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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021
quarta-feira, 30 de setembro de 2020
domingo, 13 de setembro de 2020
«Desigualdade é obstáculo para o desenvolvimento, diz secretário-geral da ONU»
«Há cada vez mais um reconhecimento por parte de economistas, empresas e sociedade civil do mundo todo de que as desigualdades são um obstáculo ao desenvolvimento, sendo necessária uma ação global coordenada para combatê-las.
A avaliação foi feita pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, em entrevista à CNN Brasil, publicada na quinta-feira (10).
“Creio que há cada vez mais governantes que compreenderam isso, e estão disponíveis para lutar contra as tendências que inevitavelmente fazem as desigualdades aumentarem”, salientou. (...)».
terça-feira, 5 de maio de 2020
quarta-feira, 4 de março de 2020
ARTIGO DE ANTÓNIO GUTERRES | «A desigualdade de poder entre os gêneros»

Transcrição
«A desigualdade de gênero é a grande injustiça de nossa época e o
maior desafio de direitos humanos que enfrentamos. Mas a igualdade de gênero
oferece soluções para alguns dos problemas mais intratáveis de nossos tempos.
Em
todos os lugares, as mulheres estão em situação pior do que os homens –
simplesmente porque são mulheres. A realidade para mulheres de minorias,
mulheres idosas, pessoas com deficiência e mulheres migrantes e refugiadas é
ainda pior.
Embora
tenhamos visto um enorme progresso nos direitos das mulheres nas últimas
décadas, desde a abolição de leis discriminatórias até o aumento do número de
meninas na escola, agora enfrentamos um forte retrocesso.
As
proteções legais contra estupro e abuso doméstico estão sendo retiradas em
alguns países, enquanto políticas que penalizam as mulheres, da austeridade à
reprodução coercitiva, foram introduzidas em outros lugares. Os direitos
sexuais e reprodutivos das mulheres estão ameaçados por todos os lados.
Tudo
isso porque a igualdade de gênero é fundamentalmente uma questão de poder.
Séculos de discriminação e patriarcado profundamente arraigados criaram uma
desigualdade de poder entre os gêneros em nossas economias, sistemas políticos
e corporações. A evidência está em todo lugar.
As
mulheres ainda são excluídas do alto escalão, de governos a conselhos
corporativos e premiações de prestígio. Mulheres líderes e figuras públicas
enfrentam assédio, ameaças e abuso, na Internet ou fora dela. A disparidade
salarial entre homens e mulheres é apenas um sintoma da desigualdade de poder
entre os gêneros.
Mesmo
os dados supostamente neutros que fundamentam a tomada de decisões em temas
como planejamento urbano e teste de drogas geralmente se baseiam em um “padrão
masculino”; os homens são vistos como padrão, enquanto as mulheres são uma
exceção.
Mulheres
e meninas também enfrentam séculos de misoginia e o apagamento de suas
realizações. Elas são ridicularizadas como histéricas ou hormonais; são
rotineiramente julgadas por sua aparência; estão sujeitas a infinitos mitos e
tabus sobre suas funções corporais naturais; elas são confrontadas, todos os
dias, com o machismo, o ‘mansplaining’ e a culpabilização das vítimas.
Isso
afeta profundamente a todos nós e é uma barreira para solucionar muitos dos
desafios e ameaças que enfrentamos.
Tome
como exemplo a desigualdade. As mulheres ganham 77 centavos por cada dólar
ganho pelos homens. A pesquisa mais recente do Fórum Econômico Mundial diz que
serão necessários 257 anos para fechar essa lacuna. Enquanto isso, mulheres e
meninas fazem cerca de 12 bilhões de horas de trabalho não remunerado todos os
dias, o que simplesmente não é levado em conta na tomada de decisões
econômicas. (...)». Continue a ler.
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