sábado, 24 de outubro de 2026

ACONTECE | HOJE 24 OUT 2026 | o XII Congresso do MDM | NO FÓRUM LISBOA

 


de lá:



O XII Con­gresso do MDM
 apre­senta seis eixos
 de in­ter­venção

• Or­ga­nizar as mu­lheres
 e re­forçar o MDM

• De­fender di­reitos, en­frentar
 re­tro­cessos e com­bater 
a ex­plo­ração

• Afirmar a au­to­nomia 
das mu­lheres nas 
con­di­ções de vida, 
no tra­balho
 e na fa­mília

• Com­bater as vi­o­lên­cias

• Pro­mover a paz, a 
so­li­da­ri­e­dade
 e a trans­for­mação 
so­cial

• De­finir com­pro­missos
 e li­nhas de acção



quinta-feira, 22 de outubro de 2026

AS PIONEIRAS DO CINEMA PORTUGUES NUM MUNDO DE HOMENS |«Estas mulheres fizeram, por sua vez, filmes de uma variedade copiosa: épicos românticos, documentários paisagísticos, filmes infantojuvenis amadores, dramas góticos, filmes científicos, travelogues, cinema de propaganda, diários e filmes-poema, entre outros»

 


Começa assim:«Quando, em abril de 1974, as chaimites de Salgueiro Maia derrubaram as portas da ditadura, a liberdade que chegou, também para o cinema português, não encontrou mulheres realizadoras. Atrizes sim, claro, assistentes de montagem ou anotadoras, também, mas o poder dos filmes era masculino. É certo que nos dez anos anteriores, havia alguns nomes femininos em posições de autoria — caso, por exemplo, de Alice Ogando (creditada como autora do argumento de “A Maluquinha de Arroios”, adaptando uma peça de André Brun), Ivone de Moura (terá colaborado na realização de “Nem Amantes, Nem Amigos”), Cecília Delgado (coargumentista de “Canção da Saudade”) ou Gisela da Conceição (integrando a equipa que escreveu “O Cerco”). Eram esparsas incursões num universo onde só homens havia nos postos de comando. E se existisse um retrovisor e nos puséssemos a olhar para trás, era uma densa multidão masculina a fazer nevoeiro, quase nada de mulheres havia. A romper essa cortina temos, agora, o livro “Pioneiras do Cinema Português”, grosso volume (480 páginas) publicado pela Cinemateca Portuguesa, com organização de Ricardo Vieira Lisboa, também autor de alguns dos textos nele incluídos. Nele emergem três nomes fundamentais no curso do cinema português na primeira metade do século XX: Maria Emília Castelo Branco, Virgínia de Castro e Almeida e Bárbara Virgínia. E não estão sós.
É certo que desde o seminal “Filmes, Figuras e Factos da História do Cinema Português 1896–1949”, de Manuel Félix Ribeiro (editado em 1983, após o falecimento do seu autor) se conhecia, com apreciável detalhe, o contributo dessas personalidades femininas. Todavia, esse é um livro a que se levantam objeções de rigor ou lacunas de informação — a merecer tanto relevo quanto a obra de Félix Ribeiro foi desbravadora, monumental e única (ninguém jamais ousou fazer algo sequer parecido). Agora se firmam novos dados.  (...)»

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«(...)O livro está dividido em três partes, sendo a primeira consagrada ao discurso destas cineastas (com entrevistas e ensaios das próprias). A segunda é composta por nove ensaios inéditos (de José Machado, Sofia Sampaio, Bárbara Murakami de Albuquerque, Paulo Cunha, Manuela Penafria, Maria do Carmo Piçarra e Ricardo Vieira Lisboa). Finalmente, a terceira parte é dedicada aos testemunhos de familiares e de realizadores contemporâneos que retrataram algumas destas pioneiras (Ana Sofia Pereira, Luísa Sequeira, Catarina Alves Costa, Gonçalo Tocha, Nádia Henriques, Ricardo Leite e Cláudia Rita Oliveira).(...)».


quarta-feira, 21 de outubro de 2026

MULHERES EM DESTAQUE | «Aida dos Santos vence o Prémio Nacional de Ensaio de Espanha 2026»

 



«A escritora e politóloga #AidadosSantos foi distinguida com o Prémio Nacional de Ensaio de Espanha 2026 pela obra Hijas del hormigón: historias de clasismo, sexismo y violencia en las periferias españolas, publicada pela editora Debate. O galardão, atribuído pelo Ministério da Cultura espanhol, tem um valor pecuniário de 30 mil euros.

O júri destacou a abordagem original, corajosa e enriquecedora da obra, que dá visibilidade às experiências das mulheres que vivem e trabalham nas periferias espanholas e que asseguram o funcionamento de setores essenciais da sociedade e da economia. Através de testemunhos individuais, contextualizados numa trajetória histórica documentada de forma rigorosa, Aida dos Santos analisa as condições de precariedade e de desigualdade que marcam a vida destas mulheres.
A obra propõe uma reflexão sobre a intersecção entre o racismo, o classismo, a violência e o sexismo nos mecanismos contemporâneos de exclusão social. O júri salientou ainda a forma como o ensaio contraria as representações redutoras da pobreza e a visão tradicionalmente masculina da classe trabalhadora, transformando experiências individuais numa reflexão coletiva sobre questões sociais frequentemente ignoradas.
Nascida no Algarve, em 1992, Aida dos Santos é licenciada em Ciência Política pela Universidade Complutense de Madrid, técnica de investigação social aplicada e analista de dados. Foi distinguida, em duas ocasiões, com o Prémio CEDEJEM de Ensaio Europeu e colaborou com diversos órgãos de comunicação social. (...)». Leia na integra.


segunda-feira, 19 de outubro de 2026

«SACRIFICADA» |Ana de Castro Osório

 


«Sobre o que é o livro Sacrificada?

LITLLE BLACK CLASSICS
O essencial dos clássicos
Ensaios, contos, poemas, dramas, cartas, manifestos - testemunhos de ideias que ora mudaram, ora sustentaram o mundo nas várias formas que assumiu desde a invenção da palavra. Apresentamos os Little Black Classics, uma coleção que celebra a literatura com textos breves de grandes escritores.
Publicada em 1908, Sacrificada é uma novela de Ana de Castro Osório que denuncia a condição feminina no século XX». Saiba mais.

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«Escritora, feminista e ativista republicana, nasceu em 1872 e morreu em 1935. É considerada a fundadora da literatura infantil no nosso país. Escreveu alguns livros que foram utilizados como manuais escolares e publicou ainda uma obra marcante na sua época, a coleção Para as Crianças, que lhe ocupou perto de quatro décadas de trabalho. Outros títulos dignos de realce são A Minha Pátria, As Mulheres Portuguesas (em que alia o feminismo a uma postura patriótica) e A Mulher no Casamento e no Divórcio (uma tomada de posição sobre a problemática do divórcio, que seria objeto de legislação por parte de Afonso Costa, e em que colaboraria). Ana de Castro Osório criou ainda a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas». Daqui.

domingo, 18 de outubro de 2026

CONHECER «MUSEUS DE MULHERES» | « The Vietnamese Women’s Museum’s mission is to enhance public knowledge and understanding of the history and cultural heritage of Vietnamese women in historical and contemporary life; to build up the museum to become a center for preservation and cultural exchange, thus contributing to promoting gender equality and the progress of women»

Visitors exploring the exhibition “Sowing Green on the Cloud Peaks.”
Veja aqui

Em Portugal que saibamos não temos nenhum Museu especificamente na esfera das «MULHERES». É possível que haja iniciativa local. Com frequência visitamos os sites de alguns que existem pelo mundo. Em particular o National Museum of Women in the Arts:



Agora, vamos de forma mais metódica olhar para o que existe noutros Países. Começámos como se vê acima pelo VIETNAME.



sábado, 17 de outubro de 2026

HOJE |«Dia Mundial da Erradicação da Pobreza»


No site da CGTP: «O Dia Mundial da Erradicação da Pobreza, assinalado no dia 17 de Outubro em todo o mundo, constitui uma oportunidade para reflectir sobre a dimensão e a melhor forma de combater este fenómeno que aflige uma parte significativa da humanidade, mas também para ponderar as suas causas.
Portugal continua a registar uma distribuição cada vez mais desigual da riqueza produzida e taxas de risco de pobreza demasiado elevadas, incluindo entre os trabalhadores no activo. A erradicação da pobreza é um combate persistente que tem que ser articulado com a defesa e promoção dos direitos laborais, sociais e das Funções Sociais do Estado.
Segundo dados do INE, em 2025, 19,7 % da população portuguesa estava em risco de pobreza ou exclusão social, o equivalente a cerca de 2,1 milhões de pessoas. Destes, 40,2 % das pessoas em risco de pobreza ou exclusão social, combinando a pobreza com a taxa de privação material severa e a intensidade laboral per capita muito reduzida, trabalham a tempo inteiro. Ter um emprego e receber um salário devia ser suficiente para garantir uma existência digna, profundamente ligada a serviços públicos essenciais, a uma habitação condigna, a uma alimentação adequada, e à efectiva inclusão social, como determina a Constituição da República Portuguesa. Ter um emprego já não é suficiente para evitar que um em cada quatro trabalhadores consigam escapar da armadilha da pobreza. (...)». Continue.
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Outubro 13, 2026

«Em Portugal, cerca de 1 milhão e 995 mil pessoas encontravam-se em risco de pobreza ou exclusão social em 2025, o equivalente a 18,3% da população. Apesar da redução face ao ano anterior, os dados revelam desigualdades persistentes e situações de agravamento em determinados grupos da população.

O relatório “Pobreza e Exclusão Social em Portugal 2026”, elaborado pelo Observatório Nacional de Luta Contra a Pobreza da EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza, analisa os indicadores mais recentes sobre a pobreza no país, com base no Inquérito às Condições de Vida e Rendimento de 2025, relativo aos rendimentos de 2024.

A publicação acompanha a evolução dos principais indicadores nacionais e identifica os grupos da população mais expostos à pobreza. Analisa também as desigualdades entre regiões, as condições de vida das pessoas em situação de pobreza e o papel das prestações sociais na redução das desigualdades.

Entre os resultados, destaca-se o agravamento do risco de pobreza ou exclusão social nas famílias monoparentais, que atingiu 40,7%, e a situação das pessoas que vivem em territórios com maior vulnerabilidade social.

O relatório dedica ainda atenção ao impacto dos custos da habitação. Quando estes encargos são considerados, a taxa de pobreza sobe de 15,4% para 26,8%, o que evidencia a pressão das despesas habitacionais sobre os rendimentos das famílias.

A publicação é acompanhada por uma infografia que reúne os principais indicadores e facilita a consulta dos resultados».

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De lá:«Assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza é recordar que a pobreza não é apenas uma condição económica. É também uma limitação à liberdade, à dignidade e às oportunidades de cada pessoa.
De acordo com os dados mais recentes, cerca de 1 milhão e 660 mil pessoas estão em risco de pobreza no nosso país. Embora, pela primeira vez desde 2015, o número de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social tenha descido abaixo dos dois milhões, estes números devem continuar a interpelar-nos.
Mais do que números, falamos de pessoas.
De crianças que ainda não tiveram oportunidade de escolher o que querem ser. De jovens que não conseguem projetar o seu futuro. De idosos que contribuíram toda a sua vida e que merecem viver a sua longevidade com dignidade. De pessoas que trabalham e que, ainda assim, vivem na pobreza.
Numa sociedade democrática, ninguém deve viver sem condições para satisfazer as suas necessidades essenciais, sem acesso à habitação, à saúde, à educação ou a um trabalho digno.A pobreza não pode ser encarada como inevitável.
Criar riqueza e proteger quem mais precisa são duas faces da mesma moeda. Uma sociedade justa exige o compromisso de todos para que ninguém fique excluído».



sexta-feira, 16 de outubro de 2026

ONTEM FOI O DIA INTERNACIONAL DA MULHER RURAL





EXCERTO: «Na nota de imprensa evocativa do Dia Internacional da Mulher Rural, que se celebra esta quinta-feira, 15 de Outubro, a MARP questiona o que foi feito em Portugal para assinalar o Ano Internacional da Mulher Agricultora, quais as conquistas obtidas pelas mulheres agricultoras e que políticas públicas foram adotadas em 2026 para concretizar a melhoria das suas condições de vida. 
A MARP recorda que, ao declarar 2026 o Ano Internacional da Mulher Agricultora, a FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, destacou os papéis essenciais que as mulheres desempenham nos sistemas agro-alimentares, «produzindo, processando e comercializando alimentos que sustentam famílias, comunidades e economias». Reconhecendo, no entanto, que as suas contribuições muitas vezes não são reconhecidas e que as desigualdades persistem, limitando o seu acesso a recursos, oportunidades e poder de decisão, num ano de enorme agravamento das condições de vida, com o forte aumento dos custos de produção na agricultura, principalmente dos combustíveis e fertilizantes.
A organização reclama a adopção de medidas coordenadas e em larga escala, designadamente investimentos maiores e direccionados, políticas e programas agroalimentares com perspectiva de género, informação estatística melhorada, participação significativa das mulheres agricultoras na tomada de decisões e compromissos e medidas políticas sustentadas. (...)». Leia na integra.


