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sábado, 27 de dezembro de 2025

«2026 International Day of Women and Girls in Science Join UNESCO on 11 February 2026 for a global event celebrating women in science and shaping a future where science and gender equality advance together»

 



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«From vision to impact: Redefining STEM by closing the gender gap

Today, women continue to represent less than one third of the world's researchers (see the UNESCO factsheet). Closing the gender gap matters not only for fairness, but also for the quality, relevance and impact of science, technology and innovation.

Building on the 2024 UNESCO Call to Action “Closing the Gender Gap in Science” and the 2025 “Imagine a world with more women in science #EveryVoiceInScience” campaign, the 2026 International Day of Women and Girls in Science shifts the focus from recommendations and reflection to showcasing existing good practices and solutions for building more inclusive Science, Technology, Engineering and Mathematics (STEM) ecosystems.

A hybrid one-day event will take place on Wednesday, 11 February 2026 at UNESCO Headquarters under the theme From Vision to Impact: Redefining STEM by Closing the Gender Gap. Organized in collaboration with Femmes@Numérique, it will place particular emphasis on new and emerging technologies and their influence on gender equality.

This celebration will bring together Member States, rising and renowned scientists (including from the L’Oréal-UNESCO For Women in Science Programme and OWSD Chapters), stakeholders from the public and private sectors, UNESCO scientific networks, journalists and students.

Key discussion areas (...)» - Continue aqui


sábado, 22 de maio de 2021

LEILA SLIMANI | «O país dos outros»




SINOPSE

Da aclamada autora franco marroquina Leïla Slimani, uma atmosférica e inquietante saga familiar que põe em relevo uma mulher enredada entre duas culturas, dividida entre a dedicação à família e o amor à liberdade com que cresceu.
Em 1944, Mathilde, uma jovem alsaciana, apaixona-se por Amine, um oficial marroquino que combate no exército francês durante a Segunda Guerra Mundial. Terminada a guerra, o casal muda-se para Marrocos e instala-se perto de Meknés. Amine dedica-se a recuperar a quinta herdada do pai, tentando arrancar frutos de uma terra pedregosa e estéril.
Enquanto isso, Mathilde começa a sentir o jugo dos costumes conservadores do novo país, tão sufocante quanto o seu clima. Nem a maternidade apaga a solidão que sente no campo, longe de tudo, num lugar que não é o seu e a verá sempre como estrangeira. 

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E da critica de Luís M..Faria no semanário Expresso da semana passada:

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Nos meses seguintes, o desespero continua, e Mathilde rapidamente conclui que o marido deixou de ser o homem que ela conheceu, transformando-se em alguém exclusivamente preocupado com trabalho. Quanto a ela, perdeu o lugar de onde era sem ganhar um novo, pois nem o país lhe pertence realmente nem ele a ela. Mathilde será sempre a estrangeira, e Marrocos será sempre o país dos outros, dos homens que esperam que as mulheres aguentem e não se queixem e das mulheres cujas expectativas também não passam daí. O alheamento estende-se a Amine, casado com uma francesa numa altura em que o ressentimento contra os colonos está em crescendo e atos como o seu são vistos de forma cada vez mais negativa. Embora continue a amar a sua mulher, também ele está longe de ser feliz. “Tinha a sensação de que a sua vida era regida por um movimento de pêndulo descontrolado. Por vezes, sentia uma necessidade violenta e cruel de regressar à sua cultura, de amar de corpo e alma o seu deus, a sua língua e a sua terra, e a incompreensão de Mathilde punha-o fora de si. Queria uma mulher parecida com a mãe, que o compreendesse nas entrelinhas, que tivesse a paciência e a abnegação do seu povo, que falasse pouco e trabalhasse muito. Uma mulher que o esperasse ao final do dia, silenciosa e dedicada, e que o observasse enquanto comia e encontrasse nisso toda a sua felicidade e a sua glória. Mathilde fazia dele um traidor e um herege.”