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sábado, 2 de março de 2024

POR EMAIL LEMBRAM-NOS QUE JÁ ESTAMOS «COM A PRIMAVERA NO AR» E ENVIAM IMAGENS DE OBRAS QUE SÃO UM BÁLSAMO PARA A VISTA ...PARTILHAMOS

 

John Miller (1931-2002) Daffodils, oil on canvas,  56 x 46 cm


«Next week we open the first of two exhibitions of paintings of Giverny by Jean-Marie Toulgouat: the great-grandson of Claude Monet by marriage and the driving force behind the regeneration of Monet's gardens and studio. With over four decades of the artist's work represented, this is the largest exhibition of its kind to be presented to date.
With Spring in the air, we are taking the opportunity to look ahead to our forthcoming shows at the gallery at 12 Bury Street, St. James's».

Jean-Marie Toulgouat (1927-2006) Les Heleniums, 1988, oil on canvas, 80 x 80 cm

Veja mais




quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

ACONTECEU _ «18,4%: Una exposición contra la brecha» | AINDA A DECORRER _«Veneradas y temidas»






«(...) Hasta aquí y por sí misma, esta cita supone un paso importante hacia la igualdad de la mujer en el arte. Pero hoy, además, la muestra se ha convertido en un evento reivindicativo que forma parte de una acción de comunicación auspiciada por la propia universidad y que ha sido llevada a cabo por la agencia creativa Ernest: una selección de las obras expuestas en la muestra ha aparecido intervenida por un parche visual que ocupaba un 18,4% de su superficie. Con ello se ha querido simbolizar el porcentaje en que se reduce el precio de una obra de arte cuando está firmada por una mujer, según un estudio difundido por The Journal of Cultural Economics. (...)»

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«A través de esculturas, objetos sagrados y obras de arte de varios continentes y desde el mundo antiguo hasta la actualidad, la exposición Veneradas y temidas muestra cómo diosas, demonios, santas y otros seres espirituales han tenido un rol relevante para nuestra comprensión del mundo.

Se trata de una colaboración entre la Fundación La Caixa y el British Museum que reúne 154 piezas históricas: desde la prehistoria hasta el siglo XXI a través del diálogo con artistas contemporáneas. (...)».




sexta-feira, 6 de outubro de 2023

«JODICE - CANOVA»|«Esta exposição coloca em diálogo dois artistas italianos de épocas diferentes: um dos maiores escultores do neoclassicismo europeu e um dos maiores intérpretes da fotografia contemporânea italiana e internacional; uma união que combina o ideal e o real, o corpo e a alma, a matéria e a imagem» | NO MUSEU DE ARTE ANTIGA

 

Amore e Psiche GiacentiCréditos Mimmo Jodice


«Jodice – Canova

Exposição fotográfica de Mimmo Jodice

artes
7 setembro a 29 outubro 2023
vários horários
Museu Nacional de Arte Antiga

O Museu Nacional de Arte Antiga e o Instituto Italiano de Cultura de Lisboa apresentam a nova exposição temporária: Jodice – Canova. Exposição Fotográfica de Mimmo Jodice.
Esta exposição coloca em diálogo dois artistas italianos de épocas diferentes: um dos maiores escultores do neoclassicismo europeu e um dos maiores intérpretes da fotografia contemporânea italiana e internacional; uma união que combina o ideal e o real, o corpo e a alma, a matéria e a imagem.
Com 51 imagens a preto e branco, realizadas no início dos anos 90, Domenico “Mimmo” Jodice (n. 1934) percorre as principais etapas da produção do escultor Antonio Canova (1757-1822), num diálogo entre linguagens artísticas de grande impacto visual.
Mimmo Jodice interpreta 17 esculturas de Canova com 51 fotografias, quatro ou cinco das quais dedicadas a cada obra de arte. Procura uma ligação visceral com o escultor, com a sua visão, com o seu processo criativo e, ao aproximar-se das esculturas, revive o corpo natural, exalta a suavidade da carne, trazendo-as de volta à vida.
Antonio Canova nas suas obras tenta alcançar a ideia absoluta do “Belo”, concebido de acordo com os princípios neoclássicos da forma pura, desprovida de qualquer tipo de paixão, tormento e excesso.
Jodice através das suas fotografias consegue não apenas repropor esta tensão estática, a beleza e a leveza das personagens, mas enfatiza estes elementos concentrando-se sobre alguns tratos e zoomando nos rostos, dá uma nova vida às obras de arte tornando-as muito contemporâneas. Na escolha dos detalhes Jodice não procura a beleza mas a intensidade.
Terça a domingo, das 10h às 18h» - Na Agenda Cultural de Lisboa.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

SE AINDA NÃO VIU | NA GALERIA QUADRUM |«Novas Novas Cartas Portuguesas»| ATÉ 26 FEV 2023 | LISBOA

 

Maria Teresa Horta; Existem Pedras (in Minha Senhora de Mim, 1971); 21 x 29,7 cm; Poema manuscrito pela autora em 2022; Cortesia da autora. © Joana Hintze | Veja aqui.



