terça-feira, 15 de abril de 2025

ESTAMOS COM A WBCSD AO CRIAR DISTINÇÕES ESPECIAIS PARA MULHERES NA ESFERA DA LIDERANÇA | o que incluimos nas «discriminações positivas» _ para se mitigar a desigualdade de género que vem de longe de muito longe ...

 

Começa assim:

«Montreux, 2 April 2025: WBCSD is proud to announce the five distinguished recipients of the 2025 Leading Women Awards. This prestigious recognition honors outstanding female leaders who have made significant contributions to advancing corporate sustainability and driving transformation. The awards ceremony was held during WBCSD’s annual Liaison Delegate Meeting in Montreux, Switzerland.   (...)».


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Praticamente ao mesmo tempo que soubemos da noticia acima, tivemos conhecimento desta iniciativa da Ordem do Economistas do nosso País:  


«Decorreu no passado dia 4 de abril, na sede da Ordem dos Economistas, a primeira reunião do Conselho Emérito, que reuniu os economistas distinguidos com o título de Economista Emérito. Este encontro marcou o início de um ciclo de sessões de reflexão que pretendem envolver os membros eméritos na análise de temas estruturantes para a economia e para o papel da profissão na sociedade.
A reunião inaugural decorreu em ambiente reservado, contando com a presença de alguns membros dos órgãos sociais da Ordem com o objetivo de enriquecer o debate e fomentar a troca de ideias.
O tema central escolhido para esta sessão foi: "Transformações na Economia Global: o futuro a curto e médio prazo e o papel dos Economistas". Os participantes partilharam as suas perspetivas e experiências sobre os desafios e oportunidades que se colocam à economia mundial, contribuindo com reflexões valiosas que enriqueceram a discussão.
A sessão contou ainda com a presença do Editor-Chefe do jornal Expresso, João Silvestre, que ajudou a dinamizar o debate.
Pode ler o conteúdo exclusivo do Expresso aqui». 
Olhando para as fotografias, tem cabimento usar a expressão «MULHER NÃO ENTRA, OU QUASE».  Doutro prisma, será que as organizações na generalidade têm a preocupação de introduzir a «IGUALDADE E A DIVERSIDADE» no  ADN da sua gestão? Pela nossa parte, pensamos que a ORDEM devia mais do que ninguém  não se desviar desse propósito. E ter ponto de vista sobre o assunto.  Até para se contrariar o que nos chega nos dias que correm da ADMINISTRAÇÃO DOS USA. De entre as muitas notícias sobre o problema: 

E quem sabe o Conselho Emérito  vai reunir para debater esta questão por muitos e muitas considerada CIVILIZACIONAL.


segunda-feira, 14 de abril de 2025

CARLOS VALE FERRAZ (Pseudónimo de Carlos Matos Gomes _ Capitão de Abril _ que acaba de nos deixar) | «A ÚLTIMA VIÚVA DE ÁFRICA»

 



SINOPSE

«Alice Oliveira, nascida e criada no Minho, num meio pobre e sem outros horizontes a não ser o casamento com algum camponês borrachão e a criação de uma enorme e desgraçada prole, ou o trabalho duro nas fábricas locais, cedo tomou as rédeas do seu destino.
Nos anos cinquenta do século passado terá emigrado para o continente africano, pertencendo ao reduzido número de portugueses que permaneceu na antiga colónia belga do Congo após a independência.
Conhecida nesses tempos por Madame X pelas autoridades portuguesas, para quem trabalhava como informadora, e por Kisimbi, a «mãe», pelos mercenários que combatiam em prol da secessão do Catanga, ela permanece uma figura misteriosa, que ganha contornos bem definidos neste romance, A Última Viúva de África, onde se recria o percurso de vida, os motivos, os encontros e desencontros e a rede de contactos que fizeram dela a amante frustrada do continente africano, a viúva branca de um paraíso perdido com a descolonização».

