SINOPSE
Logo após um jogo de futebol do clube que apoia, José Lima é surpreendido nos arredores do estádio pela polícia e por um grupo de civis, que o acusam de ter participado em desacatos com adeptos da equipa adversária. Meses mais tarde, o que então parecera apenas um equívoco lamentável transformar-se-á num calvário. José é detido em casa, suspeito de tentativa de homicídio, e levado para a prisão por um crime que não cometeu.
Logo após um jogo de futebol do clube que apoia, José Lima é surpreendido nos arredores do estádio pela polícia e por um grupo de civis, que o acusam de ter participado em desacatos com adeptos da equipa adversária. Meses mais tarde, o que então parecera apenas um equívoco lamentável transformar-se-á num calvário. José é detido em casa, suspeito de tentativa de homicídio, e levado para a prisão por um crime que não cometeu.
Passada no Portugal dos anos 90, e tendo como pano de fundo a cultura cabo-verdiana e as feridas dos tempos coloniais, Foi o Preto é uma história crua sobre racismo e injustiça, narrada com mestria, contenção e autoridade. Saiba mais.
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«(...) Em “Foi o Preto” Delgado conta-nos a história de José Lima, cabo-verdiano inocentemente acusado de tentativa de homicídio numa bulha de estádio onde foi assistir a uma partida de futebol. Como é que esse homem foi preso, embora inocente, e como superou a situação? A interessante relação entre os membros da sua família enquanto está na prisão. O seu mundo interior, mas também o da mãe, irmãos e amigos. Como é a vida de um afrodescendente de subúrbio? O que vê, ouve, sente. É um livro importante para se compreender o “não racismo-racista” dos portugueses. Deveria ser de leitura obrigatória nas aulas de Educação Cívica ou de EMRC. É que ainda há muito boa gente com dificuldade em se sentar ao lado de um negro nos transportes públicos, tal como a minha prima. (...)»
Isabela Figueiredo - no semanário Expresso desta semana.

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