segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

CONVERSA NA BIBLIOTECA DE BELÉM |«A vida das mulheres em Portugal antes e depois de 25 de Abril» | COM MARIA ANTÓNIA PALLA |7 DEZ | 15:00 | LISBOA

 






AGUINALDO SILVA | «Meu Passado Me Perdoa»

 


«Recife, Colégio Americano Batista, 1957. A cena abre estas memórias de Aguinaldo Silva: é a eleição da Rainha da Primavera, quando os alunos votam a mais bela estudante. Esse ano, porém, a galhofa reina. Um a um os votos são apurados e não é uma garota a levar o prêmio. Quem "vence" o certame é um garoto de apenas treze anos, um dos alunos mais humildes da escola, que se torna objeto de chacota dos colegas. Pior ainda: perseguido e acuado no banheiro, onde apanha e sofre todo tipo de agressões, é resgatado por um pastor da instituição. Ao fugir para uma praça, é abordado por um desconhecido que promete consolá-lo daquele tumulto. O consolo infelizmente é outro. E faz com que aquele menino precise calar todas as humilhações experimentadas, sem poder dividir sua dor e vergonha com mais ninguém. Pois, se lhe perguntassem o motivo de tantas aflições, ele teria que responder: "Porque sou pobre, feio, esquisito e efeminado!".  Com a petulância benfazeja de quem traça o próprio caminho, Aguinaldo mergulha nas letras, tornando-se repórter policial, escritor precoce, editor de um pioneiro jornal gay — o Lampião da Esquina — e o novelista consagrado responsável por obras televisivas que fazem parte do imaginário de todos os brasileiros, como Roque Santeiro, Fera Ferida e Senhora do Destino. Da airosa cena gay no Recife dos anos 1960 aos inferninhos da Lapa carioca, das redações de jornal aos estúdios de televisão, estas memórias revisitam a vida de um dos grandes contadores de histórias surgidos no Brasil». Saiba mais.

«bondade»

«(...)  Não me agrada que a bondade, no século XXI, se tenha tornado numa atividade implementada após gestão do projeto, com fases, objetivos e balizas. Ser solidário com causas tornou-se o formato aceitável de bondade. A palavra não é sequer usada. Não se diz “seja bondoso com as pessoas sem abrigo”. O que se diz, é: contribua para a causa. Estamos todos a contribuir, mas na verdade ninguém faz nada. E os sem-abrigo continuam ao frio, de barriga cheia e com mais cobertores. Também contribuímos com as grandes campanhas de recolha de alimentos. Deixamos duas embalagens de massa e uma garrafa de azeite para o Banco Alimentar contra a Fome, à porta do supermercado. Somos mesmo bonzinhos!, podemos pensar, privadamente, comovidos com a nossa atitude desprendida. Mas pronto. Até à próxima campanha, está feito. Não querendo pôr em causa estas campanhas, que devem existir, cabe-me afirmar que é um exercício de bondade sem destino certo nem compromisso. Não alcançamos nada do que se seguirá. Confiamos nos outros. É uma ajuda abstrata.
Há uma outra forma de bondade que não desdenho, mas não me basta: defender causas nas redes sociais ou nas ruas. Manifestar apoio à defesa do meio ambiente, de uma sociedade sem racismo, sem especismo, sem diferenças de género e classe. É uma bondade que vai à base e está devidamente consagrada. Mas é fria. Tem um lado militar que não me agrada.
A isto acresce que cheguei há poucos dias de Paris, cidade que escolhi para passar uns dias de férias. Paris acabou por ser um enorme balde de água gelada. Um lugar desumanizado. Uma cidade que perdeu a bondade nos meandros da liberdade. Igualdade e fraternidade. (...)». Excerto da crónica de Isabela Figueiredo no semanário Expresso/Ideias desta semana. 

domingo, 1 de dezembro de 2024

O MDM _ MOVIMENTO DEMOCRÁTICO DE MULHERES | aprovou plano de ação para 2025

 


Movimento Democrático de Mulheres𝗟𝘂𝘁𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗨𝗻𝗲, 𝗙𝗼𝗿𝗰̧𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗧𝗿𝗮𝗻𝘀𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮igualdade, direitos, justiça social e paz

_________________________________________________________


«𝗖𝗼𝗻𝘀𝗲𝗹𝗵𝗼 𝗡𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗠𝗗𝗠 𝗮𝗽𝗿𝗼𝘃𝗮 𝗣𝗹𝗮𝗻𝗼 𝗱𝗲 𝗔𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝟮𝟬𝟮𝟱 𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘃𝗼𝗰𝗮 𝗠𝗮𝗻𝗶𝗳𝗲𝘀𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗡𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗠𝘂𝗹𝗵𝗲𝗿𝗲𝘀 𝗮 𝟴 𝗱𝗲 𝗠𝗮𝗿𝗰̧𝗼.
O Conselho Nacional do MDM aprovou hoje o Plano de Ação para 2025 e anunciou a realização da Manifestação Nacional de Mulheres a 8 de Março com desfiles marcados para Lisboa e Porto e em preparação em todos os distritos do país.
No ano em que se assinalam os 50 anos da primeira comemoração do dia internacional da mulher em liberdade e a manifestação do MDM realizada em 1975, entre a Praça dos Restauradores e a Praça do Comércio, em Lisboa, esse marco histórico não deixará de ser celebrado a 8 de março, dia em que as mulheres voltarão às ruas sob o lema “Luta que Une, Força que Transforma” por uma sociedade onde a igualdade seja vivida, os direitos respeitados, a justiça social uma realidade e a paz um compromisso comum». Saiba mais.







sexta-feira, 29 de novembro de 2024

«As disparidades de género no setor tecnológico são agora ainda mais acentuadas devido ao significativo gap no uso e acesso de Inteligência Artificial no trabalho»

 



Sobre o Relatório da Randstad, a que se refere a imagem,  na EXECUTIVA: 


«IA: ferramenta para a desigualdade de género? -  As disparidades de género no setor tecnológico são agora ainda mais acentuadas devido ao significativo gap no uso e acesso de Inteligência Artificial no trabalho. O novo relatório da Randstad, "Understanding Talent Scarcity: AI and Equity", citado pela Forbes, mostra que 71% dos profissionais qualificados em IA são homens, contra 29% de mulheres, representando uma diferença de 42 pontos percentuais na lacuna de género. Uma das conclusões mais preocupantes revela que as mulheres recebem frequentemente menos prioridade no acesso a ferramentas de IA no trabalho: 35%, em comparação com 41% dos homens. De destacar ainda, que as mulheres têm menos 5% de probabilidades de lhes serem oferecidas oportunidades de desenvolver competências em IA. Por outro lado, sentem-se menos confiantes (30%) do que os homens (35%) de que a formação que receberam as preparou para utilizar a tecnologia nas suas carreiras. Segundo os especialistas, esta lacuna nas competências de IA pode exacerbar as disparidades salariais e limitar a progressão na carreira das mulheres, em áreas tecnológicas. A boa notícia, revela o estudo, é que o gap da IA diminui visivelmente, mas não totalmente, para as mulheres que estão no mercado de trabalho há menos de um ano, em comparação com as profissionais com 30 ou mais anos de trabalho. Para o CEO da Randstad, Sander van 't Noordende, não há dúvida de que há sinais promissores nas gerações mais jovens, com as mulheres a adquirirem cada vez mais competências em matéria de IA e a reduzirem o diferencial de género. Mas não é suficiente, sublinha, "é urgente que as empresas ajam rapidamente, para garantir que as competências e o acesso à IA chegam a todos os grupos demográficos." ». Disponível aqui.