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sábado, 20 de maio de 2023

NO ESPAÇO ESCOLA DE MULHERES| «"dirty shoes don’t go to heaven" mistura textos da dramaturgia clássica grega que afloram o tema da mulher na sociedade clássica e com um olhar específico para os textos que foram usados e levados à cena por Fernanda Lapa, fundadora e directora da companhia Escola de Mulheres até 2020»

 

Sobre o espetáculo

«dirty shoes don’t go to heaven mistura textos da dramaturgia clássica grega que afloram o tema da mulher na sociedade clássica e com um olhar específico para os textos que foram usados e levados à cena por Fernanda Lapa, fundadora e directora da companhia Escola de Mulheres até 2020. Mais do que querer ser algum tipo de espectáculo-homenagem a uma pessoa ou a uma obra, dirty shoes (…) toma para si um assunto tão fundamental e canónico na tradição teatral ocidental, a tragédia grega clássica, como matéria de actor, primeiro, para a partir daí tratar em intertextualidade os diferentes arquétipos femininos e masculinos, trágicos, numa incursão prática sobre o imaginário da tragédia clássica e da sua iconografia, da sua função enquanto evento performativo e socializante, esboçando uma perspectiva feminina sobre a situação da personagem trágica – onde sempre estão presentes a morte e a perda como motores da lírica apiedante da tragédia.

Uma revisitação estilística de cânones temáticos e formais para a constituição de um discurso cerimonial, dramático, melodramático – no sentido etimológico da palavra – coral, brincado e jogado para dar voz à riqueza de registos e expedientes dramáticos da tragediografia grega e ao pensamento que os seus autores exercem sobre as “leis divinas” que regem a psique e a sociedade humanas.(...)».Leia na integra.


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«sobre o projeto artístico da companhia para 2023

Desenhamos para o quadriénio de 2023-2026 um projeto artístico assente na temática da MEMÓRIA, transversal a toda a atividade da Escola de Mulheres, da criação à programação. Neste ano e tendo por referência os textos da Tragédia Clássica que marcaram, desde sempre, o percurso da companhia e de Fernanda Lapa, sua directora artística até à data da sua morte em 2020, consideramos ser o momento para os revisitarmos em duas novas criações, uma pela mão de David Pereira Bastos, encenador convidado e outra pela de Marta Lapa, directora artística da companhia.

Se nesta primeira criação, dirty shoes don’t go to heaven, a dramaturgia é criada a partir dos textos clássicos de algumas das obras de Eurípides (As BacantesAs Troianas e Hécuba) e de Sófocles (Antígona), na segunda, a estrear em outubro, em coprodução com o Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, convidamos a autora Lígia Soares a escrever um texto inédito inspirado na figura das Mulheres Trágicas, uma aposta constante da companhia no fomento da escrita original para ser levada à cena.

São vários os textos de Tragédia Clássica levados à cena pela companhia com encenação de Fernanda Lapa: As Bacantes, espetáculo que marcou o nascimento da companhia em 1995, no âmbito dos encontros ACARTE; Medeia (Teatro Nacional D. Maria II - 2006) e Hécuba, o sofrimento desmedido (coprodução Escola de Mulheres e São Luiz Teatro Municipal - 2015), textos de Eurípides, autor de eleição da encenadora. O último levado à cena pela companhia, em 2017, foi As Fúrias, ou de como o pai matou a mãe, a partir de As Euménides, de Ésquilo.

Marta Lapa e Ruy Malheiro»



segunda-feira, 10 de outubro de 2022

EM CENA NA ESCOLA DE MULHERES |«AQUI, AINDA um lugar que seja delas»

 


Sinopse
«Um espetáculo em formato de Café-teatro/cabaret, ambiente bas-fond, ou nem tanto.
Um lugar de questionamento, de olhar sobre e para.
Uma criação na que se pretende celebrar, celebrar apesar da negritude da incerteza do amanhã… Uma criação na que se pretende partilhar, questionar e refletir, com o público, a pertinência do trabalho da Escola de Mulheres e do Manifesto que substancia a sua criação em 1995. A companhia impôs brechas no panorama teatral nacional, foi criada com o objetivo de reconhecer o papel da mulher nas artes em geral e no teatro em particular, trazer para a ribalta o trabalho muitas vezes ignorado ou menosprezado de encenadoras, produtoras, técnicas, entre outras. 

O que mudou desde então? O que fica por detrás do pano do agora e do amanhã?
A esperança toda numa noite… um espetáculo celebração, um espetáculo homenagem, uma festa, ou todo o contrário!». 
Saiba mais.