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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

«Costumes and Pictures: O Vestuário na obra de Paula Rego»

 


Paula Rego | Lição de costura, 1986 | Tinta acrílica sobre papel montado em tela, 125x150 cm |Coleção particular em depósito Fundação D. Luís I/ Casa das Histórias Paula Rego | Inv. P307DEP

Costumes and Pictures:
O Vestuário na
 obra de Paula Rego

Curadoria: CATARINA ALFARO

«Aos 16 anos, Paula Rego parte para Inglaterra a fim de completar a sua formação e, por decisão do pai, frequenta a escola The Grove, na região de Kent. Trata-se de uma finishing school, uma escola exclusivamente feminina, destinada a meninas da sociedade que eram aí educadas para serem boas esposas e donas de casa. Terá sido aí que aprendeu a costurar e a bordar, o que lhe permitiu fazer os seus “arranjos” de costura sempre que necessário. O seu encontro, nos anos 1950, com as últimas tendências da moda londrina, é descrito com entusiasmo nas cartas para a mãe (apresentadas na vitrine 1), onde manifesta a sua intenção de se vestir como as raparigas da capital inglesa. Paula desenha calças cigarrete, argolas compridas e sabrinas, descrevendo ao pormenor, através de desenhos, as peças de roupa que lhe parecem essenciais para acompanhar o último grito da moda. Nessa correspondência é referida uma ida a Paris, em abril de 1953, onde comprou novos acessórios de acordo com as novas tendências parisienses e cortou o cabelo, “pois a moda é definitivamente de cabelos curtos”, escreve.(...)». Continue a ler.

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Sobre a Exposição há um trabalho 
no Público, a não perder 


Na pintura de Paula Rego as
histórias podem nascer dos vestidos
 e não vivem sem eles

Exposição mostra têxteis saídos do atelier da artista ao lado de obras em que aparecem. Estão lá o figurino preto de gola rendada da sua Jane Eyre e a saia ao xadrez que vestiu ao Padre Amaro.


Começa assim:
Muitos foram comprados em lojas de segunda mão, outros em teatros que se separavam de figurinos que, provavelmente, não teriam espaço para guardar. Uns foram adquiridos em viagens, outros oferecidos por quem a conhecia bem. Quando morreu, em 2022, Paula Rego tinha no seu estúdio de Camden, Londres, centenas de vestidos, adereços e outros objectos com que encenava as histórias que, depois, haveria de contar sobre tela ou papel. Centenas de peças que ajudariam a dar forma aos seus “bonecos”, assim lhes chamava, e às composições em que moravam, tudo para que ela dissesse o que queria dizer e o fizesse, sempre, de forma absolutamente livre.
Costumes and Pictures: O vestuário na obra de Paula Rego é a exposição que até 15 de Março mostra na sala zero da Casa das Histórias uma série de peças de roupa que nas suas mãos se transformaram em instrumentos de trabalho, em pretextos para efabular.
“Às vezes, a Paula queria trabalhar e não tinha uma história à mão… Nessas alturas, costumava contar, pedia à Lila [Nunes, sua modelo de sempre] que pusesse um vestido e a história aparecia”, lembra Catarina Alfaro, coordenadora da programação deste museu de Cascais consagrado à pintora portuguesa que se radicou no Reino Unido a partir da década de 1950, sem nunca ter perdido a ligação ao país em que nasceu e onde passava grandes temporadas em família. (...)».






domingo, 10 de agosto de 2025

« Mais do que uma exposição sobre a arte de Paula Rego, “The Anthony Rudolf Collection” é, sobretudo, um testemunho sobre uma extraordinária relação profissional e amorosa»

 

Temos este trabalho no semanário Expresso:
se tiver acesso: veja aqui
De lá
«(...) Anthony e Paula tornaram-se companheiros em junho de 1996 — ele prefere a palavra portuguesa ‘namorados’, “bem mais ternurenta e adorável”. No outono desse ano, ele tornou-se igualmente no modelo dela. Esta relação romântica e artística (Paula usava a palavra “cumplicidade”) iria perdurar até ao fim da vida dela, 26 anos mais tarde. “Três semanas antes de morrer [em 8 de junho de 2022], Paula ainda desenhou um sketch meu na pele de Branwell Brontë, com as minhas próprias roupas e apenas uma garrafa como adereço”, recorda. (...)».


terça-feira, 29 de outubro de 2019

SERRALVES | «Paula Rego. O Grito da Imaginação»



PAULA REGO. O GRITO DA IMAGINAÇÃO.
DE 25 OUT 2019 A 08 MAR 2020

«O núcleo de obras de Paula Rego na Coleção de Serralves, realizadas entre 1975 e 2004, será o ponto de partida para a concretização de uma exposição monográfica intitulada "Paula Rego. O Grito da Imaginação”. 
Esta  mostra trará a artista de volta a Serralves depois da referencial exposição que o Museu organizou em 2004. A exposição que agora se apresenta vai habitar a Casa de Serralves e reúne trabalhos representativos de vários períodos da obra desta autora que definiu um novo paradigma na pintura portuguesa contemporânea.
"Paula Rego. O Grito da Imaginação” integra também duas séries de gravuras, "Pendle Witches” (1996) e "Shakespeare’s Room” (2006) do espólio da Casa das Histórias Paula Rego (e propriedade da Câmara Municipal de Cascais), reforçando o pano de fundo desta mostra que incide sobre a capacidade da arte, nomeadamente na sua vertente figurativa, revelar universos onde a surpresa e o espanto se ancoram nos mais básicos e fundamentais anseios da sociedade contemporânea, do papel da mulher nesse universo e, finalmente, da capacidade da arte questionar o quotidiano». Saiba mais.