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domingo, 8 de dezembro de 2019
sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
quinta-feira, 5 de dezembro de 2019
quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
BOGALETCH GEBRE | « foi a mais extraordinária mulher do seu tempo no seu país, introduzindo, a pouco e pouco, mudanças radicais, para melhor, na situação da mulher»
Lembremos Bogaletch Gebre recorrendo ao que José Cutileiro escreveu no semanário Expresso desta semana:
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Veja também no NYT
Bogaletch “Boge” (pronunciado Bo-gay) Gebre que morreu em Los Angeles, Califórnia, ..., (devido à ausência de registo civil na sua Etiópia natal, não se sabia ao certo em que dia, mês ou ano tinha nascido, numa província quase 400 quilómetros ao sul de Adis Abeba, mas julgava-se que estivesse agora no seu 66º ano) de consequências tardias, não especificadas no anúncio da morte, de desastre de automóvel sofrido em 1987, após o qual médicos lhe haviam dito que não poderia tornar a andar e tendo ela não só conseguido retomar a marcha mas também nos anos que se seguiram corrido seis maratonas, foi a mais extraordinária mulher do seu tempo no seu país, introduzindo, a pouco e pouco, mudanças radicais, para melhor, na situação da mulher (sendo a mais espectacular destas a quase desaparição da mutilação sexual das raparigas), e convencendo muitas mulheres e homens a juntarem-se ao seu combate impensáveis quando ela era pequena e difíceis de imaginar nos nossos dias sem a sua participação constante e incansável.
Nascida a casal de camponeses, juntamente com outros 12 rapazes e raparigas, mais de metade dos quais morreu na infância, havia na família e na aldeia expectativas, poucas mas claras, quanto ao seu futuro, que eram as de qualquer rapariga da mesma condição. Seria mutilada genitalmente, não aprenderia a ler e casaria a seu tempo com um camponês da aldeia. Das três, só a primeira se verificou com efeitos tão brutais e duradouros na sua mente (“poderia ter morrido ali, como aconteceu a tantas outras raparigas”) que contribuiu para a nulidade das duas restantes. A mutilação, ritual tradicional, que sofreu aos 12 anos — segundo os critérios sociais da altura qualquer menina que se prezasse deveria passar por ela —, fora brutal e sangrenta. Um homem segurou-a, duas mulheres robustas afastaram-lhe as coxas à força e assim as mantiveram, enquanto uma terceira mulher, com navalha muito afiada, lhe seccionava a vulva. (As raparigas eram cortadas de maneiras diferentes, segundo preferências da família ou da especialista que procedia à operação, indo desde pequenos golpes quase indolores à ablação do clítoris.) A cura durou semanas; a marca ficou para sempre.
Tal dissidente soviético, organizara-se para ser ela própria em ambiente hostil e, com cumplicidade de um tio, ia à escola às escondidas: quando a mãe descobrira já sabia ler e escrever. Continuou com bolsa em internato de Adis Abeba e, finda a educação secundária, outra bolsa levou-a a Israel onde se licenciou em Fisiologia e Microbiologia. Preparou-se para se doutorar na Califórnia mas não chegou a fazê-lo, devido a trabalho social na Etiópia. Juntamente com a sua irmã fundou um centro de apoio às mulheres (Kembatti Mentti Gezzima) em Kembatta, a sua aldeia e, com dinheiro europeu, expandiu-o para quatro dos oito distritos da Etiópia. Poucos anos depois, após um notável trabalho de persuasão, todos os oito distritos deixaram de apoiar a mutilação genital feminina. O feito foi notável e mais notável ainda o método de Bogue. Ouvindo, entendendo, nunca dispondo, explicando (por exemplo que nem a Bíblia nem o Corão falam disso), ajudando a fazer coisas precisas, ganhando a confiança dos anciães — e tendo um fito claro. Ganhou diversos prémios internacionais prestigiados, como o Prémio Jonathan Mann de Saúde Global e Direitos Humanos, o Prémio Rei Balduíno do Desenvolvimento Africano, e nunca descansou. “Como os brancos no apartheid racial, os machos são considerados intelectual, biológica e fisicamente superiores. O meu sonho para as mulheres de África? Que o mundo compreenda que a supressão das mulheres não é boa para a economia nem para o desenvolvimento humano. A África, em particular, não pode desenvolver-se se não usar toda a sua gente. O que quero ver é uma coligação global contra o apartheid de género.”______________________
Veja também no NYT
terça-feira, 3 de dezembro de 2019
«Nós Somos Refugiadas / A minha jornada e as histórias de raparigas refugiadas em todo o mundo»
SINOPSE
As experiências de Malala ao visitar campos de refugiados fê-la reconsiderar a sua própria migração forçada - primeiro, como Pessoa Internamente Deslocada, quando ainda era uma criança no Paquistão; e depois, como ativista internacional que podia viajar para qualquer lugar do mundo, exceto para o país que amava. Nós Somos Refugiadas é em parte um livro de memórias, mas também um relato de histórias comuns.
Malala não explora apenas a sua própria história de adaptação a uma nova vida enquanto anseia pela sua casa, mas também partilha as histórias pessoais de algumas das raparigas incríveis que conheceu nas suas viagens - raparigas que perderam as suas comunidades, e com frequência o único mundo que alguma vez conheceram.
Num tempo de crises migratórias, guerra e conflitos fronteiriços, Nós Somos Refugiadas, escrito por uma das mais jovens e proemientes ativistas mundiais, serve para nos recordar que cada uma das 68,5 milhões de pessoas atualmente deslocadas é um ser humano - com frequência, alguém jovem - com esperanças e sonhos, e que todas merecem direitos humanos universais e um lar seguro.
Malala não explora apenas a sua própria história de adaptação a uma nova vida enquanto anseia pela sua casa, mas também partilha as histórias pessoais de algumas das raparigas incríveis que conheceu nas suas viagens - raparigas que perderam as suas comunidades, e com frequência o único mundo que alguma vez conheceram.
Num tempo de crises migratórias, guerra e conflitos fronteiriços, Nós Somos Refugiadas, escrito por uma das mais jovens e proemientes ativistas mundiais, serve para nos recordar que cada uma das 68,5 milhões de pessoas atualmente deslocadas é um ser humano - com frequência, alguém jovem - com esperanças e sonhos, e que todas merecem direitos humanos universais e um lar seguro.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Apesar das tragédias narradas neste livro, há também uma mensagem de esperança: se uma rapariga com formação escolar pode mudar o mundo, o que poderão 130 milhões fazer?»
The Guardian
«Este livro, tão oportuno e comovente, suscita um intenso sentimento de empatia pelos milhares de raparigas que enfrentam as situações mais dramáticas para fugirem rumo à liberdade e à possibilidade de irem à escola.»
Los Angeles Review
«Um livro inquietante e oportuno que nos conta as histórias pessoais de jovens deslocadas e refugiadas, vividas por Malala e outras nove raparigas... Em todos estes relatos, a esperança emerge como uma espécie de reação de combate à dor e à perda.»
The New York Times Book Review
«O objetivo de Malala é transformar estes refugiados que são apenas estatísticas sem rosto e sem nome em humanos cujas identidades vão muito além do seu estatuto de deslocados. Uma leitura emocionante, fascinante e indispensável.»
Kirkus Review»
The Guardian
«Este livro, tão oportuno e comovente, suscita um intenso sentimento de empatia pelos milhares de raparigas que enfrentam as situações mais dramáticas para fugirem rumo à liberdade e à possibilidade de irem à escola.»
Los Angeles Review
«Um livro inquietante e oportuno que nos conta as histórias pessoais de jovens deslocadas e refugiadas, vividas por Malala e outras nove raparigas... Em todos estes relatos, a esperança emerge como uma espécie de reação de combate à dor e à perda.»
The New York Times Book Review
«O objetivo de Malala é transformar estes refugiados que são apenas estatísticas sem rosto e sem nome em humanos cujas identidades vão muito além do seu estatuto de deslocados. Uma leitura emocionante, fascinante e indispensável.»
Kirkus Review»
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2019
domingo, 1 de dezembro de 2019
“Women Cartoonists International Award” 2019
E duas autoras portuguesas são finalistas:
«Cristina Sampaio e Tânia Cardoso finalistas de Prémio Mulher Cartoonista
As autoras portuguesas Cristina Sampaio e Tânia A. Cardoso estão entre as 53 finalistas do primeiro Prémio Internacional Mulheres Cartoonistas, criado pela organização United Sketches». Leia na integra.
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