Novas Novas Cartas Portuguesas

Audun Alvestad, Aura, Fabiana Faleiros, Sara Graça, Rita Moreira, Delphine Seyrig, Caio Amado Soares, Francisca Sousa, Aleta Valente

novas novas cartas portuguesas galerias municipais capa
1/10

A exposição “Novas Novas Cartas Portuguesas” foi organizada por ocasião do 50.º aniversário de Novas Cartas Portuguesas, uma coleção de cartas escritas coletivamente por Maria Isabel Barreno (1939-2016), Maria Teresa Horta (*1937) e Maria Velho da Costa (1938-2020) e caracterizada pelas autoras como “inclassificável”. O seu formato foi inspirado na obra de Mariana Alcoforado (séc. XVII), que, forçada a ingressar muito jovem num convento, é lá que escreve Cartas Portuguesas: cinco cartas de amor repletas de esperança, depois incerteza e, finalmente, a convicção do abandono.

Publicado em 1972, o livro Novas Cartas Portuguesas foi considerado imoral e pornográfico pela ditadura portuguesa e imediatamente apreendido pela censura, o que levou ainda à instauração de um processo contra as escritoras. Porém, em face da pressão internacional, as três mulheres acabariam por ser absolvidas a 7 de maio de 1974, após a Revolução dos Cravos. (...)».Saiba mais.




quarta-feira, 21 de setembro de 2022

OUTRA VEZ «DANINHAS»

 


Segundo a autora: "As daninhas ensinam-nos todos os dias através da resiliência e força, basta olhar. Pequenas bolsas de beleza e de natureza nesta frieza da calçada empedrada, do cimento e do alcatrão da cidade, elas despertam por entre muros e sarjetas, encostadas ao lancil ou caixotes do lixo..."


quinta-feira, 23 de junho de 2022

EXPOSIÇÃO|«Amor Veneris-Viagem ao Prazer Sexual Feminino»

 

«(...)A exposição pretende ainda levar levar o público a refletir sobre o pazer sexual feminino,  bem como sobre assuntos fundamentais,   como o consentimento e o não consentimento, com a sexualidade,violência sexual sobre as mulheres, e outros conceitos relacionados.

Amor Veneris – Viagem ao Prazer Sexual Feminino’ conta com cenografia d'Os Espacialistas e obras dos artistas Alice Geirinhas, Álvaro Leite Siza, Ana Mendieta, Ana Rito, Annette Messager, Clara Menéres, Ernesto de Sousa, Fátima Mendonça, Fernanda Fragateiro, Inês Norton, Isabel Baraona, Jamie McCartney, Janine Antoni, Julia Pietri — Gang du clito, Julião Sarmento, Laure Prouvost, Louise Bourgeois, Lourdes Castro, Maria Beatriz, Maria Souto de Moura, Marta María Pérez, Noé Sendas, Paula Rego, Polly Nor, Sara Maia, Sophia Wallace, Sue Williams e Susana Mendes da Silva e Teresa Crawford Cabral.

Serão também apresentadas obras inéditas de Ana Pérez-Quiroga, Ana Rocha de Sousa, Error-43 e da perfumista Cláudia Camacho. Foram igualmente criadas várias instalações interativas referentes ao funcionamento do cérebro e aos seus sentidos, bem como outros conteúdos audiovisuais de autores como Lori Malépart-Traversy, Rachel E. Gross, Rankin & Trisha Ward, Daphné Leblond & Lisa Billuart Monet e Erika Lust.

A apresentação da exposição, que decorre dia 23 de junho, às 11h30, contará com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, das curadoras, Marta Crawford e Fabrícia Valente e vai ser transmitida em direto no Facebook do Município».



 

segunda-feira, 13 de junho de 2022

NO MUSEU DE LISBOA|«Os Loucos Anos 20 em Lisboa»

 


Capa «Eva», A.3, N.º 145, 18 de fevereiro de 1928, Hemeroteca Municipal de Lisboa



Passadas a Grande Guerra e a Gripe Espanhola, Lisboa vestiu-se de otimismo, à semelhança de outras capitais europeias, transformando-se num palco de novidade, extravagância e transgressão.

