segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

THOMAS MANN|«Desordem e Primeira Paixão»




SINOPSE

Publicada em livro em 1926, logo após A Montanha Mágica, a novela Desordem e Primeira Paixão é, de certa forma, o contraponto de Thomas Mann a esse grande romance: da imponência dos Alpes e das grandes ideias desce aqui à domesticidade burguesa e suas tensões familiares. Mas ambos os textos espelhavam a viragem política que se sentia na Europa. À volta da mesa do Professor Cornelius, as quatro crianças e a sua mulher reúnem-se para acolher um conjunto de jovens amigos. Os efeitos da crise económica não escapam à vista daquela casa respeitável, onde há apenas couve-lombarda a imitar costeletas para a refeição e o mordomo enverga um casaco demasiado curto. E no decorrer daquele encontro, uma dança deixará todos em alvoroço, velhos e novos, senhores e criadagem, expondo uma reflexão a um só tempo melancólica e humorística. Saiba mais.


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Sobre o livro no semanário
 Expresso, na Revista, do que escreve 
Pedro Mexia

«Na Alemanha de entre as guerras (a novela, publicada em 1926, segue-se ao monumental romance “A Montanha Mágica”), os Cornelius, grandes burgueses em visível decadência, dão uma festa para os miúdos. A confusão entre “grandes” e “pequenos”, e entre burgueses e serviçais (designados “mujiques” ou “bolchevistas”), provoca uma amável azáfama de chegadas, apresentações, lanches e dancinhas ao som do gramofone. Lá fora, no mundo, existem as dívidas de guerra, a inflação, a desvalorização da moeda, o radicalismo.
Como antídoto, o Professor Cornelius usa as aulas de História na universidade, onde lecciona a Espanha dos Filipes: “Sabe que os professores de História não amam a História por estar a acontecer, mas por ter acontecido; que odeiam as convulsões do presente, pois acham que não obedecem a lei alguma, que são incoerentes e irreverentes, pois consideram-nas, numa palavra, ‘a-históricas’, enquanto os seus corações pertencem ao passado coerente, devoto e histórico.”
A festa trará o pater familias de volta ao agora, quando uma das filhas, demasiado nova, se ‘apaixona’ por um conviva com quem dançou, um estudante de engenharia “garboso” e cortês, dado a alusões culturais, com as quais tenta animar a menina que, entretanto, adoece (sofre, diz alguém, de “instintos femininos”). (...)».
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Ainda, aproveitemos para saber mais
sobre Thomas Mann



domingo, 25 de janeiro de 2026

EXPOSIÇÃO «MATASSA» | no Centro de Arqueologia e Artes de Beja apresenta o têxtil como linguagem e dispositivo de pensamento

 


INAUGURAÇÃO 31 DE JANEIRO ÀS 16H00
Centro de Arqueologia e Artes de Beja
Até 4 de abril 2026
Terça a sábado 10h - 13h e 15h - 19h
Praça da República, nº42 Beja

A exposição Matassa, parte do projeto Hypertextile, apresenta o têxtil como linguagem e dispositivo de pensamento, explorando processos artísticos desenvolvidos em residências em Portugal (2024–2025). Estruturada a partir da metáfora e da concretude da matassa — feixe de fios entrelaçados —, a mostra propõe uma lógica não linear, marcada por sobreposições, acumulações e interdependências entre 34 artistas. Entre o artesanal e o tecnológico, tradição e inovação dialogam, evidenciando processos, gestos e decisões que moldam cada obra. O visitante é convidado a percorrer caminhos fragmentários, descobrir conexões e habitar um emaranhado que revela o têxtil como campo crítico para pensar relações, temporalidades e formas de reinvenção do presente.

Saiba mais

sábado, 24 de janeiro de 2026

Tem cinco anos, o menino detido ...

 


«A detenção de um menino de cinco anos por agentes do Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE) em Minneapolis esta semana inflamou um debate já tenso sobre as repressão das autoridades de imigração e colocou em destaque o número desconhecido de crianças que são detidas quando os seus pais são presos. Também este mês uma menina de dez anos foi levada juntamente com a mãe para um centro de detenção no Texas. São os tais valores ocidentais que alguns líderes políticos tantos falam e dizem que temos que defender».  Da imagem do dia no jornal online AbrilAbril de hoje . 23 JAN 2026.



«Os espaços online e digitais devem empoderar mulheres e meninas. No entanto, todos os dias, para milhões de mulheres e meninas, o mundo digital se tornou um campo minado de assédio, abuso e controle»

 




sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

NÃO DEIXEMOS PASSAR DAVOS ... | boa ocasião para se dar um impulso na discussão da paridade de género - por exemplo, refletir isto: «Investir nas mulheres é investir no motor económico mais subutilizado da humanidade»

 



 Veja mais na Executiva

Reprodução do artigo da imagem: «"Investir nas mulheres é investir no motor económico mais subutilizado da humanidade." As palavras são de Ebru Özdemir, presidente do conselho da Limak Holding e líder do Engineering and Construction Industry Group do Fórum Económico Mundial. Num artigo da sua autoria a propósito da reunião anual de Davos, que se realizou esta semana, Özdemir sublinhou que a economia global continua a sofrer com a sub-representação feminina, especialmente em setores estratégicos e tecnológicos. "Se as mulheres continuarem marginalizadas nas áreas da engenharia, construção e tecnologia climática, estamos a excluir as perspetivas e soluções essenciais necessárias para projetar cidades e sistemas energéticos verdadeiramente sustentáveis e resilientes", alerta. Citada pelo The Times of India, Özdemir aponta as iniciativas de reskiling e upskiling focadas no género como cruciais, particularmente num contexto em que a digitalização e a inteligência artificial redefinem o mercado de trabalho. "Não podemos alcançar uma economia sustentável sem paridade de género nas áreas STEM", adverte. 

Para reforçar esta agenda e para que os investimentos sejam intencionalmente voltados para o género, é preciso que se concentrem em três áreas: colmatar a lacuna de STEM desde cedo, capacitar as mulheres que atualmente se encontrem em funções vulneráveis à automação através de competências digitais e socioemocionais, e preparar jovens mulheres em economias emergentes para empregos de nova geração em tecnologia e IA, transformando o excedente de mão-de-obra em vantagem económica. O objetivo passa por construir um futuro em que a presença feminina seja determinante nas grandes decisões». globais». 


quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

«On January 20, the World Economic Forum (WEF) published the Women’s Health Investment Outlook 2026, documenting a persistent gap between the scale of women’s health needs and the capital, data, and infrastructure allocated to address them»

 

Começa assim: «Investment in women’s health continues to lag its economic and societal relevance, even as climate stress, workforce exposure, and disclosure expectations increase.

On January 20, the World Economic Forum (WEF) published the Women’s Health Investment Outlook 2026, documenting a persistent gap between the scale of women’s health needs and the capital, data, and infrastructure allocated to address them. The report positions this gap not simply as a missed market opportunity, but as a systemic vulnerability that becomes more consequential as external pressures intensify.

Women account for more than half of the global population and a majority of healthcare decision-making, yet conditions that disproportionately or uniquely affect women remain under-researched and underfunded. The Outlook points to fragmented data, inconsistent definitions of women’s health, and limited integration across healthcare, workforce, and policy systems as key barriers to investment.

These dynamics mirror patterns emerging across other sectors this week: when data is incomplete, investment hesitates—and temporary workarounds fill the gap. (...)». Continue .


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

MULHERES EM DESTAQUE | dos Prémios Europeus de Cinema Laura Carreira e a grande Liv Ullmann




«A imigrante Portuguesa Aurora (Joana Santos) trabalha como preparadora e repartidora de encomendas num centro de distribuição na Escócia. Presa entre os limites do local de trabalho e a partilha de casa, Aurora luta para resistir à solidão e à alienação, enquanto tenta preservar a sua identidade.
Ambientado num cenário dominado pela Gig Economy, controlada por algoritmos que nos afastam uns dos outros, "On Falling" explora a luta vital para encontrar significado e uma particular conexão humana no mundo contemporâneo.
Produzido pelas equipas de I, Daniel Blake, Sorry We Missed You e The Wind That Shakes the Barley, "On Falling" é a estreia em longa-metragem da realizadora e argumentista Laura Carreira.
Este retrato íntimo e inabalável de uma imigrante examina a relação dela com o trabalho precário que a constrange e define». Daqui.