quinta-feira, 15 de outubro de 2026

NO TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE |«O Cavaleiro da Triste Figura»| 17 -18 OUTUBRO 2026 | SÁBADO 16:00 | DOMINGO 11:00 | DURAÇÃO 50 MINUTOS | ALMADA

 


«Ditosos e felicíssimos tempos, em que ao mundo veio o tão audaz cavaleiro D. Quixote de la Mancha, pela sua mui honrada determinação de restituir ao mundo a já quase esquecida ordem da cavalaria andante! Saboreamos nós agora, nesta idade tão falta de passatempos alegres, a doçura de estarmos lendo a sua verdadeira história, e os contos que nela se travam como episódios; estes em boa parte não são menos agradáveis, artificiosos, e verdadeiros, que a história mesma”.
Mas quem escreve a história? Os vencedores, ou os vencidos? Serão sonhadores, ou desiludidos? Estas questões levantam-se hoje, tanto ou mais, do que nunca. Os limites entre o real e a fantasia esbatem-se todos os dias e a narrativa pode ser comandada por agentes perversos. A tragicomédia de D. Quixote serve de cenário para uma reflexão sobre a importância de sermos críticos de tudo o que lemos, ouvimos — e até do que vemos!». Saiba mais.


quarta-feira, 14 de outubro de 2026

SAÚDE MENTAL NO TRABALHO

 



Reproduzindo: «No Dia Mundial da Saúde Mental, que se assinala a 10 de Outubro, a Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens — CIMH/CGTP-IN deixa uma pergunta simples:

Quem cuida da saúde mental das mulheres trabalhadoras quando é o próprio trabalho que a está a destruir?
Não basta falar de resiliência. Não basta ensinar a gerir o stress. Não basta disponibilizar apoio psicológico quando as causas estão no trabalho: sobrecarga, horários longos e desregulados, precariedade, baixos salários, assédio, discriminação e falta de tempo para viver.

Os números confirmam que não estamos perante um problema individual.
No OSH Pulse 2025, da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA), 31% das trabalhadoras na UE declararam ter sofrido, nos 12 meses anteriores, stress, depressão ou ansiedade causados ou agravados pelo trabalho, contra 27% dos homens. Na ansiedade, a diferença é ainda maior: 26% das mulheres contra 16% dos homens. Em Portugal, 49% dos trabalhadores referiram estar expostos a forte pressão temporal ou sobrecarga de trabalho, valor superior à média da UE, de 44%.[1]
E os dados mais recentes do Inquérito Nacional de Saúde 2025, do INE, mostram que 32,8% das mulheres empregadas se ausentaram do trabalho pelo menos um dia, nos 12 meses anteriores à entrevista, devido a problemas de saúde, contra 29,8% dos homens.[2]

Mas há uma parte desta realidade que os números não conseguem medir: as mulheres que continuam a trabalhar quando estão doentes; as que chegam ao trabalho depois de uma noite sem dormir; as que acumulam trabalho profissional, doméstico e de cuidado; as que suportam o assédio em silêncio; as que vivem sob pressão permanente.

A saúde mental também se decide nas condições em que se trabalha e se vive. Por isso, a resposta não pode ser dizer às mulheres para aguentarem mais. 
É o trabalho que tem de deixar de exigir o insuportável. (...)». Continue.


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E de Campanha em curso na UE



e há Folheto


segunda-feira, 12 de outubro de 2026

JOSÉ GARDEAZABAL |«Mulher no Espaço»



«Um romance imerso nos desacertos pessoais e políticos 
que moldam o doloroso fio do dia a dia da contemporaneidade, 
que nos traz a voz única de um dos autores mais
 lúcidos e atentos do nosso tempo».


