«Together, we are transforming ambition into action for a sustainable and just future».
As recentes tempestades que afetaram, e que ainda afetam, Portugal, como a “Kristin”, devem ser enquadradas não como episódios excecionais ou fortuitos, mas como expressões consistentes de um clima em mudança. A intensificação da precipitação em curtos períodos de tempo, as inundações fluviais e costeiras, a maior severidade de ventos extremos, a maior frequência e severidade de ondas de calor, secas e incêndios e a crescente variabilidade climática inserem-se num padrão amplamente documentado pela comunidade científica para o Sul da Europa e, em particular, para Portugal. Neste contexto, os impactos observados no território nacional são consequência evidente da severidade dos fenómenos, amplificada pela interação entre uma perigosidade climática crescente e um conjunto de vulnerabilidades estruturais acumuladas ao longo de décadas.
Em Portugal, tal como noutros países europeus, tem-se assistido a um aumento cumulativo da exposição da população, das infraestruturas críticas e das atividades económicas aos extremos climáticos. Esta exposição interseta-se com fragilidades significativas ao nível do ordenamento do território, da resiliência infraestrutural, da organização institucional e da capacidade de antecipação e resposta ao risco. O resultado traduz-se em impactos económicos diretos e indiretos cada vez mais elevados, em perturbações no funcionamento de serviços essenciais e em riscos acrescidos para a saúde pública, particularmente entre os grupos socialmente mais vulneráveis. (...).



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