quarta-feira, 5 de agosto de 2026
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
ELIZABETH SMART |«Junto à Grand Central Station Sentei-Me e Chorei»
Um dia, enquanto folheava os livros numa livraria de Londres, Elizabeth Smart deparou-se com um pequeno volume de poesia de George Barker - e, apenas através da palavra escrita, apaixonou-se perdidamente pelo poeta. Após três anos de demanda do seu amado, Lawrence Durrell dá-lhe o endereço de Barker.
Assim começa a lenda do caso amoroso Elizabeth-George que está na base da escrita deste livro - uma das histórias de amor mais extraordinárias, intensas e trágicas do nosso tempo. Elizabeth e Barker tiveram quatro filhos, no entanto, ele permaneceu legalmente casado com a sua mulher, mas isto torna-se irrelevante perante a genialidade com que tão vulgar episódio da vida é contado.
Partindo da sua experiência pessoal, Smart transforma-a em arte, exibindo na sua escrita uma forte intenção estética e um elaborado trabalho de linguagem. A sua prosa poética faz com que este livro notável, publicado originalmente em 1945, seja hoje amplamente reconhecido como um clássico da literatura que mantém toda a sua pungência, beleza e poder. Saiba mais.
domingo, 2 de agosto de 2026
sábado, 1 de agosto de 2026
COMEÇAR AGOSTO COM GRAÇA MORAIS
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Nasceu perto da primavera, está entre os maiores artistas portugueses de sempre. É uma pintora do sofrimento e da natureza, do heroísmo e da maldade, do mundo rural e da História. Das mulheres, dos bichos, da beleza. Vive ligada a Trás-os-Montes e ao mundo, a ferver de ideias
POR João Pacheco (TEXTO) Jornalista e José Fonseca Fernandes (FOTOGRAFIAS)
Nos seus primeiros anos como pintora, ser mulher fez diferença?
Começou logo por fazer diferença quando saí com uma nota alta e não fui convidada para ser [professora] assistente nas Belas Artes, no Porto. Alguns homens com notas mais baixas foram convidados, mas a escola do Porto não tinha mulheres professoras. Tinha metido na cabeça que queria era pintar, não sofri com essa exclusão.
Foi dar aulas onde?
Fui dar aulas primeiro para o Soares dos Reis, nas Artes Decorativas. Tinha uma nota alta e fui colocada. Não gostei nada, não estava preparada para dar aulas a pessoas em cursos profissionais. As Belas Artes não nos preparavam para dar aulas, preparavam-nos para ser artistas e sobretudo artistas medíocres. Isto dito é um bocado chato, mas é assim. Em Belas Artes, grandes pintores foram meus professores. Os melhores artistas davam aulas na Escola, tínhamos essa vantagem. O que não quer dizer que fossem os melhores professores. Faziam um esforço, mas só depois de viajar muito é que me apercebi das minhas falhas. A minha ignorância era imensa. Quando ia a Paris, quando ia a Londres, pensava: “Eu já devia saber isto tudo.” Ainda hoje, quando vou a exposições e vejo filmes sobre artistas, penso: “Mas como é que só agora com 70 anos estou a saber estas coisas?” As escolas deveriam ser mais exigentes, mostrar mais coisas. (...)
A matança do porco é muito importante na sua pintura.
É, porque reunia a família. As fotografias que fiz já são da altura em que a matança do porco começou a ser proibida. Era um encontro da família, em que todos eram úteis. Nós matávamos mais do que um porco. E na altura havia muita pobreza. Não digo miséria, porque as pessoas todas tinham uma casa, nem que fosse humilde. Agora nas aldeias é uma diferença enorme, não vê ninguém a passar mal. Os velhos vão para os lares, são bem tratados, mas estão isolados. Custa muito ver as mulheres que pintei e que estão ali naquelas fotografias. Só uma está viva. A maior parte foi colocada em lares em Vila Flor ou perto, completamente sozinhas. A família, a maior parte dela, não as vai ver. (...)».
sexta-feira, 31 de julho de 2026
NÓS SÓ QUERÍAMOS LEMBRAR | «O prazo para utilização do Cheque-Livro termina a 31 de agosto de 2026» | MAS DEPOIS ANDÁMOS A DEAMBULAR POR UM CONJUNTO DE SITES A DIZER O MESMO COM IMAGENS DIFERENTES E CHEGÁMOS AO «BONO CULTURAL DE ESPANHA»
«Destinado a jovens residentes em Portugal nascidos em 2007 ou 2008, o Programa Cheque-Livro permite a atribuição de um apoio para a aquisição de livros em livrarias aderentes, promovendo simultaneamente hábitos de leitura e o contacto direto com o comércio livreiro.
A escolha das obras é livre, estando apenas excluídos
livros escolares, manuais de apoio ao estudo, dicionários e publicações não
editadas em Portugal. O processo é simples: o jovem dirige-se a uma livraria
aderente, escolhe o livro pretendido e valida o ISBN com o livreiro.
O prazo para utilização do Cheque-Livro termina a 31 de agosto de 2026, sendo este o período limite para a sua utilização.
O Programa Cheque-Livro é uma iniciativa do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, através da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), do Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais (GEPAC) e do Fundo de Fomento Cultural (FFC). Veja no site da DGLAB
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Na home page do Ministerio da Cultura
«Los jóvenes nacidos en 2008 pueden solicitar el Bono Cultural Joven 2026 a partir de hoy
22/06/2026
- - A partir de este año el Bono Cultural Joven podrá ser utilizado también para la adquisición de instrumentos musicales, materiales para la creación artística o cursos culturales
- - Las personas que este año hayan cumplido o cumplan 18 años pueden solicitarlo en la web https://bonoculturajoven.gob.es/ desde hoy hasta el 31 de octubre
- - El Ministerio de Cultura colaborará con entidades del tercer sector para que el Bono sea más accesible y llegue a los sectores de población más vulnerables
- - Desde la fecha de concesión, se podrá hacer uso del Bono Cultural Joven durante todo un año en las entidades adheridas al programa, cerca de 4.000 en toda España». Leia na integra
- E a não perder o site oficial do Bono Cultural Jovem
- neste endereço
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- Muitas notas poderiamos fazer face aos recortes acima
- mas deixamos isso aos nossos leitores. Apenas reforçamos: olá! JOVEM, escolha um livro, e aproveite o «cheque» se ainda não o fez. Se ADULTOS, também podemos sugerir ..., quiçá acompanhar numa ida a LIVRARIA ... Belo Programa, diríamos nós.
EXPERIÈNCIA DIGITAL | «Frida Orupabo _ Cloud of Confusion»
Em diálogo com a arquitetura do MAC/CCB, a exposição desenha um percurso linear de oito momentos, ecoando o deslizamento contínuo entre ecrãs que caracteriza a nossa experiência digital. O título evoca a nuvem digital onde armazenamos imagens e dados, e também a névoa de informação, memória e esquecimento que aquela produz.
Curadoria Marta Mestre». Saiba mais
Muitos artistas aceitam a segunda opção, mesmo cientes do tamanho do desafio. Frida Orupabo, artista negra de origem nigeriana nascida em 1986 em Sarpsborg, na Noruega, não precisa que lhe expliquem o que é a globalização, tão pouco a atração hipnótica das redes e o seu glamour instantâneo.
Antes de se dedicar à arte, teve formação académica em Sociologia, tendo trabalhado no campo da assistência social com profissionais do sexo. A exclusão não é para ela uma abstração discursiva para uso académico. Em 2013, criou uma conta no Instagram (@nemiepeba), que funciona como um grande arquivo em progresso de imagens e filmes.
