SINOPSE
Portugal, anos de fascismo. As vidas de três mulheres vão-se desvendando, inscritas num tempo com pouca cor, sob o olhar vigilante da polícia política e de uma moral repressiva, num país sob a sombra da guerra colonial e já farto da ditadura.
Por um acaso do destino, estas três mulheres, que tinham tudo para não se cruzar, acabarão a partilhar a mesma casa, um apartamento na Duque d'Ávila, em Lisboa. E, embora a vida de cada uma tenha seguido, até ao momento desse acaso, o seu percurso distinto, sobre todas elas pesou a pata da ditadura. Assim no-lo diz uma narradora sagaz, que vai recuperando a memória de como se vivia, alertando para os perigos de não se saber olhar para trás e lembrando Abril, esse mês em que se matou a sede. Saiba mais.
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Sobre o livro escreve Ana Bárbara Pedrosa no semanário Expresso:
«Lê-se de forma escorreita. A prosa de Alice Brito é limpa, boa, direta ao osso.
E lá dentro está o mundo: gente que, sem ascender ao épico, nos mostra o estado de um país.O leitor põe-se no cerne da ditadura salazarista, não entre os ministros ou os ativistas organizados, mas entre o povo que fazia este país. E, no mesmo movimento, Alice Brito reconstrói o passado e explica o passo a passo de como chegámos ao presente. Em vez do épico, dos chavões, do maniqueísmo, temos o delinear da forma como o autoritarismo se imiscuiu no espaço íntimo. Não só não é coisa pouca, como já é mesmo quase tudo. (...)». Se tiver acesso aqui.
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e o destaque dado a entrevista
da autora ao jornal Observador


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