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Foi com o filme do trailer acima, como podemos ler no Público, por Vasco Câmara, e ver aqui, que Laura Carreira é «a descoberta do ano» nos Prémios Europeus do Cinema.


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«A grande atriz Liv Ullmann recebeu um prêmio especial de carreira
no European Film Awards das mãos de Juliette Binoche. Merecidíssimo.
E, aos 87 anos , extremamente lúcida, fez um discurso emocionante e atual.
Aqui vai uma pequena parte. Parabéns pra ela!»

Sobre os Prémios veja também na EuroNews. De lá «Uma cerimónia solene e politicamente carregada»  onde podemos ler: 
«(...) Uma das partes mais memoráveis da noite foi a apresentação, pela presidente da Academia Europeia de Cinema, Juliette Binoche, do prémio Lifetime Achievement Award deste ano à lenda do cinema norueguês Liv Ullmann (Persona, Cenas de um Casamento).
Ullmann, visivelmente emocionada, subiu ao palco para receber o prémio. "Estou muito, muito grata", disse para uma ovação de pé. Mas, mesmo assim, o ambiente voltou a ser de atualidade.
"O mundo é estranho, assustador e difícil de resolver, mas os filmes podem dizer às pessoas porque é que estamos especificamente assustados agora", disse Ullmann, que também mencionou como era estranho que o Prémio Nobel fosse "de repente para outra pessoa", referindo-se à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, que recentemente entregou o seu Prémio Nobel da Paz a Trump, o que provocou muita incredulidade na Noruega. (...)».


sábado, 17 de janeiro de 2026

VOLTEMOS AO «CHUVA DE JASMIM» | a autora vai estar hoje na Conversa com o Público no TMJB em Almada

 

SINOPSE
«Rasgam as entranhas do meu corpo palestiniano frases e palavras em português, um idioma que ainda vou aprendendo. Resisto com toda a força, só algumas conseguem escapar. Aperto os lábios diante da impossibilidade de falar do meu corpo que não é, do seu lugar que é nunca. Não digo a nenhuma alma que não distingo o  do . Nem que as línguas e os desejos acontecem em mim em simultâneo. Não consigo, não consigo, não consigo soletrar o nome árabe de quem morreu ontem em Gaza, nem no dia seguinte. Fecho a boca perante o caminho da história da minha família que foi expulsa da sua terra após a catástrofe palestiniana Nakba, em 1948. Coloco a mão à frente da minha voz para evitar um erro de português, enquanto conto uma piada ou até um sonho de liberdade, mesmo se toda a liberdade. Não declamo nada. Aguento um golpe atrás de outro de um verso que me quis abandonar. Mantenho o silêncio». Saiba mais. De lá:

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

NÃO PERCA ! |«Um adeus mais-que-perfeito» | NO TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE | REPARAMOS NAS MULHERES ENVOLVIDAS: DA ENCENADORA TERESA GAFEIRA ÀS PARTICIPANTES NAS CONVERSAS COM O PÚBLICO

 



