domingo, 16 de março de 2025

sábado, 15 de março de 2025

LEMBRETE | NÃO ESQUECER QUE ESTÁ A DECORRER A «CSW69/Beijing+30» | ou seja a «69ª sessão da Comissão sobre o Status da Mulher» das Nações Unidas

 


«A Diretora-Executiva da ONU Mulheres e Subsecretária-Geral da ONU, Sima Bahous, ao lado do Secretário-Geral, António Guterres, participam de encontro com a sociedade civil durante a 69ª sessão da Comissão sobre o Status da Mulher (CSW69/Beijing+30). Crédito: UN Photo/Evan Schneider»


De lá, da ONU Brasil, a que se refere a imagem:

«Enquanto o mundo celebra o 30º aniversário da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, Estados-Membro adotaram, por consenso, uma poderosa declaração política para respeitar, proteger e promover os direitos, a igualdade e o empoderamento de mulheres e meninas

Acolhendo a adoção da declaração política, Sima Bahous, Subsecretária-Geral da ONU e Diretora-Executiva da ONU Mulheres, afirmou: “Enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades da igualdade de gênero exige uma ação coletiva e decisiva entre os Estados-Membros, agora mais do que nunca. Num momento em que conquistas arduamente alcançadas para a igualdade de gênero estão sob ataque, a comunidade global se uniu em um ato de solidariedade por todas as mulheres e meninas, em todos os lugares”.

A declaração política reafirma os compromissos da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, adotada originalmente em 1995, na 4ª Conferência Mundial sobre a Mulher, destacando a necessidade de defender todos os direitos humanos e liberdades fundamentais de cada mulher e menina, sem exceção. Ela reforça os compromissos com as mulheres, a paz e a segurança, enfatizando a importância de integrar as vozes e a liderança das mulheres em todas as etapas da prevenção de conflitos, construção da paz e resolução de conflitos.

Também sublinha a importância de erradicar a pobreza em todas as suas formas, garantindo o direito das mulheres e meninas à educação, especialmente nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), e ampliando os investimentos públicos em sistemas de cuidados. Ainda, reconhece o vasto potencial da tecnologia, destaca a necessidade de reduzir a desigualdade digital de gênero e pede investimentos renovados em estatísticas e dados de gênero para impulsionar a formulação de políticas baseadas em evidências.

A declaração política reafirma o compromisso dos Estados-Membros em eliminar todas as formas de violência contra mulheres e meninas, incluindo formas emergentes, como violência digital, assédio online e cyberbullying. Além disso, reconhece que alcançar progresso nessas áreas exige recursos e financiamento substanciais. O documento determina o fortalecimento dos sistemas nacionais, das instituições voltadas para as mulheres e dos mecanismos internacionais, incluindo uma Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW) revitalizada, para acelerar os esforços de igualdade de gênero globalmente.

A Diretora-Executiva da ONU Mulheres acrescentou: “Nenhuma nação alcançou plenamente a igualdade de gênero até agora. Esta ousada Declaração deixa claro que os governos do mundo reconhecem 2025 como um momento crucial, em que as promessas feitas há 30 anos não podem mais ser adiadas. Ela serve como um trampolim para garantir que cumpramos nossos compromissos com a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres para todas as mulheres e meninas, em todos os lugares — e que façamos isso juntos”». 

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Ainda:




sexta-feira, 14 de março de 2025

NA PROCURARTE |«Unidas por Bissau»| 15 MAR 2025 |15:30 _ 18:00 | LISBOA





«Rodado na Guiné-Bissau, este filme instigante leva-nos a uma jornada que segue corajosas mulheres locais que desafiam as normas, afirmam o seu papel através da agroecologia, opondo-se à mutilação genital feminina e ao casamento forçado enquanto desafiam o patriarcado em todos os aspectos, criando instituições que promovem a auto-suficiência. Levando adiante o legado de Amílcar Cabral, líder da independência da Guiné-Bissau que incluiu os direitos das mulheres no centro da luta pela libertação, uma geração de mulheres em ascensão está a retomar o seu poder.
Após a exibição, propomos um djumbai (termo do crioulo guineense para conversa, convívio, roda de partilha, encontro) com membros da comunidade guineense e Livia Apa (ACEP - Associação para a Cooperação Entre os Povos)». Saiba mais.





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Procurarte

R. Neves Ferreira, 8B
Penha de França
Lisboa 1170-068
Portugal


quinta-feira, 13 de março de 2025

NO TEATRO SÃO LUIZ EM LISBOA |«Deseja-se Fernanda!»