Tempo efémero de cosmopolitismo e de modernidade, na década de 1920, ocorrem importantes transformações de costumes e de mentalidades que lançaram para sempre tendências e estilos de vida que ainda hoje marcam o nosso quotidiano.

Uma visita orientada para descobrir o nascer da «vida moderna» numa cidade que se quis, ela também, moderna. Saiba mais.





sábado, 12 de março de 2022

NO ESPAÇO ATMOSFERA DO MONTEPIO | exposição de fotografia «O Tempo das Mulheres» | ATÉ 8 ABRIL 2022 | LISBOA

 


«Na celebração do Dia Internacional da Mulher, o espaço atmosfera m Lisboa, na Rua Castilho, n.º 5, inaugura a exposição de fotografia ’O Tempo das Mulheres’, de Alfredo Cunha, um trabalho comemorativo dos 50 anos de carreira do fotógrafo. A exposição retrata a Mulher em diversos espaços e contextos, celebrando a diversidade e relevância das mulheres. A exposição estará patente até 8 de abril, com entrada gratuita». 

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E lembremos o livro com a mesma designação:

SINOPSE - Cerca de 400 imagens recolhidas em mais de 20 países ao longo de 50 anos, acompanhadas por textos inéditos de Maria Antónia Palla.

Numa homenagem às mulheres e a tudo o que elas representam, o novo grande álbum de fotografia de Alfredo Cunha segue a sequência lógica do ciclo de vida, da infância à velhice, percorrendo as idades e o globo através de rostos femininos e de centenas de imagens que nos falam sobre o que é ser mulher nos dias de hoje.
Para acompanhar a força destas imagens, Alfredo Cunha convidou a jornalista e histórica feminista portuguesa Maria Antónia Palla, que escreveu textos inéditos que contribuem para esta reflexão no feminino, desde a evolução histórica dos direitos das mulheres à desigualdade de género nos diferentes contextos económicos, políticos e sociais.
- Fotografias tiradas ao longo de 50 anos, entre 1970 e 2019;
- Mais de 20 países representados: Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Timor, Jordânia, China, Argentina, Uruguai, Haiti, Sri Lanka, Índia, Bangladesh, Brasil, Estados Unidos, Roménia, Tunísia, Iraque, Níger, Nepal, Polónia e Portugal;
- Projecto associado a várias exposições que vão decorrer de norte a sul do país. 
 Veja excerto. De lá:





sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

«Discover the trailblazing women hidden from the history of 20th-century Modernism»

 

Paula Modersohn-Becker,

Suckling at the Breast, 1904.


«Discover the trailblazing women hidden from the history of 20th-century Modernism.

Making Modernism is the first major UK exhibition devoted to pioneering women working in Germany in the early 1900s: Paula Modersohn-Becker, Kӓthe Kollwitz, Gabriele Münter and Marianne Werefkin.

Celebrated in their native homelands, this exhibition will introduce their innovative paintings and works on paper, alongside key pictures by Erma Bossi, Ottilie Reylaender and Jacoba van Heemskerk.

The exhibition reframes subjects such as self-portraiture, still-life, the female body, depictions of childhood, landscapes and urban scenes through the experiences and perspectives of these ground-breaking artists who – although less familiar than their male counterparts, such as Wassily Kandinsky – were no less central to the development of radical new approaches to art in Europe.

Bringing together 65 works, many never seen in the UK before, Making Modernism foregrounds the individuality of each artist whilst shining a spotlight on the strong affinities between them. Combining impressive, bold and intimately-scaled works, this exhibition explores themes of identity, representation and belonging – all powerfully relevant today.

Our Friends preview days take place on Thursday 10 November, 10am-6pm, and Friday 11 November, 10am-9pm».

 Veja uma galeria de imagens aqui




Gabriele Münter,Return from Shopping (In the Streetcar), c. 1912.



domingo, 3 de outubro de 2021

DOS OUTROS | BALTIMORE MUSEUM OF ART|«Women Behaving Badly: 400 Years of Power & Protest»

 


Veja aqui


«Overview

Women who rebelled against sexist social rules have been trivialized and controlled for centuries. Portrayed according to stereotypes or vilified, women acting on their own behalf have been undermined consistently by their representation in Western art. Spanning the Renaissance to the progressive social movements of the 19th and early 20th centuries, this exhibition links heroines of the past with modern trailblazers, celebrating women throughout history who broke rules, transgressed boundaries, and insisted upon recognition of their human rights. (...)».


quinta-feira, 16 de setembro de 2021

EXPOSIÇÃO|«Les Femmes, c’est tout un monde !»



«A travers un choix de dessins, estampes, affiches, peintures et sculptures, l’exposition présentée au musée Eugène Carrière met en lumière différentes représentations féminines et rappelle ainsi l’esprit moderne et ouvert de l’artiste symboliste qui eut une influence sur l'éclosion du fauvisme. Du 12 septembre au 13 mars 2022».




terça-feira, 31 de agosto de 2021

MARC LENOT |«Mulheres Artistas: o Paradoxo Português»


Leia aqui

Um excerto: «(...)Se Grada Kilomba é a única artista afro-descendente aqui, a única proletária é Rosa Ramalho (1888-1977): pelo menos até recentemente, todas estas artistas vinham da aristocracia (como Clara Menéres), da grande burguesia (como Vieira da Silva ou Menez) ou de famílias de artistas (como Helena Almeida). Mas Rosa Ramalho é uma camponesa, casada com um moleiro, e que, desde o seu casamento até a sua viuvez, deixou de produzir, confinada ao seu papel de esposa e mãe. Vendia as suas pequenas cerâmicas nos mercados e as suas produções destacavam-se tanto do artesanato tradicional que um pintor a notou em 1956 e a fez conhecer. Ao invés da beleza usual dessas estatuetas folclóricas, as suas personagens têm uma violência, uma sexualidade, um carácter grotesco ou sádico, algo entre surrealismo e arte bruta. Se a carreira artística de Rosa Ramalho foi de facto inibida pelo seu casamento, se fizermos um grande caso da asfixia do trabalho artístico de Sarah Affonso devido ao seu casamento com Almada Negreiros, devemos contrabalançar este discurso de sacrifício incluindo as artistas cujos cônjuges, também artistas, aceitaram e apoiaram a carreira (Ana Vieira e Lourdes Castro, entre outras) e notar de passagem que Árpád Szenes ou Victor Willings são bem menos conhecidos e cotados que as suas esposas, e que o arquitecto e escultor Artur Rosa abandonou quase a sua carreira para se tornar o colaborador da sua esposa (a Gulbenkian mostra em "reparação" uma escultura mural dele). "Atrás de toda a grande mulher artista encontra-se um homem", escrevi a propósito de uma exposição sobre este tema de Ana Vidigal. (...)».

Rosa Ramalho, Animal (1960). Material inorgânico, barro pintado; 14,6 x 7,6 x 8,8 cm.
 Museu de Olaria / Município de Barcelos.



quarta-feira, 4 de agosto de 2021

NO JORNAL ONLINE «ABRIL/ABRIL» | sobre a exposição «Tudo o que eu quero»

 


Excerto:«(...)Tudo o que eu quero constituía-se, aqui, como uma oportunidade para ser uma exposição sobre a emancipação da mulher e o papel transformador da arte na luta das mulheres dentro de uma relação histórica de poder. Mas a opção, que não se esconde, é outra: «uma reflexão sobre um contexto de criação que durante séculos foi quase exclusivamente masculino.» Claro: tudo o que eu quero. E, apesar disso, o início da exposição ainda nos dá algumas expectativas, quando Aurélia de Sousa dialoga (lá está) com Rosa Ramalho e Rosa Carvalho – três vidas tão diferentes que se cruzam – ou quando Vieira da Silva nos surge num pequeníssimo e intenso formato a iluminar toda a sala, cumprindo, quase sozinha, a missão da exposição. Aqueles dois primeiros núcleos seriam suficientes para demonstrar o papel da arte na agitação do poder dominante. 

Acontece que, logo a seguir, ao entrar numa sala repleta de pinturas da absolutamente genial e única Maria Helena Vieira da Silva – a melhor artista do séc. XX – deparamo-nos repentinamente com mais um diálogo, desta vez com Sarah Affonso. E pergunta o leitor: mas que mal tem isso? Nenhum, não fora Sarah Affonso, dirigente da Mocidade Portuguesa, portadora de uma conceção sobre o papel da mulher, e as circunstâncias que determinaram o papel a que a mulher do seu tempo foi forçada a desempenhar, bastante diferente das demais. Até poderíamos aventar que essa foi a ideia dos curadores, mas creio que não. Nem os textos de parede, nem o catálogo indicam vestígios de qualquer intenção de confronto. A opção é sempre pelo diálogo, nunca pelo confronto. E assim encontramos, neste núcleo, uma artista brilhante e uma pintora razoável. Com uma, descobrimo-nos numa teia de inquietações e com a outra apreciamos a estética modernista. O horizonte destas artistas é objetivamente diferente e, portanto, tudo o que querem não é bem a mesma coisa, não coincide, nem nas circunstâncias, nem nas perspetivas. Que diálogo é, então, aquele? Descubra você mesmo. (...)». Leia na integra.