Já vimos o Espetáculo aquando do Festival de Teatro de Almada 2025, e não resistimos a dizer que se puder não perca. Temos  intenção de voltar lá, ao TMJB, à CTA - universo que de há muito «reclamamos» devia ser «TEATRO NACIONAL», sediado na outra margem. Tem história e competências de qualidade que deviam ser superiormente utilizadas, rendibilizadas, a favor de um SERVIÇO PÚBLICO DE TEATRO. A peça tem uma duração curta, mas tanto de essencial ali é dito,  a nosso ver pela confluência de excelências de diferentes profissionais em presença. A síntese que é feita pelo Diretor Artístico da Companhia de Teatro de Almada, Rodrigo Francisco,  fixada na PROGRAMAÇÃO 2026, e acima transcrita, capta bem a linha da peça: evidencia como a cultura e a arte podem denunciar em forma que que é só sua os PROBLEMAS DAS MULHERES mostrando que vêm de longe, e isso também deve ser motor para a luta de hoje contra o flagelo da(s) DESIGUALDADE(S). 
Agora, retomado «Um adeus mais - que - perfeito», temos  o privilégio de  ter ampliado o que se vê em Palco, com as habituais CONVERSAS COM O PÚBLICO,  no nosso olhar com Participantes «de luxo»:



Ainda, aqui está um ESPECTÁCULO que podia itinerar pelo PAÍS. Era capaz de fazer mais pela IGUALDADE ENTRE HOMENS E MULHERES do que não sei quantos «discursos» e proclamações. Alô CIG; Alô Ministério da Cultura, Juventude e  Desporto (onde está também a Igualdade); Alô Presidente da República ( quem quer que seja que venha a ser eleito) ...


«ROSAS» | Projecto Artístico por Tatiana Macedo




«Quatro vídeos em loop contínuo, que 
criam uma sinfonia de pequenos gestos e sons»






quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

TÂNIA GANHO | «O Meu Pai Voava»

 


«Não sei para quem escrevo estas palavras.
Para ele, talvez.
Desde que morreu, escrevo sem parar.
Escrevo para recuperar o fulgor com que ele viveu».

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E uma boa oportunidade  para falarmos de Clubes de Leitura. Sobre os dinamizados pela autora Tânia Ganho, recorrendo à Inteligência Artificial:


«Mulheres Escritoras»

 


segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

«CARTOGRAFIA DO DESEJO»

 

«Julgo que todo o percurso do Alfredo Cunha é pontuado pelo inesperado. Esteve sempre onde parece impossível ter estado, conquistou imagens que se colocavam como proibidas. Sabemos como um feitiço requer um feiticeiro. Não poderia faltar o desejo, o lado erótico dessa infinidade de gente que observou através das lentes. Não podia faltar no seu vasto património a inteligência de sublinhar nos corpos o quanto servem à fantasia de nos cobiçarmos o toque uns aos outros. E isso está na nudez mas está também na emanação menos óbvia, no carisma das pessoas e até dos objectos. Tudo quanto tem que ver com o desejo retumba no interior do nosso espírito. O desejo é o chamamento animal, mas amadurece para a completude do espírito. Ninguém haveria de ser inteiro sem se encarar a partir desta necessidade.

O modo como Alfredo Cunha fotografa, já era evidente, tem tudo que ver com sedução. Não vou falar do milho nem mais desenvolver as teorias da minha querida Isabel Lhano, mas nenhum grande fotógrafo deixa incólumes seus modelos. Por isso é que nenhum modelo se repete ao servir o olhar de um grande fotógrafo. É-se marcado pela experiência de se ser visto assim. É-se visto como nunca até então. Cada fotógrafo assaca do modelo o que não se previra. Cada grande fotógrafo nos mostra o que podemos desejar e nunca até então o havíamos definido. O desejo visto por Alfredo Cunha é uma lonjura de maravilhas. Tanto do que mostra começa aqui e, contudo, era já universal. Puramente humano. Deslumbrante».

Do Prefácio de Valter Hugo Mãe

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domingo, 11 de janeiro de 2026

A FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE MULHERES - FDIM - FAZ 80 ANOS | a propósito no jornal Avante! de Isabel Cruz «A FDIM e a luta das mulheres do século XXI»

 



De lá, continuando a imagem:

«(...) A FDIM e o Ano In­ter­na­ci­onal da Mu­lher (1975)

