«Dezembro de 2025 foi um mês histórico para as mulheres na ONU: durante a 23.ª sessão do comité anual de revisão da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) foi incluída pela primeira vez na agenda oficial uma assembleia de género dedicada aos direitos das mulheres sobre a terra que trabalham. A reunião trouxe para o centro do debate uma desigualdade que ainda persiste: apesar de as mulheres representarem cerca de metade da força de trabalho agrícola mundial e produzirem até 80% dos alimentos em países em desenvolvimento, detêm menos de 15% das terras agrícolas a nível global.
O documento que resulta do encontro, noticia o El País, sublinha que a posse formal da terra — através de títulos legais reconhecidos — é essencial para garantir autonomia económica às mulheres, permitindo que estas acedam a crédito, formação ou apoio técnico, bem como participem nas decisões sobre a gestão sustentável dos recursos naturais. E os dados são preocupantes: em mais de uma centena de países continuam a vigorar leis discriminatórias e a existir práticas tradicionais e consuetudinárias que limitam ou negam perpetuamente às mulheres o direito à propriedade fundiária. "As mulheres continuam a ser as principais responsáveis pelas culturas destinadas à nutrição do lar e da família. E costumam escolher leguminosas, que fertilizam o solo. Os homens tendem a preferir culturas comerciais, como o algodão", refere Jes Weigelt, chefe de programas do think tank alemão TMG. A exclusão das mulheres da posse de terra, alertaram os especialistas e participantes do comité, compromete o combate à desertificação, à degradação dos solos e às secas, fenómenos naturais que afetam sobretudo comunidades rurais vulneráveis. Mas o facto de estes temas estarem a ser debatidos é já uma pequena vitória e abre caminho para que o tema ganhe maior peso em cimeiras internacionais futuras sobre clima, água e solos». na EXECUTIVA
O documento que resulta do encontro, noticia o El País, sublinha que a posse formal da terra — através de títulos legais reconhecidos — é essencial para garantir autonomia económica às mulheres, permitindo que estas acedam a crédito, formação ou apoio técnico, bem como participem nas decisões sobre a gestão sustentável dos recursos naturais. E os dados são preocupantes: em mais de uma centena de países continuam a vigorar leis discriminatórias e a existir práticas tradicionais e consuetudinárias que limitam ou negam perpetuamente às mulheres o direito à propriedade fundiária. "As mulheres continuam a ser as principais responsáveis pelas culturas destinadas à nutrição do lar e da família. E costumam escolher leguminosas, que fertilizam o solo. Os homens tendem a preferir culturas comerciais, como o algodão", refere Jes Weigelt, chefe de programas do think tank alemão TMG. A exclusão das mulheres da posse de terra, alertaram os especialistas e participantes do comité, compromete o combate à desertificação, à degradação dos solos e às secas, fenómenos naturais que afetam sobretudo comunidades rurais vulneráveis. Mas o facto de estes temas estarem a ser debatidos é já uma pequena vitória e abre caminho para que o tema ganhe maior peso em cimeiras internacionais futuras sobre clima, água e solos». na EXECUTIVA

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