quinta-feira, 7 de maio de 2026

TEATRO DA TERRA|estreia hoje - «love»|SEIXAL

 

«Num Mundo altamente conectado, o Amor é uma teia que ainda se revela frágil.
É impossível falar de Amor sem falar de direitos, de relações e imposições sociais.
O Amor ainda é o campo onde em, tantas partes do mundo se lutam por direitos – sobretudo os das mulheres,
dos homossexuais, das pessoas trans. Sejam estes direitos concretos na legislação, sejam eles no combate a amarras de pensamento e dogmatismos vários.
As dinâmicas de híper conectividade da vida virtual - nas quais se encontram grandes benefícios mas simultaneamente perigos e assoberbamento – colocam-nos perante cenários de comparação, a insegurança;
as falsas verdades e desconfiança; solidão – aos quais simultaneamente pertencem mas querem também escapar. Arquiteturas de um mundo digital – uma segunda realidade e uma segunda pele - que parece altamente acolhedor e inteiramente hostil».

com   JOANA PIALGATA, CAROLINA MOURA e o projeto TÁS NA MIRA
encenação, espaço cénico   MARIA  JOÃO LUÍS
vídeo  JOSÉ BUDHA     
música JAIME FILIPE
desenho de luz, fotografia   PEDRO DOMINGOS   
assistência de encenação  SÍLVIA FIGUEIREDO
assistência de produção  FILIPE GOMES, CARINA R. COSTA       
direção de produção  PEDRO DOMINGOS
produção  TEATRO DA TERRA  2026  |  M/12 


Saiba mais



segunda-feira, 4 de maio de 2026

EXPOSIÇÃO | «ROSTOS DA IMIGRAÇÃO» | Este projeto fotográfico propõe um olhar sensível sobre as vivências e os processos de integração de imigrantes em Portugal, com especial enfoque nas comunidades lusófonas. Através de retratos marcantes, o autor dá rosto a histórias de diversidade, pertença e identidade» | ATÉ 20 DE MAIO | NA UCCLA | ENTRADA LIVRE

 


«Foi inaugurada, no dia 23 de abril, na galeria de exposições da UCCLA, a exposição de fotografia "Rostos da Imigração", da autoria de Alfredo Cunha. O coordenador cultural da UCCLA, Rui Lourido, apresentou a exposição e o seu enquadramento.
A exposição decorre no âmbito das atividades do setor cultural da UCCLA, a par com outras iniciativas, como o Encontro de Escritores de Língua Portuguesa, o Prémio de Revelação Literária e as múltiplas exposições temáticas de arte contemporânea, referiu Rui Lourido.
A UCCLA, considerando o atual impacto na sociedade portuguesa das questões da imigração em Portugal e na Europa, organizou um ciclo de conferências subordinado ao tema "Desafios Atuais da Imigração Lusófona: Portugal e União Europeia" tendo a exposição "Rostos da Imigração" acompanhado o ciclo, evidenciando a diversidade das comunidades imigrantes.
“Uma imagem vale mais que mil palavras” destacou Rui Lourido, convidando todos os presentes a visitarem a mostra.
A inauguração contou com a presença do Embaixador da Rússia em Portugal, Mikhail Leonidovich Kamynin.
"Rostos da Imigração": Este projeto fotográfico propõe um olhar sensível sobre as vivências e os processos de integração de imigrantes em Portugal, com especial enfoque nas comunidades lusófonas. Através de retratos marcantes, o autor dá rosto a histórias de diversidade, pertença e identidade.

até 20 de maio 2026
de segunda a sexta-feira
entre as 10 e as 13 horas e as 14 e as 18 horas
Entrada livre



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domingo, 3 de maio de 2026

«Autobiografia da minha mãe»

 


SINOPSE

«No momento em que Xuela Richardson abria os olhos para o mundo, a mãe despedia-se dele. Aproximando-se do fim da própria vida, Xuela rememora sem tabus a infância na ilha de Dominica, marcada a ferros pela ausência da mãe, pelo abandono de quem deveria zelar por ela, pelo desajuste com a autoridade e a discriminação. e pela solidão arrebatadora, que a transforma numa mulher incapaz de amar a família, os homens, os colonizadores, os poderosos, os filhos que decide não ter. A cada novo passo, o seu caminho entrelaça-se irremediavelmente com o da progenitora.

Jamaica Kincaid, excelsa representante da literatura caribenha, traça com inebriante lirismo o retrato de uma vida ensombrada pelo vento negro e sombrio dos fantasmas». Saiba mais.

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Sobre o livro do que escreve
Ana Bárbara Pedrosa 
no semanário Expresso da semana passada

«(...) Ao longo do romance, vemos a vulnerabilidade da ausência da mãe, intensificada pelo ato do pai, que entregou Xuela aos cuidados da mesma mulher a quem pagava para lavar a roupa: nisto, há uma criança tratada como um estorvo, num lugar em que a violência é vista como a forma natural de estar. A escrita de Kincaid é uma coisa bela. A prosa flui de frase em frase, levando-nos à vida. Não há adornos nem palavras escusadas. Tudo é densidade psicológica, construção de ambiente, relação entre personagens. Lê-la é ver a eficácia narrativa. Nas primeiras páginas, já há um gancho que alicia o leitor até às últimas. É impossível que quem a lê se desligue de Xuela: não pela bondade de não lhe querer intensificar o abandono, mas porque a autora é exímia na forma de criar personagens, mostrando-as como gente a sério. Os pequenos relatos têm densidade emocional (sejam sobre a mão que a criança mordeu, assim que lhe nasceu o meu primeiro dente, seja sobre a relação distante com o pai), e a forma como intercala presenças com ausência funciona de forma magistral. Ao longo do romance, não há um lugar de substituição dos cuidados maternos — e não há nada, verdade seja dita, que vá garantir que a mãe fosse cuidar bem. Ainda assim, assistimos a um crescimento árido, e à forma rígida como este produz aridez. Um romance conciso, denso, cirúrgico, que confirma Kincaid como uma das grandes 
autoras da contemporaneidade».

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Sobre a autora -Jamaica Kincaid - disse
 Susan Sontag:«Uma escritora irresistível e avassaladora»

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e hoje é o DIA DA MÃE





sábado, 2 de maio de 2026

«Quem Tem Medo de Zurita Oliveira?”, de acordo com o programa oficial, “celebra a vida e a obra de uma música, intérprete, compositora e autora que muitos reconhecem como a pioneira do rock & roll em Portugal”»

 



Excerto: «(...) Agora, historiadores, arquivistas e colecionadores, como os já mencionados Luís Futre e João Carlos Callixto, valorizam o pioneirismo de Zurita de Oliveira numa era em que a presença feminina na nascente cultura juvenil (que em Portugal foi batizada como Ié-Ié) não se manifestava para lá da plateia. Francisca Marvão reforça essa ideia: “Há uma frase no filme que me marcou muito: quando o Luís Futre fala da ‘paternidade’ do rock e a Ondina Pires corrige para ‘maternidade’. Isso diz muito. O que me impressionou foi imaginar uma mulher, nos anos 60, a fazer solos de guitarra elétrica em palco. Várias pessoas referiram isso".


"É preciso uma força enorme para o fazer naquela época, perante um público alargado. Mesmo hoje, depois de trabalhar com várias bandas femininas, já testemunhei situações desconfortáveis e de desvalorização. Por isso, imaginar o contexto da Zurita naquela altura leva-me a acreditar que o desafio foi ainda maior. Nesse sentido, ela representa uma força importante — sobretudo num período em que quase não encontramos mulheres a tocar e a compor no universo do rock”, remata. (...)».