sexta-feira, 6 de outubro de 2023

«JODICE - CANOVA»|«Esta exposição coloca em diálogo dois artistas italianos de épocas diferentes: um dos maiores escultores do neoclassicismo europeu e um dos maiores intérpretes da fotografia contemporânea italiana e internacional; uma união que combina o ideal e o real, o corpo e a alma, a matéria e a imagem» | NO MUSEU DE ARTE ANTIGA

 

Amore e Psiche GiacentiCréditos Mimmo Jodice


«Jodice – Canova

Exposição fotográfica de Mimmo Jodice

artes
7 setembro a 29 outubro 2023
vários horários
Museu Nacional de Arte Antiga

O Museu Nacional de Arte Antiga e o Instituto Italiano de Cultura de Lisboa apresentam a nova exposição temporária: Jodice – Canova. Exposição Fotográfica de Mimmo Jodice.
Esta exposição coloca em diálogo dois artistas italianos de épocas diferentes: um dos maiores escultores do neoclassicismo europeu e um dos maiores intérpretes da fotografia contemporânea italiana e internacional; uma união que combina o ideal e o real, o corpo e a alma, a matéria e a imagem.
Com 51 imagens a preto e branco, realizadas no início dos anos 90, Domenico “Mimmo” Jodice (n. 1934) percorre as principais etapas da produção do escultor Antonio Canova (1757-1822), num diálogo entre linguagens artísticas de grande impacto visual.
Mimmo Jodice interpreta 17 esculturas de Canova com 51 fotografias, quatro ou cinco das quais dedicadas a cada obra de arte. Procura uma ligação visceral com o escultor, com a sua visão, com o seu processo criativo e, ao aproximar-se das esculturas, revive o corpo natural, exalta a suavidade da carne, trazendo-as de volta à vida.
Antonio Canova nas suas obras tenta alcançar a ideia absoluta do “Belo”, concebido de acordo com os princípios neoclássicos da forma pura, desprovida de qualquer tipo de paixão, tormento e excesso.
Jodice através das suas fotografias consegue não apenas repropor esta tensão estática, a beleza e a leveza das personagens, mas enfatiza estes elementos concentrando-se sobre alguns tratos e zoomando nos rostos, dá uma nova vida às obras de arte tornando-as muito contemporâneas. Na escolha dos detalhes Jodice não procura a beleza mas a intensidade.
Terça a domingo, das 10h às 18h» - Na Agenda Cultural de Lisboa.


quarta-feira, 4 de outubro de 2023

VOLTEMOS A VICTORIA KIELLAND |«OS MEUS HOMENS» | «Baseado na história da primeira assassina em série dos Estados Unidos, um romance literário fascinante sobre a queda de uma mulher na loucura».

 


«Nascida Brynhild Størset, em 1859, numa família modesta na Noruega, Belle Gunness, como ficou conhecida, partiu em busca do sonho americano no final do século XIX. Com o tempo, Belle tornou-se cada vez mais alienada, implacável e perversamente atraente, e terá assassinado mais de quarenta pessoas, a maioria homens.
É o seu incrível destino que está no centro deste romance: o de uma mulher cujas injustiças de classe, a busca pelo amor absoluto e a austeridade religiosa levam à loucura assassina. Da Chicago do final do século XIX a uma quinta em La Porte, no Indiana, Belle atrairá e depois matará os seus maridos, os próprios filhos, os rapazes da quinta e outros jovens escandinavos recém-chegados aos Estados Unidos, que ela seduz por meio de anúncios em jornais.
Neste romance cru, visceral e hipnótico, Victoria Kielland imagina a tumultuosa vida interior desta norueguesa que se tornou Belle Gunness - a primeira mulher assassina em série dos Estados Unidos. Escrito numa prosa de uma beleza selvagem, Os Meus Homens é um retrato radicalmente empático e inquietante de uma mulher consumida pelo desejo.
Os Meus Homens é um texto carnal e sombriamente poético que dá voz aos tormentos de Belle, ao seu apetite erótico, à sua necessidade insaciável de ser amada e ao peso da culpa luterana que a persegue neste novo país onde ela, como tantos outros, espera reinventar-se». Saiba mais.


segunda-feira, 2 de outubro de 2023

PARA UMA MELHOR SAÚDE MENTAL | não esquecer a força da cultura e da arte ...

 



A edição dos 60 Minutos a que se refere a imagem  acima vimo-la, «em português», na SIC NOtícias pelas 23:00 de sábado passado, 30 de setembro 2023 (existem outros horários). A não perder, cobre o Projeto CARE que está a ser desenvolvido na Califórnia na esfera da Saúde mental, com uns a favor e outros contra. Há mesmo coincidências: tinhamos vindo das Conversas com o Público no TMJB precisamente em torno desse problema trabalhado pela televisão,  e adjacentes - na circunstância centradas na «loucura» -, a propósito da peça «Calvário», em cena. Desde logo,  veja mais sobre os animadores das conversas:



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Aproveite-se a ocasião para lembrar do institucionalizado, por exemplo:















Não se pode fugir a esta nota: podem estas situações depender da lógica concursal subjacente ao Programa? Em vez de apenas se «estimular», não se deveria assegurar uma intervenção continuada? Com critérios, naturalmente. Convoque-se o conceito de SERVIÇO PÚBLICO, digno desse nome.


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E divulguemos a AEIPS Associação para o Estudo e Integração Psicossocial - é uma instituição particular de solidariedade social, reconhecida como pessoa colectiva de utilidade pública que, desde 1987, desenvolve programas e serviços de suporte a pessoas com doença mental, nos domínios da habitação, educação e emprego. Tem programado este concerto:

 

Também por este lado, a arte.

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E ao queremos valorizar o papel da cultura e da arte no entendimento e nas atividades profissionais da  «saúde mental», e no tanto que nos falta saber,  não há como não revisitar Lilith e o seu destino:



Sobre o filme, veja no blogue Delito de Opinião 

Começa assim: «A voz da loucura pode tornar-se a voz da razão. Quando Vincent Bruce (Warren Beatty) chega a uma clínica para esquizofrénicos da Nova Inglaterra, como ajudante de enfermeiro, uma das internadas grita-lhe: «Vá-se embora daqui!» É um aviso cheio de carga premonitória.(...)».


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Ainda, e até porque verdadeiramente foi uma peça de Teatro - Calvário - que nos trouxe ao presente post:


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Para rematar, reforcemos:



domingo, 1 de outubro de 2023

HERMAN HESSE |«Elogio da Velhice» |«A IDADE SÓ PERDE VALOR QUANDO QUER FINGIR JUVENTUDE»

 


Sinopse

"A tendência para colocar uma ênfase especial ou organizar a juventude nunca me foi cara; para mim, a noção de pessoa velha ou nova só se aplica às pessoas vulgares. Todos os seres humanos mais dotados e mais diferenciados são ora velhos ora novos, do mesmo modo que ora são tristes ora alegres. É coisa dos mais velhos lidar mais livre, mais jovialmente, com maior experiência e benevolência com a própria capacidade de amar do que os jovens. Os mais idosos apressam-se sempre a achar os jovens precoces demasiado velhos para a idade, mas são eles próprios que gostam de imitar os comportamentos e maneiras da juventude, eles próprios são fanáticos, injustos, julgam-se detentores de toda a verdade e sentem-se facilmente ofendidos. A idade não é pior que a juventude, do mesmo modo que Lao-Tsé não é pior que Buda e o azul não é pior que o vermelho. A idade só perde valor quando quer fingir ser juventude." in O elogio da velhice. Daqui.


sábado, 30 de setembro de 2023

FELIZ REGRESSO ÀS AULAS | «As aulas começaram e encontrar estratégias para ajudar as crianças com diabetes tipo 1 a terem a melhor experiência possível é fundamental»

 


Veja aqui



MARIANA LIZ | HILARY OWEN | «Realizadoras Portuguesas - Cinema no Feminino na Era Contemporânea»

 


SINOPSE

«A história do cinema das realizadoras portuguesas apenas começa, de forma sistemática, depois de 1974. Este livro, que junta textos de investigadoras sediadas no Reino Unido, Estados Unidos da América e Portugal, discute filmes de 14 realizadoras, considerando o cinema de ficção e documental produzido nos últimos 50 anos em Portugal.
Os textos aqui reunidos mapeiam as visões cinematográficas que estas autoras trouxeram para o cinema português na sequência da Revolução do 25 de Abril e da descolonização em África, e a forma como têm contribuído para a sua internacionalização.
Neste cinema no feminino assistimos tanto a uma nova conceptualização do cinema nacional através, por exemplo, do cinema etnográfico realizado no final dos anos 1970, como à exploração de intervenções marcadamente de género em torno do mundo masculino das guerras coloniais.
A partir dos anos 1990, assuntos políticos feministas, como a campanha em torno da descriminalização do aborto e do novo estatuto para a comunidade LGBTQIA+, a par de diversas preocupações relacionadas com problemas globais, como as migrações e a situação de comunidades minoritárias, assumem igualmente destaque.
Os textos deste livro mostram também como as realizadoras têm contribuído para a evolução da linguagem cinematográfica, desde o trabalho desenvolvido na composição de som ao género do cinema-ensaio, da relação cinematográfica com o arquivo à adaptação da palavra escrita.
Com um prefácio de Lídia Jorge, o livro resulta num desafio poderoso à marginalização do cinema das realizadoras portuguesas enquanto cinema duplamente minoritário, explorando, de forma positiva, os vários círculos de ferro que estas autoras têm vindo a romper». Saiba mais.