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domingo, 14 de setembro de 2025

PARA QUANDO «A FORÇA DA CULTURA E DAS ARTES» NA LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA? | com projetos permanentes, continuados e sistemáticos ... | NÃO RESOLVE, MAS CERTAMENTE QUE CONTRIBUI PARA SE LUTAR CONTRA ESTA «EPIDEMIA»

 


A notícia da imagem é do semanário Expresso,
 em trabalho de Marta Gonçalves,
e é de lá o excerto seguinte.

«Queixas de violência doméstica aumentam 26%: polícias registam mais de 21 mil vítimas deste crime em apenas seis meses do ano

«(...) À data de 10 de setembro, esta quarta-feira, estavam aplicadas pelo menos 1662 medidas de coação relacionadas com o crime de violência doméstica, confirmou ao Expresso a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais. Cerca de um quarto (403) encontra-se com a mais gravosa, a prisão preventiva. No entanto, não significa que ao longo de 2025 só tenham estado estas pessoas em preventiva, uma vez que muitas medidas de coação podem já ter sido cumpridas, alteradas ou revogadas.

Há ainda 893 pessoas com vigilância eletrónica, as chamadas “pulseiras eletrónicas”, que fiscalizam à distância o cumprimento da medida de coação. Por último, estão também aplicadas 366 medidas de coação de proibição ou imposição de condutas sem vigilância eletrónica. Por exemplo, pode ter sido decretado o afastamento da vítima mas ter sido considerado que não era necessário controlar o cumprimento da decisão.

“Estes dados conjugados devem preocupar-nos, talvez importe olhar para outros fenómenos criminais e perceber se estamos também perante uma sociedade mais violenta”, diz Moyano Marques. “Tem havido uma evolução muito significativa no combate à violência doméstica. O sistema que está montado para prevenir e combater é robusto. O esforço tem sido feito e tem dado resultados.”».

*
*   *

Ganhar a batalha contra este flagelo como se constata é caminho longo e difícil. Certamente que todos concordaremos que devemos lançar mão de tudo o que está ao nosso alcance para vencermos esta luta. A nosso ver, não temos explorado como podíamos «a força da cultura  e das artes» nesse esforço. Chegou a haver projetos na esfera do Ministério da Cultura/DGARTES com esse propósito no que se era acompanhado pela CIG. O que será feito disso? Aproveitamos para lembrar o impacto do trabalho de IBSEN nas Politicas Públicas, e naturalmente vem logo ao decima a sua CASA DE BONECAS.



Resumo

«Tenho de saber quem tem razão: a sociedade ou eu.«
Nora vive o sonho burguês do final do século XIX: casada com um quadro superior num banco, tem 3 filhos e vive uma vida desafogada.
No entanto, esconde um segredo que, se descoberto, pode destruir este idílio e atirá-la para as mãos da justiça, condenando assim a família à desgraça.
O terror anunciado chegará através de um homem sinistro, impondo uma revolução indesejada, mas inevitável, na vida e na consciência desta mulher.
Levada à cena pela primeira vez em 1879, Casa de Bonecas chocou a sociedade da época pela exploração realista que faz do lugar da mulher na sociedade e na família, e pela denúncia da falsa moralidade que lhe é imposta.
A discussão em torno da ação transbordou dos palcos para os jornais e salões da época e confirmou Ibsen, obreiro de uma extraordinária modernização do teatro, como um dos dramaturgos mais influentes da literatura ocidental
. Saiba mais.



Uma vez mais, à consideração da Senhora Ministra que se ocupa da Cultura e, embora não apareça na designação do Ministério, ao mesmo tempo da IGUALDADE. Quem sabe, boa circunstância para se fazer o que ainda não foi feito ... . 


domingo, 25 de outubro de 2020

PAULO JORGE PEREIRA | «Murro no Estômago»

 


RESUMO

"Mais de 500 mulheres nos últimos 15 anos. Na esmagadora maioria, as vítimas são mortas por homens em contexto de relações de intimidade ou familiares. Paulo Jorge Pereira reúne, neste livro, as histórias de vítimas e sobreviventes.

Relatos emocionantes, duros e crus na primeira pessoa; exemplos deixados com a esperança de que a história de quem os lê possa ser diferente. A estas histórias juntam-se, pela primeira vez em livro, os testemunhos de profissionais que combatem o fenómeno e se empenham na defesa de quem sofre.

Murro no Estômago apresenta a violência doméstica sob diferentes perspetivas e numa dimensão inédita. Este livro é um apelo à ação, para que todos saibamos como podemos ajudar. Está nas mãos de todos nós acabar com o fenómeno da violência doméstica.

Com a participação de:
• Ana Teresa Silva
• Aurora Dantier
• Carlos Farinha
• Carolina Reis
• Cátia Rodrigues
• Cristina Soeiro
• Daniel Cotrim
• Maria Fernanda Alves "

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Sobre o livro de Filipe Garcia no Expresso Curto de 23/10/2020:






segunda-feira, 25 de novembro de 2019

«O chefe da ONU afirma que “a violência sexual contra mulheres e meninas está enraizada em séculos de dominação masculina.” Para ele, “as desigualdades de gênero que alimentam a cultura do estupro são essencialmente uma questão de desequilíbrios de poder”»

«Para o secretário-geral da ONU, António Guterres, a violência contra as mulheres estão “entre as violações de direitos humanos mais horríveis, persistentes e generalizadas do mundo.”
Em todo o mundo, uma em cada três mulheres e meninas é vítima de algum tipo de agressão. Esta segunda-feira, 25 de novembro, marca o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. (...)». Continue a ler e a ver.


