domingo, 23 de março de 2025

E CÁ TEMOS MARGUERITE DURAS | na peça «Uma Barragem Contra o Pacífico» | «ENCENAÇÃO SEGURA, POÉTICA E SENSÍVEL DE ÁLVARO CORREIA, PARA MAIS UM GRANDE "TEMPO DE TEATRO" DA CTA»

 

Sobre a peça o trabalho de Domingos Lobo,  no jornal Avante!, a não perder:

Termina assim: «A per­so­nagem Su­zanne, mag­ni­fi­ca­mente in­ter­pre­tada por Íris Cañ­mero, trans­porta o eu de Duras, as suas me­mó­rias, a sua bi­o­grafia, entre a re­cusa e a fuga ao real de uma fa­mília a querer soltar-se da mi­séria, de uma casa ina­ca­bada, tendo a mú­sica como ele­mento de con­forto que apa­zi­guava a raiva dos dias agrestes; Jo­seph o filho in­con­for­mado, bus­cará ou­tros ho­ri­zontes (um João Jesus ir­re­pre­en­sível) e a Mãe, ob­ce­cada por uma terra in­fértil, im­po­tente pe­rante um Es­tado que tudo pro­meteu aos co­lonos e os aban­donou à sua sorte, in­ter­pre­tada por uma Te­resa Ga­feira, em pleno, a do­minar a acção. En­ce­nação se­gura, poé­tica e sen­sível de Álvaro Cor­reia, para mais um grande «Tempo de Te­atro» da CTA».


Sem comentários:

Enviar um comentário