Descrição

«Uma trabalhadora de uma gigantesca empresa de expedição de encomendas, Bárbara de seu nome de guerra, vive um precário equilíbrio entre uma gravidez escondida, o conforto das redes sociais e o aconselhamento terapêutico aos colegas de trabalho, prisioneiros de ansiedades várias. Convidada a partilhar um voo de turismo espacial como única operária entre astronautas milionários, aproveita o passeio na atmosfera para anunciar a sua condição e exercer uma pequena grande vingança sobre um dos milionários, reconhecido assediador.
Regressada do espaço, assiste ao lento desmoronar da atmosfera fabril, com a chegada de novas máquinas trabalhadeiras a relegarem o operariado ao despedimento e ao desespero, enquanto a administração oferece como menu consolador uma panóplia de eremitas, falsos santos, mulheres-mágicas e especialistas do fim do mundo, entre outros». Saiba mais.


«O curso online "Onde estão as mulheres na História da Arte?" decorre de 20 de outubro a 10 de novembro de 2026, em quatro encontros ao vivo, às terças-feiras, das 19h às 21h (horário de Brasília). Aberto ao público interessado, não exige formação prévia na área»

 



«O curso online "Onde estão as mulheres na História da Arte?" decorre de 20 de outubro a 10 de novembro de 2026, em quatro encontros ao vivo, às terças-feiras, das 19h às 21h (horário de Brasília). Aberto ao público interessado, não exige formação prévia na área.
A pergunta que dá título ao curso não indica uma ausência de produção, mas um problema de reconhecimento: as mulheres sempre produziram arte, embora muitas tenham permanecido fora dos livros, das exposições e dos espaços de legitimação artística. Ao longo das aulas, são apresentadas obras e trajetórias de artistas de diferentes períodos e regiões, com atenção às relações entre gênero, corpo e poder, às perspectivas decoloniais e à produção de mulheres no Norte e no Nordeste do país, além dos critérios que determinaram quais artistas foram estudadas, reconhecidas e legitimadas.
A programação é a seguinte: aula 1 (20 de outubro), Gênero, Corpo e Poder; aula 2 (27 de outubro), Mulheres na História da Arte: perspectivas decoloniais; aula 3 (3 de novembro), Mulheres, Arte e Gênero no Brasil; aula 4 (10 de novembro), Mulheres artistas no Norte e Nordeste do Brasil.
As aulas são ministradas por Madalena Zaccara, docente do Programa Associado de Pós-Graduação em Artes Visuais UFPE/UFPB, e por Sabrina Melo, professora da Universidade Federal da Paraíba e coordenadora desse programa. As aulas ficam gravadas e disponíveis por 30 dias, e os inscritos têm acesso a uma pasta com materiais complementares e indicações de leitura.
Mais informações: https://www.even3.com.br/mulheres-artistas-773409 ».


domingo, 11 de outubro de 2026

MODA LISBOA 2026 | hoje ainda temos a possibilidade de ver a Exposição «Prova dos nove» na SNBA | É SOBRE «FOTOGARFIA DE MODA / 1991 -HOJE | E HÁ CONVERSA ÀS 17:00

 




«PROVA DOS NOVE reúne Carlos Ramos, Carlos Teixeira, Inês Gonçalves, Pedro Cláudio, Pedro Ferreira, Ricardo Santos, Rita Lino, Rui Aguiar e Rui Palma, nove fotógrafos que, entre 1991 e hoje, fizeram parte da história da ModaLisboa em diferentes fases dos seus percursos. Nove nomes de um acervo vasto e em constante crescimento, cuja reunião permite observar mais de três décadas de Fotografia de Moda portuguesa a partir de trajetórias que nunca se circunscreveram a esse território.
Com curadoria de Paulo Gomes, a exposição estende-se às práticas que cada autor desenvolveu antes, durante e depois dessa relação. Cada fotógrafo constrói o seu próprio núcleo através da seleção e apresentação das obras, fazendo coexistir imagens de diferentes épocas, geografias e contextos. Sem obedecer a uma leitura cronológica, a exposição aproxima gerações e universos visuais, revelando correspondências e afinidades formais entre trabalhos até agora separados.
Além da exposição, a Sociedade Nacional de Belas-Artes acolhe conversas entre o curador e dois dos artistas, prolongando a reflexão sobre os seus percursos e sobre a Fotografia de Moda portuguesa».



sábado, 10 de outubro de 2026

PRÉMIO NOBEL DE LITERATURA 2026 | Anne Carson | «TRATA-SE DA 19.ª MULHER PREMIADA DESDE 1901 E ENTRE, AO TODO, 123 LAUREADOS»

 


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Ainda  reparamos no facto de ser uma mulhar a ganhar um Prémio Nobel, no caso o da Literatura, e também reparamos que foi assinalado pela jornalista do Expresso (ver acima). A laureada não nos era desconhecida fundamentalmente pelos «Textos» de Pedro Mexia no mesmo jornal, aliás para onde nos remete o trabalho de Luciana Leiderfarb: «Livros: O maior risco da nossa vida, por Anne Carson - Um ensaio sobre o Eros na literatura, escrito em 1986, a poeta e classicista Anne Carson parte da definição de Safo, que identificou Eros como amargo e doce, dando-nos conta dos seus paradoxos e contradições; «Livros: Longo alcance de Anne Carson - Em “Homens nas Horas Vagas”, Anne Carson cultiva a tendência para o poema intelectualizado, mas tem também o dom de nos tirar o chão debaixo dos pés».
De lá estas imagens:


A poetisa e classicista canadiana Anne Carson nos anos 90: anos antes, 
em 1986, abordava em ensaio a definição de Safo, que identificou
 Eros como amargo e doce
Peter Power/Toronto Star via Getty Images


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Bom, mas aproveitemos o momento para sabermos mais sobre Anne Carson. Fontes não faltam.


Anne Carson: conheça a

 vencedora do Nobel da

 Literatura de 2026 

Por: Maria João Viegas a 2026-10-08 - aqui

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e temos de ir à «sua editora» em Portugal: não Edições 
                                               Veja aqui







sexta-feira, 9 de outubro de 2026

«Maricarmen»

 



«Maricarmen Abascal, a mulher de 87 anos que se transformou num símbolo da luta contra a crise da Habitação em Espanha, morreu, esta quarta-feira, num hospital em Madrid. Despejada a 23 de setembro da casa onde morou 70 anos, foi levada de cadeira de rodas para a unidade de saúde onde acabou por falecer».




quinta-feira, 8 de outubro de 2026

«Programa Escolhas»

 




Visita habitual ao Diário da República levou-nos ao  Diploma acima e depois a procurar saber mais sobre o Programa Escolhas. Concluimos que fazia sentido partilhar o Programa:


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Naturalmente, reparamos nas questões financeiras decorrentes do que assinalamos no diploma. Depois, continuamos a pensar que a «força da cultura e da arte» não estará suficientemente valorizada. Bom, mas é ir ao site ... Ainda, de lá:

«O Programa Escolhas tem como missão no atual E9G, promover a inclusão e integração social, a igualdade de oportunidades na educação e no emprego, o desenvolvimento de competências, o pensamento crítico e criativo, a valorização do poder educativo das artes e do desporto, o combate à discriminação social, a participação cívica e o reforço da coesão social e destina-se a todas as crianças e jovens, particularmente as provenientes de contextos de maior vulnerabilidade socioeconómica».

Detemo-nos, também, nisto:

«O público-alvo prioritário do PE são crianças e jovens com idades compreendidas entre os 6 e os 25 anos, provenientes de contextos socioeconómicos mais vulneráveis, que se encontrem numa ou mais das seguintes situações:  
- Em absentismo escolar; 
- Com insucesso escolar; 
- Em abandono escolar precoce; 
- Em desocupação (incluindo jovens NEET); 
- Em situação de desemprego e trabalho precário; 
- Com comportamentos que afetam a sua saúde, segurança, formação, educação ou desenvolvimento; 
- Sujeitos a medidas tutelares educativas;
- Detidos em estabelecimentos prisionais; 
- Sujeitos a medidas de promoção e proteção; 
- Que sejam vítimas de quaisquer formas de violência e/ou discriminação; 
- Oriundos de famílias socioeconomicamente vulneráveis». 
E nisto:

que de imediato nos leva a estas notas: temos dificuldade em ver como se alcançará a «progressiva autonomização»; por outro lado, o termo «sustentabilidade» hoje é usado como equivalente a «desenvolvimento sustentável» ou «verde». Uma vez mais, este esquema: 




quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Livros para bebés




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As imagens acima remetem-nos para actividade do Ministério da Cultura de França em torno «de livros para bebés». O que nos levou a procurar o que teríamos em português. Para já, isto: