Sobre a peça o trabalho de Domingos Lobo, no jornal Avante!, a não perder:
Termina assim: «A personagem Suzanne, magnificamente interpretada por Íris Cañmero, transporta o eu de Duras, as suas memórias, a sua biografia, entre a recusa e a fuga ao real de uma família a querer soltar-se da miséria, de uma casa inacabada, tendo a música como elemento de conforto que apaziguava a raiva dos dias agrestes; Joseph o filho inconformado, buscará outros horizontes (um João Jesus irrepreensível) e a Mãe, obcecada por uma terra infértil, impotente perante um Estado que tudo prometeu aos colonos e os abandonou à sua sorte, interpretada por uma Teresa Gafeira, em pleno, a dominar a acção. Encenação segura, poética e sensível de Álvaro Correia, para mais um grande «Tempo de Teatro» da CTA».
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