terça-feira, 14 de julho de 2026
ARTESANATO | «(...)Uma das últimas áreas a ver ser reconhecido o seu valor foi o artesanato (encarado socialmente e culturalmente como uma actividade menor). O artesanato português, e as matérias-primas a elas associadas, têm vindo a crescer na sua valorização, e surgem agora (os artesãos) como parceiros fundamentais, a colaborarem lado a lado com os designers.(...)»
segunda-feira, 13 de julho de 2026
«A VONTADE DE MUDAR» | é uma das primeiras obras feministas a reflectir sobre a «crise da masculinidade»
A Vontade de Mudar é uma das primeiras obras feministas a reflectir sobre a «crise da masculinidade». Ao interpelar as inquietações mais comuns entre os homens — o medo da intimidade, o desgosto amoroso, o isolamento, a exigência do trabalho, a virilidade e o desempenho sexual —, bell hooks oferece-nos uma visão transformadora do que poderia ser uma masculinidade liberta.
E um mundo onde mulheres e homens podem ser partes de um todo. Saiba mais.
É certo que esta ideia de uma actual crise da masculinidade precisa de ser relativizada, já que tem uma longa história e até já foi estudada como um mito. Comum a todos os seus surgimentos é a ideia de que as mulheres estão a ocupar o lugar “legítimo” dos homens. Mas nestas questões há um domínio importante do simbólico, isto é, da linguagem. Ainda que no plano efectivo a dominação masculina não tenha recuado tanto como nos querem fazer crer, é muito importante que os homens passem agora por uma provação da qual se tinham isentado: perderam o poder exclusivo da nomeação e são agora eles os nomeados. É quase uma vingança histórica».
domingo, 12 de julho de 2026
MARIA JOÃO RENDAS |« A mensagem de alerta da"Magnifica Humanitas" do Papa Leão XIV - Esta nota, que não pretende substituir-se à leitura do documento, "repesca" algumas das "ideias-chave" que atravessam toda a encíclica, a propósito dos diferentes temas abordados, como o trabalho, o ensino, a informação, ou a guerra»
sábado, 11 de julho de 2026
NO VERÃO | viver a diabetes em equilibrio | VEJA NO MAIS RECENTE NÚMERO DA REVISTA DA APDP
sexta-feira, 10 de julho de 2026
SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA | «No acórdão de fixação de jurisprudência, o tribunal superior debruçou-se sobre um processo cujo acórdão condenatório do arguido acusado de um crime de violência doméstica (...)»
quinta-feira, 9 de julho de 2026
«Museu Aurélia e Sofia de Souza, nova designação da Casa Marta Ortigão Sampaio»
“Diálogo Duplo”, com curadoria de Rita Roque, reúne obras de Aurélia e Sofia de Souza e de artistas contemporâneas convidadas, na Rocha, Catarina Vasconcelos, Isabel Carvalho, Luísa Mota e Sofia Leitão, propondo um diálogo entre diferentes tempos, práticas e linguagens artísticas.
“Seabranano e Seabrina”, de Constança Meira, com curadoria de Raquel Henriques da Silva, desenvolve uma instalação centrada na memória, herança e narrativa, a partir de objetos, documentos, fotografias e cartas reinterpretadas, construindo um universo afetivo entre passado e presente.
Este novo ciclo reforça o museu como espaço de investigação, criação contemporânea e reflexão crítica sobre o papel das mulheres na arte e na cultura.(...)». Saiba mais.
quarta-feira, 8 de julho de 2026
«VIDAS PERFEITAS»
SINOPSE
Um obituário é o resumo de uma vida que merece ser contada. Isso acontece com o último chefe da máfia italiana Matteo Messina Denaro, a dançarina Chita Rivera, a ativista dos direitos das aves Karen Davis, a psicóloga Isca Wittenberg, o historiador José Mattoso, os atores Robert Redford, Brigitte Bardot ou Diane Keaton, o discreto filósofo Paulo Tunhas, o inclassificável Luís Fernando Verissimo, a insolente Rita Lee, os escritores Martin Amis e Mario Vargas Llosa, André Jordan («o pai do turismo em Portugal»), as musas Jane Birkin e Astrud Gilberto, o realizador António-Pedro Vasconcelos, os poetas Nuno Júdice e Adília Lopes, Mary Quant (que popularizou a minissaia), a pioneira economista Teodora Cardoso, entre muitos outros.
Todos eles têm em comum não serem personagens de ficção, mas pessoas de carne e osso que tiveram vidas que merecem ser publicadas numa página de jornal. Algumas tiveram vidas breves, outras foram más pessoas, outras influenciaram os acontecimentos no mundo, outras dedicaram a sua vida aos outros.
Foram «Vidas Perfeitas», nome da coluna de obituários do semanário Expresso, que Carla Quevedo agora transforma em livro». Saiba mais.
terça-feira, 7 de julho de 2026
NAS CALDAS DA RAINHA | «LUZ NAS TREVAS» | «(...)Uma tal “madame” Hogge, dona duma “casa de meninas”, velha no negócio, experiente e ponderada, explorava tranquilamente um pequeno rancho de mulheres maduras e novas, bonitas e menos bonitas, mal pagas e maltratadas, sempre em rotação, que a mais velha profissão do mundo é de desgaste rápido, numa rotina tranquila e lucrativa de espumante barato, música romântica e uma oferta variada de serviços sexuais. Tudo se passava pelo melhor no melhor dos mundos até à chegada de Paduk com o seu pavilhão, o seu projector e as suas palestras.(...)»
segunda-feira, 6 de julho de 2026
NA VISÃO |«grande entrevista a Lídia Jorge para recordar, agora que foi distinguida com o Prémio Camões»
Ou seja, nós talvez tenhamos mais uma ilusão de conquista do que uma conquista real? Há conquistas reais. Basta ver a minha vida para eu dizer sim. A da minha filha. A sua vida. A vida das mulheres de hoje. Não se compara com aquilo que foi. Mas do ponto de vista dos arquétipos fundamentais, eu acho que é muito difícil. Porque há uma coisa importante, que nós não queremos dizer, mas que é a diferença biológica. Há uma diferença biológica, que as mulheres ainda não conseguiram converter em alguma coisa de profundamente apreciável. Numa vantagem. E acho que estamos a viver um momento de transição. É que nós ganhámos uma formação diferente, mas acontece uma coisa que eu acho extraordinária: é que para alcançarem o poder, as mulheres ainda usam exatamente os mesmos métodos do homem. Quer dizer, continuamos a subir por humilhação, por esforço de poder, por esmagamento do outro, por uma competição desenfreada, pelos vícios que conduzem ao poder.
É como se o mundo fosse todo desenhado à medida do homem e nós temos de nos encaixar?Nós encaixarmos aí. Ainda não subvertemos o discurso nem subvertemos, digamos, as regras. Então é difícil também, porque as regras não podem ser feitas de maneira a destronar o outro do seu sítio. Não pode ser. Porque, em princípio – e já posso explicar-lhe um pouco porque eu sinto isso… –, eu acho que qualquer mulher que é adulta, que é culta, que tem um pensamento livre e poético, não quer destronar o homem. Nós amamos o homem. Quer dizer, nós amamos o filho, amamos o amante, amamos o marido, nós não queremos destroná-lo. Mas, ao mesmo tempo, eles tendem a dar-nos um lugar. E nós não sabemos como fazer isso. Quer dizer, é uma luta de: se tu avanças, eu perco, se tu perdes, eu avanço. Na altura em que eu comecei a escrever, a publicar, nos anos 1980, as feministas de então achavam que nós não éramos feministas, que nós éramos feministas do futuro. Isto é, feministas que queríamos aquilo que hoje as feministas querem, o que hoje o terceiro ou o quarto feminismo quer, que é caminhar com os homens sem retirar aquilo que é a sua essência. Nós não queremos isso, nós queremos que eles se mantenham como são, mas queremos ocupar o nosso próprio espaço. Quero que nos respeitem por aquilo que nós somos, por aquilo que nós conseguimos. E se somos mais inteligentes e mais capazes, que nos digam que vocês são. Se não somos, que digam que vocês não são. Isto é alguma coisa que exige uma maturidade das sociedades, que neste momento está completamente abalada. Quer dizer, havia um caminho a percorrer, que neste momento, por tudo o que nós sabemos, está a ser abalado e que tem um aspeto de retrocesso extraordinário. Existe, de facto, o regresso à agressão no namoro, primitivo, quase animal, que é uma coisa extraordinária. E a maneira como as mulheres estão a autorrepresentar-se, neste momento, outra vez, as mulheres jovens, como sendo do domínio do caseiro, do domínio do maternal.
