sexta-feira, 31 de julho de 2026

NÓS SÓ QUERÍAMOS LEMBRAR | «O prazo para utilização do Cheque-Livro termina a 31 de agosto de 2026» | MAS DEPOIS ANDÁMOS A DEAMBULAR POR UM CONJUNTO DE SITES A DIZER O MESMO COM IMAGENS DIFERENTES E CHEGÁMOS AO «BONO CULTURAL DE ESPANHA»

 

Veja no jornal Público


​Prazo de utilização até 31 de agosto.

 «Destinado a jovens residentes em Portugal nascidos em 2007 ou 2008, o Programa Cheque-Livro permite a atribuição de um apoio para a aquisição de livros em livrarias aderentes, promovendo simultaneamente hábitos de leitura e o contacto direto com o comércio livreiro.

A escolha das obras é livre, estando apenas excluídos livros escolares, manuais de apoio ao estudo, dicionários e publicações não editadas em Portugal. O processo é simples: o jovem dirige-se a uma livraria aderente, escolhe o livro pretendido e valida o ISBN com o livreiro.

O prazo para utilização do Cheque-Livro termina a 31 de agosto de 2026, sendo este o período limite para a sua utilização.

O Programa Cheque-Livro é uma iniciativa do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, através da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), do Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais (GEPAC) e do Fundo de Fomento Cultural (FFC). Veja no site da DGLAB

 











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Em Espanha

Na home page do Ministerio da Cultura

que nos leva a

«Los jóvenes nacidos en 2008 pueden solicitar el Bono Cultural Joven 2026 a partir de hoy

22/06/2026

  • - A partir de este año el Bono Cultural Joven podrá ser utilizado también para la adquisición de instrumentos musicales, materiales para la creación artística o cursos culturales
  • - Las personas que este año hayan cumplido o cumplan 18 años pueden solicitarlo en la web https://bonoculturajoven.gob.es/ desde hoy hasta el 31 de octubre
  • - El Ministerio de Cultura colaborará con entidades del tercer sector para que el Bono sea más accesible y llegue a los sectores de población más vulnerables
  • - Desde la fecha de concesión, se podrá hacer uso del Bono Cultural Joven durante todo un año en las entidades adheridas al programa, cerca de 4.000 en toda España». Leia na integra

  • E a não perder o site oficial do Bono Cultural Jovem
  • neste endereço

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  • Muitas notas poderiamos fazer face aos recortes acima
  • mas deixamos isso aos nossos leitores. Apenas reforçamos: olá! JOVEM, escolha um livro, e aproveite o «cheque» se ainda não o fez. Se ADULTOS, também podemos sugerir ..., quiçá acompanhar numa ida a LIVRARIA ... Belo Programa, diríamos nós.




EXPERIÈNCIA DIGITAL | «Frida Orupabo _ Cloud of Confusion»

 


«Na sua primeira exposição individual em Portugal, Frida Orupabo revisita o vasto arquivo de imagens que tem vindo a reunir na sua conta de Instagram, material composto por tensões entre intimidade e violência, e instaura um espaço crítico e emocional. A exposição inspira-se no fluxo digital e enfatiza o «abismo» das imagens — a sua estranheza, a sua reverberação dispersa.
Em diálogo com a arquitetura do MAC/CCB, a exposição desenha um percurso linear de oito momentos, ecoando o deslizamento contínuo entre ecrãs que caracteriza a nossa experiência digital. O título evoca a nuvem digital onde armazenamos imagens e dados, e também a névoa de informação, memória e esquecimento que aquela produz.
Curadoria Marta Mestre». Saiba mais 
 
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No semanário Expresso, sobre a Exposição, 
de Celso Martins: 

«Mais do que oferecer imagens memoráveis ou persistentes, o sistema contemporâneo de difusão visual gera fluxos, largos movimentos de disseminação. Como podem os artistas navegar nesse mar de informação sem se dissolverem nele até à irrelevância?
As redes sociais são, claro, um palco importante neste debate. Que fazer com elas? Ignorá-las como quem enterra a cabeça na areia? Ou ousar entrar num jogo comunicacional onde o sentido e o impacto do que se publica pouco se controla?

Muitos artistas aceitam a segunda opção, mesmo cientes do tamanho do desafio. Frida Orupabo, artista negra de origem nigeriana nascida em 1986 em Sarpsborg, na Noruega, não precisa que lhe expliquem o que é a globalização, tão pouco a atração hipnótica das redes e o seu glamour instantâneo.

Antes de se dedicar à arte, teve formação académica em Sociologia, tendo trabalhado no campo da assistência social com profissionais do sexo. A exclusão não é para ela uma abstração discursiva para uso académico. Em 2013, criou uma conta no Instagram (@nemiepeba), que funciona como um grande arquivo em progresso de imagens e filmes.

Mas ela sabe que existe um mundo um pouco abaixo da atmosfera etérea das redes e também sabe que ele é mais sombrio do que parece, e que a violência (física, sexual, laboral, cívica) é a sua condição mais permanente. (...)». Se tiver acesso, na integra aqui.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

NO JEWISH MUSEUM | «Modernity and Opulence: Women of the Wiener Werkstätte»

 


«Modernity and Opulence: Women of the Wiener Werkstätte sheds new light on the role that Jewish women played as artists, designers, patrons, and tastemakers shaping modernist aesthetics in early 20th-century Vienna and beyond».



segunda-feira, 27 de julho de 2026

NA RTP2 | PRÓXIMO 30 JULHO | o filme «damas» - As enfermeiras da Cruz Vermelha na primeira guerra mundial | ÀS 22:50

 




As enfermeiras da Cruz Vermelha na primeira guerra mundial

«Durante a primeira guerra mundial a luta também foi das mulheres. Um grupo de senhoras da alta sociedade ofereceu-se para ir para França como enfermeiras da Cruz Vermelha, também conhecidas como damas enfermeiras. Além do auxílio aos feridos e doentes, foram com uma missão: construir um hospital.
Entre contratempos e obstáculos, e perante a resistência crescente da República, as Damas conseguiram que as portas do hospital se abrissem precisamente a 9 de abril de 1918, no dia em que começou a Batalha de La Lys». Saiba mais.


domingo, 26 de julho de 2026

«A partir de pouco mais de meia dúzia de personagens, Catarina mostra-nos que os loucos do Miguel Bombarda podiam ser os excêntricos ou esquizofrénicos de hoje, que vivem livres, com medicação. Podia ser eu»

 


SINOPSE
Uma caixa de objectos abandonados no Hospital Psiquiátrico Miguel Bombarda contém as pistas para resgatar do esquecimento a vida de doentes que ao longo de décadas ali permaneceram confinados.
Coisas de Loucos teve origem na descoberta acidental de uma caixa de objectos de antigos doentes do primeiro hospital psiquiátrico português, o Miguel Bombarda.
Catarina Gomes inicia então uma série de investigações para encontrar os «loucos» a quem pertenciam esses objectos abandonados. Nascidos entre o final do século xix e o começo do século xx, muitos foram admitidos em «Rilhafoles», nome original do Bombarda. Os psicofármacos e a terapia ocupacional não tinham ainda sido inventados, e por isso o único «tratamento» que receberam foi o do isolamento.
Mas antes de serem forçadas ao confinamento estas pessoas tiveram família, amores, trabalho, tiveram planos de futuro. São essas suas vidas que Catarina aqui resgata do esquecimento. Saiba mais.

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Chegámos ao livro acima através da crónica de Isabela Figueiredo que acabámos de ler - não perdemos semanalmente. Excertos: 
«Quem me conhece bem sabe que eu nasci com um íman que atrai malucos de toda a espécie. Para me pedirem dinheiro, para conversarem comigo, para que confirme que têm razão relativamente a uma ação que pretendem fazer, mas que lhes é proibida. Talvez nos farejemos. Se há um maluco a cruzar-se no meu caminho, certo é que há de vir ter comigo.
(...) Atraída pelo mundo dos malucos, acabei de ler uma obra de Catarina Gomes, intitulada “Coisas de Loucos. O Que Eles Deixaram no Manicómio”. Tenho ido para a praia com este livro atrás. Atrai olhares, posso garantir. Devem dizer: “Está ali uma mulher sozinha a ler um livro sobre loucos, de fato de banho rosa espampanante.” Uau! Os seres humanos vivem no interior de jaulas de que não se dão conta. Nasceram já dentro. Extraíram-lhes o diamante da loucura e eu sinto compaixão por eles.
O livro é de Catarina Gomes. Arrisquem lê-lo na praia com fatos de banho cintilantes. Foi interessante descobrir as personagens internadas no Hospital Miguel Bombarda que hoje emocionam Catarina Gomes. Ao visitar o local teve acesso a uma caixa com objetos insignificantes apreendidos aos pacientes, no processo de internamento. Chaves, carimbos, desenhos, pentes, ponteiros de relógio, cartas, papéis com palavras escritas no seu verso, documentos diversos, inclusive um bilhete de identidade cosido à mão. É por ele que Catarina começa. Revela-nos tudo o que descobriu sobre uma modista que enviuvou alguns meses após o casamento, nos anos 20. Perder o marido, que foi morrendo aos poucos, dentro de casa, com uma infeção que o comeu, deixou a modista sem meios de sobrevivência. Não havia dinheiros para médicos e, mesmo que houvesse, poderia não haver cura. Muitas mulheres na mendicidade e sem-abrigo eram resultado de estados de viuvez. (...) A  partir de pouco mais de meia dúzia de personagens, Catarina mostra-nos que os loucos do Miguel Bombarda podiam ser os excêntricos ou esquizofrénicos de hoje, que vivem livres, com medicação. Podia ser eu. Escrevo coisas duras e violentas. Sem orgulho algum, eu seria um belo exemplar de mulher a lobotomizar durante o século XX, até que o 25 de Abril nos libertou. Uma mulher livre, independente, que praticamente só fala com animais? Já me teriam dado caminho. Talvez não fosse impossível descobrir em mim um belo diamante da loucura.».


sábado, 25 de julho de 2026

«NADA»

 


Sobre a Exposição veja no blogue
 de Alexandre Pomar - 2026, Isabel Sabino,

Começa assim: 
«1. (dia 18)
Apetece dizer que é a exposição de uma jovem artista, embora se trate de uma professora catedrática aposentada da FBAUL, com uma já longa carreira que se pode considerar discreta, por se fazer fora das habituais e totalitárias escolhas institucionais.
Poderia falar de "imaturidade" no sentido que Witold Gombrowicz elogiava no seu romance "Ferdydurke", mas é mais fácil falar da frescura, agilidade e experiência/experimentação, ou vitalidade como que espontânea desta pintura nova com que a Isabel Sabino prossegue os seus caminhos. O contrário de uma obra estabilizada em processos, onde há invenção e surpresa tanto na maneira de fazer pintura como nas pistas descritivas e ficcionais que se oferecem.
A exposição intitula-se "Nada", o que inclui vários sentidos que se descobrem em andamento e em especial numa sala negra onde a luz é intermitente e os desenhos se apagam e se lêem numa escrita luminescente.
Há por aqui rios e mares de pintura por onde nadamos. Há paisagens, onde a natureza nos atrai pelos seus caminhos e que por vezes parece convulsiva, ameaçadora. De início não considerei que ao pintar o estado do mundo aqui se inclui também a reflexão sobre o seu fim anunciado, a representação da catástrofe possível. (...)». Contiune .

De lá também



sexta-feira, 24 de julho de 2026

RECORDAR ANA VIEIRA | «a indomesticada da arte portuguesa» | NO JORNAL PÚBLICO

 


do que lá se pode ler:

“Vai limpar os vidros das janelas, depois o chão, esfrega com uma escova, usa sabão, detergente, envolve-se neles, acaricia-se com eles, esfrega-se. Solta o cabelo, tira peças de roupa, transpira. (...) A certa altura, a rádio pára para dar uma notícia sensacional: um cientista descobriu um robô capaz de fazer o trabalho de casa. A mulher fica petrificada. Quando o marido chega a casa, ela está sentada, com as mãos cruzadas, o olhar ausente e nem o vê.”