Mas ela sabe que existe um mundo um pouco abaixo da atmosfera etérea das redes e também sabe que ele é mais sombrio do que parece, e que a violência (física, sexual, laboral, cívica) é a sua condição mais permanente. (...)». Se tiver acesso, na integra aqui.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
NO JEWISH MUSEUM | «Modernity and Opulence: Women of the Wiener Werkstätte»
segunda-feira, 27 de julho de 2026
NA RTP2 | PRÓXIMO 30 JULHO | o filme «damas» - As enfermeiras da Cruz Vermelha na primeira guerra mundial | ÀS 22:50
As enfermeiras da Cruz Vermelha na primeira guerra mundial
Entre contratempos e obstáculos, e perante a resistência crescente da República, as Damas conseguiram que as portas do hospital se abrissem precisamente a 9 de abril de 1918, no dia em que começou a Batalha de La Lys». Saiba mais.
domingo, 26 de julho de 2026
«A partir de pouco mais de meia dúzia de personagens, Catarina mostra-nos que os loucos do Miguel Bombarda podiam ser os excêntricos ou esquizofrénicos de hoje, que vivem livres, com medicação. Podia ser eu»
Coisas de Loucos teve origem na descoberta acidental de uma caixa de objectos de antigos doentes do primeiro hospital psiquiátrico português, o Miguel Bombarda.
Catarina Gomes inicia então uma série de investigações para encontrar os «loucos» a quem pertenciam esses objectos abandonados. Nascidos entre o final do século xix e o começo do século xx, muitos foram admitidos em «Rilhafoles», nome original do Bombarda. Os psicofármacos e a terapia ocupacional não tinham ainda sido inventados, e por isso o único «tratamento» que receberam foi o do isolamento.
Mas antes de serem forçadas ao confinamento estas pessoas tiveram família, amores, trabalho, tiveram planos de futuro. São essas suas vidas que Catarina aqui resgata do esquecimento. Saiba mais.
sábado, 25 de julho de 2026
«NADA»
Sobre a Exposição veja no blogue de Alexandre Pomar - 2026, Isabel Sabino,
Começa assim: «1. (dia 18)Apetece dizer que é a exposição de uma jovem artista, embora se trate de uma professora catedrática aposentada da FBAUL, com uma já longa carreira que se pode considerar discreta, por se fazer fora das habituais e totalitárias escolhas institucionais.Poderia falar de "imaturidade" no sentido que Witold Gombrowicz elogiava no seu romance "Ferdydurke", mas é mais fácil falar da frescura, agilidade e experiência/experimentação, ou vitalidade como que espontânea desta pintura nova com que a Isabel Sabino prossegue os seus caminhos. O contrário de uma obra estabilizada em processos, onde há invenção e surpresa tanto na maneira de fazer pintura como nas pistas descritivas e ficcionais que se oferecem. A exposição intitula-se "Nada", o que inclui vários sentidos que se descobrem em andamento e em especial numa sala negra onde a luz é intermitente e os desenhos se apagam e se lêem numa escrita luminescente. Há por aqui rios e mares de pintura por onde nadamos. Há paisagens, onde a natureza nos atrai pelos seus caminhos e que por vezes parece convulsiva, ameaçadora. De início não considerei que ao pintar o estado do mundo aqui se inclui também a reflexão sobre o seu fim anunciado, a representação da catástrofe possível. (...)». Contiune .
De lá também
sexta-feira, 24 de julho de 2026
RECORDAR ANA VIEIRA | «a indomesticada da arte portuguesa» | NO JORNAL PÚBLICO
«Leitora de Simone de Beauvoir, Virginia Woolf e Anaïs Nin, o pensamento feminista informa Vieira desde os anos 60 — “para além de eu própria andar irritada nessa altura, com actividades domésticas que não me apetecia nada cumprir...” Sobre a condição feminina em Portugal, comenta: “Acho que a sociedade em geral é bastante machista, onde quer que se esteja. Nos grandes centros, onde é mais disfarçada, ou nas margens, onde é transparente. Onde posso criticar a mulher é de não reivindicar a sua situação de maioridade, seja ela qual for, e de não afirmar a sua diferença e a sua capacidade de ir mais ao fundo de si própria...” O confinamento da domesticidade (gaiolas, um aquário, o serviço de chá), o isolamento sob a ditadura e a insularidade promovem a contenção, o desejo reprimido, a privação sexual, e incendiam a febre escapista da imaginação».
