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quinta-feira, 26 de maio de 2022

JORNADA NACIONAL DA PASTORAL DA CULTURA 2022|TEMÁTICA|«a nossa comum condição precária - numa tripla escala de problema social (laboral, económico, político), de questão cultural e de perspetiva cristã»|28 MAIO

 



«A segunda década do presente século foi vivida - em Portugal, a Ocidente e por todo o mundo - sob o signo da crise económica, social e política, agravada nos últimos anos pelos efeitos da crise sanitária, a que presentemente se veio juntar a calamidade da guerra na Europa. Um dos estigmas mais fundos e lacerantes dessa grave situação de crise reside na situação de precariedade, tantas vezes redundando em experiência limite de desemprego e de abandono, até à dificuldade extrema de subsistência física e de resistência anímica.

Nem as diversas áreas da vida cultural ficaram imunes a tal precariedade, nem a vida cristã de comunidade se alheou das suas causas e das suas exigências - sentindo-se profundamente interpelada e procurando reagir coerentemente.

Por consequência, tornou-se imperativo que a Jornada Nacional de Pastoral da Cultura 2022 elegesse para sua temática a nossa comum condição precária - numa tripla escala de problema social (laboral, económico, político), de questão cultural e de perspetiva cristã.

Assim, propomos que no próximo dia 28 de maio, sem desconsiderar de modo algum a importância humana e a responsabilidade cristã perante a experiência em chaga viva daquele problema, possamos ir além das causas conjunturais e dos remedeios epidérmicos, para já aí nos enfrentarmos cristãmente com o precário como categoria existencial do humano, mas também para logo pensarmos essa mesma categoria do precário no coração do processo cultural e para daí subirmos ao horizonte da mesma categoria na condição cristã do ser humano.

Para nos induzirem a pensar e para nos co-moverem virão até nós figuras marcantes da sociedade, da cultura e da Igreja em Portugal: primeiro, o testemunho inquietador de Rui Spranger e Eugénia Quaresma, mais a reavaliação de António Bagão Félix; de seguida, o encontro lírico com apelos do "caminho", com Manuel Afonso Costa e outros poetas, entre Pasolini e Card. Newman; depois, a questionação de Valter Hugo Mãe e de Isabel Lucas, mais a reflexão de Eduardo Paz Barroso; finalmente, a espiritualidade da condição precária, com Card. José Tolentino Mendonça a conduzir-nos pelas veredas da consciencialização e atualização da vida cristã perante a precariedade que nos é inerente».

Programa, Intervenientes, Inscrição - veja aqui


quarta-feira, 28 de julho de 2021

A «SESTA»|"Adiai para amanhã os cuidados e penas / Que hoje vos apoquentam"

 


Leia aqui

E o que dirão a isto aqueles «opinadores» que não param de reclamar horários de trabalho mais longos? Certo, alguns, ali ao lado, até podem, em paralelo, ir fazer a apologia da conciliação entre a vida profissional, familiar, e pessoal ... É a vida!, bela mas complexa ...



terça-feira, 10 de março de 2020

«O tema da presença da mulher na Igreja está a tornar-se cada vez mais vivo. Não porque no passado tenha faltado o debate, mas muitas vezes limitávamo-nos a levantar a questão sem irmos além disso»


«O tema da presença da mulher na Igreja está a tornar-se cada vez mais vivo. Não porque no passado tenha faltado o debate, mas muitas vezes limitávamo-nos a levantar a questão sem irmos além disso.


Sem recuarmos muito no tempo, já João XXIII, na Pacem in terris, via como um dos sinais dos tempos a maior presença feminina na vida pública. Era óbvio que a mesma questão se levantaria também na vida da Igreja. Com João Paulo II, em especial com a Carta Apostólica Mulieris dignitatem, o tema foi abordado pela instância mais elevada do magistério. Bento XVI falou sobre isto diversas vezes, mesmo com tons preocupados, mas não teve tempo para traduzir em ações concretas, estruturas e mecanismos, os propósitos expressos. É um dos pontos que, com o gesto revolucionário da sua demissão, deixou em herança ao seu sucessor. O papa Francisco retomou diversas vezes o tema, com a sua habitual sinceridade e espontaneidade, e muitos esperam que também neste campo proceda com gestos significativos que deixarão marca.

Na Exortação Apostólica Evangelii gaudium, o primeiro e longo documento oficial inteiramente do novo Pontífice, afirma-se com decisão:

«Mas ainda é preciso ampliar os espaços para uma presença feminina mais incisiva na Igreja. Porque «o génio feminino é necessário em todas as expressões da vida social; por isso deve ser garantida a presença das mulheres também no âmbito do trabalho» (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, n. 295) e nos vários lugares onde se tomam as decisões importantes, tanto na Igreja como nas estruturas sociais (n. 103)». (...)». Continue a ler.