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Esta a nossa  homenagem a Carlos Matos Gomes que acaba de nos deixar: «A todos os amigos e seguidores do meu pai, Carlos Matos Gomes, é com profunda tristeza que informo que faleceu hoje, 13 de Abril, no Hospital Cuf Tejo. Partiu sereno e com musicas de Abril. Direi por aqui todos os pormenores sobre as cerimonias que se seguem.
Grata a todos pelo carinho e admiração que tinham por ele». tirado do facebook.





sábado, 12 de abril de 2025

NA GULBENKIAN | «Paula Rego e Adriana Varejão _ Entre os vossos dentes »

 


«Esta exposição junta duas artistas de diferentes gerações, revisitando o seu trabalho, cruzando os seus temas e revitalizando as suas leituras.
Entre os vossos dentes é o subtítulo da exposição que reúne cerca de 80 obras de duas artistas de grande reconhecimento internacional: Paula Rego (Lisboa, 1935 – Londres, 2022) e Adriana Varejão (Rio de Janeiro, 1964). Citação de um poema de Hilda Hilst, Poemas aos homens do nosso tempo, neste verso podemos desde logo pressentir a natureza crua deste encontro. (...)

O título da exposição foi retirado de «Poemas aos homens do nosso tempo», da poetisa e romancista brasileira Hilda Hilst, escrito em 1974, numa clara alusão ao estado de ditadura em que o Brasil se encontrava mergulhado há já dez anos.
Amada vida, minha morte demora.
Dizer que coisa ao homem,
Propor que viagem? Reis, ministros
E todos vós, políticos,
Que palavra
além de ouro e treva
Fica em vossos ouvidos?
Além de vossa RAPACIDADE
O que sabeis
Da alma dos homens?
Ouro, conquista, lucro, logro
E os nossos ossos
E o sangue das gentes
E a vida dos homens
Entre os vossos dentes.
— Hilda Hilst, excerto de «Poemas aos homens dos nossos tempos», in Júbilo, memória, noviciado da paixão, 1974

quinta-feira, 10 de abril de 2025

AGORA EM SERRALVES | Zanele Muholi

 




Este post como que continuação do recente «Beleza Valente». Somos sortudos/as, agora em SERRALVES oportunidade para ali olhar e ver trabalho de Zanele Muholi -  ontem abriu esta exposição: 


«INAUGURAÇÃO: 9 ABR | 22h00 | ENTRADA GRATUITA
com DJ SET e Bar aberto


Zanele Muholi, ativista visual e artista da África do Sul, retrata nas suas obras as vidas e experiências de pessoas negras LGBTQIA+ (Lésbica, Gay, Bissexual, Transgénero, Queer, Intersexo, Agénero, Assexual), tanto no seu país natal como em várias partes do mundo. Através da fotografia, e ao longo de vários anos, Muholi tem-se dedicado a dar visibilidade a comunidades frequentemente sub-representadas ou mal compreendidas, revelando as injustiças sociais e políticas a que estão sujeitas. Com uma obra que não deixa ninguém indiferente, é, sem dúvida, uma das figuras mais admiradas da atualidade, tendo participado em inúmeras exposições individuais e coletivas, incluindo bienais de prestígio como as de Veneza e Sidney. Ao colocar as vivências e as lutas das comunidades negras e LGBTQIA+ no centro da sua prática artística, Muholi transcende o simples registo visual ou documental — na realidade, a sua obra questiona, inspira e reivindica o espaço que estas comunidades merecem no panorama global da arte e da sociedade. Além de retratar histórias de luta e resiliência, Muholi serve-se da câmara para criar autorretratos que exploram questões de raça e a força do olhar negro, entre os quais se destaca a célebre série Somnyama Ngonyama (Viva a Leoa Negra), que catapultou a sua obra para o reconhecimento internacional.

A exposição, organizada cronologicamente e estruturada em núcleos temáticos, acompanha o percurso de Muholi desde que começou a sua atuação como ativista, no início de 2000, até à atualidade. Com mais de 200 fotografias, representa a maior retrospetiva da sua trajetória até ao momento e assinala a primeira grande apresentação da sua obra em Portugal. Além de oferecer uma visão abrangente da prática de Muholi, a exposição revisita momentos marcantes da história da África do Sul, desde os anos sombrios do apartheid até à luta contínua pela igualdade e pelos direitos humanos. Em Portugal, onde o legado colonial continua profundamente enraizado na sociedade, esta mostra oferece uma oportunidade única para uma reflexão crítica sobre as implicações históricas e culturais da discriminação e opressão, enquanto nos lembra da urgência de debater questões como a identidade de género e cultural, a memória e a justiça social. (...)». Continue no site de SERRALVES.