quinta-feira, 6 de outubro de 2022

«Revelado tesouro escondido da pintora do Porto Aurélia de Souza»

 



«Estavam ocultas entre o espólio doado à Universidade do Porto cerca de 70 aguarelas inéditas da artista portuense. Já podem ser admiradas na Casa Comum da Reitoria da UP.

Ninguém imaginava, mas naqueles envelopes doados há mais de 80 anos à Universidade do Porto (UP), sob a singela classificação “Portugália”, escondia-se um tesouro. E Rita Gaspar, curadora do Museu de História Natural e da Ciência da UP, mal podia acreditar no que acabara de descobrir: quase 70 aguarelas inéditas da pintora Aurélia de Souza, elaboradas por encomenda no fim do séc. XIX para aquela revista, estavam entre o espólio da publicação – sem que se suspeitasse.

As ilustrações, que representam peças de olaria, foram agora resgatadas ao vasto arquivo da UP e já podem ser admiradas na Casa Comum da Reitoria da UP, espaço que partilham com 26 exemplares do figurado de Barcelos, também fruto de doações à instituição, na maioria, da valiosa coleção do arquiteto portuense Alexandre Alves Costa». Tirado daqui.



segunda-feira, 3 de outubro de 2022

DIABETES TIPO 1 | PETIÇÃO PÚBLICA | porque «Já existe uma bomba de insulina híbrida para quem tem diabetes. Mas custa mais de €300 por mês e muitos não conseguem ter acesso»

 



Soubemos da Petição pelo artigo de Luís Aguiar-Conraria no semanário Expresso desta semana. Se conhece pouco sobre a Diabetes tipo 1, e relativamente à bomba de insulina aqui em causa, talvez lhe interesse a sua leitura. De lá: o excerto no titulo deste post e, por exemplo, mais esta passagem:

«Em junho de 2016, a minha filha foi diagnosticada com diabetes. Depois da surpresa inicial — como era possível uma criança de sete anos, desportista e com alimentação saudável ter diabetes, doença associada ao sedentarismo e a opções alimentares questionáveis? —, explicaram-me: tinha diabetes de tipo 1, que é bem mais rara do que a comum. É uma doença autoimune, não relacionada com hábitos de vida. Os anticorpos destroem células do pâncreas, que deixam de produzir insulina.

(...)

Até que, no ano passado, foi comercializada uma bomba de insulina híbrida, que recebe por Bluetooth informação do monitor contínuo de glucose e decide o que fazer. Se o açúcar está baixo ou se o algoritmo lhe diz que vai baixar, diminui ou suspende a injeção de insulina e, se está alto ou a subir, dá doses extra. É verdadeiramente a primeira inovação que, simultaneamente, reduz o custo mental e melhora brutalmente o controlo da doença. É a minha experiência e está confirmada por vários estudos.

O problema é que custa mais de €300 por mês (e só não é mais porque o SNS comparticipa alguns dos seus consumíveis, que são comuns a outras bombas menos avançadas). Já há alguns centros de colocação de bombas que as conseguem dar aos seus pacientes, mas a vastíssima maioria continua sem acesso. É uma desigualdade intolerável entre quem pode pagar (e quem tem sorte de ser atendido no centro de saúde certo) e os outros. (...)».


VALÉRIE PERRIN |«A Breve Vida das Flores»

 


RESUMO


«Íntimo, poético e luminoso.
O romance protagonizado por uma mulher que, contra tudo e contra todos, nunca deixa de acreditar na felicidade.

Violette Toussaint é guarda de cemitério numa pequena vila da Borgonha. A sua vida é preenchida pelas confidências - comoventes, trágicas, cómicas - dos visitantes do cemitério e pelos seus colegas: três coveiros, três agentes funerários e um padre. E os seus dias pareciam ser assim para sempre. Até à chegada do chefe de polícia Julien Seul, que quer deixar as cinzas da mãe na campa de um desconhecido.

A história de amor clandestino da mãe daquele homem afeta de tal forma Violette, que toda a dor que tentou calar vem ao de cima. É tempo de descobrir o responsável pela tragédia que afetou a sua vida.

Atmosférico, tocante e - tantas vezes - hilariante, este é um romance de vida: dos que partiram e vivem em nós, da luz que se pode revelar mesmo na mais plena escuridão. Porque às vezes basta a simplicidade de um gesto, basta a frescura da água viva para nos devolver ao mundo, a nós mesmos e aos outros. +».

 

domingo, 2 de outubro de 2022

«Women & Performance: a journal of feminist theory»

 


Veja aqui


«Aims and Scope
Women & Performance: a journal of feminist theory publishes scholarly essays from interdisciplinary feminist perspectives. For us, “women” and “performance” denote not simply what we study but how we study it—that is, not preconceived objects of analysis, but rather an open assembly of political, ethical, and aesthetic orientations, feminism chief among them. We encourage dialogues among various fields of performance scholarship, including theater and performance studies, dance studies, music history and criticism, ethnography, new and digital media, cinema studies, and cultural studies; as well as queer, critical race, and post- and decolonial theory. Working with/in this disciplinary hybridity, we explore critiques of gender, race, ethnicity, class, sexuality, dis/ability, technology, nation, and capitalism.

The journal is a peer-reviewed, triannual publication with guest-edited special issues. We encourage general submissions that foreground questions of gender and performance, as well as proposals for special issues that address specific topics within feminism and performance studies. Included in our journal is a section titled “&,” which features performative writing, poetry, artist’s statements, manifestos, feminist and queer takes on current events, and other modes of intellectual production and critical engagement that perform feminist theory in alternative forms. The journal also includes reviews of recent performances and scholarly books». Continue a ler.




sábado, 1 de outubro de 2022

«os coros, constituídos por feministas e ecologistas, resistem à barbárie»

 





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«Para que os Ventos se Levantem: Uma Oresteia acrescenta um capítulo ao processo de internacionalização em curso do Teatro Nacional São João. A KastroKriola e a Ensaio Sobre a Cegueira – parcerias com o Ministério da Cultura de Cabo Verde e com o Teatre Nacional de Catalunya – segue-se uma Oresteia reescrita por Gurshad Shaheman, que levantamos com o Théâtre national de Bordeaux en Aquitaine. A trilogia de Ésquilo canta tudo o que é essencial: a dor, a morte, a vingança, a loucura, a justiça. O dramaturgo franco-iraniano mantém as personagens e a estrutura narrativa, mas opera metamorfoses, desvios, atualizações. Troia é aqui o nome de guerra de todo o Médio Oriente, terra ainda e sempre devastada; Agamémnon e Orestes são emblemas do imperialismo e do populismo emergentes; os coros, constituídos por feministas e ecologistas, resistem à barbárie. Catherine Marnas e Nuno Cardoso, diretores artísticos das duas instituições, trabalham com um elenco de jovens atores franceses e portugueses. Um exercício bilingue de “formação em ato”, um espetáculo que interroga (e vivifica) os alicerces do ideário democrático». Saiba mais.