terça-feira, 10 de setembro de 2024

GRAÇA LOBO


 



Graça Lobo morreu. No Expresso Carla Quevedo encerra o obituário que lhe dedica assim: «Graça Lobo foi uma pessoa individual e forte num meio habitualmente constituído por grupos e companhias de teatro. Não é comum em Portugal». De lá também:

«(...) Do ar passou para o palco, nomeadamente para a Casa da Comédia, onde se estreou em 1967 com “Noites Brancas”, de Dostoievsky, com encenação de Norberto Barroca. Fez parte do Teatro Estúdio de Lisboa, de Luzia Maria Martins, na zona onde seria mais tarde a Feira Popular de Lisboa, e do Teatro Experimental de Cascais, de Carlos Avilez. Em 1979, cria a Companhia de Teatro de Lisboa juntamente com Carlos Quevedo, que viera para Portugal a convite do encenador argentino Victor Garcia. Com Victor Garcia, Graça Lobo faria “As Quatro Gémeas”, peça do autor argentino Copi.

Com a Companhia de Teatro de Lisboa, sem sede própria, em que ambos contratavam atores para os espetáculos que Carlos Quevedo encenava, Graça Lobo interpretou Joyce, Beckett, Pinter, Noël Coward, Ibsen, entre outros autores representativos do teatro contemporâneo. O último capítulo do “Ulysses” de James Joyce, em que a personagem feminina, Molly Bloom, está deitada na cama a pensar sobre o marido, o amante e a refletir sobre a sua própria vida teve estreia no Teatro São Luiz em Lisboa, em 1981. O cartaz e a cenografia eram de Júlio Pomar.

A sua dedicação à interpretação de uma personagem feminina tão complexa foi total e os resultados foram extraordinários ao ponto de um jovem jornalista se aproximar e expressar a sua admiração. Era Miguel Esteves Cardoso que no ano seguinte escreveria “Em Carne Cor de Rosa Encarnada” que teria Graça Lobo e Luís Madureira como atores. Na peça “Os Homens”, de Miguel Esteves Cardoso, Graça Lobo seria encenadora e intérprete. (...)».




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E recordamos o projeto tão discutido quanto à IGUALDADE no MINISTÉIO DA CULTURA designado «Diretoras e Criadoras nas Artes do Espetáculo na esfera do serviço Público» que aparecerá, nomeadamente, no documento que tem esta capa:
Bem vistas as coisas, temos obrigação de ir mais longe, e aproveitar  o momento para se indagar sobre o que estará a ser feito no Ministério da Cultura no que diz respeito à Igualdade entre Homens e Mulheres no setor da Cultura e das Artes. Ou seja, no âmbito disto: 

O Projeto atrás referido, tinha a ver - foi dito em ocasiões públicas -  com a criação de um Portal onde soubéssemos «tudo» sobre Diretoras e Criadoras que se tenham distinguido. Certamente que GRAÇA LOBO tinha/terá lá o seu lugar. E pronto, aqui fica, também como lembrete ao Governo e em especial à Senhora Ministra da Cultura ...



segunda-feira, 9 de setembro de 2024

O ESPECTÁCULO CONTINUA |«Natália é Quando Uma Mulher Quiser»




Em 2023 pudemos ler:«No ano em que se assinala os 100 anos de nascimento de Natália Correia, o compositor Renato Júnior musicou  alguns dos poemas mais emblemáticos da escritora e convidou algumas das melhores vozes nacionais para os interpretar em disco e em concerto.
É um concerto inteiramente alicerçado na poesia de Natália Correia, único na sua estética, e onde a Mulher tem o  protagonismo. Porque "Natália é Quando Uma Mulher Quiser”!».

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Entretanto, o espetáculo «Natália é quando uma mulher quiser» tem acontecido e está programado para diferentes palcos. Por exemplo, para os Açores:


sexta-feira, 6 de setembro de 2024

«La causa Yanomami en la mirada de Claudia Andujar»






Sobre a Exposição «Claudia Andujar y la lucha Yanomami»: «(...) Claudia Andujar - Fotógrafa brasileña reconocida internacionalmente por su compromiso con la defensa de los derechos de los pueblos indígenas, en particular el pueblo Yanomami. Nació el 22 de junio de 1931 en Suiza. Su familia judía fue diezmada en los campos de concentración nazi. Luego de sobrevivir al holocausto y lograr escapar junto a su madre hacia los Estados Unidos, en 1955 se trasladó a Brasil en donde comienza su carrera como fotógrafa. Su encuentro con la tribu Yanomami en la década de 1970 marcó un punto de inflexión en su vida y su carrera.«(...)La exhibición se estructura en dos amplias secciones: en la primera sección se despliega una mirada a la comunidad Yanomami y su visión del mundo, ilustrada a través de la obra fotográfica de la artista, las reflexiones visionarias de Kopenawa, y obras audiovisuales y dibujos realizados por artistas Yanomami. La segunda sección relata las diferentes formas de resistencia del pueblo Yanomami y de sus defensores no indígenas para detener las amenazas y violencias en la década de los setenta, cuando la dictadura militar brasileña intensificó sus planes de explotación de la Amazonía y perpetró masivas violaciones a los derechos humanos. (...)». Leia na integra.



 

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

NO MUSEU ORIENTE | «BOOK 2.0» | «Entre os vários temas que serão abordados no Museu do Oriente, em Lisboa, falar-se-á, na tarde desta quinta-feira, sobre quebrar preconceitos durante uma sessão exclusiva do Clube das Mulheres Escritoras»| 5 _ 6 SETEMBRO 2024 |LISBOA

 



«O Book 2.0 está de volta para debater os desafios do livro e da leitura em Portugal. Entre os vários temas que serão abordados no Museu do Oriente, em Lisboa, falar-se-á, na tarde desta quinta-feira, sobre quebrar preconceitos durante uma sessão exclusiva do Clube das Mulheres Escritoras. O SAPO Lifestyle quis conhecer o projeto e, para tal, falou com a sua fundadora, a escritora Filipa Fonseca Silva». Leia na integra.



quarta-feira, 4 de setembro de 2024

IMAGENS QUE NOS LEVAM A PENSAR NAS «QUOTAS» ...

 

Veja aqui


Até podemos não aderir ao contributo das «quotas» para chegarmos à igualdade entre homens e mulheres - não é o nosso caso -, mas ao olharmos para imagens como a que acima divulgamos talvez se seja levado a pensar «duas vezes»: não descurar o que se procura que provoquem. O caminho apresenta-se longo ... Estaremos  a avançar mas «a passo de caracol».