E do site da UN Women:
«(...)
 3. Redefine masculinity.
Take a critical look at what masculinity means to you and how you embody it. Self-reflection, community conversations, and artistic expression are just some of the tools available for men and boys (as well as women and girls) to examine and redefine masculinities with feminist principles.

4. Stop victim-blaming.

Because language is deeply embedded in culture, we may forget that the words and phrases we use each day shape our reality.
Rape-affirming beliefs are embedded in our language: “She was dressed like a slut. She was asking for it,”
It is part of popular song lyrics: “I know you want it.”
It is normalized by objectifying women and calling them names in pop culture and media.
You have the power to choose to leave behind language and lyrics that blame victims, objectify women and excuse sexual harassment. What a woman is wearing, what and how much she had to drink, and where she was at a certain time, is not an invitation to rape her. (...)». Leia na integra.



quinta-feira, 7 de novembro de 2019

«Rasgar Silêncios - Escrita Autobiográfica com Sobreviventes de Violência»






«“Rasgar Silêncios” é um projeto de empoderamento de sobreviventes de violência doméstica e de género através da metodologia da escrita autobiográfica (ferramenta utilizada para ultrapassar situações traumáticas). Pretende-se que a partir das oficinas de escrita autobiográfica seja criado um espetáculo teatro-multimédia cujo material dramatúrgico serão textos escritos por sobreviventes de violência doméstica e de género, promovendo assim uma maior consciencialização da comunidade para esta problemática. Está prevista a conceção de um kit de ferramentas para técnicos de apoio à vítima e outros profissionais de 1ª linha sobre como utilizar esta metodologia durante as sessões de apoio.”». Saiba mais.

A propósito, na TSF: 



Pode ler/ouvir aqui

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

«Em quatro anos as forças de segurança registaram 114 mil avaliações de risco de violência doméstica. Desse total, em cerca de 74% dos casos os agressores usaram violência física contra a vítima. E em 8,5% foi usada a força física também contra crianças, ou seja, 9697 menores sofreram agressões em contexto de violência doméstica»

Primeira página do Público de 30 OUT 2019

E sobre a matéria no Público online:

«Violência doméstica: quase 10 mil crianças agredidas em quatro anos

Psicólogo António Castanho analisou números da secretaria-geral do Ministério da Administração Interna na conferência internacional sobre violência doméstica. Em 114 mil avaliações de risco, 74% dos agressores usaram força física e 8,5% dos casos atingiram crianças. Mais de 9200 mulheres estavam grávidas ou tinham filhos com menos de 18 meses».

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

UM NOVO CICLO PARA O «EM CADA ROSTO IGUALDADE»




O blogue em Cada Rosto Igualdade começou em fins de 2011, na esfera da actividade da Equipa Interdepartamental para Igualdade na Cultura, podendo ser visto como um dos contributos da pessoa indicada pela DGARTES para a integrar. Ao principio pensou-se que seria Privado, mas depois concluiu-se que era útil ser Público, e até veio a integrar o V Plano Nacional Para a Igualdade. Este contexto terminou,  e hoje o Em Cada Rosto Igualdade inicia uma nova vida: com as mesmas preocupações e o mesma ambição de qualidade.Talvez menos «institucional», quiçá com mais «ponto de vista» ..., o caminho que formos fazendo o determinará. Mas quase contrariando o que se acabou de dizer, insistamos no institucional,   na Convenção Istambul CONVENÇÃO DO CONSELHO DA EUROPA PARA A PREVENÇÃO E O COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES E A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. Estamos num drama que convoca a ação de todos. Veja-se post recente do anterior ciclo do Em Cada  Rosto Igualdade -  «Dois homicídios de mulheres em menos de 24 horas» -, atente-se  na campanha em curso no nosso País: A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA É CRIME | #DitadosImpopulares.




E no dia 11 passado na comunicação social:


Leia aqui


Querendo nós apostar na força da cultura e das artes para as mudanças necessárias -  também  na esfera da violência doméstica - uma sugestão: inventariar as criações que existam - no teatro, no cinema, na dança, na música, nas artes plásticas, ... centradas nas igualdades - que pudessem de forma intencional percorrer o território. Por exemplo, obras feministas, sobre os direitos humanos, o envelhecimento, a homofobia, o racismo e ... tantas outras causas. Não será por acaso este espectáculo.  Mas teremos que ambicionar para lá do casuístico, em alternativa, prosseguir um programa continuado, permanente e sistemático.  E neste quadro no Teatro sempre nos ocorre o papel de IBSEN na definição das politicas públicas, e a sua Casa de Bonecas - veja, por exemplo, aqui.

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Para terminarmos este primeiro post deste nova fase continue, ou comece,  a visitar-nos,  e se tem sugestões e comentários não hesite, recebê-los será para nós um privilégio.  

Visite e Divulgue o Em Cada Rosto Igualdade