domingo, 4 de julho de 2021

VOLTEMOS À EXPOSIÇÃO «TUDO O QUE EU QUERO» INCLUÍDA NO PROGRAMA CULTURAL DA PRESIDÊNCIA PORTUGUESA DO CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA | o núcleo «As Mulheres do Meu País»


 Voltamos à exposição «Tudo o que eu quero» - que pode ser vista (Entrada Gratuita) na Gulbenkian  até ao próximo dia 23 de agosto  - incluída no Programa Cultural da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia - veja aqui. Hoje destacamos o núcleo «As Mulheres do Meu País»: 

«Um dos mais extraordinários gestos a favor do conhecimento e da afirmação das mulheres num país deprimido e subjugado por um regime autoritário e por normas morais machistas, o projeto As Mulheres do Meu País, de Maria Lamas, reúne uma extensa recolha de imagens através das quais a autora faz um relato pormenorizado dos costumes, das atividades e das condições de vida das mulheres portuguesas em meados do século XX.

Tendo uma inesperada relação com os projetos fotográficos que deram corpo à chamada Nova Objetividade – com o trabalho de Walker Evans para a Farm Security Administration em posição de destaque – este livro é, mais do que um criterioso e aturado retrato, uma homenagem de Maria Lamas às suas compatriotas, um tributo ao lado mais heroico e abnegado da população portuguesa e uma denúncia do profundo desconhecimento e desconsideração coletiva a que esse mesmo lado tantas vezes é votado».

A exposição também está no Google. Sobre Maria Lamas aqui.

Ainda a propósito do núcleo «As Mulheres do Meu País» visite o Blogue de Alexandre Pomar: Maria Lamas 2021. Excerto: 

«É com muito agrado que vejo a Maria Lamas incluída na exp. "TUDO O QUE EU QUERO - Artistas Portuguesas de 1900 a 2020" que vai inaugurar na Gulbenkian no dia 2. Desde 2008, pelo menos, que fui escrevendo no blog sobre as fotografias que fez para "As Mulheres do meu País" e sobre outras que escolheu para a publicação em fascículos de 1949-50. Muito bem reeditada em facsímili pela Caminho em 2004, com recurso às provas originais (ed. esgotada e últimos exemplares guilhotinados pela Leya.

Em 1947, quando Maria Lamas dá início às suas viagens pelo país para a publicação do inquérito-reportagem 'As Mulheres do Meu País', tem 53 anos, e fora até há pouco directora com muito êxito da revista 'Modas e Bordados', do 'Século', jornalista e romancista - daí afastada por razões políticas. "Resolvi arranjar uma máquina e ser eu, também, fotógrafa", lê-se numa notícia publicada no boletim 'Ler - informação bibliográfica', das Publicações Europa-América (Maio-Junho 1948, pág. 10).

"A obtenção de fotografias, confessa, foi uma das maiores dificuldades que encontrou, pois queria-as ‘verdadeiras, expressivas, com valor documental e inéditas’. Acabará por assumir-se como repórter fotográfica, num trabalho pioneiro" – escreveu-se no ‘O Primeiro de Janeiro', Porto, 28 de Abril de 1948 (entrevista na pág. "Das artes e das letras"). Além das suas fotos escolheu centenas de outras de arquivos que conhecia bem. Mas o livro fotográfico passou em silêncio, mesmo na história do António Sena.

Os seus numerosos retratos de mulheres devem ser vistos como uma grande aventura fotográfica, com um sentido de documentário social, de denúncia e de esperança ou optimismo que tem de ser associado ao neo-realismo, como uma contribuição muitíssimo original (mesmo se não se falou à época de neo-realismo fotográfico). Nunca foram expostas até adiantados os anos 2000 (e seguramente não foram no seu tempo pensados como objecto de exposição, ou colecção, ou edição autónoma), e nem mesmo foram incluídos ou referenciados, ao que julgo, nas exposições documentais tardias sobre Maria Lamas. A fotografia tem por vezes esses invisíveis. (...)». É de lá a fotografia seguinte: