quarta-feira, 20 de maio de 2026

«Um prato de sopa»

 





«Uma em cada 20 crianças pobres teve fome e não comeu por falta de dinheiro»

 

capa do jornal Público de hoje




Excertos: «(...) A escolaridade, por seu turno, continua a desempenhar um “papel importante na mitigação da transmissão intergeracional da pobreza e o rendimento está relacionado com a frequência da creche e pré-escolar — em 2024, cerca de uma em cada dez crianças com idades até aos 5 anos não frequentou, pelo menos, 30 horas semanais de ensino pré-escolar ou creche”. Esta proporção foi quase o dobro entre as crianças que vivem em agregados em situação de pobreza (18,5%) face às crianças que vivem em agregados não pobres (9,8%).
“Sabemos que estas crianças estão a crescer na pobreza e que isso vai condicionar o seu percurso escolar, o que, por sua vez, condiciona o seu percurso adulto. Enfim, uma das maneiras de resolver a pobreza infantil é, obviamente, dar mais dinheiro às famílias que têm crianças e que são pobres”, desenvolve ainda a economista, admitindo estar a “lançar uma ideia provocadora para cima da mesa”, mas, ainda assim, reconhecendo que as “transferências sociais que são exclusivamente focadas nas crianças pobres são transferências muito pouco ambiciosas”.

Por outras palavras: “Se olharmos para o valor do rendimento social de inserção, do abono de família ou da garantia para a infância percebemos que estas transferências sociais servem para mitigar a situação de pobreza. Ou seja, estas famílias ficam menos pobres se receberem este dinheiro, mas não deixam de ser pobres.” (...)».
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Assim, não nos falem em
 «ELEVADOR SOCIAL»




segunda-feira, 18 de maio de 2026

«UM CHAPÉU DE LEOPARDO»

 


«Uma homenagem luminosa 
e comovente  a uma amizade 
devastada pela doença psíquica,
 onde Anne Serre  transforma
perda numa história
 bela e inesquecível».


SINOPSE
«Aclamado como o romance mais comovente de Anne Serre até ao momento e uma «obra-prima de simplicidade, emoção e elegância», Um Chapéu de Leopardo é a história de uma intensa amizade entre o Narrador e Fanny, sua amiga de infância, que sofre de doença psíquica.
Vivendo sempre entre a esperança e o desespero, Fanny deixa transparecer, de forma intermitente, várias facetas da sua personalidade, como a Fanny divertida que um dia roubou um chapéu de leopardo. Porém, essa faceta permanece quase sempre oculta, revelando sobretudo uma Fanny que carrega o peso insuportável da tristeza. É uma pessoa diferente - e essa diferença é aquilo que o Narrador questiona incansavelmente, tal como a autora questiona de forma lúdica a própria forma do romance, levando-nos frequentemente a pensar que o Narrador é, no fundo, o seu alter ego.
Escrito após o suicídio da irmã mais nova de Anne Serre, que tinha uma doença mental, Um Chapéu de Leopardo pode ser lido como a celebração de uma vida tragicamente interrompida ou como uma despedida incrivelmente bela e sensível». Saiba mais.


domingo, 17 de maio de 2026

«JOGO ABERTO» |« Este relatório resume os resultados de um estudo global, encomendado pela UNESCO, acerca da violência homofóbica e transfóbica nas escolas e das respostas do setor de educação a essa questão»

 





«(...)Este relatório resume as principais descobertas da revisão global. Tem como objetivo oferecer uma visão geral das informações mais atualizadas sobre a natureza, o âmbito e o impacto da violência baseada na orientação sexual e na identidade/expressão de gênero, assim como indicar um panorama das ações atuais. Também tem a intenção de propiciar às partes interessadas do setor de educação um sistema de planejamento e implementação de reações efetivas à violência baseada na orientação sexual e na identidade/expressão de gênero como parte dos grandes esforços para prevenir e lidar com a violência nas escolas. (...)».




HAVERÁ MIL E UMA MANEIRAS DE SE OLHAR PARA O QUE SE PASSA NO PARQUE URBANO DO VALE DA AMEIXOEIRA EM LISBOA | NÓS ESCOLHEMOS O ODS 11 | o ODS 11 (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11) da ONU «visa tornar as cidades e comunidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis. Foca no acesso a habitação digna, transportes públicos eficientes, redução do impacto ambiental, gestão de resíduos e proteção do património cultural»

 

mas podemos, por exemplo, ver em site da UN - aqui 



Para saber o que se passa e eventualmente se associar à indignação veja este post que alimentámos no blogue Organizações Verdes, donde a imagemMAIS UMA CAUSA!|«Requalificação do Parque Urbano do Vale da Ameixoeira»| FAÇAMOS OUVIR A NOSSA VOZ JUNTO DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA

A nosso ver, problemas destes merecem a nossa urgência. Pelo PLANETA, por LISBOA, por CADA UM DE NÓS ... Em particular pelas PESSOAS MAIS DIRETAMENTE AFETADAS

 


sábado, 16 de maio de 2026

«Um Hino À Vida - A História Real De Gisèle Pelicot, A Mulher Que Denunciou O Marido E Mais De Cinquenta Abusadores Na França»

 

Resumo

«Um Hino À Vida - A História Real De Gisèle Pelicot, A Mulher Que Denunciou O Marido E Mais De Cinquenta Abusadores Na França. A Impressionante História De Gisèle Pelicot, Narrada Por Ela Mesma, Que Comoveu O Mundo Ao Revelar Um Dos Casos Mais Chocantes De Violência Sexual E Abuso Conjugal Da França. Em Um Hino À Vida, Gisèle Transforma Sua Dor Em Força E Oferece Uma Poderosa Mensagem De Esperança, Cura E Empoderamento Feminino. Em 2024, Gisèle Tornou-Se Símbolo De Coragem Ao Renunciar Ao Anonimato E Enfrentar Publicamente O Ex-Marido, Dominique Pelicot, E Mais De Cinquenta Homens Acusados De Estupro Coletivo. Apenas Quatro Anos Antes, Ela Descobrira Que O Companheiro A Drogava E Permitia Que Outros Homens A Violentassem Enquanto Estava Inconsciente - Um Crime Que Chocou O Mundo E Desencadeou Um Debate Global Sobre Culpa, Vergonha E Justiça. Neste Relato Autobiográfico E Profundamente Humano, Gisèle Compartilha Sua Trajetória Desde A Infância, O Casamento E O Momento Devastador Da Descoberta, Até O Processo Judicial E Sua Luta Por Reconstruir A Própria Vida. Com Coragem E Lucidez, Ela Mostra Como Transformou O Trauma Em Um Manifesto De Vida, Dignidade E Superação. Um Hino À Vida É Mais Do Que Uma Autobiografia, É O Testemunho Inspirador De Uma Mulher Que Quebrou O Silêncio E Inspirou Milhares De Vítimas De Abuso Ao Redor Do Mundo A Recuperarem A Própria Voz». Saiba mais.

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Sobre o livro no NYT



quinta-feira, 14 de maio de 2026

NO PRÓXIMO DOMINGO | 17 DE MAIO 2026 | PELAS 18:00 |Cristina Branco canta as «Mulheres de Abril» n’A Voz do Operário | LISBOA

 


Créditos
     Augusto Brázio

Reproduzimos:

«As mulheres eram simbólicas e omnipresentes na obra de José Afonso, envoltas numa enorme solidão e silêncio. Cantá-las é uma forma de romper esse silêncio e revelar a solidão de todo um povo», conta Cristina Branco sobre seu último disco, «Mulheres de Abril» lançado em 2025.
São as mulheres da ditadura, as que viveram antes de se fazer revolução que a intérprete aqui homenageia num espectáculo único e emocionante acompanhada do Coro Infantil d’A Voz do Operário, mais de Alexandre Frazão, na bateria, Bernardo Moreira, no contrabaixo, Mário Delgado, nas guitarras, Ricardo Dias, no piano e Tomás Marques, no saxofone.
O concerto acontece no próximo domingo, dia 17 de Maio, pelas 18h n’A Voz do Operário, em Lisboa. O bilhete está à venda no local e através dos meios telefónicos e digitais da instituição».

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Rua da Voz do Operario, 13  1100-620 LISBOA
geral@vozoperario.pt
Tel: +351 218 862 155

segunda-feira, 11 de maio de 2026

ONTEM TERMINOU EM LISBOA O «FESTIVAL 5L» | através do programado e do vivenciado (é certo que vimos pouco) ainda não penetrámos no «conceito» e em especial não chegámos ao(s) público(s) da oferta mas só pelo facto de ser fixado que «Nesta sexta edição, apoiamo-nos no poema de Ruy Belo e na sua exclamação "Oh, as casas, as casas"» já valeu a pena!

 


Podemos ler nos suportes comunicacionais da iniciativa: «(...)Ao longo destes anos, o Festival criou oportunidades de reflexão, com entusiasmo e curiosidade. Festejou a Literatura, os Livros, as Livrarias e a Leitura, mas celebrou, de forma fundamental, a Língua Portuguesa nos seus múltiplos sotaques e grafias.

O Lisboa 5L nasceu nas Bibliotecas de Lisboa e é lá que habita e se reforça a cada ano, sempre em estreito diálogo com os curadores que se lhe associam. Pessoas como José Pinho, Catarina Magro, Carlos Vaz Marques e, nesta sexta edição, Pedro Mexia, são quem, entre outros, tem feito este caminho a par e passo com a cidade. Mas também as livrarias independentes da cidade, as salas de cinema e tantas outras instituições que se têm juntado ao Festival.

Nesta sexta edição, apoiamo-nos no poema de Ruy Belo e na sua exclamação «Oh, as casas, as casas», para recolher à casa interior e refletirmos sobre lugares físicos, imaginados, amados e perdidos, lugares de onde partimos e aonde regressamos, lugares que são palavras, livros, autores e canções». Palavras dos responsáveis do Festival que Pode ler aqui.
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mas vamos ao que verdadeiramente interessa neste post



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Do que assistimos  destacamos
 
Pela nossa parte, ainda hoje lá estávamos a ouvi-los conversar... A nosso ver, (mas quem somos nós!) «excelência» em estado puro! Contudo, pode ser um bom exemplo para se perguntar: quem se visava? Densificando, quem queremos que procure estes Festivais? Em especial estas «conversas» com tempo contado? Talvez impulsionados pelo livro que acabámos de adquirir, «PARA O POVO», abaixo, faltou-nos por lá «o povo» ... Eventualmente nem seria isso que se pretendia... Talvez reviver e explicitar o que esteve na origem e desenvolver. Não era para «toda a cidade» e periferias e «para todos»?   Mas o povo andou por lá no conversado, e tem «direito» àquela clareza dos intervenientes que tornam o «erudito» ao nosso alcance e nos estimulam a visitar os autores que referem. Foram eles de certeza que nos levaram hoje  a procurar na estante a «Obra Completa» de Rimbaud...   Quiçá, com observações destas contribuímos  para  outras conversas. E até sentimos obrigação de o fazer, em especial porque vivemos em Lisboa. E dizem-nos (como podiam dizer diferente?) que querem uma GESTÃO PARTICIPADA. Só falta praticar. Sem burocracia - rendibilizando o GRATUITO.

Sinopse
 Uma análise das razões pelas quais os alicerces da democracia estão a ser corroídos, e uma proposta de soluções para preservar a liberdade, as liberdades civis, os direitos humanos e o Estado de direito.
Nos últimos vinte anos, o mundo enfrentou uma sucessão de crises - na finança global, migrações, a pandemia de covid-19 e uma guerra de agressão em grande escala no continente europeu -, com consequências sociais, económicas e políticas graves, que resultaram em frustração, medo e ira.
Ao apoiar-se no descontentamento social, o extremismo propõe soluções simplistas e estereotipadas em resposta às ansiedades e incertezas que afetam as nossas sociedades. E a consequência é que, por todo o mundo, os alicerces da democracia estão a ser corroídos.
Neste livro, analisam-se as razões e o modo como isto está a acontecer e propõem-se soluções - ou, pelo menos, melhoramentos. Porque o que as democracias oferecem aos seus povos em matéria de liberdades civis, direitos humanos e Estado de direito é demasiado precioso para se perder. Ainda vamos a tempo de resistir. Saiba mais.

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A propósito, talvez lhe interesse



sábado, 9 de maio de 2026

COMBATE AOS ABUSOS SEXUAIS INCLUIDO A VIOLAÇÃO |«Senhor Presidente, Senhora Comissária Lahbib, na nossa opinião, as leis penais devem ser reserva de competência nacional soberana e nenhum Estado deve ficar à espera da União Europeia para reforçar e tornar mais eficazes as suas leis de combate aos abusos sexuais, incluindo a violação» | ASSIM COMEÇOU A INTERVENÇÃO DO EURODEPUTADO JOÃO OLIVEIRA NO PARLAMENTO EUROPEU

 

Chegamos ao assunto
Começa assim:


Uma resolução adotada pelo Parlamento Europeu apela a uma definição comum de violação em toda a UE, afirmando que qualquer ato sexual sem consentimento deve ser considerado violação.

O Parlamento Europeu aprovou na terça-feira uma resolução que apela a uma definição de violação a nível da UE, baseada na ausência de consentimento livre e esclarecido.

Cabe agora à Comissão Europeia propor legislação, que terá depois de ser aprovada pelos Estados-membros da UE, um passo normalmente político e difícil.
A resolução defende que "apenas uma indicação clara, afirmativa, livre e inequívoca de consentimento é válida" nas relações sexuais. Acrescenta que "o silêncio, a falta de resistência verbal ou física ou a ausência de um 'não' não podem ser interpretados como consentimento".
Qualquer ato sexual fora deste quadro deve ser considerado violação. Continue a ler.
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ao querermos saber mais, reparamos
na intervenção do Eurodeputado JOÃO OLIVEIRA



«Senhor Presidente, Senhora Comissária Lahbib, na nossa opinião, as leis penais devem ser reserva de competência nacional soberana e nenhum Estado deve ficar à espera da União Europeia para reforçar e tornar mais eficazes as suas leis de combate aos abusos sexuais, incluindo a violação.
A cooperação jurídica e judiciária internacional neste âmbito é imprescindível, mas temos muitas dúvidas de que haja vantagem em imposições uniformizadas, desligadas da realidade nacional, das leis e da prática judiciária de cada país. Portugal transpôs a Convenção de Istambul e adequou a sua lei penal sem esperar pela União Europeia.
As alterações às leis penais foram passos importantes para termos uma lei mais eficaz no combate aos abusos sexuais, incluindo a violação, mas também a investigação criminal e os tribunais têm dado um contributo relevante. A lei portuguesa não utiliza explicitamente o conceito de consentimento afirmativo, mas estabelece que o consentimento não pode ser presumido e que o silêncio ou a ausência de resistência não equivalem a consentimento. Os tribunais têm encaminhado no sentido de centrar a avaliação na existência de um acordo livre e voluntário e é nesse sentido que é preciso avançar». Tirado do site do PCP.

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Aproveitemos para lembrar MAIS 
sobre a CONVENÇÃO DE ISTAMBUL


Disponível no site  da

quinta-feira, 7 de maio de 2026

TEATRO DA TERRA|estreia hoje - «love»|SEIXAL

 

«Num Mundo altamente conectado, o Amor é uma teia que ainda se revela frágil.
É impossível falar de Amor sem falar de direitos, de relações e imposições sociais.
O Amor ainda é o campo onde em, tantas partes do mundo se lutam por direitos – sobretudo os das mulheres,
dos homossexuais, das pessoas trans. Sejam estes direitos concretos na legislação, sejam eles no combate a amarras de pensamento e dogmatismos vários.
As dinâmicas de híper conectividade da vida virtual - nas quais se encontram grandes benefícios mas simultaneamente perigos e assoberbamento – colocam-nos perante cenários de comparação, a insegurança;
as falsas verdades e desconfiança; solidão – aos quais simultaneamente pertencem mas querem também escapar. Arquiteturas de um mundo digital – uma segunda realidade e uma segunda pele - que parece altamente acolhedor e inteiramente hostil».

com   JOANA PIALGATA, CAROLINA MOURA e o projeto TÁS NA MIRA
encenação, espaço cénico   MARIA  JOÃO LUÍS
vídeo  JOSÉ BUDHA     
música JAIME FILIPE
desenho de luz, fotografia   PEDRO DOMINGOS   
assistência de encenação  SÍLVIA FIGUEIREDO
assistência de produção  FILIPE GOMES, CARINA R. COSTA       
direção de produção  PEDRO DOMINGOS
produção  TEATRO DA TERRA  2026  |  M/12 


Saiba mais



segunda-feira, 4 de maio de 2026

EXPOSIÇÃO | «ROSTOS DA IMIGRAÇÃO» | Este projeto fotográfico propõe um olhar sensível sobre as vivências e os processos de integração de imigrantes em Portugal, com especial enfoque nas comunidades lusófonas. Através de retratos marcantes, o autor dá rosto a histórias de diversidade, pertença e identidade» | ATÉ 20 DE MAIO | NA UCCLA | ENTRADA LIVRE

 


«Foi inaugurada, no dia 23 de abril, na galeria de exposições da UCCLA, a exposição de fotografia "Rostos da Imigração", da autoria de Alfredo Cunha. O coordenador cultural da UCCLA, Rui Lourido, apresentou a exposição e o seu enquadramento.
A exposição decorre no âmbito das atividades do setor cultural da UCCLA, a par com outras iniciativas, como o Encontro de Escritores de Língua Portuguesa, o Prémio de Revelação Literária e as múltiplas exposições temáticas de arte contemporânea, referiu Rui Lourido.
A UCCLA, considerando o atual impacto na sociedade portuguesa das questões da imigração em Portugal e na Europa, organizou um ciclo de conferências subordinado ao tema "Desafios Atuais da Imigração Lusófona: Portugal e União Europeia" tendo a exposição "Rostos da Imigração" acompanhado o ciclo, evidenciando a diversidade das comunidades imigrantes.
“Uma imagem vale mais que mil palavras” destacou Rui Lourido, convidando todos os presentes a visitarem a mostra.
A inauguração contou com a presença do Embaixador da Rússia em Portugal, Mikhail Leonidovich Kamynin.
"Rostos da Imigração": Este projeto fotográfico propõe um olhar sensível sobre as vivências e os processos de integração de imigrantes em Portugal, com especial enfoque nas comunidades lusófonas. Através de retratos marcantes, o autor dá rosto a histórias de diversidade, pertença e identidade.

até 20 de maio 2026
de segunda a sexta-feira
entre as 10 e as 13 horas e as 14 e as 18 horas
Entrada livre



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domingo, 3 de maio de 2026

«Autobiografia da minha mãe»

 


SINOPSE

«No momento em que Xuela Richardson abria os olhos para o mundo, a mãe despedia-se dele. Aproximando-se do fim da própria vida, Xuela rememora sem tabus a infância na ilha de Dominica, marcada a ferros pela ausência da mãe, pelo abandono de quem deveria zelar por ela, pelo desajuste com a autoridade e a discriminação. e pela solidão arrebatadora, que a transforma numa mulher incapaz de amar a família, os homens, os colonizadores, os poderosos, os filhos que decide não ter. A cada novo passo, o seu caminho entrelaça-se irremediavelmente com o da progenitora.

Jamaica Kincaid, excelsa representante da literatura caribenha, traça com inebriante lirismo o retrato de uma vida ensombrada pelo vento negro e sombrio dos fantasmas». Saiba mais.

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Sobre o livro do que escreve
Ana Bárbara Pedrosa 
no semanário Expresso da semana passada

«(...) Ao longo do romance, vemos a vulnerabilidade da ausência da mãe, intensificada pelo ato do pai, que entregou Xuela aos cuidados da mesma mulher a quem pagava para lavar a roupa: nisto, há uma criança tratada como um estorvo, num lugar em que a violência é vista como a forma natural de estar. A escrita de Kincaid é uma coisa bela. A prosa flui de frase em frase, levando-nos à vida. Não há adornos nem palavras escusadas. Tudo é densidade psicológica, construção de ambiente, relação entre personagens. Lê-la é ver a eficácia narrativa. Nas primeiras páginas, já há um gancho que alicia o leitor até às últimas. É impossível que quem a lê se desligue de Xuela: não pela bondade de não lhe querer intensificar o abandono, mas porque a autora é exímia na forma de criar personagens, mostrando-as como gente a sério. Os pequenos relatos têm densidade emocional (sejam sobre a mão que a criança mordeu, assim que lhe nasceu o meu primeiro dente, seja sobre a relação distante com o pai), e a forma como intercala presenças com ausência funciona de forma magistral. Ao longo do romance, não há um lugar de substituição dos cuidados maternos — e não há nada, verdade seja dita, que vá garantir que a mãe fosse cuidar bem. Ainda assim, assistimos a um crescimento árido, e à forma rígida como este produz aridez. Um romance conciso, denso, cirúrgico, que confirma Kincaid como uma das grandes 
autoras da contemporaneidade».

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Sobre a autora -Jamaica Kincaid - disse
 Susan Sontag:«Uma escritora irresistível e avassaladora»

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e hoje é o DIA DA MÃE





sábado, 2 de maio de 2026

«Quem Tem Medo de Zurita Oliveira?”, de acordo com o programa oficial, “celebra a vida e a obra de uma música, intérprete, compositora e autora que muitos reconhecem como a pioneira do rock & roll em Portugal”»

 



Excerto: «(...) Agora, historiadores, arquivistas e colecionadores, como os já mencionados Luís Futre e João Carlos Callixto, valorizam o pioneirismo de Zurita de Oliveira numa era em que a presença feminina na nascente cultura juvenil (que em Portugal foi batizada como Ié-Ié) não se manifestava para lá da plateia. Francisca Marvão reforça essa ideia: “Há uma frase no filme que me marcou muito: quando o Luís Futre fala da ‘paternidade’ do rock e a Ondina Pires corrige para ‘maternidade’. Isso diz muito. O que me impressionou foi imaginar uma mulher, nos anos 60, a fazer solos de guitarra elétrica em palco. Várias pessoas referiram isso".


"É preciso uma força enorme para o fazer naquela época, perante um público alargado. Mesmo hoje, depois de trabalhar com várias bandas femininas, já testemunhei situações desconfortáveis e de desvalorização. Por isso, imaginar o contexto da Zurita naquela altura leva-me a acreditar que o desafio foi ainda maior. Nesse sentido, ela representa uma força importante — sobretudo num período em que quase não encontramos mulheres a tocar e a compor no universo do rock”, remata. (...)».