sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

MAIS UMA «VISITA» À TATE | veja obras da exposição «Małgorzata Mirga-Tas» | « (...) informed by a feminist perspective and a sustained engagement with her community (...)»

 



Małgorzata Mirga-Tas, Out of Egypt from the series Out of Egypt 2021. © Małgorzata Mirga-Tas. Courtesy of the artist, Frith Street Gallery, London, Foksal Gallery Foundation, Warsaw and Karma International, Zurich. Photo: Marek Gardulski.

«(...) Born in Zakopane, Poland, Mirga-Tas grew up in a Bergitka Roma community in Czarna Góra at the foot of the Tatra Mountains, where she continues to live today. Her visual storytelling is informed by a feminist perspective and a sustained engagement with her community, challenging stereotypical representations of the Roma people. She was the first Romani artist to represent a country at the Venice Biennale, and the first to have works acquired for the Tate collection.
Mirga-Tas brings attention to the everyday life of her community. She depicts family members, collaborators, historical figures, activists and artists, working from current or historic photographs. Often making together with other women, she creates patchworks of materials including clothing, curtains, tablecloths and jewellery, which are sewn together to form what she calls ‘microcarriers of history’.
She reimagines artworks from across the centuries, including some that have presented Roma identity in negative ways, which are transformed into vibrant images of strength and dignity. Mirga-Tas also looks back to specific historical moments, including the Romani Holocaust before and during the Second World War. Combining realism with visual symbols of Romani culture, her works show the Roma on their own terms – both as a contemporary community and as a people with a rich heritage. (...)». Mais aqui.

Małgorzata Mirga-Tas, Juana Vargas de las Heras, "la Macarrona" 2023. Courtesy the artist and Frith Street Gallery, London, Foksal Gallery Foundation, Warsaw and Karma International, Zurich. Photographer: José Morón.



quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

«A COLÓNIA» | «Durante duas semanas, 18 crianças entre os 3 e os 14 anos, marcadas pela prisão dos pais e com um passado de clandestinidade e solidão, aprenderam pela primeira vez a brincar em conjunto e em liberdade»| ESTREIA HOJE | CULTURGEST |LISBOA

 



Também na plataforma SAPO: 

Após o teatro, Marco Martins vai transformar "A Colónia" num filme


O encenador e realizador falou à agência Lusa antes da estreia da peça na Culturgest, em Lisboa, que conta com presença e testemunhos de filhos de opositores da ditadura. Leia aqui

Excerto: «(...)A reportagem centra-se em duas semanas, entre julho e agosto de 1972, numa colónia de férias criada nas Caldas da Rainha, onde 18 crianças, “brutalmente marcadas pela prisão dos pais e com um passado de clandestinidade, sofrimento e solidão, aprenderam, pela primeira vez, a brincar e a ser livres”, escreveu a jornalista na reportagem.

Na base da criação da colónia esteve a Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, criada em 31 de dezembro de 1969, por um grupo de cidadãos que pretendia responsabilizar o governo e alertar a opinião pública portuguesa e internacional para a reiterada violação de direitos e liberdades fundamentais, pela PIDE/DGS, que prendia e torturava pessoas pelo simples crime de delito de pensamento.

O engenheiro e antigo presidente do Centro Católico Português, Francisco Lino Neto, o padre José da Felicidade Alves, o professor universitário Luís Lindley Cintra, a ilustradora Maria Keil, o jornalista Raul Rego, as escritoras Ilse Losa e Sophia de Mello Breyner Andresen, o ator Rogério Paulo e o engenheiro agrónomo Henrique de Barros, futuro presidente da Assembleia Constituinte, entre outros, faziam parte da Comissão que, com a Amnistia Internacional recém-criada, reuniu 18 crianças na colónia de férias naquela cidade da Região Oeste.

Na colónia trabalharam alguns católicos progressistas, como Catalina Pestana, que viria a ser provedora da Casa Pia, Felicidade Alves e Conceição Lopes, ex-monitora que entra na peça de Marco Martins. (...)».



segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

CONVERSA NA BIBLIOTECA DE BELÉM |«A vida das mulheres em Portugal antes e depois de 25 de Abril» | COM MARIA ANTÓNIA PALLA |7 DEZ | 15:00 | LISBOA

 






AGUINALDO SILVA | «Meu Passado Me Perdoa»

 