Outra passagem:

«Leitora de Simone de Beauvoir, Virginia Woolf e Anaïs Nin​, o pensamento feminista informa Vieira desde os anos 60 — “para além de eu própria andar irritada nessa altura, com actividades domésticas que não me apetecia nada cumprir...” Sobre a condição feminina em Portugal, comenta: “Acho que a sociedade em geral é bastante machista, onde quer que se esteja. Nos grandes centros, onde é mais disfarçada, ou nas margens, onde é transparente. Onde posso criticar a mulher é de não reivindicar a sua situação de maioridade, seja ela qual for, e de não afirmar a sua diferença e a sua capacidade de ir mais ao fundo de si própria...” O confinamento da domesticidade (gaiolas, um aquário, o serviço de chá), o isolamento sob a ditadura e a insularidade promovem a contenção, o desejo reprimido, a privação sexual, e incendiam a febre escapista da imaginação».

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Entretanto, também no trabalho
 do Público, algo preocupante (o destaque é nosso)

«(...) Três investigadoras — Antonia Gaeta, Astrid Suzano e Sofia Gomes — lançaram-se ao trabalho, procurando, a partir do inventário existente, avaliar as necessidades de cada obra, proceder a restauros e sistematizar os planos de montagem das instalações de Ana Vieira. No final de 2021, o projecto Ana Vieira: Cadernos de Montagem ensaiou uma exposição na galeria Appleton em Lisboa, com o apoio do Banco de Arte Contemporânea Maria da Graça Carmona e Costa. Depois, o projecto consolidou documentação e foi restituindo as instalações ao país — no Centro de Arte Oliva (São João da Madeira), no gnration (Braga), no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura (Guimarães) e no Museu de Arte Contemporânea de Elvas —, mantendo-se a investigação em curso.
Entretanto, em 2025, a Galeria Vera Cortês (Lisboa) assumiu a representação do espólio de Ana Vieira. A exposição A Estrutura Narrativa, com curadoria de Antonia Gaeta, patente até 5 de Setembro, assinala este compromisso. Acordo, no entanto, precário, uma vez que Vera Cortês anunciou, há um mês, o encerramento da actividade da galeria no final deste ano. (...)». 

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terça-feira, 21 de julho de 2026

DUAS RECOMENDAÇÕES DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA AO GOVERNO EM DIREÇÃO À IGUALDADE ENTRE «HOMENS E MULHERES»

 


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De repente, a reação que as Resoluções nos provocaram: mas o que recomendam não existe?! Por outro lado, embora não esteja na Designação da Governante tudo aponta que vão direitinhas à Ministra da Cultura, Juventude e Desporto:


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Aproveitemos e olhemos para isto



para fazermos uma sugestão aos Senhores Deputados: talvez mais uma Recomendação que leve o Governo a rever, de acordo com a teoria e a técnica, na esfera da Gestão Pública,  as suas ÁREAS DE GOVERNO, (ver a imagem acima) . Melhor dizendo, no que se refere á GOVERNANÇA que emerge do paradigma DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL:


Tal como estão as «áreas» pouco diferem dos Ministérios ou equivalentes.
Estamos em crer que bem ponderado, estudado,  a IGUALDADE (até porque «enche a boca» de todos/as) vai estar lá...
Ah, uma sugestão é de (re)visitar o pensamento e a ação de MARIA DE LURDES PINTASILGO sobre esta matéria e, em especial,  como o refletiu na sua «governança» quando foi Primeira Ministra. 


segunda-feira, 20 de julho de 2026

MACHADO DE ASSIS | «Singular Ocorrência e Outras Histórias de Mulheres»

 



SINOPSE
A arte do conto de Machado de Assis é incomparável. Uma das razões da sua superioridade é poder definir-se como arte de descrição, observação e compreensão das mulheres.
Esta antologia apresenta 15 exemplos superlativos recolhidos de diferentes momentos da evolução literária de Machado. Alguns são retratos extraordinários de figuras de mulher que ocupam o centro da história com a sua singularidade de carácter e acção.
Outros dão testemunho de um grupo muito particular de histórias surpreendentes de mulheres que simplesmente se cruzam com homens, e é quando as ocorrências singulares, as coincidências fortuitas, a incapacidade de compreender e o acaso sempre perverso os deixam alvoroçados, atarantados — inquietos.
O encantamento da imaginação e da audácia literária de Machado de Assis, esse é sempre infalíve
l. Saiba mais.



domingo, 19 de julho de 2026

«Grande Retrospectiva Agnès Varda 30.07_09.09»

 



Cinema Medeia Nimas - Lisboa

«Este Verão vai trazer-nos as muitas praias de Agnès, todo o maravilhoso cinema de Agnès Varda (1928-2019), na maior retrospectiva da cineasta levada a cabo em Portugal.
Varda foi uma mulher e uma artista com uma curiosidade sem igual e uma imensa liberdade, precursora da Nouvelle Vague e uma das poucas da sua geração a fazer carreira como realizadora. Prolífica e infatigável, generosa e versátil, visionária, filmava e estava ao mesmo tempo dentro dos seus filmes, e ao longo de seis décadas, com o seu olhar único, fez obras de uma grande originalidade, reinventando o cinema e acabando por se tornar um ícone, cuja obra continua a influenciar novas gerações de cineastas e artistas.
Recebeu vários prémios, entre eles o Louis Delluc e os Cesars, ou nos festivais de Cannes (onde seria também galardoada com uma Palma de Ouro honorária em 2015), Berlim e Locarno, nos European Film Awards e, em 2017, um Óscar à sua carreira.
A sua primeira longa, La Pointe courte (1954), representou, naquele tempo, como a própria Agnès reconheceria, a primeira manifestação de um fenómeno colectivo, de um movimento que, de qualquer forma, teria de aparecer. Uma década mais tarde, e depois de nos ter dados filmes icónicos como Cléo de 5 à 7 (1961), mudou-se, com Jacques Demy, o seu marido, para LA, e aí viveriam vários anos. Enquanto Paris começava a fervilhar com os acontecimentos do Maio de 68, do outro lado do Atlântico, Varda captava, em algumas das suas obras mais marcantes do seu “período americano” como Black Panthers (1968) e Lions Love (… and Lies) (1969), a cultura hippie e a agitação das lutas políticas.
 Já de novo em França, dar-nos-ia obras-primas como Sem Eira nem Beira (1985), Os Respigadores e a Respigadora (2000), ou As Praias de Agnès (2008).
Nesta operação conjunta entre a Leopardo Filmes e a Medeia Filmes, veremos a partir de 30 de Julho, e ao longo dos meses de Agosto e Setembro, no cinema Medeia Nimas, 36 filmes de Agnès Varda em novas cópias digitais restauradas: 20 longas-metragens (9 de ficção e 11 documentários), e 16 curtas, entre os seus grandes títulos e várias pérolas reencontradas.
Como diz Scorsese: “Têm (temos] de ver os filmes de Agnès Varda!”». Saiba mais.



sexta-feira, 17 de julho de 2026

MULHERES EM DESTAQUE | Ca­ça­dores de Algas e Ou­tros Contos, de Maria do Ro­sário Pe­dreira, foi a obra dis­tin­guida na edição deste ano do Grande Prémio de Conto Bran­quinho da Fon­seca.

 



SINOPSE

O primeiro livro de contos de Maria do Rosário Pedreira, galardoado com o Grande Prémio do Conto Branquinho da Fonseca da Associação Portuguesa de Escritores, 2026.

«O júri considera estar perante um singular volume de contos, constituído por narrativas com um poder e um fulgor sugestivos e comunicativos, conseguidos tanto pelo domínio literário assente em linguagens e redundâncias poéticas e num tom confessional, como pelo interesse sociocultural e mesmo simbólico proveniente da diversidade dos temas abordados, que em muitos casos surpreendem e inovam no atual panorama da ficção portuguesa». Da ata do júri. Saiba mais.


terça-feira, 14 de julho de 2026

ARTESANATO | «(...)Uma das últimas áreas a ver ser reconhecido o seu valor foi o artesanato (encarado socialmente e culturalmente como uma actividade menor). O artesanato português, e as matérias-primas a elas associadas, têm vindo a crescer na sua valorização, e surgem agora (os artesãos) como parceiros fundamentais, a colaborarem lado a lado com os designers.(...)»


Sam Baron x Maria. © Armando Jorge Mota Ribeiro
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LISBON BY DESIGN E LISBON DESIGN WEEK

CARLA CARBONE


29/06/2026


«(...) Pouco a pouco a divisão das áreas foi-se atenuando. E hoje encontramos frequentemente eventos de design onde comungam pacificamente, e proactivamente, o artesanato, as artes plásticas e o design. Uma das últimas áreas a ver ser reconhecido o seu valor foi o artesanato (encarado socialmente e culturalmente como uma actividade menor). O artesanato português, e as matérias-primas a elas associadas, têm vindo a crescer na sua valorização, e surgem agora (os artesãos) como parceiros fundamentais, a colaborarem lado a lado com os designers. O medo da perda de identidade material e da extinção de algumas técnicas tradicionais, levou a que os designers abraçassem a causa da conservação e preservação do artesanato. As potencialidades dos saberes ancestrais e diversidade dos materiais constituíram, também, um incentivo para a sua adopção e aplicação criativa na disciplina do design. Património, identidade, regionalidade, ecologia, passaram a ser referenciais nas escolhas projectuais dos designers.(...)». Leia aqui.


segunda-feira, 13 de julho de 2026

«A VONTADE DE MUDAR» | é uma das primeiras obras feministas a reflectir sobre a «crise da masculinidade»

 


SINOPSE

Para produzir «homens a sério», a sociedade patriarcal exige deles um sacrifício: serem violentos. Consigo próprios e com quem lhes é próximo. Só então se tornam dominantes, intensificando ressentimentos e mutilando a sua vida afectiva.
A Vontade de Mudar é uma das primeiras obras feministas a reflectir sobre a «crise da masculinidade». Ao interpelar as inquietações mais comuns entre os homens — o medo da intimidade, o desgosto amoroso, o isolamento, a exigência do trabalho, a virilidade e o desempenho sexual —, bell hooks oferece-nos uma visão transformadora do que poderia ser uma masculinidade liberta.
E um mundo onde mulheres e homens podem ser partes de um todo. Saiba mais.

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se puder a não perder aqui

de lá:

«(...)É muito interessante verificar que o masculinismo segue a par de um discurso, proveniente das áreas da psicologia e da sociologia, que nos fala da “crise da masculinidade”. Nos Estados Unidos, já foi considerada uma epidemia nacional de solidão e isolamento social a que terão sucumbido muitos jovens do sexo masculino. O sintoma mais evidente e mais generalizado deste mal-estar é o insucesso escolar. É hoje um dado comum, tanto na Europa como nos Estados Unidos, que as raparigas têm mais sucesso escolar e já começam a ser maioritárias em áreas técnicas e científicas que sempre tinham sido lugares da hegemonia masculina. O conceito de crise da masculinidade é usado para descrever duas coisas diferentes, mas que estão relacionadas: a vulnerabilidade gera a agressividade. Um olhar histórico sobre o fenómeno do masculinismo facilmente verifica (não faltam estudos sobre esta matéria) que ele foi um pilar estrutural do fascismo italiano e do nacional-socialismo.
Há pouco tempo, a editora Orfeu Negro editou um livro de bell hooks (1952-2021; as letras minúsculas são uma marca autoral), uma figura importante do black feminism, que tem por título A Vontade de Mudar. Homens, Masculinidade e Amor. Ao contrário de um feminismo radical que põe os homens à distância, bell hooks advoga a necessidade de o feminismo trabalhar em conjunto com eles. A sua tese é a de que é preciso passar de uma masculinidade patriarcal, que mutila a vida afectiva dos homens, os distancia do amor e os torna inaptos a verbalizar as suas emoções (podemos ver aqui a razão pela qual passam mais facilmente ao acto), para uma masculinidade feminista. Este livro situa-se no horizonte dos estudos sobre os homens, os men’s studies.
É certo que esta ideia de uma actual crise da masculinidade precisa de ser relativizada, já que tem uma longa história e até já foi estudada como um mito. Comum a todos os seus surgimentos é a ideia de que as mulheres estão a ocupar o lugar “legítimo” dos homens. Mas nestas questões há um domínio importante do simbólico, isto é, da linguagem. Ainda que no plano efectivo a dominação masculina não tenha recuado tanto como nos querem fazer crer, é muito importante que os homens passem agora por uma provação da qual se tinham isentado: perderam o poder exclusivo da nomeação e são agora eles os nomeados. É quase uma vingança histórica».

sábado, 11 de julho de 2026

NO VERÃO | viver a diabetes em equilibrio | VEJA NO MAIS RECENTE NÚMERO DA REVISTA DA APDP

 


«Já está disponível a nova edição da nossa revista DIABETES - VIVER EM EQUILÍBRIO.
O verão chegou e, com ele, a vontade de aproveitar cada momento ao ar livre. Por isso, este número destaca um tema incontornável: viver a diabetes no verão, com recomendações para que possa desfrutar da praia em segurança.
Mas há muito mais para explorar.
Descubra como a natureza pode ser uma verdadeira aliada na sua saúde, no artigo A natureza como receita, que revela o poder do verde na prevenção e no equilíbrio do bem-estar.
Damos também voz a Tadej Battelino, presidente da Federação Internacional da Diabetes - Europa, numa entrevista que traz uma perspetiva europeia sobre os desafios e o futuro da diabetes.
Para quem procura cuidar do corpo com mais intensidade, o artigo Treino de Força mostra como ganhar mais força pode significar ganhar mais saúde.
Deixamos, ainda, sugestões para piqueniques saudáveis, com sabores, escolhas inteligentes e dicas para aproveitar o ar livre sem descuidar da alimentação.
Inspire-se a Viver em Equilíbrio». Leia aqui.





sexta-feira, 10 de julho de 2026

SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA | «No acórdão de fixação de jurisprudência, o tribunal superior debruçou-se sobre um processo cujo acórdão condenatório do arguido acusado de um crime de violência doméstica (...)»

 


«(...)“O pleno das secções criminais do Supremo Tribunal de Justiça acordou ontem [quarta-feira], 8 de julho de 2026, que o tribunal pode valorar, em julgamento, as declarações para memória futura prestadas nas fases de inquérito ou de instrução por testemunha que seja vítima de crime de violência doméstica e que tenha em relação ao arguido algum vínculo familiar ou matrimonial (…) e que no julgamento se recuse a depor”, lê-se na nota esta quinta-feira divulgada pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ). (...)». Leia na integra.


quinta-feira, 9 de julho de 2026

«Museu Aurélia e Sofia de Souza, nova designação da Casa Marta Ortigão Sampaio»

 


«(...)A inauguração integra duas exposições inéditas:

“Diálogo Duplo”, com curadoria de Rita Roque, reúne obras de Aurélia e Sofia de Souza e de artistas contemporâneas convidadas, na Rocha, Catarina Vasconcelos, Isabel Carvalho, Luísa Mota e Sofia Leitão, propondo um diálogo entre diferentes tempos, práticas e linguagens artísticas.

“Seabranano e Seabrina”, de Constança Meira, com curadoria de Raquel Henriques da Silva, desenvolve uma instalação centrada na memória, herança e narrativa, a partir de objetos, documentos, fotografias e cartas reinterpretadas, construindo um universo afetivo entre passado e presente.

Este novo ciclo reforça o museu como espaço de investigação, criação contemporânea e reflexão crítica sobre o papel das mulheres na arte e na cultura.(...)». Saiba mais.