segunda-feira, 2 de novembro de 2026

NO MAC/CCB|«Ângela Ferreira, pioneira na abordagem artística da perspetiva pós-colonial»

 


Veja aqui

«O MAC/CCB apresenta, a partir de 24 de outubro e até 28 de fevereiro de 2027, Here I Stand, exposição de Ângela Ferreira, que reúne 25 obras e instalações produzidas entre 1992 e 2026, mostrando uma ampla representação da sua prática artística. Com obras como Site and Services (1991-1992), Indépendance Cha Cha (2014), Rádio Voz da Liberdade (2022) ou Stone Free (Zama Zama) (2026), Ângela Ferreira analisa as consequências do colonialismo no passado e nas sociedades atuais.
Através de instalações, esculturas, desenhos e imagens fílmicas geradas a partir de um intenso trabalho de investigação em torno de arquivos, figuras históricas, arquiteturas e espaços vinculados à experiência colonial, a artista examina situações e realidades concretas da história social, cultural e política do continente africano. Do mesmo modo, atenta às questões feministas e raciais, cria obras como 1 Million Roses for Angela Davis, dedicada a uma figura de referência da resistência antirracista.(...)»


domingo, 1 de novembro de 2026

«Está disponível no Portal da Segurança Social o Relatório CASA 2025, que apresenta uma caracterização das crianças e jovens em situação de acolhimento em Portugal e retrata a evolução do sistema de promoção e proteção, destacando os principais indicadores e tendências registados no último ano»

 




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No semanário EXPRESSO
temos trabalho a propósito
do Relatório

Excerto:«(...)No relatório, a própria Segurança Social frisa que o acréscimo do acolhimento familiar é um indicador “positivo”, mas “ainda manifestamente insuficiente” face às metas traçadas de desinstitucionalização. Ainda que a colocação em casas de acolhimento esteja a cair, a diminuição registada no ano passado não vai além dos 6,3% face a 2024.

Para mudar o paradigma, é preciso aumentar muito mais o número de famílias de acolhimento e de outras respostas alternativas, como os apartamentos de autonomização, destinados a adolescentes com mais de 15 anos e que visam apoiá-los na transição para a vida adulta, num ambiente mais humanizado e próximo do familiar. Embora também estejam a crescer, registando um aumento de 15,4% no último ano, o número de lugares nestes apartamentos, que albergam 358 jovens, é igualmente residual face ao que seria preciso. Neste caso, a “dificuldade de acesso ao mercado de arrendamento e o elevado custo das rendas” constituem um dos principais entraves ao crescimento desta resposta, aponta a Segurança Social.

Não basta, porém, aumentar o número de famílias de acolhimento e outras respostas alternativas. É preciso que os tribunais e as comissões de proteção de crianças e jovens em risco deem, sempre que possível, primazia a estas soluções, em detrimento da integração em instituições. Mas nem sempre isso acontece. Mesmo quando há famílias de acolhimento disponíveis. (...)».


sexta-feira, 30 de outubro de 2026

ONTEM, HÁ 90 ANOS | no dia 29 de outubro de 1936

 


«Imagem do dia

No dia 29 de Outubro de 1936, há 90 anos, chegaram ao Campo de Concentração do Tarrafal, na Ilha de Santiago, Cabo Verde, os primeiros 152 presos políticos, muitos dos quais haviam participado no 18 de Janeiro de 1934 e na Revolta dos Marinheiros. Mandado construir por Salazar a partir dos campos de deportação italianos e dos campos de concentração alemães, o apelidado Campo da Morte Lenta funcionou em duas fases distintas. Encerrado em 1954, reabriu em Abril de 1961 para receber presos políticos dos movimentos de libertação de Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde. Apesar das condições desumanas, da tortura e da falta de assistência médica, os presos organizaram-se e resistiram».


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Créditosdr

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

MUSEU SOARES DOS REIS | ARTE E SAÚDE | Exposição “Travessia” _ De 9 outubro a 13 dezembro _ Entrada livre para residentes em Portugal | PORTO

 



«A exposição resulta do trabalho desenvolvido ao longo de 2026 entre o MNSR, a Unidade Local de Saúde de Santo António (ULSSA), através do Serviço de Reabilitação Psicossocial do Hospital de Magalhães Lemos, e a Unidade Local de Saúde de São João (ULSSJ), através da Unidade de Ação para o Desenvolvimento e Integração (UADI). A integração da ULSSJ constitui uma das principais novidades da edição deste ano do programa, alargando a sua ação a novos públicos e reforçando a articulação entre arte, saúde e comunidade. (...)». Saiba mais.



segunda-feira, 26 de outubro de 2026

«O Museu Nacional do Prado e o Rijksmuseum, em Amesterdão, anunciaram uma colaboração histórica focada nas mulheres na arte e na história ocidental, estruturada em diversas linhas de trabalho que incluem a organização de encontros com especialistas, um programa de bolsas de estudo e o desenvolvimento e apoio a projetos de exposições»

 


e na ArteCapital


de lá:
«(...) O núcleo do acordo é um programa internacional de bolsas de pós-doutoramento que terá início em setembro de 2027, com candidaturas abertas em outubro de 2026. O(A) candidato(a) selecionado(a) concentrará a sua investigação no "papel, liderança e representação das mulheres no Império Habsburgo", com especial atenção às ligações entre os contextos holandês e espanhol. Terão a oportunidade de realizar pesquisas aprofundadas nas coleções de ambas as instituições e contribuir para projetos de exposições desenvolvidos no âmbito da colaboração, incluindo uma grande exposição que o Rijksmuseum está a preparar para 2029 sobre a liderança feminina nos Países Baixos durante o século XVI. (...)».

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Ainda, da ArteCapital: «O Museu do Prado tem o programa "O Prado no Feminino", um programa estável e transversal que destaca as mulheres como artistas, promotoras e figuras-chave nas suas coleções». E «Entretanto, o Rijksmuseum lançou o projeto Mulheres do Rijksmuseum em 2021, uma equipa interdisciplinar que trabalha para aumentar a visibilidade das mulheres dentro do museu».

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Acrescentando

sábado, 24 de outubro de 2026

ACONTECE | HOJE 24 OUT 2026 | o XII Congresso do MDM | NO FÓRUM LISBOA

 


de lá:



O XII Con­gresso do MDM
 apre­senta seis eixos
 de in­ter­venção

• Or­ga­nizar as mu­lheres
 e re­forçar o MDM

• De­fender di­reitos, en­frentar
 re­tro­cessos e com­bater 
a ex­plo­ração

• Afirmar a au­to­nomia 
das mu­lheres nas 
con­di­ções de vida, 
no tra­balho
 e na fa­mília

• Com­bater as vi­o­lên­cias

• Pro­mover a paz, a 
so­li­da­ri­e­dade
 e a trans­for­mação 
so­cial

• De­finir com­pro­missos
 e li­nhas de acção



quinta-feira, 22 de outubro de 2026

AS PIONEIRAS DO CINEMA PORTUGUES NUM MUNDO DE HOMENS |«Estas mulheres fizeram, por sua vez, filmes de uma variedade copiosa: épicos românticos, documentários paisagísticos, filmes infantojuvenis amadores, dramas góticos, filmes científicos, travelogues, cinema de propaganda, diários e filmes-poema, entre outros»

 


