Este livro reúne uma mão cheia de quadras populares, colhidas de norte a sul do país, e revelam o peculiar sentido de humor do povo português. Ilustração de Fedra Santos.
Plano Nacional de Leitura — LER+
Livro recomendado para Educação Pré-Escolar, destinado a leitura em voz alta.
Livro recomendado para Educação Pré-Escolar, destinado a leitura em voz alta.
Saiba mais, por exemplo, aqui
*
* *
* *
o Autor José Viale Moutinho
faleceu recentemente - veja aqui
de lá: «(...)Nascido no Funchal em 1945, José Viale Moutinho foi jornalista no Diário de Notícias e Jornal de Notícias, investigador e escritor com vasta obra publicada, reconhecida em Portugal e no estrangeiro, sendo considerado um dos grandes contistas portugueses contemporâneos. (...)».
e o que Fernanda Câncio escreveu
Começa assim: «“Olha, meu amigo, afinal, este mundo não é exactamente aquilo que estávamos à espera.” A frase, entre aspas, assinada “JVM”, acolhe o visitante do blogue com o seu nome, José Viale Moutinho, como o texto que, designado de “arremedo autobiográfico”, leva o título “Poderei não ter sido assim”. A data da escrita coincide com os 60 anos “ainda agora cumpridos”, em que, garante, continua “apaixonado e não só pela vida.” Mais de duas décadas depois, a jornalista a quem coube decifrá-lo para esta espécie de obituário vai encontrar ali as pistas que este madeirense, nascido a 12 de junho de 1945, “quando os canhões começavam a calar-se pela segunda vez em todo o mundo”, lhe entendeu deixar.
Que diz de si Viale? "Andei pelo mundo, entre bruxas da Chã de Ferreira e meigas galegas, escutei histórias mágicas por toda a parte, até contei caveiras nos tzompantlis e bailei o danzón em Veracruz, escrevi muitos livros, e apetece-me continuar a escrevê-los. Vivi intensamente o 25 de Abril, conheci a Liberdade. (...) Poderia contar mais coisas, mesmo sobre amigos deportados em campos de concentração nazis, mas para quê? E aqueles que ficaram pelo caminho?"
Mas vamos ao início: fruto da união de “um homem do Douro, extraordinário efabulador, desinteressado das vinhas e dos olivais da família, dele” e de “uma inglesa, que levara como dote, uns brincos de sua mãe e memórias de uma riqueza palaciana, carregada de preconceitos, inclusive de classe”, viveu desde cedo, no Norte, “entre montes de livros” e o fascínio pelos mistérios — representado pelo quarto dos santos da casa dos avós, onde ardiam velas num oratório, mais um “santíssimo exército” de santos e anjos “a vigiar a fé” da avó e de “todas as velhas murmuradeiras”. (...)».
*
* *
Outros livros




Sem comentários:
Enviar um comentário