terça-feira, 10 de dezembro de 2024

«Threats, violence and harassment against artists and authors in the Nordic countries»

 


Disponível aqui

«A vibrant cultural life with strenghtened conditions for cultural creators is a key aspect of Nordic cultural policy cooperation. This report presents a study on the prevalence of threats, violence, and harassment against artists and authors, conducted by Kulturanalys Norden in collaboration with eight artists' organisations in Denmark, Iceland, Norway, and Sweden.
The theme of the report is closely linked to artistic freedom, a central ideal in the cultural policies of the Nordic countries. A fundamental prerequisite for artistic freedom is that artists and authors can work freely without facing the risk of threats, violence, or harassment. Drawing on previous studies and new data from eight surveys, this report contributes new knowledge about the situation of artists and authors in the Nordic countries».


segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

ANN NAPOLITANO |«Olá, Linda»

 



«Poderá o amor curar uma pessoa ferida?
Uma história comovente sobre como é possível amar alguém, não apesar de quem a pessoa é, mas por causa disso mesmo.
William Waters cresceu numa casa silenciada pela tragédia, na qual os seus pais mal conseguiam olhar para ele, muito menos amá-lo; mas quando conhece a vivaz e ambiciosa Julia Padavano, é como se o seu mundo se iluminasse. E com Julia vem a sua família, pois ela e as três irmãs são inseparáveis: Sylvie, a sonhadora, é feliz com o nariz enfiado nos livros; Cecelia é um espírito livre, apaixonado pelas artes; Emeline cuida pacientemente de todos eles. Com os Padavanos, William experimenta um novo sentimento: ter um lar, pois cada momento naquela casa é repleto de caos amoroso.
É então que a escuridão do passado de William vem à tona, colocando em risco não apenas os planos cuidadosamente pensados por Julia para o futuro de ambos, mas também a inexorável devoção das irmãs umas pelas outras. O resultado é uma desavença familiar catastrófica que muda irremediavelmente as suas vidas.
Será a inabalável lealdade que outrora os ligava forte o suficiente para voltar a reuni-los quando é mais importante?».

sábado, 7 de dezembro de 2024

TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE | TEATRO PARA A INFÂNCIA |«Tudo tem um começo» | ATÉ 22 DEZ 2024

 


TUDO TEM UM COMEÇO

Uma criação de Pedro Proença e Teresa Gafeira

COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA

Ainfância, em si, é um começo, uma promessa para o desconhecido. Por isso as crianças querem conhecer, perceber, e efabulam sobre o que não conhecem. Como começou o Universo? Como apareceu de repente uma folha na terra? Como tive uma ideia?… Tudo está ligado: o começo, o crescimento, a explosão. Citemos um poema de Peter Handke, chamado Cancão da infância:

“Quando a criança era criança
Era o tempo das perguntas:
Por que é que eu sou eu, e não sou tu?
Por que é que estou aqui, e não ali?
Quando começou o tempo, e onde termina o espaço?
Não será a vida sob o sol um mero sonho?
Aquilo que vejo e oiço e cheiro,
Não será só a aparência de um mundo em frente ao mundo?”




sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

MAIS UMA «VISITA» À TATE | veja obras da exposição «Małgorzata Mirga-Tas» | « (...) informed by a feminist perspective and a sustained engagement with her community (...)»

 



Małgorzata Mirga-Tas, Out of Egypt from the series Out of Egypt 2021. © Małgorzata Mirga-Tas. Courtesy of the artist, Frith Street Gallery, London, Foksal Gallery Foundation, Warsaw and Karma International, Zurich. Photo: Marek Gardulski.

«(...) Born in Zakopane, Poland, Mirga-Tas grew up in a Bergitka Roma community in Czarna Góra at the foot of the Tatra Mountains, where she continues to live today. Her visual storytelling is informed by a feminist perspective and a sustained engagement with her community, challenging stereotypical representations of the Roma people. She was the first Romani artist to represent a country at the Venice Biennale, and the first to have works acquired for the Tate collection.
Mirga-Tas brings attention to the everyday life of her community. She depicts family members, collaborators, historical figures, activists and artists, working from current or historic photographs. Often making together with other women, she creates patchworks of materials including clothing, curtains, tablecloths and jewellery, which are sewn together to form what she calls ‘microcarriers of history’.
She reimagines artworks from across the centuries, including some that have presented Roma identity in negative ways, which are transformed into vibrant images of strength and dignity. Mirga-Tas also looks back to specific historical moments, including the Romani Holocaust before and during the Second World War. Combining realism with visual symbols of Romani culture, her works show the Roma on their own terms – both as a contemporary community and as a people with a rich heritage. (...)». Mais aqui.

Małgorzata Mirga-Tas, Juana Vargas de las Heras, "la Macarrona" 2023. Courtesy the artist and Frith Street Gallery, London, Foksal Gallery Foundation, Warsaw and Karma International, Zurich. Photographer: José Morón.



quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

«A COLÓNIA» | «Durante duas semanas, 18 crianças entre os 3 e os 14 anos, marcadas pela prisão dos pais e com um passado de clandestinidade e solidão, aprenderam pela primeira vez a brincar em conjunto e em liberdade»| ESTREIA HOJE | CULTURGEST |LISBOA

 



Também na plataforma SAPO: 

Após o teatro, Marco Martins vai transformar "A Colónia" num filme


O encenador e realizador falou à agência Lusa antes da estreia da peça na Culturgest, em Lisboa, que conta com presença e testemunhos de filhos de opositores da ditadura. Leia aqui

Excerto: «(...)A reportagem centra-se em duas semanas, entre julho e agosto de 1972, numa colónia de férias criada nas Caldas da Rainha, onde 18 crianças, “brutalmente marcadas pela prisão dos pais e com um passado de clandestinidade, sofrimento e solidão, aprenderam, pela primeira vez, a brincar e a ser livres”, escreveu a jornalista na reportagem.

Na base da criação da colónia esteve a Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, criada em 31 de dezembro de 1969, por um grupo de cidadãos que pretendia responsabilizar o governo e alertar a opinião pública portuguesa e internacional para a reiterada violação de direitos e liberdades fundamentais, pela PIDE/DGS, que prendia e torturava pessoas pelo simples crime de delito de pensamento.

O engenheiro e antigo presidente do Centro Católico Português, Francisco Lino Neto, o padre José da Felicidade Alves, o professor universitário Luís Lindley Cintra, a ilustradora Maria Keil, o jornalista Raul Rego, as escritoras Ilse Losa e Sophia de Mello Breyner Andresen, o ator Rogério Paulo e o engenheiro agrónomo Henrique de Barros, futuro presidente da Assembleia Constituinte, entre outros, faziam parte da Comissão que, com a Amnistia Internacional recém-criada, reuniu 18 crianças na colónia de férias naquela cidade da Região Oeste.

Na colónia trabalharam alguns católicos progressistas, como Catalina Pestana, que viria a ser provedora da Casa Pia, Felicidade Alves e Conceição Lopes, ex-monitora que entra na peça de Marco Martins. (...)».