma perigosidade climática crescente e um conjunto de vulnerabilidades estruturais acumuladas ao longo de décadas.

Em Portugal, tal como noutros paí­ses europeus, tem-se assistido a um aumento cumulativo da exposição da população, das infraestruturas críticas e das atividades económicas aos extremos climáticos. Esta exposição interseta-se com fragilidades significativas ao nível do ordenamento do território, da resiliência infraestrutural, da organização institucional e da capacidade de antecipação e resposta ao risco. O resultado traduz-se em impactos económicos diretos e indiretos cada vez mais elevados, em perturbações no funcionamento de serviços essenciais e em riscos acrescidos para a saúde pública, particularmente entre os grupos socialmente mais vulneráveis. (...).


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

«SONHOS DE INVERNO _ e Outros Contos»

 


SINOPSE
«Dexter era inconscientemente orientado pelos seus sonhos de Inverno. Com a idade,a natureza e a fragência desses sonhos foi-se alterando, mas a essência permaneceu. Foram eles que o levaram a abandonar o seu emprego num campo de golfe quando Judy Jones, de onze anos, lhe pediu para ser seu caddy. Mais atrde, judy vai ser a bela e cruel adolescente que o submete aos seus desejos. Neste conto, como em quase todos os seus livros, Scott Fitzgerald parece descrever um baile em que escolheu a rapariga mais bela, mas ficando de fora, com o rosto colado à vidraça, atento ao menor aceno e vendo finalmente a dançarina ser arrastada para a tranquila solidez de um lar americano. E quando sabe dela mais tarde, o espanto de a ver confundida com outras mulheres que também já foram belas ecoa como um irremediável adeus à juventude. Os outros quatro contos aqui reunidos reflectem o impacto da Grande Depressão de 1929 na vida de Scott Fitzgerald, que se transmite aos seus personagens». Saiba mais. 




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

«Violência doméstica: o mais grave problema de segurança interna»

 


Começa assim: «Edite Silva, 30 anos. Este é o nome da mulher morta a tiro na madrugada de segunda-feira, 2 de fevereiro, pelo ex-namorado, num parque de estacionamento em Lisboa. Mais um caso de desfecho fatal numa história de violência doméstica — notoriamente o mais grave problema de segurança interna em Portugal (e já veremos os números que o provam).
O machismo na sociedade portuguesa, com as suas manifestações em particular no sistema de justiça, representa uma das mais poderosas continuidades da ditadura para a democracia. Sendo atualmente conhecidas cada vez menos sentenças do género “medieval”, esse machismo judicial manifesta-se, porém, de outra forma: pelo uso e abuso de mecanismos que fazem com que a violência doméstica continue a ser, quase 52 anos depois do 25 de Abril, muito do que afinal sempre foi: um crime sem castigo. É disto que este texto trata, explicando-se no início o contexto em que foi escrito.
Em novembro do ano passado, fui convidado para participar num debate no XIX Congresso Nacional de Psiquiatria sobre estigma e doença mental, sendo o ponto de partida um romance de Maria Teresa Horta. O texto que se segue sistematiza as notas que preparei para essa intervenção.
“A Paixão segundo Constança H.” tem como personagem central uma mulher que vive, nas palavras da escritora, uma paixão “obsessiva” e fortemente erotizada por um homem. Isso leva a que seja rotulada de “louca” ou “desequilibrada” — o tal estigma de que falava o tema deste debate.
Se Constança era louca ou não, e se o que a levou à suposta loucura foi o estigma ou o ciúme (ou ambas as coisas), foi matéria sobre a qual não me quis pronunciar — deixei-a aos especialistas. Sei, porém, que a diabolização do erotismo feminino não é de hoje nem de ontem — perde-se na memória dos tempos.
Na Inquisição, o clitóris era conhecido como “o bico do seio do diabo”. As acusações de bruxaria estiveram muitas vezes ligadas a acusações de sexualidade feminina desenfreada. As vítimas geralmente não tinham um papel definido na sociedade: eram solteiras, viúvas, indigentes. Mulheres vistas como livres — ou seja, perigosas. Nesses tempos queimavam-nas. A Inquisição, convém não esquecer, esteve presente em Portugal durante 300 anos, do século XVI ao século XIX, cerca de um terço do nosso tempo de existência enquanto nação independente. Várias tragédias marcaram a História de Portugal, e esta foi garantidamente uma das mais duradouras. (..)».
Conclui assim:  «(...) Terminamos como começámos. Dizendo que não se trata só de números — trata-se de nomes, também. Edite Silva era o nome da mulher assassinada esta semana. Seguem-se os nomes das 20 mulheres mortas em 2025 que a OMA conseguiu compilar, a partir de notícias publicadas na imprensa: Aimonedos Santos, Alzira Madureira, Arelys Rojas, Carmina Silva, Carolina Barbosa, Daniela Padrino, Fernanda Júlia da Silva, Fernanda Lopes, Gurpreet Kaur, Hermínia Costa, Ilda Rodrigues, Isabel Afonso, Ivone Silveira, Kátia Azevedo, Maria de Fátima Almeida, Maria Gorete Medeiros Aguiar, Raquel Lourenço, Rosa Sousa, Sara Catalarrana e Sónia Marisa Escobar».
De lá esta imagem:
FOTO GETTY IMAGES

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

«A Mulher e a Medicina»


«Levantem a mão se alguma vez viram os vossos sintomas totalmente ignorados por um médico!... Elinor Cleghorn mergulha na história de como o sistema médico falhou com as mulheres – desde a Grécia Antiga até aos problemas modernos, e de como as mulheres são muitas vezes vistas como fontes não fiáveis do que sentem nos próprios corpos.» Cosmopolitan

Em A Mulher e a Medicina, Elinor Cleghorn escreve uma história pioneira sobre a saúde das mulheres – desde o «útero errante» da Grécia Antiga à ascensão dos julgamentos de bruxas na Europa; do surgimento da histeria como diagnóstico amplo para distúrbios difíceis de identificar à evolução da compreensão sobre hormonas, menstruação, menopausa ou a endometriose – reunida numa obra abrangente e fascinante.

É um legado revoltante de sofrimento, mistificação e erros de diagnóstico que revela como a ciência, moldada por um mundo de homens, falhou em compreender e cuidar do corpo feminino. Repleto de estudos de caso e exemplos de mulheres que sofreram, desafiaram e reescreveram a ortodoxia médica, este livro faz um apelo urgente por uma medicina mais íntegra, que valorize os testemunhos e as experiências das mulheres, libertando-as de séculos de desinformação e negligência.

«A Mulher e a Medicina apresenta uma história de como a anatomia, a fisiologia e a psicologia femininas foram abordadas ao longo dos séculos. A mensagem é clara: oiçam as mulheres.» Science Magazine

«Este livro é um apelo à ação para qualquer mulher que sinta que os médicos não abordaram devidamente a sua doença ou dor.» The Washington Post


domingo, 8 de fevereiro de 2026

ANA TEIXEIRA |«À Flor da Pele»

 


Ana Teixeira

À flor da pele

artes
16 janeiro a 14 fevereiro 2026
vários horários
Sociedade Nacional de Belas-Artes

«Desenvolvida entre 2010 e 2023, À Flor da  Pele reúne um corpo de trabalho singular onde fotografia, teatro e  paisagem se entrelaçam. O ponto de partida é o evento criado pelo Teatro o Bando, Ao Relento, uma exposição de máquinas de cena e figurinos desenhada ao longo de um percurso pela Serra do Louro, que acabaram por permanecer no território muito além do espetáculo.
Ao longo de vários anos,  Ana Teixeira regressou a este lugar, encontrando objetos transformados pelo vento, pela luz e pela erosão, revelando o ciclo natural da mudança na natureza, onde nada cessa: tudo se transfigura».