Há uma grande diferença em relação aos anos 80.Nos anos 80, havia a ideia da mulher profissional, da mulher que tinha de competir. Depois, tentou-se encontrar um equilíbrio entre isso e um lado mais feminino.
E, neste momento, é como se esse lado feminino impedisse o resto.Exatamente. Como se nós tivéssemos de voltar para dentro de casa. É um bocadinho… é terrível. E, sobretudo, a submissão. Não ter voz, submeter-se. Falar como o ventríloquo do outro. Há uma coisa que me parece que é muito importante e que é que as mulheres não assumam a agressividade que os homens têm no diálogo. E isso está a ser muito difícil. Elas, quando querem afirmar-se, afirmam-se por uma gritaria que as despromove. Não pela sensatez, não pelo saber, mas, muitas vezes, pela gritaria. Não é só a perspetiva pública, é dentro de casa. Dentro de casa, nos espaços de intimidade, volta-se outra vez a ver a mulher a gritar. A ter uma atitude histérica de gritaria para se afirmar.
Essa palavra histérica tem um peso político-histórico muito grande. Foi uma arma, muitas vezes, contra nós. Foi, e continua a ser. Mas é preciso perceber que a palavra histérico vem de histeros, que é útero. Mas é mental. Portanto, os homens também o têm. Também há homens histéricos. E as pessoas também não sabem, muitas vezes, o que é histeria. Pensam que a histeria é apenas a gritaria. Não, não é. Não é só isso. Quer dizer, quando há bocadinho eu falei da palavra histeria, falei no sentido corriqueiro. Agora, do outro ponto de vista, o que significa é que a pessoa tem uma incapacidade de viver o prazer em si própria. E, portanto, digamos, não é capaz de se realizar. Tem de ter uma imaginação fora de si para realizar um bem-estar da alma. (...)». Leia na integra.
domingo, 5 de julho de 2026
« L'AVENTURA»
sábado, 4 de julho de 2026
MULHERES EM DESTAQUE | Inês Lourenço
A sua obra é marcada por um olhar desassombrado e ácido relativamente a poderes e instituições, a começar pela própria poesia, bem como pela capacidade de exercitar uma reflexão em torno da memória e de questões de natureza existencial».
sexta-feira, 3 de julho de 2026
A PARTIR DE DADOS ACABADOS DE REVELAR PELO INE | sobre a conciliação da vida familiar com a profissional | UMA VEZ MAIS A DIFERENÇA ENTRE HOMENS E MULHERES
Os dados foram revelados nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e resultam do módulo de 2025 do Inquérito ao Emprego dedicado à “Conciliação da vida profissional com a vida familiar”. O objectivo, esclarece o INE, foi avaliar o “grau de limitação mútua das responsabilidades profissionais e familiares, pretendendo conhecer as estratégias adoptadas e os constrangimentos sentidos pelas pessoas nesse esforço de conciliação”. Neste sentido, foram analisadas quatro grandes áreas: a prestação de cuidados a crianças; prestação de cuidados a familiares doentes, debilitados ou com deficiência; flexibilidade da organização do trabalho; interrupção da carreira (licenças parentais).
No caso da organização laboral, apesar de 80,3% dos inquiridos de ambos os sexos terem indicado que a conciliação da vida profissional com a familiar não provocou qualquer alteração no trabalho, entre os restantes 19,1% que admitiram ter feito alguma alteração (0,6% não respondeu), a percentagem de mulheres é bastante mais elevada do que a dos homens. E, entre essas alterações, a mais representativa é uma alteração ao horário de trabalho – 7,2% fizeram-no (uma resposta dada por 6,1% dos homens e 8,3% das mulheres) –, enquanto 3,3% dizem ter mudado de trabalho ou empregador e 2,8% terem reduzido o horário. Também nestas áreas, as mulheres estão sempre mais representadas do que os homens: 4,3% reduziram o horário de trabalho e apenas 1,1% dos homens disseram tê-lo feito, enquanto 4,2% das mulheres dizem ter mudado de emprego ou empregador, havendo apenas 2,3% dos homens a indicar esta alteração. (...). Se puder não perca o trabalho na integra.