«Recife, Colégio Americano Batista, 1957. A cena abre estas memórias de Aguinaldo Silva: é a eleição da Rainha da Primavera, quando os alunos votam a mais bela estudante. Esse ano, porém, a galhofa reina. Um a um os votos são apurados e não é uma garota a levar o prêmio. Quem "vence" o certame é um garoto de apenas treze anos, um dos alunos mais humildes da escola, que se torna objeto de chacota dos colegas. Pior ainda: perseguido e acuado no banheiro, onde apanha e sofre todo tipo de agressões, é resgatado por um pastor da instituição. Ao fugir para uma praça, é abordado por um desconhecido que promete consolá-lo daquele tumulto. O consolo infelizmente é outro. E faz com que aquele menino precise calar todas as humilhações experimentadas, sem poder dividir sua dor e vergonha com mais ninguém. Pois, se lhe perguntassem o motivo de tantas aflições, ele teria que responder: "Porque sou pobre, feio, esquisito e efeminado!".  Com a petulância benfazeja de quem traça o próprio caminho, Aguinaldo mergulha nas letras, tornando-se repórter policial, escritor precoce, editor de um pioneiro jornal gay — o Lampião da Esquina — e o novelista consagrado responsável por obras televisivas que fazem parte do imaginário de todos os brasileiros, como Roque Santeiro, Fera Ferida e Senhora do Destino. Da airosa cena gay no Recife dos anos 1960 aos inferninhos da Lapa carioca, das redações de jornal aos estúdios de televisão, estas memórias revisitam a vida de um dos grandes contadores de histórias surgidos no Brasil». Saiba mais.

«bondade»

«(...)  Não me agrada que a bondade, no século XXI, se tenha tornado numa atividade implementada após gestão do projeto, com fases, objetivos e balizas. Ser solidário com causas tornou-se o formato aceitável de bondade. A palavra não é sequer usada. Não se diz “seja bondoso com as pessoas sem abrigo”. O que se diz, é: contribua para a causa. Estamos todos a contribuir, mas na verdade ninguém faz nada. E os sem-abrigo continuam ao frio, de barriga cheia e com mais cobertores. Também contribuímos com as grandes campanhas de recolha de alimentos. Deixamos duas embalagens de massa e uma garrafa de azeite para o Banco Alimentar contra a Fome, à porta do supermercado. Somos mesmo bonzinhos!, podemos pensar, privadamente, comovidos com a nossa atitude desprendida. Mas pronto. Até à próxima campanha, está feito. Não querendo pôr em causa estas campanhas, que devem existir, cabe-me afirmar que é um exercício de bondade sem destino certo nem compromisso. Não alcançamos nada do que se seguirá. Confiamos nos outros. É uma ajuda abstrata.
Há uma outra forma de bondade que não desdenho, mas não me basta: defender causas nas redes sociais ou nas ruas. Manifestar apoio à defesa do meio ambiente, de uma sociedade sem racismo, sem especismo, sem diferenças de género e classe. É uma bondade que vai à base e está devidamente consagrada. Mas é fria. Tem um lado militar que não me agrada.
A isto acresce que cheguei há poucos dias de Paris, cidade que escolhi para passar uns dias de férias. Paris acabou por ser um enorme balde de água gelada. Um lugar desumanizado. Uma cidade que perdeu a bondade nos meandros da liberdade. Igualdade e fraternidade. (...)». Excerto da crónica de Isabela Figueiredo no semanário Expresso/Ideias desta semana. 

domingo, 1 de dezembro de 2024

O MDM _ MOVIMENTO DEMOCRÁTICO DE MULHERES | aprovou plano de ação para 2025

 


Movimento Democrático de Mulheres𝗟𝘂𝘁𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗨𝗻𝗲, 𝗙𝗼𝗿𝗰̧𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗧𝗿𝗮𝗻𝘀𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮igualdade, direitos, justiça social e paz

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«𝗖𝗼𝗻𝘀𝗲𝗹𝗵𝗼 𝗡𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗠𝗗𝗠 𝗮𝗽𝗿𝗼𝘃𝗮 𝗣𝗹𝗮𝗻𝗼 𝗱𝗲 𝗔𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝟮𝟬𝟮𝟱 𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘃𝗼𝗰𝗮 𝗠𝗮𝗻𝗶𝗳𝗲𝘀𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗡𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗠𝘂𝗹𝗵𝗲𝗿𝗲𝘀 𝗮 𝟴 𝗱𝗲 𝗠𝗮𝗿𝗰̧𝗼.
O Conselho Nacional do MDM aprovou hoje o Plano de Ação para 2025 e anunciou a realização da Manifestação Nacional de Mulheres a 8 de Março com desfiles marcados para Lisboa e Porto e em preparação em todos os distritos do país.
No ano em que se assinalam os 50 anos da primeira comemoração do dia internacional da mulher em liberdade e a manifestação do MDM realizada em 1975, entre a Praça dos Restauradores e a Praça do Comércio, em Lisboa, esse marco histórico não deixará de ser celebrado a 8 de março, dia em que as mulheres voltarão às ruas sob o lema “Luta que Une, Força que Transforma” por uma sociedade onde a igualdade seja vivida, os direitos respeitados, a justiça social uma realidade e a paz um compromisso comum». Saiba mais.