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segunda-feira, 9 de setembro de 2024

O ESPECTÁCULO CONTINUA |«Natália é Quando Uma Mulher Quiser»




Em 2023 pudemos ler:«No ano em que se assinala os 100 anos de nascimento de Natália Correia, o compositor Renato Júnior musicou  alguns dos poemas mais emblemáticos da escritora e convidou algumas das melhores vozes nacionais para os interpretar em disco e em concerto.
É um concerto inteiramente alicerçado na poesia de Natália Correia, único na sua estética, e onde a Mulher tem o  protagonismo. Porque "Natália é Quando Uma Mulher Quiser”!».

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Entretanto, o espetáculo «Natália é quando uma mulher quiser» tem acontecido e está programado para diferentes palcos. Por exemplo, para os Açores:


quarta-feira, 13 de setembro de 2023

CELEBRA-SE HOJE O CENTENÁRIO DE NATÁLIA CORREIA | mas «Natália é Quando Uma Mulher Quiser»







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Hoje, dia 13 de Setembro de 2023, na RTP1 às 22h44
Concerto de homenagem a Natália Correia, a não perder.

Natália Correia nasceu a 13 de Setembro de 1923, na Fajã de Baixo, São Miguel, Açores.

Para celebrar este dia a Sociedade Portuguesa de Autores e a RTP, juntaram-se para criar um espectáculo de homenagem a Natália Correia. A Aula Magna foi o placo desta homenagem, que se realizou no dia 22 de Novembro de 2022.
É um concerto inteiramente alicerçado na poesia de Natália Correia, nas suas mais variadas vertentes, com concepção artística e musical de Renato Júnior.
Em palco estiveram Ana BacalhauÁureaAmélia MugeElisa RodriguesKatia GuerreiroMafalda VeigaPatrícia AntunesPatrícia SilveiraMaria JoãoRita RedshoesSofia Escobar e Viviane.




terça-feira, 21 de março de 2023

«O DEVER DE DESLUMBRAR»| biografia de Natália Correia

 



Intimidando pela verve de aríete e pela beleza, Natália Correia simbolizou, como poucos, as inquietações do século XX português. Precoce e radical no pensamento feminino, vítima de efabulações e de mitos, incompreendida e amada, lançou um olhar oracular sobre o seu tempo. Em tertúlias, que eram verdadeiras olimpíadas da confraternização lisboeta, o seu traço aglutinador envolvia, juntamente com o fumo dos cigarros, intelectuais e admiradores, que se irmanavam com párias e malditos em ideias e poemas de vanguarda.

Mulher deslumbrante e carismática, equiparada às maiores pensadoras europeias e às estrelas de Hollywood, atacou o Regime onde mais lhe doía - na moral caduca -, elegeu o erotismo como arma política e tornou-se a autora mais censurada da ditadura. Já no bar que fundou em Lisboa, fez e desfez governos à batuta da sua boquilha.

Nesta biografia, da autoria de uma das vozes mais seguras da nova literatura portuguesa, convivem a libertária e a conservadora, avessa a expor a sua atribulada vida íntima, a mulher que desprezava a política partidária e que nela viveu, inclusive como deputada; o espírito frágil e o temperamento intempestivo; o polémico exercício de funções diretivas em órgãos de imprensa e a defesa intransigente das causas maiores; e, em todas as páginas, as contradições e coerências de uma pensadora capaz de criar para si própria uma narrativa que não a torturasse pelas escolhas que fez. Saiba mais.