sábado, 3 de setembro de 2022

ELIANA ALVES CRUZ |«Água de Barrela» |«O Crime do Cais do Valongo»

 


«As muitas mulheres negras presentes no romance Água de barrela, de Eliana Alves Cruz encontram no lavar, passar, enxaguar e quarar das roupas das patroas e sinhás brancas um modo de sobrevivência em quase trezentos anos de história, desde o Brasil na época da colônia até o início do século XX. O título do romance remete a esse procedimento utilizado por essas mulheres negras de diferentes gerações e que garantiu o sustento e a existência de seus filhos e netos em situações de exploração, miséria e escravidão. A narrativa inicia-se com a comemoração do aniversário de umas das personagens após viver um século de muitas lutas, perdas, alegrias, tristezas e principalmente resiliência. Damiana, personagem central para a narrativa, cansada das batalhas constante e ininterruptamente travadas pela liberdade, se vê rodeada por sua família e se recorda dos tempos de lavadeira».​​ +.


«Um corpo amanhece em um beco, envolto em uma manta e com pequenas partes cortadas. O crime do cais do Valongo, de Eliana Alves Cruz, é um romance histórico-policial que começa em Moçambique e vem parar no Rio de Janeiro, mais exatamente no Cais do Valongo. O local foi porta de entrada de 500 mil a um milhão de escravizados de 1811 a 1831 e foi alçado a patrimônio da humanidade pela UNESCO em 2017. A história acontece no início do século 19 e é contada por dois narradores ― Muana e Nuno ― que conviveram com a vítima: o comerciante Bernardo Vianna».​​ +.


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Palavras da autora no semanário Expresso desta semana

«Disse que no Brasil uma pessoa não nasce negra, torna-se negra. Porquê? Essa frase não é minha, é nossa. Este tornar-se negro acontece à medida que vamos lidando com a subcidadania. Um menino negro de pele clara não se vê como negro até ser confrontado com a polícia. Às vezes leva-se uma vida inteira para que uma pessoa perceba que grande parte das dificuldades pelas quais passou se devem ao racismo. Há muitas pessoas cooptadas por um negacionismo subtil».


#SDGSummit

 


Veja aqui



quinta-feira, 1 de setembro de 2022

COLÓQUIO INTERNACIONAL |«A Justiça nas Respostas à Violência Doméstica: Desafios à Efetivação dos Direitos» | 21 SET 2022 | AUDITÓRIO DA REITORIA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

 



Apresentação

«Este evento é uma atividade do Projeto EEA Grants 2014-2021 – Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, denominado “Estudo Avaliativo sobre o Impacto das Medidas Aplicadas a Pessoas Agressoras (IMAPA)”.

Operado pela CIG - Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, e desenvolvido pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, através do seu Observatório Permanente da Justiça, em parceria com o Norwegian Centre for Violence and Traumatic Stress Studies, a Procuradoria-Geral da República, o Conselho Superior da Magistratura, a Polícia de Segurança Pública e a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e tem por objetivo diagnosticar o impacto de medidas aplicadas a pessoas agressoras, refletir sobre a realidade nacional à luz de soluções adotadas por outros países da UE e produzir recomendações para a promoção de políticas públicas de prevenção da violência doméstica e violência de género.

Nesse sentido, este Colóquio Internacional visa promover a discussão sobre o tema, não só entre os atores mais diretamente evolvidos na resposta à violência doméstica (magistrados judiciais e do Ministério Público, polícias, técnicos da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, advogados e outros juristas, psicólogos, profissionais de organizações da sociedade civil), mas também alargando a investigadores, estudantes e ao público em geral.

Para tal, convidamos as/os cidadãs/cidadãos a partilhar, até ao dia 12 de setembro de 2022, as suas experiências, perplexidades, questões, desafios e expetativas sobre a resposta do sistema judicial à violência doméstica, o que antecipadamente agradecemos. Poderá fazê-lo anonimamente inserindo a sua questão, comentário ou descrição de experiência na caixa de texto em A sua opinião conta ou através de email para opj@ces.uc.pt

Evento de entrada livre, sujeito a inscrição. Confere certificado de participação».


quarta-feira, 31 de agosto de 2022

«Vida, amor e dor: as mulheres na construção do Brasil»

 


Veja no Notícias de Coimbra



FESTA DO AVANTE! 2022 | no «Pavilhão da Mulher» há debates

 





«(...)Nesta dinâmica de retrocesso social, acentuam-se as desigualdades e discriminações das mulheres em função da classe e do sexo que, em si mesmo, alimentam e perpetuam papéis tradicionais, preconceitos e estereótipos que impedem, na prática, a concretização da igualdade no trabalho e na vida. (...)» 



domingo, 28 de agosto de 2022

FILME |«LIBERTAD»

 

sinopse

«Primeira e premiada obra de Clara Roquet, estreada em Cannes na Semana da Crítica, esta deslumbrante crónica adolescente da passagem à idade adulta num Verão na costa da Catalunha, é, como escreveu o El País, “uma explosão de descobertas e rebeldia”, intensa, calorosa e sensível, comovedora, e de uma sinceridade profunda. A Libertad que chega da Colômbia onde vivia com a avó, e que dá o título ao filme, irrompe pela vida de Nora, filha de uma família catalã burguesa em férias, para quem a sua mãe trabalhava. Pode a amizade entre as duas ultrapassar as barreiras de classes? Pode o olhar adolescente, utópico e naïve de Nora mudar o comportamento dos adultos à sua volta?

Esta sátira social dissonante é também uma experiência dos sentidos, quando o filme se deixa ir, embalado pelo magnetismo dos corpos adolescentes à beira do mar, atingidos pelo despertar irremediável do desejo. Um dos grandes filmes espanhóis do ano!». Daqui.

O Ípsilon dá-lhe cobertura  (se puder não perca a entrevista à realizadora) -  Clara Roquet: “A Espanha é um país muito racista e classista"


«As cortinas das recordações ondulam
ao vento. Costa Brava, Espanha, Verão.
A história de um deslumbramento
que sacode as divisões de classe.
É o último Verão de Nora, filha de família,
que avistou Libertad, filha da empregada.
Primeira longa-metragem da catalã Clara
Roquet, Libertad ondula ao vento da
memória do cinema espanhol dos anos 70».
Vasco Câmara