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sábado, 17 de outubro de 2026

HOJE |«Dia Mundial da Erradicação da Pobreza»


No site da CGTP: «O Dia Mundial da Erradicação da Pobreza, assinalado no dia 17 de Outubro em todo o mundo, constitui uma oportunidade para reflectir sobre a dimensão e a melhor forma de combater este fenómeno que aflige uma parte significativa da humanidade, mas também para ponderar as suas causas.
Portugal continua a registar uma distribuição cada vez mais desigual da riqueza produzida e taxas de risco de pobreza demasiado elevadas, incluindo entre os trabalhadores no activo. A erradicação da pobreza é um combate persistente que tem que ser articulado com a defesa e promoção dos direitos laborais, sociais e das Funções Sociais do Estado.
Segundo dados do INE, em 2025, 19,7 % da população portuguesa estava em risco de pobreza ou exclusão social, o equivalente a cerca de 2,1 milhões de pessoas. Destes, 40,2 % das pessoas em risco de pobreza ou exclusão social, combinando a pobreza com a taxa de privação material severa e a intensidade laboral per capita muito reduzida, trabalham a tempo inteiro. Ter um emprego e receber um salário devia ser suficiente para garantir uma existência digna, profundamente ligada a serviços públicos essenciais, a uma habitação condigna, a uma alimentação adequada, e à efectiva inclusão social, como determina a Constituição da República Portuguesa. Ter um emprego já não é suficiente para evitar que um em cada quatro trabalhadores consigam escapar da armadilha da pobreza. (...)». Continue.
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Outubro 13, 2026

«Em Portugal, cerca de 1 milhão e 995 mil pessoas encontravam-se em risco de pobreza ou exclusão social em 2025, o equivalente a 18,3% da população. Apesar da redução face ao ano anterior, os dados revelam desigualdades persistentes e situações de agravamento em determinados grupos da população.

O relatório “Pobreza e Exclusão Social em Portugal 2026”, elaborado pelo Observatório Nacional de Luta Contra a Pobreza da EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza, analisa os indicadores mais recentes sobre a pobreza no país, com base no Inquérito às Condições de Vida e Rendimento de 2025, relativo aos rendimentos de 2024.

A publicação acompanha a evolução dos principais indicadores nacionais e identifica os grupos da população mais expostos à pobreza. Analisa também as desigualdades entre regiões, as condições de vida das pessoas em situação de pobreza e o papel das prestações sociais na redução das desigualdades.

Entre os resultados, destaca-se o agravamento do risco de pobreza ou exclusão social nas famílias monoparentais, que atingiu 40,7%, e a situação das pessoas que vivem em territórios com maior vulnerabilidade social.

O relatório dedica ainda atenção ao impacto dos custos da habitação. Quando estes encargos são considerados, a taxa de pobreza sobe de 15,4% para 26,8%, o que evidencia a pressão das despesas habitacionais sobre os rendimentos das famílias.

A publicação é acompanhada por uma infografia que reúne os principais indicadores e facilita a consulta dos resultados».

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De lá:«Assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza é recordar que a pobreza não é apenas uma condição económica. É também uma limitação à liberdade, à dignidade e às oportunidades de cada pessoa.
De acordo com os dados mais recentes, cerca de 1 milhão e 660 mil pessoas estão em risco de pobreza no nosso país. Embora, pela primeira vez desde 2015, o número de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social tenha descido abaixo dos dois milhões, estes números devem continuar a interpelar-nos.
Mais do que números, falamos de pessoas.
De crianças que ainda não tiveram oportunidade de escolher o que querem ser. De jovens que não conseguem projetar o seu futuro. De idosos que contribuíram toda a sua vida e que merecem viver a sua longevidade com dignidade. De pessoas que trabalham e que, ainda assim, vivem na pobreza.
Numa sociedade democrática, ninguém deve viver sem condições para satisfazer as suas necessidades essenciais, sem acesso à habitação, à saúde, à educação ou a um trabalho digno.A pobreza não pode ser encarada como inevitável.
Criar riqueza e proteger quem mais precisa são duas faces da mesma moeda. Uma sociedade justa exige o compromisso de todos para que ninguém fique excluído».



quarta-feira, 20 de maio de 2026

«Uma em cada 20 crianças pobres teve fome e não comeu por falta de dinheiro»

 

capa do jornal Público de hoje




Excertos: «(...) A escolaridade, por seu turno, continua a desempenhar um “papel importante na mitigação da transmissão intergeracional da pobreza e o rendimento está relacionado com a frequência da creche e pré-escolar — em 2024, cerca de uma em cada dez crianças com idades até aos 5 anos não frequentou, pelo menos, 30 horas semanais de ensino pré-escolar ou creche”. Esta proporção foi quase o dobro entre as crianças que vivem em agregados em situação de pobreza (18,5%) face às crianças que vivem em agregados não pobres (9,8%).
“Sabemos que estas crianças estão a crescer na pobreza e que isso vai condicionar o seu percurso escolar, o que, por sua vez, condiciona o seu percurso adulto. Enfim, uma das maneiras de resolver a pobreza infantil é, obviamente, dar mais dinheiro às famílias que têm crianças e que são pobres”, desenvolve ainda a economista, admitindo estar a “lançar uma ideia provocadora para cima da mesa”, mas, ainda assim, reconhecendo que as “transferências sociais que são exclusivamente focadas nas crianças pobres são transferências muito pouco ambiciosas”.

Por outras palavras: “Se olharmos para o valor do rendimento social de inserção, do abono de família ou da garantia para a infância percebemos que estas transferências sociais servem para mitigar a situação de pobreza. Ou seja, estas famílias ficam menos pobres se receberem este dinheiro, mas não deixam de ser pobres.” (...)».
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Assim, não nos falem em
 «ELEVADOR SOCIAL»




sexta-feira, 17 de outubro de 2025

«Neste Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, vamos rejeitar o estigma e a discriminação. Vamos apoiar as pessoas que vivem na pobreza e agir com solidariedade para acabar com a pobreza de uma vez por todas»

 




O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza deste ano convoca a todos a acabar com os maus-tratos sociais e institucionais às pessoas que vivem na pobreza – e a honrar a promessa dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de erradicar a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.

Isso requer políticas que não deixem ninguém para trás: 

  • cuidados de saúde e habitação acessíveis;
  • trabalho decente e salários justos;
  • proteção social universal;
  • segurança alimentar;
  • educação de qualidade; e
  • financiamento que funcione para os países e as comunidades.

Neste Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, vamos rejeitar o estigma e a discriminação. Vamos apoiar as pessoas que vivem na pobreza e agir com solidariedade para acabar com a pobreza de uma vez por todas.

 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

«O Combate à pobreza é um dever de todos.»

 


«De acordo com o compromisso assumido no Programa do XXII Governo Constitucional de lançar uma Estratégia Nacional de Combate à Pobreza, no âmbito do Pilar Europeu dos Direitos Sociais, foi criada uma Comissão de Coordenação que será responsável pela preparação de uma proposta da referida Estratégia.

Esta proposta deve integrar medidas concretas, cruzando diferentes instrumentos e dimensões de política pública, integrando transversalmente todos os públicos, da infância à velhice, incluindo os mais vulneráveis, e criando, em particular, um quadro de monitorização único da evolução dos indicadores.

Pode também contribuir para esta estratégia https://portugalmelhor.gov.pt/»