De lá, continuando a imagem:
«(...) A FDIM e o Ano Internacional da Mulher
(1975)
Os principais
contributos da FDIM nas Nações Unidas foram decisivos: o Dia Internacional da Criança
(1949) e o Ano Internacional da Criança (1979); a proposta do Ano Internacional
da Mulher (1972), ponto de partida das acções em grande escala para melhorar
o estatuto das mulheres em todo o mundo; a criação na ONU de programas e
fundos especializados; a Convenção sobre a Eliminação de Todas as
Formas de Discriminação contra as Mulheres (1979), o mais importante “tratado
das mulheres” até à data.
Em todos os continentes, as organizações de mulheres filiadas na FDIM mantiveram uma intensa actividade na luta pela paz e coexistência pacífica, e pelo desarmamento nuclear, e uma intervenção firme para combater a opressão das mulheres contra o imperialismo e o colonialismo, e de luta pelos direitos políticos, económicos, sociais e culturais. A FDIM assinala este ano o 80.º aniversário com uma actividade ininterrupta.
Silenciada e deturpada pela dominante historiografia feminista neoliberal ocidental, o contributo da FDIM para a causa emancipadora das mulheres a nível mundial foi extraordinário, mas a “Guerra Fria” ainda persiste.
Contudo, este silêncio esmagador não apaga o verdadeiro legado histórico da FDIM, a mais influente das organizações internacionais de mulheres do período pós-1945, a força motriz das mais importantes iniciativas mundiais adoptadas por e para as mulheres, na segunda metade do século XX.
Mulheres portuguesas e o seu contributo na FDIM
Apesar do grande risco durante o fascismo, as mulheres portuguesas participaram nos Congressos e reuniões da FDIM, desde o seu Congresso fundador com a presença de Maria Lamas na qualidade de presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, e nos congressos da FDIM até ao 7.º – o Congresso Mundial do Ano Internacional da Mulher (Berlim, RDA, 1975), integrada na delegação portuguesaiv como convidada de honra.
Várias notícias no Avante! relatam as iniciativas e apelos da FDIM em defesa da Paz mundialv, contra a bomba atómica e a criação da NATO, além da maior participação das mulheres portuguesas nas comissões em defesa da Paz, apesar desta ser “palavra proibida” pelo fascismovi.
A FDIM realizou campanhas contra as prisões políticas do fascismo e, no seu 6.º Congresso (Helsínquia, 1969), Sofia Ferreira, membro do Comité Central do PCP, foi convidada a integrar a Mesa do Congresso, calorosamente acolhida pelas congressistas de todo mundo, a quem agradeceu a constante solidariedadevii (7). Além de Maria Lamas, participaram Maria Luísa da Costa Dias, Maria José Ribeiro, Cecília Areosa Feio, Dulce Rebelo e Maria da Piedade Morgadinho, da Rádio Portugal Livreviii.
Após a sua fundação em 1968, o Movimento Democrático de Mulheres – MDM passou a estar filiado na FDIM, e a contribuir com a sua acção para os objectivos comuns. (...)».
Em todos os continentes, as organizações de mulheres filiadas na FDIM mantiveram uma intensa actividade na luta pela paz e coexistência pacífica, e pelo desarmamento nuclear, e uma intervenção firme para combater a opressão das mulheres contra o imperialismo e o colonialismo, e de luta pelos direitos políticos, económicos, sociais e culturais. A FDIM assinala este ano o 80.º aniversário com uma actividade ininterrupta.
Silenciada e deturpada pela dominante historiografia feminista neoliberal ocidental, o contributo da FDIM para a causa emancipadora das mulheres a nível mundial foi extraordinário, mas a “Guerra Fria” ainda persiste.
Contudo, este silêncio esmagador não apaga o verdadeiro legado histórico da FDIM, a mais influente das organizações internacionais de mulheres do período pós-1945, a força motriz das mais importantes iniciativas mundiais adoptadas por e para as mulheres, na segunda metade do século XX.
Mulheres portuguesas e o seu contributo na FDIM
Apesar do grande risco durante o fascismo, as mulheres portuguesas participaram nos Congressos e reuniões da FDIM, desde o seu Congresso fundador com a presença de Maria Lamas na qualidade de presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, e nos congressos da FDIM até ao 7.º – o Congresso Mundial do Ano Internacional da Mulher (Berlim, RDA, 1975), integrada na delegação portuguesaiv como convidada de honra.
Várias notícias no Avante! relatam as iniciativas e apelos da FDIM em defesa da Paz mundialv, contra a bomba atómica e a criação da NATO, além da maior participação das mulheres portuguesas nas comissões em defesa da Paz, apesar desta ser “palavra proibida” pelo fascismovi.
A FDIM realizou campanhas contra as prisões políticas do fascismo e, no seu 6.º Congresso (Helsínquia, 1969), Sofia Ferreira, membro do Comité Central do PCP, foi convidada a integrar a Mesa do Congresso, calorosamente acolhida pelas congressistas de todo mundo, a quem agradeceu a constante solidariedadevii (7). Além de Maria Lamas, participaram Maria Luísa da Costa Dias, Maria José Ribeiro, Cecília Areosa Feio, Dulce Rebelo e Maria da Piedade Morgadinho, da Rádio Portugal Livreviii.
Após a sua fundação em 1968, o Movimento Democrático de Mulheres – MDM passou a estar filiado na FDIM, e a contribuir com a sua acção para os objectivos comuns. (...)».


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