quinta-feira, 4 de abril de 2024

SARAH BERNSTEIN |«Manual para a Obediência»

 

SINOPSE

Uma obra-prima de uma das mais estimulantes novas vozes da literatura em língua inglesa, finalista do Prémio Booker 2023. Uma jovem mulher muda-se da sua terra natal para a remota região setentrional dos antepassados, para ser governanta do irmão, recentemente abandonado pela mulher. Pouco tempo depois da sua chegada, ocorrem vários acontecimentos inexplicáveis: histeria bovina coletiva, morte de uma ovelha e do respetivo cordeiro enquanto nascia, prenhez fantasma de uma cadela, penúria de batatas…
A mulher dá-se conta de que as suspeitas sentidas pelos habitantes em relação a estrangeiros em geral parecem dirigir-se para ela com alguma intensidade, e pressente uma ameaça crescente que jaz «logo ali a seguir ao portão do jardim». À medida que a hostilidade se avoluma, empurrando os limites da propriedade do irmão, o receio da mulher aumenta: caso os rumores que correm na vila se cristalizem numa forma mais definida, o que poderá acontecer, do que serão capazes os habitantes?
Com perspicácia e lirismo, Sarah Bernstein aborda as questões de cumplicidade e poder, desenraizamento e legado. Manual para a Obediência é um romance minucioso e perturbador, uma obra-prima que confirma Bernstein como uma das mais estimulantes novas vozes da literatura em língua inglesa. Saiba mais.



«Night Trees»

 





quarta-feira, 3 de abril de 2024

É SOBRE KIM GORDON | «A ironia, a raiva, o feminismo, a ansiedade do século XXI são temas-chave de um álbum que soa tão mas tão de acordo com o ar do tempo que nos esquecemos que esta mulher tem 70 anos»



E o que escreveu João Pedro Barros

Editor Online do Expresso

numa Newsletter:


«O QUE EU ANDO A OUVIR

“The Collective”, de Kim Gordon, é rock, é hip-hop, é trap, tem como base um pesado ambiente industrial. Pode não agradar a nenhum dos fãs destes géneros, pode soar como uma manta de retalhos bizarra a um ouvinte que esteja à espera de algo reminiscente dos Sonic Youth (só me aguentei 48 palavras até mencionar a ex-banda), mas também corre o sério risco de expandir os universos sonoros de todas estas tribos.
Confesso que de início fui atropelado por este rolo compressor em forma de álbum, mas assim que passou a estranheza inicial fui absorvendo as várias subtilezas e estou rendido. Gordon utiliza as guitarras para dar textura a batidas do produtor Justin Raisen – o método de trabalho é mais ou menos explicado nesta entrevista à Blitz –, usa e abusa da distorção, do feedback e até do auto-tune, mas no meio desta amálgama consegue dar às canções um cariz pop q.b. Dei mesmo por mim a repetir em voz baixa as frases que Kim Gordon vai murmurando.
“BYE BYE”, por exemplo, é mesmo um grande single (e vejam como soa inesperadamente bem ao vivo), cuja letra se baseia numa lista de itens para levar numa mala de viagem. A ironia, a raiva, o feminismo, a ansiedade do século XXI são temas-chave de um álbum que soa tão mas tão de acordo com o ar do tempo que nos esquecemos que esta mulher tem 70 anos. No TikTok, tornou-se viral este post em que uma jovem música diz que Gordon “curou” o receio que tinha de envelhecer. O “New York Times” diz que este disco é a coisa mais “cool” (“fixe” parece-me pouco como tradução) que Kim Gordon já fez. Amem ou odeiem, mas ouçam».


segunda-feira, 1 de abril de 2024

MARIA ANDRESEN |«Sombra»

 




«Em Sombra, de Maria Andresen, encontramos uma escrita densa e matizada, estabelecendo vasos comunicantes entre o cinema, a literatura, as artes plásticas e a poesia.

Desconfia da beleza
porque ela hiberna sob a tua ânsia
porque ela hiberna sob a lua
porque ela é a esquiva»





ALDINA DUARTE | «Metade - Metade»

 



e pode (re)ver o Programa ontem exibido na RTP 2: