sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

MORREU GLÓRIA DE MATOS

 

Recorte do DN
Os atores GLÓRIA DE MATOS e JACINTO RAMOS em
"Quem tem medo de Virginia Woolf?"
de Edward Albee, produção de Vasco Morgado
(Teatro Monumental-1971)

Morreu Glória de Matos. Da sua longa e notável carreira queremos destacar a interpretação em QUEM TEM MEDO DE VIRGINIA WOOLF? - peça que alertou muitos e muitas para Edward Albee. Foi um êxito. À distância, das pessoas a quem se deve e que hoje até causará surpresa que tenham desenvolvido trabalho  conjunto: Vasco Morgado, Jacinto Ramos, Glória de Matos, João Vieira... Do que se pode encontrar na Internet centrado na atriz que agora nos deixa:«(...) galvanizando público e crítica na peça ‘Quem tem Medo de Virgínia Woolf', de Albee, no Teatro Monumental em Lisboa, encenado pelo grande João Vieira, e numa interpretação magistral e premiada com o Troféu da Imprensa». Hoje, não teremos realidade teatral correspondente, o que a nosso ver faz falta... Oferta diversificada em Espaços também diversos é importante. Parte do Serviço Público de Teatro que defendemos. Ah,  Albee continua a ser representado.  Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, um clássico, Para Todos. 

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Em jeito de Homenagem a Glória de Matos, densifiquemos a obra que tanto tocou diferentes Públicos quando foi por ELA mostrada em Palco


«Martha, 52, filha do reitor de uma universidade, na Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, é casada com um professor do departamento de história, George, seis anos mais novo do que ela. Na volta de uma festa da casa do pai de Martha, já madrugada, eles recebem o jovem professor de biologia Nick e sua esposa Honey. A noite avança e bebe-se muito.
Em ''''Quem tem medo de Virginia Woolf?", Edward Albee propõe, sob a forma de um ritual selvagem de expurgo, iluminar os caminhos sinuosos das paixões e desilusões que constroem um relacionamento. Neste texto dilacerante, George e Martha expõem a seus convidados tensões psicológicas que forjaram sua união e vida concretas, num percurso demoníaco de desagravos, covardias e perversidades no qual a realidade e verdade revelam-se, por fim, feitas de um material diverso do consagrado pela moral e pela tradição.
Encenada pela primeira vez em 1962, "Quem tem medo de Virginia Woolf?" causou polêmica e tornou-se um clássico instantâneo da dramaturgia norte-americana. Vencedora do Pulitzer de Melhor Drama em 1963 na votação do júri, teve seu prêmio cassado antes da outorga pela própria organização do prêmio, que temeu concedê-lo a uma obra tão controversa. Levado ao cinema em 1966, colocou lado a lado Richard Burton e Elizabeth Taylor, um dos casais mais icônicos e trágicos da história de Hollywood, em uma produção que dominou os prêmios de melhor atuação do Oscar do ano seguinte». Saiba mais na Livraria da Travessa.
 
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Ainda, uma vez mais, o que gostávamos de ter: um sitio onde pudéssemos saber de MULHERES que marcaram a Cultura e as Artes do nosso País. O que será feito do Projeto identificado na esfera da IGUALDADE na DGARTES em conjunto com a CIG, com esse fim? Sim é verdade, para criar MEMÓRIA, há que digitalizar o que não nasceu digital, e apostar no digital desde o começo nos dias que estamos a viver. Continuando a ilustrar com Glória de Matos e a sua «Quem Tem Medo de Virginia Woolf?» reparemos no «poucochinho» que nos é proporcionado pela Inteligência Artificial:«Glória de Matos foi a aclamada atriz principal da primeira encenação portuguesa da peça de Edward Albee, "Quem Tem Medo de Virginia Woolf?", em 1971. A atriz desempenhou o papel de Marta (Martha na versão original), a personagem feminina principal, na produção que estreou no Teatro Monumental, em Lisboa. A sua interpretação foi universalmente elogiada pela crítica, tendo-lhe valido o Prémio Imprensa (ou Prémio da Casa da Imprensa) para "Melhor Intérprete de Teatro" em 1971, e o Prémio Lucinda Simões em 1972». 

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Rematando, Senhora Ministra da Cultura, Juventude e Desporto (a que acrescentamos Igualdade), Senhor Ministro  Adjunto e da Reforma do Estado -  ponham na agenda a «modernização administrativa, digitalização e transformação digital do Estado» na esfera da CULTURA. Não esquecendo a VISIBILIDADE que é devida às MULHERES em contexto internacional. Com caráter de urgência. 


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