Mostrar mensagens com a etiqueta Artigos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Artigos. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 5 de setembro de 2023
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022
sábado, 20 de novembro de 2021
«Falar em público»
no semanário Expresso | A culpa não é dos genes | Sandra Maximiano
O artigo começa assim:
«Só esta semana, recebi três convites para integrar painéis em conferências não-académicas. Dois dos eventos irão ocorrer em poucos dias. Todos são em áreas das quais não sou especialista. A minha agenda está cheia e os dias acabam sempre com a sensação de que preciso de mais tempo ou de um clone. Cada vez que aceito um convite destes sinto que legitimo maus hábitos: a falta de planeamento português e os convites de última hora, achar-se que a profissão de economista serve para falar sobre qualquer assunto e aceitar-se como normal a não-compensação monetária das atividades intelectuais. Então, porque não dizer “não”? Porque sou mulher e carrego o peso de fazer o que apregoo. Durante anos tenho criticado a baixa representatividade feminina na esfera pública, um problema que resulta da conjugação do preconceito, discriminação, enviesamento a favor dos pares — o que faz com que homens convidem mais homens —, mas também porque as mulheres rejeitam mais estes convites.
As mulheres, em média, recusam mais frequentemente participar em debates públicos. Por um lado, devido a restrições familiares. Por muito que os homens realizem tarefas domésticas e até ocupem o mesmo tempo nestas que as mulheres, são elas que, em geral, assumem as tarefas do final da tarde, como ir buscar os filhos à escola ou preparar o jantar. Neste caso, a participação feminina em debates e conferências exige uma maior reorganização familiar do que se a participação for masculina. (...)».
domingo, 31 de outubro de 2021
domingo, 12 de setembro de 2021
PATRÍCIA REIS | «Ser mulher é perigoso»
Começa assim: «Sabem aquela sensação de perigo que se instala na pulsação assim que o motorista de táxi, ou equivalente, decide ir por um caminho estranho? Uma mulher sozinha num carro com um homem desconhecido. Ou então, se preferirem, a de chegar à garagem do prédio já noite cerrada e perceber que além de ti, carros e muito silêncio, está ali um homem a olhar-vos? Ou, cenário perfeitamente normal numa pandemia, vão a uma consulta e não há sala de espera ou recepcionista e o médico diz: pode despir-se. O receio até se consegue disfarçar, mas não desaparece até ao momento em que volto a sentir-me em segurança.
A maioria dos homens que conheço, se lhes conto alguns episódios similares, fica calada. Ou então diz: “Nunca tinha pensado nisso assim”. É talvez a frase que oiço mais vezes. (...)».
sábado, 15 de maio de 2021
quinta-feira, 24 de setembro de 2020
FRANCISCO BETHENCOURT | «Os direitos das crianças»
Outro excerto:
«(...)
Li um artigo em defesa da neutralidade da escola, alheia a quaisquer valores, ironia das ironias escrito por um sociólogo, António Barreto. Tal coisa é uma fábula, qualquer programa de ensino reflete os valores da sociedade onde se insere, o nível tecnológico, as ideias mais recentes sobre ciência. Mais, as crianças não são uma tábua rasa. Será melhor deixá-las expostas às perversidades do “dark web” no isolamento dos seus quartos? Li também que a cidadania é subjetiva, enquanto os conhecimentos de história e de ciência são objetivos. Não precisamos de ler o Bruno Latour para saber que os conhecimentos estão em permanente evolução, a ciência de hoje é distinta do que era há cinquenta anos e do que será dentro de cinquenta anos, já para não falarmos de história, cujo conhecimento do passado varia com os constrangimentos do presente e o ângulo de abordagem. Li de novo as linhas de orientação da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, confirmei a minha ideia inicial, o programa é extremamente moderado, deveria abordar de forma mais clara o problema do racismo, que bloqueia qualquer sociedade, manifestamente contrário ao universalismo de igrejas monoteístas e à noção básica de igualdade perante a lei. Sei que o racismo foi retirado do programa escolar do 10.º ano há uns anos, deveria ser reintroduzido, pois a norma antirracista é a pedra angular de qualquer sociedade democrática. (...)». Também pode ler na integra neste blogue.
quarta-feira, 23 de setembro de 2020
quinta-feira, 23 de julho de 2020
MANUELA EANES | «Mulher Vítima.Criança Vítima»
Excerto:
«(…)A violência doméstica tem um impacto muito traumático nas Crianças, e é por isso que a Lei deve consagrar expressamente este conceito mais alargado que corresponde ao conhecimento científico atual sobre esta matéria tão complexa quão devastadora.
A petição hoje entregue tem, pois, como grande objetivo a exigência de uma legislação clara e inequívoca.Os fundamentos apresentados no sentido de que as normas legais existentes já permitiam essa proteção não são realistas. Com efeito, o que se constata é que as instâncias de decisão não consentem essa interpretação, o que conduz a uma desproteção da Criança vítima. Urge por isso aprovar medidas claras que respondam a essa necessidade. (…)».
segunda-feira, 29 de junho de 2020
segunda-feira, 11 de novembro de 2019
Subscrever:
Mensagens (Atom)