quinta-feira, 2 de julho de 2026
quarta-feira, 1 de julho de 2026
«LEME» | de Madalena Sá Fernandes
segunda-feira, 29 de junho de 2026
ANTECIPAMO-NOS ÀS COMEMORAÇÕES DOS 90 ANOS DE ARY DOS SANTOS CUJA PROGRAMAÇÃO VAI SER APRESENTADA NA PRÓXIMA QUINTA-FEIRA DIA 2 ÀS 18:00 NO LARGO CHAFARIZ DE DENTRO EM LISBOA | recordamos «A Desfolhada» não sendo ousado dizer que foi uma marca para muitos e muitas havendo contudo quem tapasse os ouvidos com « Eira de milho _ luar de Agosto _ quem faz um filho _ fá-lo por gosto» | ASSIM ERA GENTE MAIS NOVA !
domingo, 28 de junho de 2026
EM FRANÇA NO «PALAIS GALLIERA» CONTINUA EXPOSIÇÃO SOBRE «A HISTÓRIA DA MODA» | e há muito para ver «online»
Cette première exposition est consacrée aux savoir-faire de l’ornementation – tissage, impression, broderie, dentelle, fleurs artificielles – qui permettent d’ennoblir et de décorer vêtements et accessoires. Ces techniques sont abordées à travers le thème de la fleur, motif incontournable dans l’art du textile et la mode depuis le XVIIIe siècle. Ses multiples déclinaisons permettent d’apprécier les jeux de matières, le traitement des couleurs, des volumes, ou le placement des motifs qu’il inspire au gré des saisons. Du textile broché d’un gilet du XVIIIe siècle à l’impression au laser d’un ensemble Balenciaga, d’une dentelle de Chantilly au camélia de Gabrielle Chanel, l’exposition met en avant la grande variété des techniques, tout en interrogeant leur symbolique et leurs usages».
sábado, 27 de junho de 2026
PATRÍCIA PORTELA |«HOJE, 3 de Maio»
Hoje, 3 de Maio é um romance escrito a partir do quadro Fuzilamentos de 3 de Maio de 1808, de Francisco José de Goya y Lucientes. Um retrato de quem fuzila e de quem é fuzilado numa Europa que permanece, até hoje, presa num tempo de guerra. Saiba mais.
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sexta-feira, 26 de junho de 2026
NA GULBENKIAN | Jardim de Verão
FESTIVAL
Jardim de Verão Gulbenkian
Sáb e dom, até 12 jul 2026, Entrada gratuita
É já no sábado que começa o Jardim de Verão, que este ano volta a contar com a curadoria de Dino D’Santiago (música) e tem Alexandra Matos e Luís Almeida como curadores dos filmes e conversas. O pontapé de saída será no Grande Auditório, com o pop e o jazz de Bokor. No resto do fim de semana, haverá mais três concertos, dois DJ sets, a projeção dos dois primeiros episódios da série Novas Narrativas de Caça (seguidos de conversas) e uma oficina para famílias. Consulte a programação completa. Veja aqui.
quinta-feira, 25 de junho de 2026
«selvajaria»
no DN - 25 JUN 2026
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quarta-feira, 24 de junho de 2026
«Cinema de Intervenção: 50 Anos Depois|24-26 Jun., Lisboa»
«Este programa assinala 50 anos desde a
Mostra Internacional de Cinema de Intervenção, um encontro de nove dias que
decorreu no Estoril, em Maio de 1976, reunindo mais de 150 filmes comprometidos
politicamente, de diversas geografias do Norte e Sul Global.
Praticamente esquecida hoje, a Mostra
foi um projecto ambicioso, abertamente militante, que articulou diferentes
lutas de todo o mundo através do cinema e, desse modo, interrelacionou redes de
solidariedade antifascistas, anti-racistas, operárias e feministas na Europa
com as lutas anticoloniais e anti-imperialistas de outras geografias. Nesse
contexto, o cinema era inseparável da colectividade e da imaginação política,
das práticas de ver, fazer e pensar em conjunto através de imagens.
Ao longo de três dias, levantar-se-á uma
série de questões em torno da capacidade do cinema para intervir na realidade
política actual, bem como reflexões acerca das infra-estruturas, antigas e
novas, através das quais as práticas cinematográficas contemporâneas poderão
produzir formas de colectividade e de mobilização concretas».
segunda-feira, 22 de junho de 2026
«CARNE» | de David Szalay | VENCEDOR BOOKER PRIZE 2025
Carne traça os contornos quase impercetíveis de um trauma não resolvido e das suas consequências, no contexto da precariedade e da violência de uma Europa cada vez mais globalizada; e fá-lo com uma lucidez incisiva, um pathos inabalável e uma humanidade surpreendente. Saiba mais.






































