terça-feira, 21 de julho de 2026
DUAS RECOMENDAÇÕES DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA AO GOVERNO EM DIREÇÃO À IGUALDADE ENTRE «HOMENS E MULHERES»
segunda-feira, 20 de julho de 2026
MACHADO DE ASSIS | «Singular Ocorrência e Outras Histórias de Mulheres»
Esta antologia apresenta 15 exemplos superlativos recolhidos de diferentes momentos da evolução literária de Machado. Alguns são retratos extraordinários de figuras de mulher que ocupam o centro da história com a sua singularidade de carácter e acção.
Outros dão testemunho de um grupo muito particular de histórias surpreendentes de mulheres que simplesmente se cruzam com homens, e é quando as ocorrências singulares, as coincidências fortuitas, a incapacidade de compreender e o acaso sempre perverso os deixam alvoroçados, atarantados — inquietos.
O encantamento da imaginação e da audácia literária de Machado de Assis, esse é sempre infalível. Saiba mais.
domingo, 19 de julho de 2026
«Grande Retrospectiva Agnès Varda 30.07_09.09»
Cinema Medeia Nimas - Lisboa
Varda foi uma mulher e uma artista com uma curiosidade sem igual e uma imensa liberdade, precursora da Nouvelle Vague e uma das poucas da sua geração a fazer carreira como realizadora. Prolífica e infatigável, generosa e versátil, visionária, filmava e estava ao mesmo tempo dentro dos seus filmes, e ao longo de seis décadas, com o seu olhar único, fez obras de uma grande originalidade, reinventando o cinema e acabando por se tornar um ícone, cuja obra continua a influenciar novas gerações de cineastas e artistas.
Recebeu vários prémios, entre eles o Louis Delluc e os Cesars, ou nos festivais de Cannes (onde seria também galardoada com uma Palma de Ouro honorária em 2015), Berlim e Locarno, nos European Film Awards e, em 2017, um Óscar à sua carreira.
A sua primeira longa, La Pointe courte (1954), representou, naquele tempo, como a própria Agnès reconheceria, a primeira manifestação de um fenómeno colectivo, de um movimento que, de qualquer forma, teria de aparecer. Uma década mais tarde, e depois de nos ter dados filmes icónicos como Cléo de 5 à 7 (1961), mudou-se, com Jacques Demy, o seu marido, para LA, e aí viveriam vários anos. Enquanto Paris começava a fervilhar com os acontecimentos do Maio de 68, do outro lado do Atlântico, Varda captava, em algumas das suas obras mais marcantes do seu “período americano” como Black Panthers (1968) e Lions Love (… and Lies) (1969), a cultura hippie e a agitação das lutas políticas.
Já de novo em França, dar-nos-ia obras-primas como Sem Eira nem Beira (1985), Os Respigadores e a Respigadora (2000), ou As Praias de Agnès (2008).
Nesta operação conjunta entre a Leopardo Filmes e a Medeia Filmes, veremos a partir de 30 de Julho, e ao longo dos meses de Agosto e Setembro, no cinema Medeia Nimas, 36 filmes de Agnès Varda em novas cópias digitais restauradas: 20 longas-metragens (9 de ficção e 11 documentários), e 16 curtas, entre os seus grandes títulos e várias pérolas reencontradas.
Como diz Scorsese: “Têm (temos] de ver os filmes de Agnès Varda!”». Saiba mais.
sábado, 18 de julho de 2026
sexta-feira, 17 de julho de 2026
MULHERES EM DESTAQUE | Caçadores de Algas e Outros Contos, de Maria do Rosário Pedreira, foi a obra distinguida na edição deste ano do Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca.
O primeiro livro de contos de Maria do Rosário Pedreira, galardoado com o Grande Prémio do Conto Branquinho da Fonseca da Associação Portuguesa de Escritores, 2026.
quinta-feira, 16 de julho de 2026
terça-feira, 14 de julho de 2026
ARTESANATO | «(...)Uma das últimas áreas a ver ser reconhecido o seu valor foi o artesanato (encarado socialmente e culturalmente como uma actividade menor). O artesanato português, e as matérias-primas a elas associadas, têm vindo a crescer na sua valorização, e surgem agora (os artesãos) como parceiros fundamentais, a colaborarem lado a lado com os designers.(...)»
LISBON BY DESIGN E LISBON DESIGN WEEK
CARLA CARBONE
29/06/2026
segunda-feira, 13 de julho de 2026
«A VONTADE DE MUDAR» | é uma das primeiras obras feministas a reflectir sobre a «crise da masculinidade»
A Vontade de Mudar é uma das primeiras obras feministas a reflectir sobre a «crise da masculinidade». Ao interpelar as inquietações mais comuns entre os homens — o medo da intimidade, o desgosto amoroso, o isolamento, a exigência do trabalho, a virilidade e o desempenho sexual —, bell hooks oferece-nos uma visão transformadora do que poderia ser uma masculinidade liberta.
E um mundo onde mulheres e homens podem ser partes de um todo. Saiba mais.
É certo que esta ideia de uma actual crise da masculinidade precisa de ser relativizada, já que tem uma longa história e até já foi estudada como um mito. Comum a todos os seus surgimentos é a ideia de que as mulheres estão a ocupar o lugar “legítimo” dos homens. Mas nestas questões há um domínio importante do simbólico, isto é, da linguagem. Ainda que no plano efectivo a dominação masculina não tenha recuado tanto como nos querem fazer crer, é muito importante que os homens passem agora por uma provação da qual se tinham isentado: perderam o poder exclusivo da nomeação e são agora eles os nomeados. É quase uma vingança histórica».
domingo, 12 de julho de 2026
MARIA JOÃO RENDAS |« A mensagem de alerta da"Magnifica Humanitas" do Papa Leão XIV - Esta nota, que não pretende substituir-se à leitura do documento, "repesca" algumas das "ideias-chave" que atravessam toda a encíclica, a propósito dos diferentes temas abordados, como o trabalho, o ensino, a informação, ou a guerra»
sábado, 11 de julho de 2026
NO VERÃO | viver a diabetes em equilibrio | VEJA NO MAIS RECENTE NÚMERO DA REVISTA DA APDP
sexta-feira, 10 de julho de 2026
SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA | «No acórdão de fixação de jurisprudência, o tribunal superior debruçou-se sobre um processo cujo acórdão condenatório do arguido acusado de um crime de violência doméstica (...)»
quinta-feira, 9 de julho de 2026
«Museu Aurélia e Sofia de Souza, nova designação da Casa Marta Ortigão Sampaio»
“Diálogo Duplo”, com curadoria de Rita Roque, reúne obras de Aurélia e Sofia de Souza e de artistas contemporâneas convidadas, na Rocha, Catarina Vasconcelos, Isabel Carvalho, Luísa Mota e Sofia Leitão, propondo um diálogo entre diferentes tempos, práticas e linguagens artísticas.
“Seabranano e Seabrina”, de Constança Meira, com curadoria de Raquel Henriques da Silva, desenvolve uma instalação centrada na memória, herança e narrativa, a partir de objetos, documentos, fotografias e cartas reinterpretadas, construindo um universo afetivo entre passado e presente.
Este novo ciclo reforça o museu como espaço de investigação, criação contemporânea e reflexão crítica sobre o papel das mulheres na arte e na cultura.(...)». Saiba mais.
quarta-feira, 8 de julho de 2026
«VIDAS PERFEITAS»
SINOPSE
Um obituário é o resumo de uma vida que merece ser contada. Isso acontece com o último chefe da máfia italiana Matteo Messina Denaro, a dançarina Chita Rivera, a ativista dos direitos das aves Karen Davis, a psicóloga Isca Wittenberg, o historiador José Mattoso, os atores Robert Redford, Brigitte Bardot ou Diane Keaton, o discreto filósofo Paulo Tunhas, o inclassificável Luís Fernando Verissimo, a insolente Rita Lee, os escritores Martin Amis e Mario Vargas Llosa, André Jordan («o pai do turismo em Portugal»), as musas Jane Birkin e Astrud Gilberto, o realizador António-Pedro Vasconcelos, os poetas Nuno Júdice e Adília Lopes, Mary Quant (que popularizou a minissaia), a pioneira economista Teodora Cardoso, entre muitos outros.
Todos eles têm em comum não serem personagens de ficção, mas pessoas de carne e osso que tiveram vidas que merecem ser publicadas numa página de jornal. Algumas tiveram vidas breves, outras foram más pessoas, outras influenciaram os acontecimentos no mundo, outras dedicaram a sua vida aos outros.
Foram «Vidas Perfeitas», nome da coluna de obituários do semanário Expresso, que Carla Quevedo agora transforma em livro». Saiba mais.
terça-feira, 7 de julho de 2026
NAS CALDAS DA RAINHA | «LUZ NAS TREVAS» | «(...)Uma tal “madame” Hogge, dona duma “casa de meninas”, velha no negócio, experiente e ponderada, explorava tranquilamente um pequeno rancho de mulheres maduras e novas, bonitas e menos bonitas, mal pagas e maltratadas, sempre em rotação, que a mais velha profissão do mundo é de desgaste rápido, numa rotina tranquila e lucrativa de espumante barato, música romântica e uma oferta variada de serviços sexuais. Tudo se passava pelo melhor no melhor dos mundos até à chegada de Paduk com o seu pavilhão, o seu projector e as suas palestras.(...)»
segunda-feira, 6 de julho de 2026
NA VISÃO |«grande entrevista a Lídia Jorge para recordar, agora que foi distinguida com o Prémio Camões»
Ou seja, nós talvez tenhamos mais uma ilusão de conquista do que uma conquista real? Há conquistas reais. Basta ver a minha vida para eu dizer sim. A da minha filha. A sua vida. A vida das mulheres de hoje. Não se compara com aquilo que foi. Mas do ponto de vista dos arquétipos fundamentais, eu acho que é muito difícil. Porque há uma coisa importante, que nós não queremos dizer, mas que é a diferença biológica. Há uma diferença biológica, que as mulheres ainda não conseguiram converter em alguma coisa de profundamente apreciável. Numa vantagem. E acho que estamos a viver um momento de transição. É que nós ganhámos uma formação diferente, mas acontece uma coisa que eu acho extraordinária: é que para alcançarem o poder, as mulheres ainda usam exatamente os mesmos métodos do homem. Quer dizer, continuamos a subir por humilhação, por esforço de poder, por esmagamento do outro, por uma competição desenfreada, pelos vícios que conduzem ao poder.
É como se o mundo fosse todo desenhado à medida do homem e nós temos de nos encaixar?Nós encaixarmos aí. Ainda não subvertemos o discurso nem subvertemos, digamos, as regras. Então é difícil também, porque as regras não podem ser feitas de maneira a destronar o outro do seu sítio. Não pode ser. Porque, em princípio – e já posso explicar-lhe um pouco porque eu sinto isso… –, eu acho que qualquer mulher que é adulta, que é culta, que tem um pensamento livre e poético, não quer destronar o homem. Nós amamos o homem. Quer dizer, nós amamos o filho, amamos o amante, amamos o marido, nós não queremos destroná-lo. Mas, ao mesmo tempo, eles tendem a dar-nos um lugar. E nós não sabemos como fazer isso. Quer dizer, é uma luta de: se tu avanças, eu perco, se tu perdes, eu avanço. Na altura em que eu comecei a escrever, a publicar, nos anos 1980, as feministas de então achavam que nós não éramos feministas, que nós éramos feministas do futuro. Isto é, feministas que queríamos aquilo que hoje as feministas querem, o que hoje o terceiro ou o quarto feminismo quer, que é caminhar com os homens sem retirar aquilo que é a sua essência. Nós não queremos isso, nós queremos que eles se mantenham como são, mas queremos ocupar o nosso próprio espaço. Quero que nos respeitem por aquilo que nós somos, por aquilo que nós conseguimos. E se somos mais inteligentes e mais capazes, que nos digam que vocês são. Se não somos, que digam que vocês não são. Isto é alguma coisa que exige uma maturidade das sociedades, que neste momento está completamente abalada. Quer dizer, havia um caminho a percorrer, que neste momento, por tudo o que nós sabemos, está a ser abalado e que tem um aspeto de retrocesso extraordinário. Existe, de facto, o regresso à agressão no namoro, primitivo, quase animal, que é uma coisa extraordinária. E a maneira como as mulheres estão a autorrepresentar-se, neste momento, outra vez, as mulheres jovens, como sendo do domínio do caseiro, do domínio do maternal.
Há uma grande diferença em relação aos anos 80.Nos anos 80, havia a ideia da mulher profissional, da mulher que tinha de competir. Depois, tentou-se encontrar um equilíbrio entre isso e um lado mais feminino.
E, neste momento, é como se esse lado feminino impedisse o resto.Exatamente. Como se nós tivéssemos de voltar para dentro de casa. É um bocadinho… é terrível. E, sobretudo, a submissão. Não ter voz, submeter-se. Falar como o ventríloquo do outro. Há uma coisa que me parece que é muito importante e que é que as mulheres não assumam a agressividade que os homens têm no diálogo. E isso está a ser muito difícil. Elas, quando querem afirmar-se, afirmam-se por uma gritaria que as despromove. Não pela sensatez, não pelo saber, mas, muitas vezes, pela gritaria. Não é só a perspetiva pública, é dentro de casa. Dentro de casa, nos espaços de intimidade, volta-se outra vez a ver a mulher a gritar. A ter uma atitude histérica de gritaria para se afirmar.
Essa palavra histérica tem um peso político-histórico muito grande. Foi uma arma, muitas vezes, contra nós. Foi, e continua a ser. Mas é preciso perceber que a palavra histérico vem de histeros, que é útero. Mas é mental. Portanto, os homens também o têm. Também há homens histéricos. E as pessoas também não sabem, muitas vezes, o que é histeria. Pensam que a histeria é apenas a gritaria. Não, não é. Não é só isso. Quer dizer, quando há bocadinho eu falei da palavra histeria, falei no sentido corriqueiro. Agora, do outro ponto de vista, o que significa é que a pessoa tem uma incapacidade de viver o prazer em si própria. E, portanto, digamos, não é capaz de se realizar. Tem de ter uma imaginação fora de si para realizar um bem-estar da alma. (...)». Leia na integra.
domingo, 5 de julho de 2026
« L'AVENTURA»
sábado, 4 de julho de 2026
MULHERES EM DESTAQUE | Inês Lourenço
A sua obra é marcada por um olhar desassombrado e ácido relativamente a poderes e instituições, a começar pela própria poesia, bem como pela capacidade de exercitar uma reflexão em torno da memória e de questões de natureza existencial».
sexta-feira, 3 de julho de 2026
A PARTIR DE DADOS ACABADOS DE REVELAR PELO INE | sobre a conciliação da vida familiar com a profissional | UMA VEZ MAIS A DIFERENÇA ENTRE HOMENS E MULHERES
Os dados foram revelados nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e resultam do módulo de 2025 do Inquérito ao Emprego dedicado à “Conciliação da vida profissional com a vida familiar”. O objectivo, esclarece o INE, foi avaliar o “grau de limitação mútua das responsabilidades profissionais e familiares, pretendendo conhecer as estratégias adoptadas e os constrangimentos sentidos pelas pessoas nesse esforço de conciliação”. Neste sentido, foram analisadas quatro grandes áreas: a prestação de cuidados a crianças; prestação de cuidados a familiares doentes, debilitados ou com deficiência; flexibilidade da organização do trabalho; interrupção da carreira (licenças parentais).
No caso da organização laboral, apesar de 80,3% dos inquiridos de ambos os sexos terem indicado que a conciliação da vida profissional com a familiar não provocou qualquer alteração no trabalho, entre os restantes 19,1% que admitiram ter feito alguma alteração (0,6% não respondeu), a percentagem de mulheres é bastante mais elevada do que a dos homens. E, entre essas alterações, a mais representativa é uma alteração ao horário de trabalho – 7,2% fizeram-no (uma resposta dada por 6,1% dos homens e 8,3% das mulheres) –, enquanto 3,3% dizem ter mudado de trabalho ou empregador e 2,8% terem reduzido o horário. Também nestas áreas, as mulheres estão sempre mais representadas do que os homens: 4,3% reduziram o horário de trabalho e apenas 1,1% dos homens disseram tê-lo feito, enquanto 4,2% das mulheres dizem ter mudado de emprego ou empregador, havendo apenas 2,3% dos homens a indicar esta alteração. (...). Se puder não perca o trabalho na integra.
quinta-feira, 2 de julho de 2026
quarta-feira, 1 de julho de 2026
«LEME» | de Madalena Sá Fernandes






























