sinopse
Saiba mais
Festival de Veneza 2025 –
Selecção Oficial em Competição - Prémio SIGNIS
Prémios David di Donatello
2026 – Nomeações para Melhor Actriz Principal (Barbara Ronchi) e
Melhor Argumento Adaptado
sinopse
Festival de Veneza 2025 –
Selecção Oficial em Competição - Prémio SIGNIS
Prémios David di Donatello
2026 – Nomeações para Melhor Actriz Principal (Barbara Ronchi) e
Melhor Argumento Adaptado
«O FESTIVAL MÚLTIPLO propõe 3 dias de atuações musicais e intervenções artísticas, de 21 a 23 agosto, em Lisboa. Com este festival anual a Zaratan – Arte Contemporânea celebra “o espírito de luta dos espaços independentes (…) contra a homogeneização cultural e fora das lógicas comerciais…”.
“Em oposição à típica migração das massas para os grandes festivais de verão”, a Zaratan propõe-nos um pequeno festival feito por agentes locais, que “permite habitar o centro histórico e manter vivos projetos independentes de alto valor artístico”». Veja aqui.
Viajemos agora nós para 2026: No 90.º aniversário da morte de Lorca, a cidade de Granada afadiga-se num vasto programa de atividades, que culminará, em outubro, com uma ação performativa e cívica a que foi dado o título genérico de Requiem for Lorca.
Mas também no Cinema e na Literatura há novidades. Cannes consagrou com o prémio de melhor realização o filme La bala negra, de Javier Calvo e Javier Ambrassi, a partir de um trabalho deixado inacabado pelo poeta e de uma peça homónima de Alberto Conejero. Estreia, em Espanha, a 25 de Setembro.
Entre as novidades editoriais há que destacar o aparecimento de uma compilação da correspondência da família, No te olvides de escribir. La familia García Lorca en sus cartas, que permite reconstituir a intimidade e o contexto emocional do poeta.
Também neste ano de efeméride “redonda”, o eterno biógrafo Ian Gibson publicou No me encontraron. La fosa de Lorca. Crónica de un olvido, um ensaio em torno da “perda” do corpo do poeta e do que esse vazio incomensurável significa, afinal, para a memória histórica de Espanha».
Raça autóctone e única churra originária do sul de Portugal, a Churra Algarvia é uma presença discreta, mas resistente. A sua lã, de toque áspero e madeixas longas, carrega consigo histórias de uso doméstico, de economia rural, de saberes transmitidos em silêncio. Trabalhá-la exige tempo, exige escuta. E foi nesse tempo lento que nos alinhámos, pela mesma lã, pelo mesmo desejo de compreender e cuidar. (...)». Saiba mais.
«Numa pequena vila, Agilulfo – marquês deslocado no tempo da Repúblcia – vive entre a lucidez e a ignorância, fascinando uma comunidade rendida ao absurdo. Esta história reflete sobre a fragilidade humana e a estranha resistência ao conhecimento num século dominado pela informação». Saiba mais.
Ciclo "Agnès Varda – A
Nouvelle Vague e os seus Reflexos"
24.0705.09
«No contexto da Grande Retrospectiva Agnès Varda, teremos um ciclo a que
demos por título “Reflexos da Nouvelle Vague”, com obras dos cineastas que
foram “referências” para os realizadores deste movimento: Renoir, Bresson,
Rossellini, Nicholas Ray e Tati; e dos “companheiros” desta bela aventura:
Godard, Rohmer, Rivette, Chabrol e Rozier (e, naturalmente, Truffaut, cuja obra
completa vimos a mostrar desde o início de Julho); e alguns contemporâneos que
trabalharam na sua margem: em primeiro lugar, Jacques Demy, o Jacquot de
Nantes, companheiro e cúmplice de Agnès, sobre o qual ela realizaria alguns
filmes, Jean-Pierre Melville e Louis Malle».
Trabalho de Clara Peeters antes atribuído a Brueghel ressurge em Oslo e destaca o papel fundamental de mulheres na história da arte barroca
Por Luiza Kellmann | Publicado em 07/08/2026, às 15h44». Leia aqui
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Saiba mais no The Guardian e no National MUseum of Women in the ArtsDe lá:
Nasceu perto da primavera, está entre os maiores artistas portugueses de sempre. É uma pintora do sofrimento e da natureza, do heroísmo e da maldade, do mundo rural e da História. Das mulheres, dos bichos, da beleza. Vive ligada a Trás-os-Montes e ao mundo, a ferver de ideias
POR João Pacheco (TEXTO) Jornalista e José Fonseca Fernandes (FOTOGRAFIAS)
Nos seus primeiros anos como pintora, ser mulher fez diferença?
Começou logo por fazer diferença quando saí com uma nota alta e não fui convidada para ser [professora] assistente nas Belas Artes, no Porto. Alguns homens com notas mais baixas foram convidados, mas a escola do Porto não tinha mulheres professoras. Tinha metido na cabeça que queria era pintar, não sofri com essa exclusão.
Foi dar aulas onde?
Fui dar aulas primeiro para o Soares dos Reis, nas Artes Decorativas. Tinha uma nota alta e fui colocada. Não gostei nada, não estava preparada para dar aulas a pessoas em cursos profissionais. As Belas Artes não nos preparavam para dar aulas, preparavam-nos para ser artistas e sobretudo artistas medíocres. Isto dito é um bocado chato, mas é assim. Em Belas Artes, grandes pintores foram meus professores. Os melhores artistas davam aulas na Escola, tínhamos essa vantagem. O que não quer dizer que fossem os melhores professores. Faziam um esforço, mas só depois de viajar muito é que me apercebi das minhas falhas. A minha ignorância era imensa. Quando ia a Paris, quando ia a Londres, pensava: “Eu já devia saber isto tudo.” Ainda hoje, quando vou a exposições e vejo filmes sobre artistas, penso: “Mas como é que só agora com 70 anos estou a saber estas coisas?” As escolas deveriam ser mais exigentes, mostrar mais coisas. (...)
A matança do porco é muito importante na sua pintura.
É, porque reunia a família. As fotografias que fiz já são da altura em que a matança do porco começou a ser proibida. Era um encontro da família, em que todos eram úteis. Nós matávamos mais do que um porco. E na altura havia muita pobreza. Não digo miséria, porque as pessoas todas tinham uma casa, nem que fosse humilde. Agora nas aldeias é uma diferença enorme, não vê ninguém a passar mal. Os velhos vão para os lares, são bem tratados, mas estão isolados. Custa muito ver as mulheres que pintei e que estão ali naquelas fotografias. Só uma está viva. A maior parte foi colocada em lares em Vila Flor ou perto, completamente sozinhas. A família, a maior parte dela, não as vai ver. (...)».