sábado, 21 de março de 2026

«EXPOSIÇÃO SOBRE MEMÓRIA DA RESISTÊNCIA INAUGURA EM PENICHE»

 



«O Museu Nacional Resistência e Liberdade inaugura esta sexta-feira, 20 de março, a exposição “Guardiões e Guardiãs da Memória da Resistência”, patente ao público até 30 de abril. A iniciativa integra o projeto educativo do museu e enquadra-se na segunda Bienal Cultura e Educação do Plano Nacional das Artes.
O projeto desafiou escolas de todo o país a participar na recolha, preservação e divulgação de histórias ligadas à Resistência e à luta pela Liberdade nos diferentes territórios. Os jovens participantes foram convidados a investigar e registar testemunhos e memórias de mulheres e homens que, durante o regime ditatorial, se destacaram na defesa da democracia e dos direitos humanos.
A exposição agora apresentada reúne os trabalhos resultantes desta primeira chamada de participação, dando a conhecer diferentes perspetivas e investigações realizadas pelos estudantes no âmbito do projeto». Daqui.



sexta-feira, 20 de março de 2026

«Nas palavras dela»

 



SINOPSE

«Alessandra sempre quis mais do que a vida lhe oferecia: construindo a sua vida interior à imagem da mãe - artista, livre, apaixonada -, confessa-nos o que pode e sonha uma mulher. Alba de Céspedes, autora de o caderno proibido, deslumbra-nos com um clássico da literatura do pós-guerra.

A infância de Alessandra, em Roma, é marcada pela lenda da mãe, Eleonora, mulher prodigiosa que sonhava ser uma pianista célebre, mas foi somente uma professora de piano infeliz por se ter casado com um homem sem interesse. Após a morte da mãe, Alessandra muda-se para uma casa de família longe da capital. Regressa a Roma quando deflagra a guerra. Conhece então Francesco, um antifascista com quem se casa, e descobre o frémito de colaborar na resistência clandestina. Sente-se, contudo, sempre invisível, e confessa: «Quem conhece estas páginas já sabe que ficar a uma janela sozinha e em silêncio é, desde a minha mais remota infância, uma das minhas condições de felicidade.»

Nas Palavras Dela escrutina impiedosamente o casamento, o mal-estar feminino, o jugo da domesticidade conservadora, o negrume da vida em guerra. Lembrando as vozes literárias de Morante, Ginzburg, Woolf ou Duras, encontramos aqui todo o esplendor da escrita refinada e do imaginário subversivo de Alba de Céspedes, uma das mais intrigantes escritoras do século XX». Saiba mais.




quinta-feira, 19 de março de 2026

OUTRA VEZ NO DIA DO PAI |«O meu pai é tão grande — mas tão grande, mesmo! — que, quando estica os braços e o olho de baixo, é crescido e crescido!»

 



Sinopse: «O meu pai é tão grande — mas tão grande, mesmo! — que, quando estica os braços e o olho de baixo, é crescido e crescido!
É tão alto que parece nunca mais acabar!
Aos olhos deste menino, o seu pai é um verdadeiro gigante: forte e poderoso, ternurento e divertido, compreensivo e amigo…
É assim que Eduardo Sá nos revela a admiração e o amor que uma criança sente pelo seu pai e vice-versa. Uma relação mágica, divertida e comovente, ilustrada com a ousadia e a vivacidade de Paulo Galindro». Saiba mais.




quarta-feira, 18 de março de 2026

«O trabalho é o tema central da nona edição do festival de cinema Porto Femme, em abril, atravessando uma programação para “questionar estruturas de poder, desigualdades e invisibilidades que continuam a marcar a experiência das mulheres”».



«(...)Em nota de imprensa, o festival revelou hoje os primeiros destaques da próxima edição, que abordará a temática do trabalho, “a partir de uma perspetiva de género” não só na sociedade como dentro da história do cinema.
“Segundo vários estudos, ao ritmo atual poderão ser necessários mais de 50 anos para alcançar a paridade entre mulheres e homens em todas as áreas. Falar de trabalho é, assim, falar de poder: de quem é vista, reconhecida e preservada — e de quem continua a ser apagada — nas diferentes esferas da vida social, cultural e profissional”, refere a organização.
Em parceria com a Cinemateca Portuguesa, o Porto Femme vai ter uma sessão de cine-concerto, com obras recentemente restauradas e “raramente exibidas”, como por exemplo, dois filmes de Bárbara Virgínia e ainda “Cascaes” (1937), de Amélia Borges Rodrigues, cineasta açoriana radicada no Brasil que terá produzido ou realizado cerca de 30 filmes sobre diferentes regiões de Portugal.
Estão ainda previstas oficinas e, na vertente profissional, os “Encontros de Bárbaras”, com pessoas programadoras e representantes de festivais nacionais e internacionais, assim como uma sessão de apresentação de projetos cinematográficos de mulheres e pessoas queer.
O Festival de Cinema Porto Femme vai decorrer de 20 a 26 de abril no Batalha – Centro de Cinema, Casa Comum, Maus Hábitos, Passos Manuel e Universidade Lusófona do Porto.(...)». Leia na integra.




segunda-feira, 16 de março de 2026

PELO TEATRO DA RAINHA |«Esta é uma peça sobre o abuso sexual, o machismo extremo, sobre a chamada violência doméstica, infelizmente tão comum entre nós»| E REVISITAMOS O QUE PODERIA O TEATRO EM «PLANOS DE IGUALDADE» INSTITUCIONALMENTE PREVISTOS


 

A HISTÓRIA DE UM PARRICÍDIO

«Angus Cerini é australiano, talvez o grau de desconhecimento da sua dramaturgia rime com a distância. É, no entanto, um autor híper premiado, um dramaturgo inovador – palavra gasta que aqui vale -, isto é, não só mete o corpo no que escreve – é performer, faz dança – mas sobretudo é capaz de inventar toda uma comunidade local pela voz entretecida de uma surpreendente narrativa a três – escrita para três atrizes que dão corpo a uma família, duas filhas e uma mãe.

A Árvore que Sangra é a história de um parricídio. Mãe e filhas matam o pai. O caso é claro: reféns de um abusador alcoólatra capaz de todas as violências, mesmo violar uma das filhas, chegou o momento de o parar. O caso pode não espantar – não espantará, não será o desígnio da peça? – num mundo que mergulhou na violência genocida e na destruição total.

Genial nesta peça é além do tema – com a intensidade do “crime” da tragédia, das medeiasédipos, das clitemnestras – o modo de a pôr em cena contando uma história logo lendária para arquivar na memória vivificada de uma comunidade e logo do mundo, dada a condição especificamente humana do acontecimento e dos seus autores. Estamos diante de um teatro antropológico, diante da ideia de reunir uma comunidade num serão – como no teatro se faz – para testemunhar limites e excessos, para aprender que a desumanidade é própria dos humanos e só a memória nos pode redimir desses excessos, da sua repetição.

Deste modo, as três atrizes, cometido o crime, vão encenando entre elas as formas de o relatar – ou de o esconder da – à comunidade e vão dando corpo às figuras que vão surgindo, o carteiro que é polícia, a vizinha, o vizinho, etc. É na narrativa e, portanto, de modo estranhado na medida em que as três figuras femininas são todas as personagens, que assistimos ao surgir de uma cumplicidade pelo acto de libertação cometido pelas três mulheres. Fez-se justiça humana.

Esta é uma peça sobre o abuso sexual, o machismo extremo, sobre a chamada violência doméstica, infelizmente tão comum entre nósFernando Mora Ramos». Saiba mais





«Mãe e filha tiranizadas por um pai abusador e violento, sempre violento, decidem matá-lo. Reféns na sua própria casa são diariamente abusadas, abusadas no sentido literal. Violentadas. Violadas. O pai abusador exibe diante das três oprimidas o seu sexo como um animal que impõe a sua lei sexual. Pete, bêbado e inútil, é um falocrata militante. Uma besta. Um assassino cruel. Mata por prazer e revanche, como acontece com uma ninhada de cães. É um ser associal no meio de uma comunidade que o vai tolerando. Um tirano. Escraviza mãe e filhas. Estamos diante de um quadro de terror, um campo de concentração familiar em que o capataz é o pai». Saiba mais.
*
*   *
A peça em cena do Teatro da Rainha leva-nos aos Planos da Igualdade dos Ministérios e equivalentes e ao de cada Organismo. Procuramos no monte de documentos o que teríamos sobre o assunto e do Relatório acima este excerto:
Olhando em volta, a nosso ver, continua válida a ideia subjacente ao  «Vá ao Teatro, ganhe Igualdade», ou seja, criar projeto próprio que leve a «diferentes territórios» a força da cultura e das artes, na circunstância do Teatro,  sobre o PROBLEMA DA IGUALDADE começando por «rendibilizar» as criações existentes bem ilustradas pela «Árvore que sangra» do Teatro da Rainha ... 
E apetece-nos voltar a lembrar do que já se escreveu sobre a CASA DE BONECAS de Ibsen:


*
*   *



 

Náusea

 


do AbrilAbril






domingo, 15 de março de 2026

CADA VEZ MAIS «INVEJA BOA» DO QUE O MINISTÉRIO DA CULTURA DE FRANÇA NOS DÁ A CONHECER ONLINE NO ESPAÇO «ÉGALITÉ ET DIVERSITÉ»|agora «Trouble dans le patrimoine? Héritages LGBTQIA+ et narrations queer»

 


Antes sugerimos que se leia esta apresentação:

«Alors que les revendications sociales liées aux communautés LGBTQIA+ et à l’expression des droits culturels se sont amplifiées au cours des deux dernières décennies, de nombreux professionnels s’interrogent en effet aujourd’hui sur la manière d’ouvrir leur travail ou leurs pratiques à des récits et méthodes venant des contre-cultures ou du champ disciplinaire des études gays et lesbiennes (queer studies). La singularité de cette journée d’étude tenait au choix d’élargir la discussion aux différentes spécialités représentées par l’Institut national du patrimoine : musées, archives, archéologie, patrimoine scientifique, technique et naturel (PSTN), monuments historiques et inventaire. Elle visait à couvrir l’ensemble de la chaîne patrimoniale, de l’invention à la diffusion, en questionnant le devenir des récits et pratiques minoritaires passés par la patrimonialisation.

La visibilité accrue qu’entraîne cette dernière met à jour des tensions liées au partage de la parole par les acteurs institutionnels et non-institutionnels. Comment articuler la minorité et le collectif ? Qui a le droit ou le devoir de parler de quoi ? Comment, surtout, trouver des processus de travail respectant à la fois l’agentivité des communautés concernées, l’expertise et les missions des institutions publiques ? En confrontant des professionnels du patrimoine à des intervenants venus des mondes associatif et militant, la journée d’étude a permis de montrer l’importance d’un dialogue franc, progressif et pérenne pour faire travailler sur des projets culturels communs des personnes parfois partagées entre l’enthousiasme et la crainte de l’instrumentalisation.

L'événement a aussi eu pour objectif de faire le lien entre le travail scientifique des institutions et l’intégration des enjeux d’inclusion aux modes de fonctionnement internes, en soulignant la place centrale de la responsabilité sociale dans l’autorité morale des établissements patrimoniaux. Cette approche professionnelle, qui fait écho à la mission de formation de l’Institut national du patrimoine, a ainsi permis de sensibiliser les publics présents à la lutte contre les discriminations au travail, et aux attentes sociales fortes auxquelles sont aujourd’hui confrontées les institutions publiques.

La journée d’étude a notamment été soutenue par le ministère de la Culture, par le biais de la Mission égalité, diversité et prévention des discriminations et de la Délégation à l’inspection, à la recherche et à l’innovation. Ces deux dernières ont également permis la publication des actes. À l’issue de l'événement et à la demande du public, il est en effet apparu nécessaire de pérenniser les échanges tenus, et de proposer en accès libre les ressources présentées à cette occasion. Veja aqui. De lá, também:




sábado, 14 de março de 2026

«OLÁ, VASCO GRANJA!»

 



«Figura incontornável da divulgação do cinema de animação em Portugal, Vasco Granja marcou gerações através do seu programa na RTP (1974–1990), revelando ao público a diversidade e a riqueza da animação mundial. Mais do que apresentar “desenhos animados”, foi um pedagogo do olhar, abrindo portas às vanguardas canadianas, à produção da Europa de Leste e aos clássicos norte-americanos.

A exposição reúne um conjunto significativo do seu espólio pessoal, resultado de amizades e encontros com nomes maiores da animação como Norman McLaren, Dušan Vukotić, René Laloux, Richard Williams, Bruno Bozzetto, Raoul Servais, John Halas e Joy Batchelor, entre outros.

Uma homenagem a quem dedicou a vida a divulgar, com paixão e entusiasmo, a animação como uma das mais livres e inventivas formas de arte».


sexta-feira, 13 de março de 2026

«A nova exposição do Museu do Aljube, "Elas tiveram medo e foram", explica à TSF a curadora e diretora da instituição, Rita Rato, cumpre o "dever de reparação histórica" ao permitir reconhecer a luta das mulheres que foram "decisivas" na luta pela liberdade»

 





«O Estrangeiro, esta semana nas salas de cinema portuguesas»


sinopse

Argel, 1938. Meursault, um homem de cerca de trinta anos, modesto empregado de escritório, acompanha o funeral da mãe sem manifestar qualquer emoção. No dia seguinte, inicia uma relação com Marie, antiga colega de trabalho, e retoma o curso habitual da sua existência quotidiana. Essa aparente normalidade é, contudo, perturbada pela presença do vizinho Raymond Sintès, que o arrasta para assuntos obscuros, conduzindo inexoravelmente a um acontecimento trágico numa praia, sob um sol impiedoso. Saiba mais.



*
*   *

Da Newsletter do Público de Pedro Rios

«(...) Ozon levou para o filme a sua visão do mundo. "Para mim é importante erotizar o mundo. Porque Meursault é sensível à beleza, à beleza de Marie, ao calor, é sensível ao sol. Há pessoas que dizem que a minha adaptação é uma visão queer. Não acho. Meursault vê sensualidade em tudo, e pode ver também isso num homem como numa mulher."
No dossiê de capa desta edição, o crítico literário Mário Santos debruça-se sobre a obra de Camus, "um livro de culto sobre um homem que era incapaz de mentir e de amar". (...)».

*
*  *


SINOPSE
Meursault recebe um telegrama: a mãe morreu. De regresso a casa após o funeral, enceta amizade com um vizinho de práticas duvidosas, reencontra uma antiga colega de trabalho com quem se envolve, vai à praia - até que ocorre um homicídio.
Romance estranho, desconcertante sob uma aparente singeleza estilística, em O Estrangeiro joga-se o destino de um homem perante o absurdo e questiona-se o sentido da existência. Publicado originalmente em 1942, este primeiro romance de Albert Camus foi traduzido em mais de quarenta línguas e adaptado para o cinema por Luchino Visconti em 1967, sendo indubitavelmente uma das obras-primas da literatura francesa do século XX. Esta edição foi revista de acordo com o texto fixado pelo autor. Saiba mais.

quarta-feira, 11 de março de 2026

«O NOME DAS MULHERES»|Cinco mulheres. Três gerações. Um romance inesquecível. Uma história de luta pela independência e pela liberdade feminina contra todas as convenções»

 


SINOPSE


No início, há Rosa. Nascida na Sicília do princípio do século XX e criada numa pequena aldeia nas montanhas, desde criança revela ser feita da matéria do seu nome: a flor que sempre renasce. Maltratada pelo pai e pelos irmãos, nunca se submete. Um dia, conhece Sebastiano, um homem sem família, que Rosa pensa ser o único, no mundo inteiro, que nunca a poderá tratar mal. Juntos, fogem, casam-se e abrem uma taberna que se torna o ponto de encontro dos habitantes das quatro aldeias vizinhas.
Em pouco tempo, nascem o belo Fernando, depois Donato, que irá para o seminário, e finalmente Selma, com mãos delicadas como os bordados que fará. Simples e dócil, Selma deixa-se encantar por Santi Maraviglia, casando-se contra a vontade da mãe. Porém, quando este se torna legalmente o chefe da família, começam os problemas, e a herança que tinha sido cultivada com cuidado será deitada a perder.
E são as filhas de Selma e Santi que vão pagar pelos pecados dos pais: Patrizia, a mais combativa das três irmãs; Lavinia, de uma beleza fatal; e Marinella, a preferida do pai, uma adolescente dos anos de 1980 que sonha estudar no estrangeiro. Sobre todas elas vela o espírito do avô Sebastiano, que volta para visitar as três nos momentos mais difíceis.
O Nome das Mulheres
 é uma saga familiar de grande fôlego, que atravessa todo o século XX e nos leva numa viagem extraordinária, como se fôssemos embalados na corrente de um rio. Entre o riso e as lágrimas, descobrimos personagens memoráveis, nas quais revemos tanto do que sentimos e vivemos. Afinal, o que resta da herança de todas as mulheres que vieram antes de nós?

VENCEDOR DOS PRÉMIOS
Bancarella
John Fante
Io Donna

VENCEDOR DOS PRÉMIOS
Bancarella
John Fante
Io Donna

Saiba mais



terça-feira, 10 de março de 2026

MUSEU DO PRADO | visibilidade ao legado das mulheres na arte e na cultura através de uma aplicação digital desenvolvida pela Universidade de Salamanca

 



Começa assim:«Con motivo de sus actividades en torno al 8M, el Museo del Prado ha lanzado Creadoras en el Prado, una aplicación digital desarrollada por la Universidad de Salamanca que, aplicada al Prado, da visibilidad a las mujeres dedicadas a la producción, conservación y estudio de obras de arte y contenidos culturales. Los casi 11.000 registros identificados en los catálogos de la Biblioteca y de la Colección del Museo revelan redes, trayectorias y legados que hasta ahora permanecían dispersos, ofreciendo una visión integral del papel de las mujeres en la historia del arte. (...)». Continue. Aproveitemos para voltar a dizer: queremos algo equivalente para as MULHERES NA CULTURA E NA ARTE no nosso País. Lembremos que no PLANO PARA A IGUALDADE DO MINISTÉRIO DA CULTURA já esteve previsto Projeto com esse fim. Cadê? 


segunda-feira, 9 de março de 2026

GOSTAR DE FUTEBOL NÃO TEM GÉNERO

 



*
*   *
O relatório referido na entrevista

CONTINUANDO A PROLONGAR O «8MARÇO2026»| DOS OUTROS |«Femmes en Guerre» na iniciativa «Normandie, quand la culture célèbre les femmes»

 



«En 2026, le Mémorial de Falaise propose une nouvelle exposition temporaire consacrée au rôle des femmes durant la Seconde Guerre mondiale. De l’effort de production à la Résistance, en passant par la survie quotidienne face aux pénuries et à la répression, elle met en lumière des parcours féminins essentiels, longtemps restés dans l’ombre».
*
*   *
antes veja 

«Normandie, quand la culture célèbre les femmes - À l’occasion de la Journée internationale des droits des femmes et de la lutte contre les violences faites aux femmes, la Normandie met les femmes au cœur de sa vie culturelle»

Aquide lá:
Zinnia, 2010, Valérie Belin, exposition aux Franciscaines de Deauville du 24 janvier au 28 juin 2026

ainda: «Le 8 mars 2026, théâtres, musées, cinémas, festivals : partout, les initiatives célèbrent la création féminine, questionnent les inégalités et sensibilisent le public aux violences sexistes. La DRAC Normandie accompagne un écosystème culturel inclusif et dynamique». Ou seja, A FORÇA DA CULTURA E DA ARTE PELAS IGUALDADES.



E O DIA 8 MARÇO 2026 PROLONGA-SE | «A comemoração do Dia Internacional da Mulher e a abertura da CSW70 ocorrerão neste ano no mesmo dia, em sequência, em 9 de março de 2026, na Assembleia Geral da ONU, a partir das 9h (horário do leste dos EUA, EST), com transmissão online»

 



