quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

FILMES | «A MUlher que fugiu»

 


«Casada há cinco anos, a jovem Gam-hee nunca esteve longe do marido um dia que fosse. Agora que ele se ausentou numa viagem de negócios para fora de Seul, ela aproveita a ocasião para visitar três grandes amigas que há muito não vê. Cada encontro, assim como a conversa que tem com cada uma das raparigas, vai ter um forte impacto em como Gam-hee vê o seu relacionamento. Isso vai fazê-la reavaliar as escolhas feitas até aqui. 
Um filme dramático escrito e realizado pelo aclamado realizador sul-coreano Hong Sang-soo ("Noite e Dia", "Noutro País", "Sítio Certo, História Errada", "O Dia Seguinte") que arrecadou o Urso de Prata de Melhor Realizador no Festival de Cinema de Berlim. Com Kim Min-hee – musa e companheira na vida real de Sang-soo –, a assumir o papel de protagonista, o filme conta também com a participação de Seo Young-hwa, Song Seon-mi, Kim Sae-byuk, Kwon Hae-hyo, Lee Eun-mi, Kang Yi-seo e Shin Seok-ho nos papéis principais. PÚBLICO». Veja o trailer


quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

ISABEL ALLENDE | « O que pode fazer uma mulher pobre e analfabeta numa cultura machista, isolada numa aldeia da Índia? Se não consegue alimentar os filhos, como lhe vamos pedir que lute pelo feminismo? »

 

a imagem acima é um recorte da entrevista de Isabel    Allende  a  LUCIANA LEIDERFARB |  fotografia de LEONARDO CENDAMO/GETTY IMAGES

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O trabalho saiu no Expresso – na Revista a 12 DEZ 2020 – e infelizmente só está acessível a assinantes. Se puder, tente obtê-lo. Assim, apenas excertos: 


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«(...)Define o feminismo como uma sublevação contra a autoridade do homem, mas é também uma luta mais abrangente. Quer explicar?

O feminismo não é apenas uma coisa de mulheres. É a visão de um mundo diferente, em que os homens e as mulheres partilham a gestão do mundo — em que os valores femininos têm o mesmo peso que os masculinos. Por outro lado, a nova vaga de feministas jovens incorporou outros grupos oprimidos, como os LGBT, que compartem o protesto e a necessidade de mudança. Isso viu-se no Chile, quando começaram os distúrbios, em outubro do ano passado. Os protestos eram de cariz económico, com vista a mudar a Constituição e um sistema económico que cria uma imensa desigualdade, mas depois começaram a aparecer outras bandeiras de reivindicação, a do movimento feminista, a dos indígenas...

Afirma que a violência de uma sociedade se mede pela violência que exerce ou não sobre as mulheres.

Elas são os canários na mina de carvão [the canary in a coal mine]. O modo como são tratadas espelha o grau de doença de uma sociedade.

Ao falar-se de direitos humanos, estes incluem as mulheres?

Supostamente, sim. Porém, de facto, não. Cultural ou legalmente, permite-se a mutilação das meninas, o tráfico. Quando uma mulher é espancada, considera-se um assunto doméstico. Se o espancado for um homem, chama-se a isso tortura e o agressor é preso. Isto quer dizer que quando a vítima é mulher, a lei não intervém da mesma forma. Já para não falar da quantidade de femicídios que passam com total impunidade, em países aparentemente civilizados. Até há pouco tempo, se um homem matava uma mulher por motivos passionais, estes constituíam uma atenuante. (...)

O que diz às mulheres que não lutam pelos seus direitos?

Há dois tipos de mulheres nesta situa­ção. As privilegiadas, para as quais já se atingiu tudo o que era preciso — e que questionam para quê continuar uma luta tão pouco sexy. E as que não tiveram acesso à informação, aos instrumentos para pensar criticamente. O que pode fazer uma mulher pobre e analfabeta numa cultura machista, isolada numa aldeia da Índia? Se não consegue alimentar os filhos, como lhe vamos pedir que lute pelo feminismo? Se uma mulher não tem controlo sobre a sua fertilidade, como se vai defender no caso de ficar grávida após uma violação? A lei não a protege. Não somente a obriga a ter o filho como não a ajuda a educá-lo. Esse filho, se for homem, será um delinquente. Se for mulher, será mais uma vítima.