 


«Em 2025, a Escola de Mulheres celebra 30 anos da sua criação e assinala cinco anos sobre a morte de Fernanda Lapa. O título do espetáculo não é inocente. Deseja-se Mulher, de Almada Negreiros, foi a primeira encenação profissional da Fernanda Lapa. “Como é que a Fernanda encenaria hoje um espetáculo em sua homenagem?”, interroga-se Cucha Carvalheiro, que faz a encenação de Deseja-se Fernanda!. “Obviamente recusaria tal encomenda, ainda por cima feita pela companhia que fundou… e, no entanto, para nós, seus cúmplices artísticos em tantos trabalhos, quanto desejaríamos que nos guiasse neste desafio que a Escola de Mulheres nos lançou… Deseja-se um espetáculo que, longe dos encómios e saudosismos que ela sempre recusou, celebre uma vida e obra de mérito, que ela encarou com inquietação e entusiasmo, alegria e vitalidade, humor e compaixão. E música, claro!”. Saiba mais.





quarta-feira, 12 de março de 2025

TALVEZ AGORA SERENAMENTE DISCUTIR O «WOKISMO»| ocorreu-nos ao lermos o artigo «O wokismo morreu vítima de assinatura» de Luís Pedro Nunes no semanário Expresso

 

no caderno IDEIAS do semanário Expresso de 25 FEV 2025 


O artigo ficou-nos na cabeça. E voltamos a ele. Parece-nos um verdadeiro «programa» para agora serenamente discutirmos o movimento. Li livros e opiniões sobre o assunto, alguns divulgados aqui no Em Cada Rosto Igualdade. Na comunicação social pudemos seguir reportagens, talvez a maioria sobre algo que tinha sido «caso». Assisti a conversas, e sempre fiquei com a ideia que cada um/uma tinha concepções diferentes sobre os pontos de partida para o que estava em causa. Vem-me à memória a CONVERSA DA CERCA  (que por acaso foi no Convento dos Capuchos) do Festival de Teatro de Almada do ano passado onde o assunto (o tema como agora se diz) dominou. O desacordo foi o tom, graças a Deus. Lembro que havia presentes que nem sabiam o que era aquilo de «wokismo». Cá para mim, muito prosaica, sempre me aproximei da matéria pelo lado profissional: de facto, o conceito nas suas diferentes declinações lá está na esfera da gestão, em termos conceptuais e práticos, à luz do paradigma DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. E tem expressão em Relatórios de empresas de referência - mesmo que a palavra nem apareça. Sim, houve exageros, e aponta-se por exemplo o «ME TOO», e não se lembra, ilustrando também, a IGUALDADE ENTRE HOMENS E MULHERES que caminha a passo de caracol em tantas manifestações da vida. De repente, as «vozes do silêncio», e por isso o artigo acima merece ser notado e aproveitado, Ainda por cima atravessado pelo humor ao jeito do autor. Começa assim:

«Aparentemente, o wokismo, que ia controlar as nossas mentes e fazer de nós seres temerosos de pronunciar o verbo sem que a mão da inquisição moralista dos radicais de esquerda nos queimasse nas redes sociais, desmoronou-se. Sim, a frase está longa. Mas é isto: o wokismo acabou com uma mera assinatura de marcador de Trump. Quem diz o wokismo diz o tal DEI (programa de recrutamento de diversidade e inclusão), a imposição da Teoria Crítica da Raça, o pânico de acordar vítima da cultura de cancelamento ou de ter cometido um crime de “apropriamento cultural”. Tudo o que se tinha agregado no albergue geral da “guerra cultural”. A temida investida da turba moralista, elitista, ditatorial da esquerda progressista e que a direita populista trumpista está a substituir por um “wokismo de direita” (este termo foi recentemente apresentado pela revista “The Atlantic”). Wokismo que — vamos ser sérios de uma vez por todas — Portugal nunca vivenciou. A não ser no Twitter/X e em guerras de teclado e acusações esparsas: “Isso é wokismo!”, ou “não me deixo intimidar pela cultura de cancelamento”, ou “dizer isso não é aceitável”. Uma ressalva: algumas coisas ditas woke já não são mesmo aceitáveis de se dizer. O que não tem nada que ver com ser woke. “É ter noção”, como se diz agora. Estamos enquadrados?

O wokismo, como muita coisa que degenerou, começou com boas intenções. Trump — um milionário misógino condenado por abuso sexual — convenceu parte de uma nação de que havia uma guerra contra os trabalhadores esquecidos e contra os homens brancos por parte das elites urbanas radicais do Partido Democrata. E, se calhar, havia. Não nos termos em que ele dizia. E essa opressão fazia-se pela linguagem. Eliminar a linguagem, os pressupostos que essa linguagem implicava, por exemplo na questão dos direitos, foi o que bastou para Trump ganhar a “guerra cultural”. Como muito do que está a acontecer nos EUA, não se vislumbrou qualquer #resistência. Nem nos afamados pronomes, nem nos direitos dos trans no desporto ou na polémica das casas de banho. Até Bernie Sanders, o “socialista democrata”, veio dizer que estava na hora de se largar a treta woke e virar de novo para as “pessoas comuns”. É que, sim, houve gente demonizada por usar um sombrero numa festa de tequila. Houve episódios absurdos em campus universitários ou ambien­tes urbanos “progressistas”. Visto daqui, do ponto de vista de leitor de jornal, o wokismo parecia uma máquina descontrolada de destruir reputações. Um gatafunho de Trump silenciou todo aquele poder de obliterar pessoas. Bizarro. (...)».
E termina deste modo:
«(...) O wokismo, com os tais abusos idiotas e incompreen­síveis destes últimos anos, afinal terá sido a barreira conceptual para que EUA e Rússia não tivessem exatamente o mesmo discurso ideo­lógico de domínio do homem branco e “valores morais não decadentes”. Nunca fui woke. Mas acho que a linguagem e a sociedade evoluem e os direitos humanos não são um asterisco. Mas isto que acabei de descrever, esta consonância discursiva, não pode ser um avanço nem uma vitória. É um retrocesso grunho. Podemos dizer que o woke morreu. O de esquerda. Agora está aí outra coisa. Não sei se lhe querem chamar “woke de direita”. Acho curto».
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Allô CIG - Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género - e que tal desencadear um fórum para se refletir tudo isto? Serenamente, mas  animado, onde não faltem confrontos ...

segunda-feira, 10 de março de 2025

HOMENAGEM A MARIA TERESA HORTA | 15 março 2025 | 15:00 | BIBLIOTECA DE BELÉM | LISBOA

 

VALE MESMO A PENA CELEBRAR o «8 DE MARÇO» | bastava o foco nas mulheres que a comunicação social dá a propósito do «dia internacional das mulheres» | ILUSTRAÇÕES

 


Como se vê direito a capa, e lá dentro: 

“Não se pense que está tudo resolvido”: cinco olhares sobre o que é ser mulher hoje

O Dia da Mulher assinala as conquistas na luta pelos direitos das mulheres — que não podem ser tomados por garantidos. Perguntámos a cinco mulheres, dos 21 aos 90 anos, como é ser mulher hoje.


O artigo começa assim:  Depois de terem passado ao lado da revolução sexual e de costumes que marcaram a década de 1960, as mulheres portuguesas estavam finalmente em efervescência quando, em 1975, a Organização das Nações Unidas instituiu oficialmente o dia 8 de Março como o Dia da Mulher.
“Não se pense que está tudo resolvido”: cinco olhares sobre o que é ser mulher hoje
Ainda à boleia da passagem da ditadura para um regime democrático, as mulheres começaram nesse ano a soltar as amarras que as mantinham presas ao reduto doméstico e ao papel de mães, fustigadas pelo analfabetismo, pela pobreza e por um conjunto largo de interdições que iam da impossibilidade de saírem do país sem autorização do marido à proibição de seguirem carreiras na magistratura ou na diplomacia, para apontar apenas dois exemplos. (...)».

E ainda podíamos apontar no canto direito um trabalho sobre a CHEFE MARLENE VIEIRA. 

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«O ter de se reinventar, superar as noites sem dormir - lidando com o maior dos cansaços que é a privação de sono -, as mudanças físicas e psicológicas, as alterações hormonais, tudo junto, acabou por ser um mergulho mais profundo na vida de Dânia Neto. Sempre quis ser mãe, tem dois filhos que sempre idealizou, no entanto o sonho cor de rosa não é bem como reza a história: “Aquilo que não te dizem, revela muito do outro lado da maternidade. Foi um duro choque com a realidade”. Revela que chorava todos os dias e a todas as horas e ficou mesmo sem saber se “aquilo era normal ou se estava a entrar em depressão”». Veja aqui.

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“Gostava de um dia escrever sobre a primeira mulher Presidente da República. Será que isso um dia vai acontecer?” Mónica Menezes, autora do livro “Isso não é para meninas”, expressa desta forma o desejo de olhar para o feminino e ver-lhe as mesmas oportunidades profissionais e sociais abertas aos homens. Mónica leva para a sua obra a história de 40 mulheres portuguesas que quebraram barreiras em diferentes áreas. Rosa Mota, Ana Salazar, Teodora Cardoso, Carolina Deslandes, Catarina Furtado, Maria João Pires, entre outras, povoam as páginas do livro da mulher que entrega os seus dias à escrita criativa e storytelling. Entrevistámos a autora.  Leia aqui. Mais de lá: «
Quando dizem a uma criança que ela não pode experimentar um treino de futebol porque isso não é para meninas, acho que ainda há muito caminho para fazer. Quando se ouve e lê críticas negativas porque é uma mulher que está a comentar um jogo de futebol na televisão, é um sinal de que as mentes não estão preparadas para que as mulheres também estejam em lugares que eram só permitidos a homens. Quando as mulheres continuam a ser questionadas nas entrevistas de emprego se têm filhos, se querem ter ou se são casadas, também é um entrave para carreira de uma mulher».

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A manifestação contou com Mariana Mortágua, coordenadora do Bloco de Esquerda, Isabel Mendes Lopes, líder parlamentar do Livre, Inês Sousa Real, deputada do PAN e Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP.