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segunda-feira, 24 de abril de 2023

NO TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE|«Music-hall»|E O CICLO DE CONVERSAS RELACIONADO

 


Veja aqui

«MUSIC-HALL

Texto de Jean-Luc Lagarce | Encenação de Rogério de Carvalho

COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA

Em cena, deparamo-nos com uma cantora de music-hall em decadência. Ladeada pelos seus dois acólitos e validos, os seus dois Boys, eis-nos perante uma Rapariga que nos revela as suas desventuras cénicas. Conta-nos a sua história, a um tempo divertida e patética, que não é mais que o percurso de uma por assim-dizer vedeta que, na verdade, toda a vida só actuou em salas de segunda ordem. Torna-se, por isso, praticamente inevitável identificarmo-nos com esta artista claudicante que, apesar das dificuldades técnicas e da falta de público, nunca abdica dos seus ensejos de criação e da sua vontade de representar. (...)».

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E temos as CONVERSAS COM O PÚBLICO. Na do próximo sábado destaquemos a participação de IO APPOLONI, uma mulher que, a nosso ver, continua a  merecer visibilidade.


«Io Apolloni
Nasceu em Itália, em 1945. Adquiriu a nacionalidade portuguesa em 1975. Concluiu o curso de interpretação da Escola Experimental de Cinematografia de Roma. A EECR atribuiu como prémio aos finalistas uma ida ao Festival de Cinema de Veneza e aí Io conhece o espanhol Cesário Gonçalves, que lhe propõe participar num filme, a rodar em Espanha, pelo realizador Manuel Mur Oti. É a longa-metragem Louca Juventude (1965) onde contracena com Joselito. No mesmo ano participa no filme, Jenny, a Mulher Proibida, de Juan Bardem e em Comizi d’amore, de Pier Paolo Pasolini, e estreia-se como cantora no Casino de Gibraltar. E ainda é convidada a vir a Portugal para participar na revista Sopa no Mel. A partir daí desenvolveu uma forte actividade artística em Portugal tendo participado em diversas Revistas no Teatro Maria Vitória, Teatro Monumental, Teatro Capitólio, Teatro Villaret e Teatro ABC. Participou em mais de uma dezena de filmes em Portugal. Participou ainda em dezenas de séries de televisão. Para além da carreira de actriz, é empresária e especialista em doces tendo editado o livro Os doces da Io, em 1997, e em 2018 a sua autobiografia Uma Vida Agridoce».


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

TALVEZ LHE INTERESSE | PRÓXIMA CONVERSA COM O PÚBLICO NO TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE |«Como escrever sobre o amor, hoje» | ALMADA | 11 FEV 2023 | 18:00 H | ENTRADA LIVRE

 


Sobre os convidados, no Em Cada Rosto Igualdade, temos posts sobre  Djaimilia Pereira de Almeida, por exemplo:  «ser uma escritora negra», e mais distante DJAIMILIA PEREIRA DE ALMEIDA | «Luanda, Lisboa, Paraíso».


De André Tecedeiro, assinalemos:


SINOPSE

«Tenho defendido que o século pertence às mulheres, ao seu paradigma enfim livre, ou ao menos insubmisso como nunca, fazendo também com que as poetas se tornem muito mais vibrantes do que os poetas recentes. O André Tecedeiro, contudo, comporta uma retumbante excepção. Às voltas com as questões do corpo, muito outras das que foram trabalhadas exaustivamente por grande tempo no século XX, o seu lugar é uma das últimas novidades masculinas no que ao debate poético diz respeito. O homem que Tecedeiro implica é aquele que falta, o que faz falta, o que ainda nos pode ensinar e deslumbrar.
Apela à minha sensibilidade sobretudo o jeito que tem de se estudar sem sucumbir à angústia. Não lhe falta contundência, clareza ou sobriedade, mas não se entrega exactamente a um aparato trágico de efeitos alardes ou exagerados. É um pensador junto à ciência possível. Interessa-lhe conhecer e mudar. Interessa-lhe a arte e a sabedoria, como se estivesse ao pé de educar a própria natureza. Ao pé de educar o corpo.
Considero-o um dos mais importantes poetas portugueses surgidos neste século. Breve e de aparência simples, a sua profundidade é uma hipótese de completude. Essa impossível coisa para que, por utopia, tendemos a correr.»
Valter Hugo Mãe

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E lembremos as coordenadas do CICLO DE CONVERSAS a decorrer - o destaque é nosso:«O mais extremo amor da nossa História, tão tresloucado que levou o rei D. Pedro a coroar Inês de Castro depois de morta, paira como tema e obsessão sobre a literatura ibérica dos últimos séculos. De Os Lusíadas aos poetas contemporâneos, não faltam exemplos de revisitações desta tragédia. Em paralelo com a reposição de um desses exemplos, a peça de Luis Vélez de Guevara (autor espanhol do séc. XVII), tentaremos pensar o drama da paixão funesta com o olhar do nosso tempo, examinaremos os ecos e legados da tradição literária do século de ouro (Siglo de Oro) e exploraremos a coragem, ou desassombro, de quem se atreve a escrever sobre o amor na era do distanciamento irónico e do cinismo».