Existe o machismo no feminino?

Existe a limitação de oportunidades para formar uma consciência. E uma forma de olhar para o feminismo que exclui os homens, o que é um erro, porque os homens podem ser grandes aliados. O meu filho, por exemplo, trabalha na Fundação; o seu trabalho é ajudar as mulheres e investir na sua capacitação. Para ele, o machismo é algo exótico. Por outro lado, sociedades como a Islândia ou a Noruega, em que as mulheres estão presentes em todos os quadrantes sociais, têm um grau mínimo de machismo. E as mulheres que estão no poder agem como mulheres. O mais comum é o oposto: considerar-se inédita, única, a circunstância de uma mulher chegar a presidente ou a diretora de um banco. Para atingir estes patamares, as mulheres competem com as mesmas armas que os homens, sem os mesmos resultados.  (...)»

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

JOÃO CUTILEIRO

António Pedro Ferreira 

E da plataforma SAPO:

«O escultor João Cutileiro, que morreu hoje, em Lisboa, aos 83 anos, cortou cedo com o academismo do Estado Novo, criando uma obra que dividiu opiniões, marcada pela polémica e pela voluptuosidade dos corpos rasgados em pedra. José Pedro Croft, um dos escultores que seguiram os seus métodos, lamentou a morte “do amigo e do mestre”.

O artista, que recebeu em 2018 a medalha de Mérito Cultural, detentor de doutoramentos Honoris Causa pelas universidades de Évora e de Lisboa, assinou duas das obras mais polémicas das últimas décadas em Portugal: a estátua de “D. Sebastião”, em Lagos, e o monumento ao 25 de Abril, no Parque Eduardo VII, na capital portuguesa, sobre o qual negou sempre uma intenção fálica.

Em 2018, assinou com o Ministério da Cultura, o município de Évora e a Universidade desta cidade alentejana, um protocolo de doação do espólio e casa-atelier do artista, com a tutela a assumir a responsabilidade de dinamizar uma programação cultural e académica, com residências artísticas, exposições e formação na área da escultura em pedra.

Nascido a 26 de junho de 1937, em Lisboa, numa família antifascista, da média burguesia, João Pires Cutileiro viajou constantemente durante a infância e adolescência, devido à profissão do pai, José Cutileiro, médico da Organização Mundial de Saúde.

Em Lisboa, a família acolhia frequentemente em casa personalidades destacadas da oposição democrática e do panorama intelectual português da época, de artistas, investigadores e compositores, como Celestino da Costa, Estrela Faria, Maria Helena Vieira da Silva, Abel Manta, Avelino Cunhal, Fernando Lopes-Graça, António Pedro, entre outros.

Com apenas nove anos, em 1946, acedeu ao atelier do artista plástico, ator e escritor António Pedro que o convidou para aí desenhar. É neste local, durante dois anos, que contacta com artistas, escultores e críticos, interessados no Surrealismo. (...)». Continue a ler.


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AINDA É NOTÍCIA | «Mundial de clubes terá, pela primeira vez, uma equipa de arbitragem feminina»

 

Jornal Público | 5JAN2021



segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

BIOGRAFIA DE CESÁRIA ÉVORA

 


«É a biografia da grande intérprete de Cabo Verde, que assinala os 80 anos do nascimento e os 10 da morte da cantora em 2021».

«O livro Cesária Évora é uma das importantes biografias feitas sobre a diva maior da música cabo-verdiana, falecida em 2011. A sua leitura permitirá conhecer Cesária Évora para além das luzes da ribalta, nos bastidores, no dia a dia e na intimidade, uma preciosa contribuição da crítica genética sobre esta grande artista».

Saiba mais.


domingo, 3 de janeiro de 2021

LEMA PARA O DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES 2021 | «Women in leadership: Achieving an equal future in a COVID-19 world»


 

«The theme celebrates the tremendous efforts by women and girls around the world in shaping a more equal future and recovery from the COVID-19 pandemic.

It is also aligned with the priority theme of the 65th session of the Commission on the Status of Women, “Women's full and effective participation and decision-making in public life, as well as the elimination of violence, for achieving gender equality and the empowerment of all women and girls”, and the flagship Generation Equality campaign, which calls for women’s right to decision-making in all areas of life, equal pay, equal sharing of unpaid care and domestic work, an end all forms of violence against women and girls, and health-care services that respond to their needs.

Women stand at the front lines of the COVID-19 crisis, as health care workers, caregivers, innovators, community organizers and as some of the most exemplary and effective national leaders in combating the pandemic. The crisis has highlighted both the centrality of their contributions and the disproportionate burdens that women carry.

Women leaders and women’s organizations have demonstrated their skills, knowledge and networks to effectively lead in COVID-19 response and recovery efforts. Today there is more acceptance than ever before that women bring different experiences, perspectives and skills to the table, and make irreplaceable contributions to decisions, policies and laws that work better for all.

Majority of the countriesthat have been more successful in stemming the tide of the COVID-19 pandemic and responding to its health and broader socio-economic impacts, are headed by women. For instance, Heads of Government in Denmark, Ethiopia, Finland, Germany, Iceland, New Zealand and Slovakia have been widely recognized for the rapidity, decisiveness and effectiveness of their national response to COVID-19, as well as the compassionate communication of fact-based public health information.

Yet, women are Heads of State and Government in only 20 countries worldwide.[1]

In addition to persistent pre-existing social and systemic barriers to women’s participation and leadership, new barriers have emerged with the COVID-19 pandemic. Across the world women are facing increased domestic violence, unpaid care duties, unemployment and poverty. Despite women making up a majority of front-line workers, there is disproportionate and inadequate representation of women in national and global COVID-19 policy spaces.

To uphold women’s rights and fully leverage the potential of women’s leadership in pandemic preparedness and response, the perspectives of women and girls in all of their diversity must be integrated in the formulation and implementation of policies and programmes in all spheres and at all stages of pandemic response and recovery.

Additional information related to the United Nations Observance of IWD 2021 will be made available on UN Women’s website closer to the date. The hashtags for social media will be #IWD2021 and #InternationalWomensDay». Saiba mais.



sábado, 2 de janeiro de 2021

PRESIDENCIAIS 2021 (2) | FOI BONITA A CONVERSA HAVIDA COM O CANDIDATO JOÃO FERREIRA EM TORNO DOS DIREITOS DAS MULHERES | uma tarefa de mulheres e homens







Estivemos lá, no encontro promovido  pela Candidatura à Presidência de JOÃO FERREIRA em torno dos direitos das mulheres. Desde logo, não  pôde deixar de se reparar  na afluência, e no lado impressivo dos testemunhos com «rosto feminino»  que foram levados à conversa. Mas  ali, ao vivo, vimos também como João Ferreira conhece ao pormenor  desigualdades que afetam as mulheres, o que se passa no terreno, e isso explicará a maneira como inseriu na sua intervenção final, de forma natural, o que foi acontecendo, e que está fixado no video acima. Esteve ali de corpo inteiro, envolvido, na defesa dos direitos das mulheres como causa maior. Unificou, integrou, acrescentou, não entrincheirou: vislumbrou-se emoção e reconheceram-se  conhecimentos e competências práticas que pensamos necessárias a um Presidente da República. Por outro lado,  mostrou a campanha eleitoral como processo, com valor em si mesma, em que cada um/uma de nós pode ser protagonista.  E, sim, quantos mais votos no Candidato, no dia 24 de janeiro 2021, melhor: mais força para o que ali se desejou. Mas o que se conversou não se esgota numa eleição. Aponta para novos horizontes, novas possibilidades,  do curto ao longo prazo. Sentiu-se, arriscamos, momentos de alguma magia. E alegria. No conjunto, nestes dias cinzentos,  um bálsamo, para a vista  e para o pensamento...Para um élan revigorado  na luta pela(s) igualdade(s).  Uma tarefa de todos e todas, ou seja, de homens e mulheres, como sublinhou o Candidato.