quarta-feira, 9 de outubro de 2024

«Sandra Ventura retrata idosos em lares há mais de dez anos, com a preocupação de respeitar a “dignidade e essência” de cada um. A fotógrafa conta ao Expresso o que está por trás do trabalho, em parte agora numa exposição no Museu da Farmácia, onde procura sensibilizar para a importância e valorização das pessoas mais velhas»

 



Começa assim: «Desde a semana passada e até dia 1 de dezembro, uma mostra do trabalho desenvolvido está patente numa exposição no Museu da Farmácia, em Lisboa, intitulada “A Arte de Envelhecer – Dar Mais Vida aos Anos”. As 14 fotografias selecionadas “são sobre a velhice”, resume a fotógrafa ao Expresso. Por isso retratam situações tão diversas como a violência contra os mais velhos, o envelhecimento físico traduzido nas rugas, a solidão ou a intergeracionalidade. (...)».



segunda-feira, 7 de outubro de 2024

NÉLIDA PIÑON | «A Casa da Paixão»

 

SINOPSE

«Quando, em 1972, Nélida Piñon publicou A Casa da Paixão, a ditadura militar torturava o Brasil há oito. Toda a escrita é transgressão, aventura nas escarpas da liberdade, coragem de encarar os abismos da existência humana - ou então, não vale a pena escrever. Nélida teve sempre com a palavra essa relação de intransigente honestidade e valentia que caracteriza o escritor autêntico. Que um livro tão livre tenha sido escrito num país sufocado por um regime de terror, e escrito por uma narradora opiparamente omnisciente, com suficiente autoconfiança para dispensar toda e qualquer certeza, não é acontecimento de somenos. Um romance destemidamente erótico e sem biombos sentimentais. Um romance que faz da língua portuguesa uma experiência libidinosa. Um romance que pega no registo da narrativa clássica - introdução, desenvolvimento e clímax - para o fazer explodir, e, explodindo, recomeçar a pensar».
Do prefácio de Inês Pedrosa

domingo, 6 de outubro de 2024

FILME | «Sobreviventes»



«(...) “Sobreviventes” dá vida à história do naufrágio de um navio negreiro entre Angola e o Brasil em meados do século XIX, numa altura em que o tráfico já se encontrava em fase de extinção, num argumento escrito em conjunto por José Barahona e pelo escritor angolano José Eduardo Agualusa.
Filmado a preto e branco, remetendo para o livro “Nação Crioula” de Agualusa e a personagem fictícia Fradique Mendes, criada por Eça de Queiroz, o filme que chega às salas de cinema a 3 de outubro retrata as tensões que se criam entre os sobreviventes, senhores e pessoas escravizadas, brancos e negros. Rodado em 2022 na costa portuguesa, a segunda longa-metragem de ficção do realizador conta com interpretações de Anabela Moreira, Zia Soares, Ângelo Torres e Miguel Damião e, ainda, com a participação de Milton Nascimento na banda sonora. (...)».




sábado, 5 de outubro de 2024

QUINO |«TODA A MAFALDA»| a heroína do nosso tempo, segundo Umberto Eco

 

SINOPSE

Inconformada, única e inesquecível, a Mafalda é uma irreverente criança de seis anos dotada de uma personalidade forte e de uma mente inquisidora, com um olhar crítico sobre as complexidades e contradições do mundo em que vive e uma obstinação em não fechar os olhos — e a boca! Defensora dos direitos humanos, a Mafalda opõe-se sagazmente às guerras, injustiças e desigualdades. E, acima de tudo, luta por que se acabe com a sopa no mundo, e com a prepotência de quem a quer impor.
Toda a Mafalda é a edição completa que reúne todos os desenhos e tiras que Quino, o seu brilhante criador, fez da sua personagem mais querida. Com prefácio de Umberto Eco, que considera a Mafalda «a heroína do nosso tempo», esta edição inclui uma contextualização histórica das tiras, homenagens de personalidades internacionais e portuguesas do mundo das artes e do espetáculo, entre outros materiais inéditos, que nos mostram que, após sessenta anos, as observações ousadas e perspicazes da Mafalda continuam tão pertinentes como nunca. Saiba mais.


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Com fonte na revista do semanário Expresso:« (...) Assinalando os 60 anos de Mafalda, o festival Amadora BD deste ano dedica-lhe uma exposição. Entre os dias 17 e 27 deste mês, a personagem ocupará as paredes do festival com um conjunto de tiras selecionadas a partir do tema dos valores e da ética, acompanhando o lema central do Amadora BD deste ano, “Humanidade”, mas também o tema transversal das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. Afinal, o “bastão de amolgar ideologias” que Mafalda tanto desprezava também andou por aqui. E o mundo não mudou tanto que não se reconheçam nas velhas tiras de Mafalda os mesmos vícios, os mesmos conflitos, a mesma urgência de paz». O titulo do artigo, de Sara Figueiredo Costa, a nosso ver bem esgalhado: «Mafalda, a eterna».

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Das muitas tiras que podemos encontrar na internet:




sexta-feira, 4 de outubro de 2024

«O preconceito da idade impede as mulheres jovens de progredirem na carreira»

 


Disponível aqui

Sobre o Relatório na newsletter da EXECUTIVA:

«O preconceito da idade impede as mulheres jovens de progredirem na carreira
 

O idadismo tem sido tradicionalmente associado a pessoas mais velhas, mas o novo relatório Women in Workplace, da McKinsey e LeanIn.Org, vem mostrar que quase metade das mulheres com menos de 30 anos considera que a sua idade já as impactou negativamente no trabalho, em comparação com 35% dos homens da mesma faixa etária, divulga a Forbes. As mulheres jovens afirmam que não são levadas a sério, seja pela forma como se apresentam ou pela idade, perdendo oportunidades de promoção, de aumentos e de progresso na carreira. Os dados da pesquisa revelam que entre as mulheres com menos de 30 anos, 42% acredita que o seu género dificultará o avanço profissional, o que é também referido por apenas 21% das mulheres acima de 40 anos. Somente 11% dos homens mais jovens e 23% dos mais velhos, afirmam o mesmo. Outra das conclusões, mostra que as profissionais com menos de 30 anos têm quase o dobro da probabilidade (22%) de receberem comentários indesejados sobre a sua idade, em relação aos homens da mesma idade (12%).  
Apesar disso, são as mulheres mais novas que se destacam em termos de ambição: 8 em cada 10 procura uma promoção na carreira. "São as profissionais do futuro. Estão mais comprometidas com a diversidade e representam grande parte da mudança que precisamos ver no ambiente de trabalho", diz Rachel Thomas, CEO e cofundadora da LeanIn. Apesar do aumento dos cargos de liderança feminina, na última década, há ainda um caminho a percorrer. Para os autores do relatório, melhorar este cenário, passa por destacar as experiências de mulheres mais jovens no trabalho, travar as microagressões quando acontecem e, defender estas profissionais em cada etapa do ciclo corporativo. "É preciso reverter a narrativa", sublinha a executiva». Tirado daqui.


quarta-feira, 2 de outubro de 2024

«CHAMAVA-SE BALEIZÃO, CATARINA EUFÉMIA» |«em torno da mulher, do mito e da memória coletiva»

 

«Chamava-se Baleizão, Catarina Eufémia celebra a impactante e curta vida de um ícone. Catarina é filha do seu tempo e geografia, características que resultam de uma cultura que cumpre tanto homenagear como compreender. A luta do campesinato e, muito particularmente, a desta mulher é um símbolo e um exemplo vivo de participação cidadã. De uma justa aspiração na melhoria da dignidade da condição humana, o único ideal verdadeiramente progressista. Aspiração que não cessou nem se cumpriu verdadeiramente em 70 anos.
Desdobrado em exposição e livro, Chamava-se Baleizão, Catarina Eufémia visa constituir-se como um momento significativo na comemoração dos ideais de Abril e das lutas rurais no Portugal salazarista. Em articulação com a Junta de Freguesia de Baleizão, entidade que acolhe a inauguração da primeira etapa deste projeto, a 19 de maio de 2024, assinalam-se três efemérides em simultâneo: os 50 anos do 25 de Abril, os 70 anos da morte de Catarina Eufémia e os 50 anos do “regresso” do seu corpo a Baleizão (naquela que foi a primeira grande manifestação rural após o 25 de Abril de 1974, juntando dezenas de milhares de pessoas, a 19 de maio, no decurso da transladação do corpo da ceifeira alentejana para a sua terra natal).
O corpo deste trabalho concebido a meias entre o jornalista Paulo Barriga e o fotógrafo Pedro Loureiro reúne um portefólio de imagens sobre o território local, resgatando as lutas de outrora numa paisagem que permanece endurecida, a um “quase teatro (talvez reportagem) em 3 atos”, em torno da mulher, do mito e da memória coletiva. (...)». Veja na integra.
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Entretanto:
No Museu do Cante Alentejano, em Serpa, é possível, até ao próximo dia 25 de outubro, visitar a exposição «Chamava-se Baleizão, Catarina Eufémia». Veja aqui

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Ainda: o livro