Entretanto, em 2025, a Galeria Vera Cortês (Lisboa) assumiu a representação do espólio de Ana Vieira. A exposição A Estrutura Narrativa, com curadoria de Antonia Gaeta, patente até 5 de Setembro, assinala este compromisso. Acordo, no entanto, precário, uma vez que Vera Cortês anunciou, há um mês, o encerramento da actividade da galeria no final deste ano. (...)».
quinta-feira, 23 de julho de 2026
quarta-feira, 22 de julho de 2026
terça-feira, 21 de julho de 2026
DUAS RECOMENDAÇÕES DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA AO GOVERNO EM DIREÇÃO À IGUALDADE ENTRE «HOMENS E MULHERES»
segunda-feira, 20 de julho de 2026
MACHADO DE ASSIS | «Singular Ocorrência e Outras Histórias de Mulheres»
Esta antologia apresenta 15 exemplos superlativos recolhidos de diferentes momentos da evolução literária de Machado. Alguns são retratos extraordinários de figuras de mulher que ocupam o centro da história com a sua singularidade de carácter e acção.
Outros dão testemunho de um grupo muito particular de histórias surpreendentes de mulheres que simplesmente se cruzam com homens, e é quando as ocorrências singulares, as coincidências fortuitas, a incapacidade de compreender e o acaso sempre perverso os deixam alvoroçados, atarantados — inquietos.
O encantamento da imaginação e da audácia literária de Machado de Assis, esse é sempre infalível. Saiba mais.
domingo, 19 de julho de 2026
«Grande Retrospectiva Agnès Varda 30.07_09.09»
Cinema Medeia Nimas - Lisboa
Varda foi uma mulher e uma artista com uma curiosidade sem igual e uma imensa liberdade, precursora da Nouvelle Vague e uma das poucas da sua geração a fazer carreira como realizadora. Prolífica e infatigável, generosa e versátil, visionária, filmava e estava ao mesmo tempo dentro dos seus filmes, e ao longo de seis décadas, com o seu olhar único, fez obras de uma grande originalidade, reinventando o cinema e acabando por se tornar um ícone, cuja obra continua a influenciar novas gerações de cineastas e artistas.
Recebeu vários prémios, entre eles o Louis Delluc e os Cesars, ou nos festivais de Cannes (onde seria também galardoada com uma Palma de Ouro honorária em 2015), Berlim e Locarno, nos European Film Awards e, em 2017, um Óscar à sua carreira.
A sua primeira longa, La Pointe courte (1954), representou, naquele tempo, como a própria Agnès reconheceria, a primeira manifestação de um fenómeno colectivo, de um movimento que, de qualquer forma, teria de aparecer. Uma década mais tarde, e depois de nos ter dados filmes icónicos como Cléo de 5 à 7 (1961), mudou-se, com Jacques Demy, o seu marido, para LA, e aí viveriam vários anos. Enquanto Paris começava a fervilhar com os acontecimentos do Maio de 68, do outro lado do Atlântico, Varda captava, em algumas das suas obras mais marcantes do seu “período americano” como Black Panthers (1968) e Lions Love (… and Lies) (1969), a cultura hippie e a agitação das lutas políticas.
Já de novo em França, dar-nos-ia obras-primas como Sem Eira nem Beira (1985), Os Respigadores e a Respigadora (2000), ou As Praias de Agnès (2008).
Nesta operação conjunta entre a Leopardo Filmes e a Medeia Filmes, veremos a partir de 30 de Julho, e ao longo dos meses de Agosto e Setembro, no cinema Medeia Nimas, 36 filmes de Agnès Varda em novas cópias digitais restauradas: 20 longas-metragens (9 de ficção e 11 documentários), e 16 curtas, entre os seus grandes títulos e várias pérolas reencontradas.
Como diz Scorsese: “Têm (temos] de ver os filmes de Agnès Varda!”». Saiba mais.
sábado, 18 de julho de 2026
sexta-feira, 17 de julho de 2026
MULHERES EM DESTAQUE | Caçadores de Algas e Outros Contos, de Maria do Rosário Pedreira, foi a obra distinguida na edição deste ano do Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca.
O primeiro livro de contos de Maria do Rosário Pedreira, galardoado com o Grande Prémio do Conto Branquinho da Fonseca da Associação Portuguesa de Escritores, 2026.




