da ONU Mulheres _ Brasil: 
«Em 8 de março de 2026, Dia Internacional das Mulheres, a ONU Mulheres emite um alerta global: os sistemas de justiça que deveriam garantir direitos e sustentar o Estado de Direito estão falhando com mulheres e meninas em todos os lugares. No mundo, as mulheres detêm apenas 64% dos direitos legais dos homens, o que as expõe à discriminação, à violência e à exclusão em todas as etapas da vida.
Essa é uma das conclusões do novo relatório do Secretário-Geral das Nações Unidas, “Ensuring and Strengthening Access to Justice for All Women and Girls” (Garantir e fortalecer o acesso à justiça para todas as mulheres e meninas). O mesmo relatório revela que, em mais da metade dos países do mundo, 54%, o estupro ainda não é definido com base no consentimento, o que significa que uma mulher pode ser estuprada e a lei pode não reconhecer isso como crime. Em quase 3 de cada 4 países, uma menina ainda pode ser obrigada a se casar pela legislação nacional. E, em 44% dos países, a lei não determina remuneração igual para trabalho de igual valor, o que significa que mulheres ainda podem, legalmente, receber menos pelo mesmo trabalho.
“Quando mulheres e meninas são privadas de justiça, o dano vai muito além de qualquer caso individual. A confiança pública se erode, as instituições perdem legitimidade e o próprio Estado de Direito é enfraquecido. Um sistema de justiça que falha com metade da população não pode afirmar que sustenta a justiça”, afirmou a Diretora-Executiva da ONU Mulheres, Sima Bahous.
À medida que se intensifica a reação contrária a compromissos históricos com a igualdade de gênero, as violações dos direitos de mulheres e meninas estão acelerando, impulsionadas por uma cultura global de impunidade que se estende dos tribunais aos espaços online e aos conflitos. Leis estão sendo reescritas para restringir liberdades de mulheres e meninas, silenciar suas vozes e permitir abusos sem consequências. Com a tecnologia avançando mais rápido do que a regulação, mulheres e meninas enfrentam o aumento da violência digital em um cenário de impunidade, no qual autores raramente são responsabilizados. Em conflitos, o estupro continua sendo usado como arma de guerra, com os casos relatados de violência sexual aumentando 87% em apenas dois anos.
O relatório do Secretário-Geral da ONU também mostra que o progresso é possível: 87% dos países aprovaram legislação sobre violência doméstica, e mais de 40 países fortaleceram proteções constitucionais para mulheres e meninas na última década. Mas leis, por si só, não bastam. Normas sociais discriminatórias, como estigma, culpabilização da vítima, medo e pressão comunitária, continuam silenciando sobreviventes e bloqueando a justiça, permitindo que até as formas mais extremas de violência, incluindo o feminicídio, fiquem impunes. O acesso das mulheres à justiça também é dificultado por realidades do dia a dia, como custo, tempo, idioma e uma profunda falta de confiança nas instituições que deveriam protegê-las.
Neste Dia Internacional das Mulheres de 2026, sob o tema “Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as mulheres e meninas”, a ONU Mulheres conclama a uma ação urgente e decisiva: acabar com a impunidade, defender o Estado de Direito e garantir igualdade, na lei, na prática e em todas as esferas da vida, para todas as mulheres e meninas.
A 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW), o mais alto órgão intergovernamental das Nações Unidas que estabelece padrões globais para os direitos das mulheres e a igualdade de gênero, é uma oportunidade única em uma geração para reverter retrocessos nos direitos das mulheres e assegurar justiça. “Agora é o momento de se posicionar, estar presente e levantar a voz por direitos, por justiça e por ação, para que toda mulher e toda menina possa viver com segurança, falar com liberdade e viver em igualdade”, enfatizou a Diretora-Executiva da ONU Mulheres, Sima Bahous.
A comemoração do Dia Internacional da Mulher e a abertura da CSW70 ocorrerão neste ano no mesmo dia, em sequência, em 9 de março de 2026, na Assembleia Geral da ONU, a partir das 9h (horário do leste dos EUA, EST), com transmissão online.
*
*   *


quinta-feira, 5 de março de 2026

«A MINHA CASA»

 







excerto:
«A minha casa: PÚBLICO celebra 36 anos com foco no drama da habitação
Chama-se Eduardo Souto de Moura, é um dos mais destacados arquitectos da escola do Porto, venceu o Pritzker de 2011 – uma espécie de Nobel da arquitectura – e vai será hoje o director por um dia do PÚBLICO. Na justificação que deu para ter aceitado o desafio do jornal, Eduardo Souto de Moura enalteceu a importância do tema escolhido para a edição especial de aniversário – a habitação, sem dúvida um dos maiores problemas com que a sociedade portuguesa, em especial os jovens, se debate. Mas no som que escutámos com essa justificação, o arquitecto, de 73 anos, afirma também que o desafio do PÚBLICO lhe concede a oportunidade de aprender. Uma lição de vida, portanto. (...)». Continue.


terça-feira, 3 de março de 2026

FESTIVAL MULHERES EM MARCHA |«Mulheres em Marcha nasce no Seixal, na Margem Sul, e afirma-se como o primeiro festival de artes performativas de cariz feminista neste território. Não como rótulo, mas como campo de trabalho onde a criação artística se cruza com o pensamento crítico e com o contexto em que emerge, em diálogo com as pessoas que o habitam. Pensamo-lo com periodicidade bienal, porque acreditamos no tempo longo, na insistência e na possibilidade de regresso transformado.» |7 A 20 MARÇO | ENTRADA GRATUITA




«Ano Zero. É assim que começa o Festival Mulheres em Marcha. Um começo consciente e necessário. Não porque nada tenha existido antes, mas porque sentimos que urge marcar um ponto de partida claro num tempo em que a misoginia, não sendo nova, cresce, normaliza-se e ganha espaço na sociedade portuguesa. 
Nasce da atenção ao mundo que nos rodeia, da escuta das mulheres, da percepção de retrocessos inquietantes e da convicção de que a arte continua a ser um espaço fundamental de resistência, pensamento e transformação. 
Mulheres em Marcha nasce no Seixal, na Margem Sul, e afirma-se como o primeiro festival de artes performativas de cariz feminista neste território. Não como rótulo, mas como campo de trabalho onde a criação artística se cruza com o pensamento crítico e com o contexto em que emerge, em diálogo com as pessoas que o habitam. Pensamo-lo com periodicidade bienal, porque acreditamos no tempo longo, na insistência e na possibilidade de regresso transformado.
 Neste Ano Zero escolhemos colocar a escola pública no centro, entendida como lugar concreto de encontro, imaginação e futuro. 
O Festival Mulheres em Marcha acontece com o apoio da Câmara Municipal do Seixal e a parceria dos Estúdios Victor Córdon. Um reconhecimento da importância de criar espaço para práticas artísticas que interrogam o presente e ousam imaginar futuros mais justos.
Este é o Ano Zero. Um gesto inaugural. Um passo em frente. Um festival que caminha porque estar em marcha é, antes de tudo, uma condição. As mulheres estão e continuarão em marcha!».



Veja no site


«O estudo mostra que, embora Portugal esteja à frente, a igualdade plena está longe de ser alcançada. “Não chegamos à paridade. Continuamos perante uma disparidade de género muito acentuada”»

 



Sobre o Relatório no semanário Expresso,
 de André Manuel Correia: «Portugal é o país europeu com mais mulheres inventoras». Se tiver acesso é aqui. De lá:

«(...) Parte desta liderança portuguesa pode ser explicada pelos setores em que a participação feminina é mais significativa. Cristina Lopes Margarido sublinha áreas como indústria farmacêutica, biotecnologia, química e ciências da vida: “Há uma grande participação das mulheres nessas áreas. Isso explica até certo ponto o desempenho de Portugal, porque temos mais atividade inventiva precisamente nesses sectores”.

O estudo mostra que, embora Portugal esteja à frente, a igualdade plena está longe de ser alcançada. “Não chegamos à paridade. Continuamos perante uma disparidade de género muito acentuada”, observa a especialista, frisando que a diferença entre homens e mulheres no patenteamento ainda é significativa.

“À medida que a carreira evolui, notamos a falta de mulheres nas hierarquias e nas posições de liderança”, nota Cristina Lopes Margarido. E apesar de uma forte presença feminina ao nível do doutoramento, as mulheres continuam sub-representadas entre os doutorados com atividade de patenteamento, mostrando que a distinção entre ciência académica e inovação patenteada é nítida. “O potencial inventivo das mulheres é comparável ao dos homens nas publicações científicas. Aí, praticamente não há diferença de género”, explica. Todavia, a desigualdade torna-se mais evidente quando a investigação é transformada em patente ou produto inovador.

Apesar do crescimento da participação feminina nas equipas de investigação, as mulheres continuam a surgir com muito menor frequência como inventoras únicas nos pedidos de patente europeia. O dado sugere que a desigualdade não está apenas na presença, mas também no reconhecimento formal da autoria inventiva.(...)».