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sábado, 22 de novembro de 2025

SERRALVES |«A Vida das Abelhas»



«(...)o trabalho de Helena Ramos destacou-se pelo seu carácter simultaneamente documental, afetivo e experimental no registo de ambientes ligados à vida noturna (festas, concertos), à arquitetura, à moda e à paisagem. A artista, com formação académica em arquitetura e experiência profissional na área do design gráfico, sublinha a porosidade entre disciplinas, fotografando arquiteturas, paisagens, objetos, animais e amigos com o mesmo olhar documental e afetivo, como se a câmara fotográfica lhe servisse para tudo conhecer amorosamente. Além disso, como testemunha exemplarmente a sua exposição no Museu de Serralves, Helena Ramos tem uma consciência aguda do papel desempenhado pela montagem na perceção das imagens, colocando em diálogo os diferentes universos em que se desloca, desta forma estabelecendo sinapses surpreendentes». Saiba mais no Roteiro da Exposição.




quinta-feira, 10 de abril de 2025

AGORA EM SERRALVES | Zanele Muholi

 




Este post como que continuação do recente «Beleza Valente». Somos sortudos/as, agora em SERRALVES oportunidade para ali olhar e ver trabalho de Zanele Muholi -  ontem abriu esta exposição: 


«INAUGURAÇÃO: 9 ABR | 22h00 | ENTRADA GRATUITA
com DJ SET e Bar aberto


Zanele Muholi, ativista visual e artista da África do Sul, retrata nas suas obras as vidas e experiências de pessoas negras LGBTQIA+ (Lésbica, Gay, Bissexual, Transgénero, Queer, Intersexo, Agénero, Assexual), tanto no seu país natal como em várias partes do mundo. Através da fotografia, e ao longo de vários anos, Muholi tem-se dedicado a dar visibilidade a comunidades frequentemente sub-representadas ou mal compreendidas, revelando as injustiças sociais e políticas a que estão sujeitas. Com uma obra que não deixa ninguém indiferente, é, sem dúvida, uma das figuras mais admiradas da atualidade, tendo participado em inúmeras exposições individuais e coletivas, incluindo bienais de prestígio como as de Veneza e Sidney. Ao colocar as vivências e as lutas das comunidades negras e LGBTQIA+ no centro da sua prática artística, Muholi transcende o simples registo visual ou documental — na realidade, a sua obra questiona, inspira e reivindica o espaço que estas comunidades merecem no panorama global da arte e da sociedade. Além de retratar histórias de luta e resiliência, Muholi serve-se da câmara para criar autorretratos que exploram questões de raça e a força do olhar negro, entre os quais se destaca a célebre série Somnyama Ngonyama (Viva a Leoa Negra), que catapultou a sua obra para o reconhecimento internacional.

A exposição, organizada cronologicamente e estruturada em núcleos temáticos, acompanha o percurso de Muholi desde que começou a sua atuação como ativista, no início de 2000, até à atualidade. Com mais de 200 fotografias, representa a maior retrospetiva da sua trajetória até ao momento e assinala a primeira grande apresentação da sua obra em Portugal. Além de oferecer uma visão abrangente da prática de Muholi, a exposição revisita momentos marcantes da história da África do Sul, desde os anos sombrios do apartheid até à luta contínua pela igualdade e pelos direitos humanos. Em Portugal, onde o legado colonial continua profundamente enraizado na sociedade, esta mostra oferece uma oportunidade única para uma reflexão crítica sobre as implicações históricas e culturais da discriminação e opressão, enquanto nos lembra da urgência de debater questões como a identidade de género e cultural, a memória e a justiça social. (...)». Continue no site de SERRALVES.



terça-feira, 29 de outubro de 2019

SERRALVES | «Paula Rego. O Grito da Imaginação»



PAULA REGO. O GRITO DA IMAGINAÇÃO.
DE 25 OUT 2019 A 08 MAR 2020

«O núcleo de obras de Paula Rego na Coleção de Serralves, realizadas entre 1975 e 2004, será o ponto de partida para a concretização de uma exposição monográfica intitulada "Paula Rego. O Grito da Imaginação”. 
Esta  mostra trará a artista de volta a Serralves depois da referencial exposição que o Museu organizou em 2004. A exposição que agora se apresenta vai habitar a Casa de Serralves e reúne trabalhos representativos de vários períodos da obra desta autora que definiu um novo paradigma na pintura portuguesa contemporânea.
"Paula Rego. O Grito da Imaginação” integra também duas séries de gravuras, "Pendle Witches” (1996) e "Shakespeare’s Room” (2006) do espólio da Casa das Histórias Paula Rego (e propriedade da Câmara Municipal de Cascais), reforçando o pano de fundo desta mostra que incide sobre a capacidade da arte, nomeadamente na sua vertente figurativa, revelar universos onde a surpresa e o espanto se ancoram nos mais básicos e fundamentais anseios da sociedade contemporânea, do papel da mulher nesse universo e, finalmente, da capacidade da arte questionar o quotidiano». Saiba mais.