segunda-feira, 30 de novembro de 2020

PARA ESTE FIM DE SEMANA PROLONGADO | UMA VEZ MAIS | «Sergei Polunin, "Take Me to Church" by Hozier. Directed by David LaChapelle»| A FORÇA DA ARTE | O CUSTO DA ARTE






Lembremos a partir da RTP:

«A história do virtuoso bailarino que arrebatou o mundo da dança e foi a mais jovem estrela do Royal Ballet… antes de decidir afastar-se.

Quando se é o melhor do mundo, o que mais há para alcançar? Para viver?!

Sergei Polunin, de 25 anos de idade, estrela mundial do bailado, definiu a sua vida através da arte, apenas para questionar a sua existência no momento de se tornar uma lenda. Abençoado com um surpreendente talento, Sergei conquistou o mundo da dança e foi o mais jovem bailarino principal do Royal Ballet. No auge do sucesso decidiu afastar-se, levado pela fama à beira da autodestruição. O seu talento acabaria por tornar-se mais um fardo do que um dom.

Este é um olhar único sobre a vida de um jovem complexo que tornou o bailado viral. Rebelde, iconoclasta, anjo do ar, Sergei transformou a forma da dança como a conhecemos. Mas o virtuosismo tem um preço alto.

Ingressando no Royal Ballet aos 13 anos de idade, o ucraniano Sergei Polunin tornou-se no mais jovem bailarino principal da companhia aos 19 anos. Dois anos mais tarde, no auge do sucesso, tomou a drástica decisão de desistir da carreira. A rigorosa disciplina que a dança clássica exige e o fardo do estrelado levou este jovem vulnerável à beira da autodestruição».




HELENA SACADURA CABRAL | «O ABC da vida»

 


Da amizade à esperança, da gratidão à fé, passando pela paciência e pela justiça… São muitos os pequenos prazeres que nos preenchem os dias, mas são preciosos e necessários os valores que guiam a nossa acção e nos ajudam a desfrutar plenamente do nosso tempo connosco e com os outros. Eterna amante da vida e indefectível optimista, Helena Sacadura Cabral partilha aqui a sua forma de estar no mundo através deste «abecedário vivo daquilo que somos e fazemos», onde o essencial é possível e a alegria de viver, regra.

«Na alegria nada é obrigatório. Não pressupõe oportunidades aproveitadas, locais especiais ou uma determinada duração. É o momento que se vive, que se sente, e tanto pode durar breves segundos, como prolongar-se numa sensação duradoura de bem-estar, que é a natureza da sua essência. Pessoalmente, entendo a alegria como uma boa gargalhada, uma sensação de prazer provocada por um raio de sol, o arrepio do início do Outono.». Saiba mais.

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NOTA DO AUTOR
«Acredito que as coisas mais belas do mundo requerem paciência, para se revestirem de um halo de esperança e entusiasmo. Muitas vezes, acreditamos que a vida nos diz «não» quando, na verdade, está apenas a pedir-nos para esperar.»




«Campanha #EuSobrevivi»

 

Veja aqui



domingo, 29 de novembro de 2020

FILME | «A Voz HUmana»

 



«Uma mulher vê o tempo passar ao lado das malas do seu ex-amante (que deveria vir buscá-las, mas nunca chega) e um cão inquieto que não entende que o seu dono o abandonou. Dois seres vivos enfrentam agora o abandono. Durante os três dias de espera, a mulher só sai à rua uma vez, para comprar um machado e uma lata de gasolina.

A mulher passa por todos os tipos de humores, do desamparo ao desespero e perda de controle. Ela veste-se todos os dias como se fosse a uma festa, e pensa em atirar-se da janela, até que o seu ex-amante lhe liga, mas ela está num estado de inconsciência devido à quantidade de comprimidos que tomou e não pode atender a chamada . O cão lambe-lhe o rosto até ela acordar. Depois de um banho frio, revigorado por um café tão negro quanto o seu estado de espírito, o telefone toca novamente e desta vez, ela atende.

A voz humana é dela, nunca ouvimos a voz do seu ex-amante. Ao início, ela finge agir normalmente e com calma, mas está sempre à beira de um ataque de nervos diante da hipocrisia e maldade do homem.

A Voz Humana é uma lição de moral sobre o desejo, embora a sua protagonista esteja à beira do mesmo abismo. O risco é parte essencial da aventura de viver e amar. A dor está muito presente no monólogo. É sobre a desorientação e angústia de dois seres vivos que sofrem com o seu mestre.

Esta curta metragem, filmada em plena pandemia, é inspirada na peça A Voz Humana, do francês Jean Cocteau (1889-1963). Tem cerca de 30 minutos e é também o primeiro filme de Almodóvar, em língua inglesa.

Tilda Swinton vive a protagonista do drama que retrata a história de uma mulher frustrada e solitária que vê o tempo a passar ao lado das malas do seu ex-amante e de um cão inquieto que não entende que o seu dono o abandonou. Dois seres vivos enfrentam agora o vazio e a loucura do abandono.

“É o primeiro filme em língua inglesa de Almodóvar mas isso não acrescenta estranheza. O cineasta retomou um texto que inspira “Mulheres à Beira de Um Ataque de Nervos” e explora o seu prazer pela relação entre cinema e teatro, como tinha sucedido em “Dor e Glória”. É um filme de personagem, de emoções e encenação, explorando o espaço cénico com visão cinematográfica. Um dos filmes mais estimulantes da seleção oficial de Veneza e é uma curta-metragem”.
– Tiago Alves e Lara Marques Pereira, Cinemax, RTP

Filme seguido de projecção de entrevista com Pedro Almodóvar e Tilda Swinton. Duração total da sessão: 1h10.Tirado daqui.





quinta-feira, 26 de novembro de 2020

«REDLIGHT: Sexualidade e Representação na Coleção Norlinda e José Lima»

 


«REDLIGHT: Sexualidade e Representação na Coleção Norlinda e José Lima

REDLIGHT, com a curadoria de Sandra Vieira Jürgens, patente no Centro de Arte Oliva até 14 de março de 2021, apresenta uma nova perspetiva sobre a Coleção Norlinda e José Lima, destacando a representação da sexualidade e do corpo, através das mais variadas práticas artísticas. Ao longo da exposição, para além das inúmeras questões que nos suscita, a mais premente está relacionada com o contexto pandémico que vivemos: Como o COVID-19 e o facto de estarmos condicionados pelo distanciamento físico vai alterar o modo como encaramos a sexualidade?

Sandra Vieira Jürgens, na folha de sala, confronta-nos justamente com esta premissa: “Falar de sexualidade e da relação entre corpos durante uma pandemia que obriga ao retraimento e mesmo à abstenção de contacto físico é também refletir sobre as consequências do distanciamento enquanto ele se exerce.” De acordo, a curadora que deu o nome à exposição de REDLIGHT, sobretudo para destacar a linha vermelha entre o contacto do corpo atual e a questão da sexualidade ainda ser um tabu na arte e na História da Arte, constrói o projeto expositivo como uma narrativa, que começou a deslindar com Dancers (1995), de Nancy Spero, uma obra que, para além de demonstrar figuras femininas da mitologia, representadas em movimento, apela à emancipação da mulher e à presença da sexualidade em toda a História da Arte, através de uma perspetiva feminista. (...)». Continue a ler.