Começa assim:«Quando, em abril de 1974, as chaimites de Salgueiro Maia derrubaram as portas da ditadura, a liberdade que chegou, também para o cinema português, não encontrou mulheres realizadoras. Atrizes sim, claro, assistentes de montagem ou anotadoras, também, mas o poder dos filmes era masculino. É certo que nos dez anos anteriores, havia alguns nomes femininos em posições de autoria — caso, por exemplo, de Alice Ogando (creditada como autora do argumento de “A Maluquinha de Arroios”, adaptando uma peça de André Brun), Ivone de Moura (terá colaborado na realização de “Nem Amantes, Nem Amigos”), Cecília Delgado (coargumentista de “Canção da Saudade”) ou Gisela da Conceição (integrando a equipa que escreveu “O Cerco”). Eram esparsas incursões num universo onde só homens havia nos postos de comando. E se existisse um retrovisor e nos puséssemos a olhar para trás, era uma densa multidão masculina a fazer nevoeiro, quase nada de mulheres havia. A romper essa cortina temos, agora, o livro “Pioneiras do Cinema Português”, grosso volume (480 páginas) publicado pela Cinemateca Portuguesa, com organização de Ricardo Vieira Lisboa, também autor de alguns dos textos nele incluídos. Nele emergem três nomes fundamentais no curso do cinema português na primeira metade do século XX: Maria Emília Castelo Branco, Virgínia de Castro e Almeida e Bárbara Virgínia. E não estão sós.
É certo que desde o seminal “Filmes, Figuras e Factos da História do Cinema Português 1896–1949”, de Manuel Félix Ribeiro (editado em 1983, após o falecimento do seu autor) se conhecia, com apreciável detalhe, o contributo dessas personalidades femininas. Todavia, esse é um livro a que se levantam objeções de rigor ou lacunas de informação — a merecer tanto relevo quanto a obra de Félix Ribeiro foi desbravadora, monumental e única (ninguém jamais ousou fazer algo sequer parecido). Agora se firmam novos dados.  (...)»

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«(...)O livro está dividido em três partes, sendo a primeira consagrada ao discurso destas cineastas (com entrevistas e ensaios das próprias). A segunda é composta por nove ensaios inéditos (de José Machado, Sofia Sampaio, Bárbara Murakami de Albuquerque, Paulo Cunha, Manuela Penafria, Maria do Carmo Piçarra e Ricardo Vieira Lisboa). Finalmente, a terceira parte é dedicada aos testemunhos de familiares e de realizadores contemporâneos que retrataram algumas destas pioneiras (Ana Sofia Pereira, Luísa Sequeira, Catarina Alves Costa, Gonçalo Tocha, Nádia Henriques, Ricardo Leite e Cláudia Rita Oliveira).(...)».


quarta-feira, 21 de outubro de 2026

MULHERES EM DESTAQUE | «Aida dos Santos vence o Prémio Nacional de Ensaio de Espanha 2026»

 



«A escritora e politóloga #AidadosSantos foi distinguida com o Prémio Nacional de Ensaio de Espanha 2026 pela obra Hijas del hormigón: historias de clasismo, sexismo y violencia en las periferias españolas, publicada pela editora Debate. O galardão, atribuído pelo Ministério da Cultura espanhol, tem um valor pecuniário de 30 mil euros.

O júri destacou a abordagem original, corajosa e enriquecedora da obra, que dá visibilidade às experiências das mulheres que vivem e trabalham nas periferias espanholas e que asseguram o funcionamento de setores essenciais da sociedade e da economia. Através de testemunhos individuais, contextualizados numa trajetória histórica documentada de forma rigorosa, Aida dos Santos analisa as condições de precariedade e de desigualdade que marcam a vida destas mulheres.
A obra propõe uma reflexão sobre a intersecção entre o racismo, o classismo, a violência e o sexismo nos mecanismos contemporâneos de exclusão social. O júri salientou ainda a forma como o ensaio contraria as representações redutoras da pobreza e a visão tradicionalmente masculina da classe trabalhadora, transformando experiências individuais numa reflexão coletiva sobre questões sociais frequentemente ignoradas.
Nascida no Algarve, em 1992, Aida dos Santos é licenciada em Ciência Política pela Universidade Complutense de Madrid, técnica de investigação social aplicada e analista de dados. Foi distinguida, em duas ocasiões, com o Prémio CEDEJEM de Ensaio Europeu e colaborou com diversos órgãos de comunicação social. (...)». Leia na integra.


segunda-feira, 19 de outubro de 2026

«SACRIFICADA» |Ana de Castro Osório

 


«Sobre o que é o livro Sacrificada?

LITLLE BLACK CLASSICS
O essencial dos clássicos
Ensaios, contos, poemas, dramas, cartas, manifestos - testemunhos de ideias que ora mudaram, ora sustentaram o mundo nas várias formas que assumiu desde a invenção da palavra. Apresentamos os Little Black Classics, uma coleção que celebra a literatura com textos breves de grandes escritores.
Publicada em 1908, Sacrificada é uma novela de Ana de Castro Osório que denuncia a condição feminina no século XX». Saiba mais.

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«Escritora, feminista e ativista republicana, nasceu em 1872 e morreu em 1935. É considerada a fundadora da literatura infantil no nosso país. Escreveu alguns livros que foram utilizados como manuais escolares e publicou ainda uma obra marcante na sua época, a coleção Para as Crianças, que lhe ocupou perto de quatro décadas de trabalho. Outros títulos dignos de realce são A Minha Pátria, As Mulheres Portuguesas (em que alia o feminismo a uma postura patriótica) e A Mulher no Casamento e no Divórcio (uma tomada de posição sobre a problemática do divórcio, que seria objeto de legislação por parte de Afonso Costa, e em que colaboraria). Ana de Castro Osório criou ainda a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas». Daqui.

domingo, 18 de outubro de 2026

CONHECER «MUSEUS DE MULHERES» | « The Vietnamese Women’s Museum’s mission is to enhance public knowledge and understanding of the history and cultural heritage of Vietnamese women in historical and contemporary life; to build up the museum to become a center for preservation and cultural exchange, thus contributing to promoting gender equality and the progress of women»

Visitors exploring the exhibition “Sowing Green on the Cloud Peaks.”
Veja aqui

Em Portugal que saibamos não temos nenhum Museu especificamente na esfera das «MULHERES». É possível que haja iniciativa local. Com frequência visitamos os sites de alguns que existem pelo mundo. Em particular o National Museum of Women in the Arts:



Agora, vamos de forma mais metódica olhar para o que existe noutros Países. Começámos como se vê acima pelo VIETNAME.



sábado, 17 de outubro de 2026

HOJE |«Dia Mundial da Erradicação da Pobreza»


No site da CGTP: «O Dia Mundial da Erradicação da Pobreza, assinalado no dia 17 de Outubro em todo o mundo, constitui uma oportunidade para reflectir sobre a dimensão e a melhor forma de combater este fenómeno que aflige uma parte significativa da humanidade, mas também para ponderar as suas causas.
Portugal continua a registar uma distribuição cada vez mais desigual da riqueza produzida e taxas de risco de pobreza demasiado elevadas, incluindo entre os trabalhadores no activo. A erradicação da pobreza é um combate persistente que tem que ser articulado com a defesa e promoção dos direitos laborais, sociais e das Funções Sociais do Estado.
Segundo dados do INE, em 2025, 19,7 % da população portuguesa estava em risco de pobreza ou exclusão social, o equivalente a cerca de 2,1 milhões de pessoas. Destes, 40,2 % das pessoas em risco de pobreza ou exclusão social, combinando a pobreza com a taxa de privação material severa e a intensidade laboral per capita muito reduzida, trabalham a tempo inteiro. Ter um emprego e receber um salário devia ser suficiente para garantir uma existência digna, profundamente ligada a serviços públicos essenciais, a uma habitação condigna, a uma alimentação adequada, e à efectiva inclusão social, como determina a Constituição da República Portuguesa. Ter um emprego já não é suficiente para evitar que um em cada quatro trabalhadores consigam escapar da armadilha da pobreza. (...)». Continue.
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Outubro 13, 2026

«Em Portugal, cerca de 1 milhão e 995 mil pessoas encontravam-se em risco de pobreza ou exclusão social em 2025, o equivalente a 18,3% da população. Apesar da redução face ao ano anterior, os dados revelam desigualdades persistentes e situações de agravamento em determinados grupos da população.

O relatório “Pobreza e Exclusão Social em Portugal 2026”, elaborado pelo Observatório Nacional de Luta Contra a Pobreza da EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza, analisa os indicadores mais recentes sobre a pobreza no país, com base no Inquérito às Condições de Vida e Rendimento de 2025, relativo aos rendimentos de 2024.

A publicação acompanha a evolução dos principais indicadores nacionais e identifica os grupos da população mais expostos à pobreza. Analisa também as desigualdades entre regiões, as condições de vida das pessoas em situação de pobreza e o papel das prestações sociais na redução das desigualdades.

Entre os resultados, destaca-se o agravamento do risco de pobreza ou exclusão social nas famílias monoparentais, que atingiu 40,7%, e a situação das pessoas que vivem em territórios com maior vulnerabilidade social.

O relatório dedica ainda atenção ao impacto dos custos da habitação. Quando estes encargos são considerados, a taxa de pobreza sobe de 15,4% para 26,8%, o que evidencia a pressão das despesas habitacionais sobre os rendimentos das famílias.

A publicação é acompanhada por uma infografia que reúne os principais indicadores e facilita a consulta dos resultados».

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De lá:«Assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza é recordar que a pobreza não é apenas uma condição económica. É também uma limitação à liberdade, à dignidade e às oportunidades de cada pessoa.
De acordo com os dados mais recentes, cerca de 1 milhão e 660 mil pessoas estão em risco de pobreza no nosso país. Embora, pela primeira vez desde 2015, o número de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social tenha descido abaixo dos dois milhões, estes números devem continuar a interpelar-nos.
Mais do que números, falamos de pessoas.
De crianças que ainda não tiveram oportunidade de escolher o que querem ser. De jovens que não conseguem projetar o seu futuro. De idosos que contribuíram toda a sua vida e que merecem viver a sua longevidade com dignidade. De pessoas que trabalham e que, ainda assim, vivem na pobreza.
Numa sociedade democrática, ninguém deve viver sem condições para satisfazer as suas necessidades essenciais, sem acesso à habitação, à saúde, à educação ou a um trabalho digno.A pobreza não pode ser encarada como inevitável.
Criar riqueza e proteger quem mais precisa são duas faces da mesma moeda. Uma sociedade justa exige o compromisso de todos para que ninguém fique excluído».



sexta-feira, 16 de outubro de 2026

ONTEM FOI O DIA INTERNACIONAL DA MULHER RURAL





EXCERTO: «Na nota de imprensa evocativa do Dia Internacional da Mulher Rural, que se celebra esta quinta-feira, 15 de Outubro, a MARP questiona o que foi feito em Portugal para assinalar o Ano Internacional da Mulher Agricultora, quais as conquistas obtidas pelas mulheres agricultoras e que políticas públicas foram adotadas em 2026 para concretizar a melhoria das suas condições de vida. 
A MARP recorda que, ao declarar 2026 o Ano Internacional da Mulher Agricultora, a FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, destacou os papéis essenciais que as mulheres desempenham nos sistemas agro-alimentares, «produzindo, processando e comercializando alimentos que sustentam famílias, comunidades e economias». Reconhecendo, no entanto, que as suas contribuições muitas vezes não são reconhecidas e que as desigualdades persistem, limitando o seu acesso a recursos, oportunidades e poder de decisão, num ano de enorme agravamento das condições de vida, com o forte aumento dos custos de produção na agricultura, principalmente dos combustíveis e fertilizantes.
A organização reclama a adopção de medidas coordenadas e em larga escala, designadamente investimentos maiores e direccionados, políticas e programas agroalimentares com perspectiva de género, informação estatística melhorada, participação significativa das mulheres agricultoras na tomada de decisões e compromissos e medidas políticas sustentadas. (...)». Leia na integra.


quinta-feira, 15 de outubro de 2026

NO TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE |«O Cavaleiro da Triste Figura»| 17 -18 OUTUBRO 2026 | SÁBADO 16:00 | DOMINGO 11:00 | DURAÇÃO 50 MINUTOS | ALMADA

 


«Ditosos e felicíssimos tempos, em que ao mundo veio o tão audaz cavaleiro D. Quixote de la Mancha, pela sua mui honrada determinação de restituir ao mundo a já quase esquecida ordem da cavalaria andante! Saboreamos nós agora, nesta idade tão falta de passatempos alegres, a doçura de estarmos lendo a sua verdadeira história, e os contos que nela se travam como episódios; estes em boa parte não são menos agradáveis, artificiosos, e verdadeiros, que a história mesma”.
Mas quem escreve a história? Os vencedores, ou os vencidos? Serão sonhadores, ou desiludidos? Estas questões levantam-se hoje, tanto ou mais, do que nunca. Os limites entre o real e a fantasia esbatem-se todos os dias e a narrativa pode ser comandada por agentes perversos. A tragicomédia de D. Quixote serve de cenário para uma reflexão sobre a importância de sermos críticos de tudo o que lemos, ouvimos — e até do que vemos!». Saiba mais.


quarta-feira, 14 de outubro de 2026

SAÚDE MENTAL NO TRABALHO

 



Reproduzindo: «No Dia Mundial da Saúde Mental, que se assinala a 10 de Outubro, a Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens — CIMH/CGTP-IN deixa uma pergunta simples:

Quem cuida da saúde mental das mulheres trabalhadoras quando é o próprio trabalho que a está a destruir?
Não basta falar de resiliência. Não basta ensinar a gerir o stress. Não basta disponibilizar apoio psicológico quando as causas estão no trabalho: sobrecarga, horários longos e desregulados, precariedade, baixos salários, assédio, discriminação e falta de tempo para viver.

Os números confirmam que não estamos perante um problema individual.
No OSH Pulse 2025, da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA), 31% das trabalhadoras na UE declararam ter sofrido, nos 12 meses anteriores, stress, depressão ou ansiedade causados ou agravados pelo trabalho, contra 27% dos homens. Na ansiedade, a diferença é ainda maior: 26% das mulheres contra 16% dos homens. Em Portugal, 49% dos trabalhadores referiram estar expostos a forte pressão temporal ou sobrecarga de trabalho, valor superior à média da UE, de 44%.[1]
E os dados mais recentes do Inquérito Nacional de Saúde 2025, do INE, mostram que 32,8% das mulheres empregadas se ausentaram do trabalho pelo menos um dia, nos 12 meses anteriores à entrevista, devido a problemas de saúde, contra 29,8% dos homens.[2]

Mas há uma parte desta realidade que os números não conseguem medir: as mulheres que continuam a trabalhar quando estão doentes; as que chegam ao trabalho depois de uma noite sem dormir; as que acumulam trabalho profissional, doméstico e de cuidado; as que suportam o assédio em silêncio; as que vivem sob pressão permanente.

A saúde mental também se decide nas condições em que se trabalha e se vive. Por isso, a resposta não pode ser dizer às mulheres para aguentarem mais. 
É o trabalho que tem de deixar de exigir o insuportável. (...)». Continue.


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E de Campanha em curso na UE



e há Folheto


segunda-feira, 12 de outubro de 2026

JOSÉ GARDEAZABAL |«Mulher no Espaço»



«Um romance imerso nos desacertos pessoais e políticos 
que moldam o doloroso fio do dia a dia da contemporaneidade, 
que nos traz a voz única de um dos autores mais
 lúcidos e atentos do nosso tempo».


Descrição

«Uma trabalhadora de uma gigantesca empresa de expedição de encomendas, Bárbara de seu nome de guerra, vive um precário equilíbrio entre uma gravidez escondida, o conforto das redes sociais e o aconselhamento terapêutico aos colegas de trabalho, prisioneiros de ansiedades várias. Convidada a partilhar um voo de turismo espacial como única operária entre astronautas milionários, aproveita o passeio na atmosfera para anunciar a sua condição e exercer uma pequena grande vingança sobre um dos milionários, reconhecido assediador.
Regressada do espaço, assiste ao lento desmoronar da atmosfera fabril, com a chegada de novas máquinas trabalhadeiras a relegarem o operariado ao despedimento e ao desespero, enquanto a administração oferece como menu consolador uma panóplia de eremitas, falsos santos, mulheres-mágicas e especialistas do fim do mundo, entre outros». Saiba mais.