O estudo mostra que, embora Portugal esteja à frente, a igualdade plena está longe de ser alcançada. “Não chegamos à paridade. Continuamos perante uma disparidade de género muito acentuada”, observa a especialista, frisando que a diferença entre homens e mulheres no patenteamento ainda é significativa.
“À medida que a carreira evolui, notamos a falta de mulheres nas hierarquias e nas posições de liderança”, nota Cristina Lopes Margarido. E apesar de uma forte presença feminina ao nível do doutoramento, as mulheres continuam sub-representadas entre os doutorados com atividade de patenteamento, mostrando que a distinção entre ciência académica e inovação patenteada é nítida. “O potencial inventivo das mulheres é comparável ao dos homens nas publicações científicas. Aí, praticamente não há diferença de género”, explica. Todavia, a desigualdade torna-se mais evidente quando a investigação é transformada em patente ou produto inovador.
Apesar do crescimento da participação feminina nas equipas de investigação, as mulheres continuam a surgir com muito menor frequência como inventoras únicas nos pedidos de patente europeia. O dado sugere que a desigualdade não está apenas na presença, mas também no reconhecimento formal da autoria inventiva.(...)».

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