Os prin­ci­pais con­tri­butos da FDIM nas Na­ções Unidas foram de­ci­sivos: o Dia In­ter­na­ci­onal da Cri­ança (1949) e o Ano In­ter­na­ci­onal da Cri­ança (1979); a pro­posta do Ano In­ter­na­ci­onal da Mu­lher (1972), ponto de par­tida das ac­ções em grande es­cala para me­lhorar o es­ta­tuto das mu­lheres em todo o mundo; a cri­ação na ONU de pro­gramas e fundos es­pe­ci­a­li­zados; a Con­venção sobre a Eli­mi­nação de Todas as Formas de Dis­cri­mi­nação contra as Mu­lheres (1979), o mais im­por­tante “tra­tado das mu­lheres” até à data.
Em todos os con­ti­nentes, as or­ga­ni­za­ções de mu­lheres fi­li­adas na FDIM man­ti­veram uma in­tensa ac­ti­vi­dade na luta pela paz e co­e­xis­tência pa­cí­fica, e pelo de­sar­ma­mento nu­clear, e uma in­ter­venção firme para com­bater a opressão das mu­lheres contra o im­pe­ri­a­lismo e o co­lo­ni­a­lismo, e de luta pelos di­reitos po­lí­ticos, eco­nó­micos, so­ciais e cul­tu­rais. A FDIM as­si­nala este ano o 80.º ani­ver­sário com uma ac­ti­vi­dade inin­ter­rupta.
Si­len­ciada e de­tur­pada pela do­mi­nante his­to­ri­o­grafia fe­mi­nista ne­o­li­beral oci­dental, o con­tri­buto da FDIM para a causa eman­ci­pa­dora das mu­lheres a nível mun­dial foi ex­tra­or­di­nário, mas a “Guerra Fria” ainda per­siste.
Con­tudo, este si­lêncio es­ma­gador não apaga o ver­da­deiro le­gado his­tó­rico da FDIM, a mais in­flu­ente das or­ga­ni­za­ções in­ter­na­ci­o­nais de mu­lheres do pe­ríodo pós-1945, a força mo­triz das mais im­por­tantes ini­ci­a­tivas mun­diais adop­tadas por e para as mu­lheres, na se­gunda me­tade do sé­culo XX.
Mu­lheres por­tu­guesas e o seu con­tri­buto na FDIM
Apesar do grande risco du­rante o fas­cismo, as mu­lheres por­tu­guesas par­ti­ci­param nos Con­gressos e reu­niões da FDIM, desde o seu Con­gresso fun­dador com a pre­sença de Maria Lamas na qua­li­dade de pre­si­dente do Con­selho Na­ci­onal das Mu­lheres Por­tu­guesas, e nos con­gressos da FDIM até ao 7.º – o Con­gresso Mun­dial do Ano In­ter­na­ci­onal da Mu­lher (Berlim, RDA, 1975), in­te­grada na de­le­gação por­tu­guesaiv como con­vi­dada de honra.
Vá­rias no­tí­cias no Avante! re­latam as ini­ci­a­tivas e apelos da FDIM em de­fesa da Paz mun­dialv, contra a bomba ató­mica e a cri­ação da NATO, além da maior par­ti­ci­pação das mu­lheres por­tu­guesas nas co­mis­sões em de­fesa da Paz, apesar desta ser “pa­lavra proi­bida” pelo fas­cismovi.
A FDIM re­a­lizou cam­pa­nhas contra as pri­sões po­lí­ticas do fas­cismo e, no seu 6.º Con­gresso (Hel­sín­quia, 1969), Sofia Fer­reira, membro do Co­mité Cen­tral do PCP, foi con­vi­dada a in­te­grar a Mesa do Con­gresso, ca­lo­ro­sa­mente aco­lhida pelas con­gres­sistas de todo mundo, a quem agra­deceu a cons­tante so­li­da­ri­e­dadevii (7). Além de Maria Lamas, par­ti­ci­param Maria Luísa da Costa Dias, Maria José Ri­beiro, Ce­cília Areosa Feio, Dulce Re­belo e Maria da Pi­e­dade Mor­ga­dinho, da Rádio Por­tugal Livreviii.
Após a sua fun­dação em 1968, o Mo­vi­mento De­mo­crá­tico de Mu­lheres – MDM passou a estar fi­liado na FDIM, e a con­tri­buir com a sua acção para os ob­jec­tivos co­muns. (...)».

 




sábado, 10 de janeiro de 2026

MULHERES EM DESTAQUE | INÊS CARVALHO | A Academia Portuguesa de Cinema atribuiu o Prémio Bárbara Virgínia 2025 à diretora de fotografia Inês Carvalho

 


«(...) Reconhecida como a primeira mulher a exercer a função de direção de fotografia em Portugal, Inês Carvalho aip colaborou, ao longo da sua carreira, com diversos realizadores e consolidou um percurso de referência, contribuindo para o desenvolvimento e reconhecimento do cinema português.
Instituído em 2015, o Prémio Bárbara Virgínia homenageia mulheres que tenham contribuído de forma significativa para o cinema português, recordando a primeira realizadora de um filme de ficção em Portugal, Bárbara Virgínia. (...)».Daqui.




sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

«Dezembro de 2025 foi um mês histórico para as mulheres na ONU: durante a 23.ª sessão do comité anual de revisão da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) foi incluída pela primeira vez na agenda oficial uma assembleia de género dedicada aos direitos das mulheres sobre a terra que trabalham»

 


«Dezembro de 2025 foi um mês histórico para as mulheres na ONU: durante a 23.ª sessão do comité anual de revisão da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) foi incluída pela primeira vez na agenda oficial uma assembleia de género dedicada aos direitos das mulheres sobre a terra que trabalham. A reunião trouxe para o centro do debate uma desigualdade que ainda persiste: apesar de as mulheres representarem cerca de metade da força de trabalho agrícola mundial e produzirem até 80% dos alimentos em países em desenvolvimento, detêm menos de 15% das terras agrícolas a nível global. 
O documento que resulta do encontro, noticia o El País, sublinha que a posse formal da terra — através de títulos legais reconhecidos — é essencial para garantir autonomia económica às mulheres, permitindo que estas acedam a crédito, formação ou apoio técnico, bem como participem nas decisões sobre a gestão sustentável dos recursos naturais. E os dados são preocupantes: em mais de uma centena de países continuam a vigorar leis discriminatórias e a existir práticas tradicionais e consuetudinárias que limitam ou negam perpetuamente às mulheres o direito à propriedade fundiária. "As mulheres continuam a ser as principais responsáveis pelas culturas destinadas à nutrição do lar e da família. E costumam escolher leguminosas, que fertilizam o solo. Os homens tendem a preferir culturas comerciais, como o algodão", refere Jes Weigelt, chefe de programas do think tank alemão TMG. A exclusão das mulheres da posse de terra, alertaram os especialistas e participantes do comité, compromete o combate à desertificação, à degradação dos solos e às secas, fenómenos naturais que afetam sobretudo comunidades rurais vulneráveis. Mas o facto de estes temas estarem a ser debatidos é já uma pequena vitória e abre caminho para que o tema ganhe maior peso em cimeiras internacionais futuras sobre clima, água e solos». na EXECUTIVA
 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

«A disparidade nas pensões das mulheres em relação aos homens em Portugal ronda em média os 490 euros»

Recorrendo à notícia acima da SIC Notícias:

«As causas mais recentes estão identificadas, sobretudo a maternidade e as interrupções na carreira. Mas no caso das mulheres mais velhas é também o resultado de uma vida de trabalho no campo e em casa, por exemplo, mas sem salário.

A disparidade nas pensões das mulheres em relação aos homens em Portugal ronda em média os 490 euros.
Enquanto o desvio nos salários rondava os 12% na União Europeia em 2023, nas pensões sobe para os 22%. Apesar de tudo, a diferença que tem vindo a ser atenuada, já que em 2007 rondava os 28%.
Estes resultados explicam-se por uma série de fatores, escreve esta terça-feira o Diário de Notícias, incluindo o peso da maternidade, sobretudo quando as mulheres optam pelo horário parcial de trabalho. É um direito que acaba por penalizar as mulheres no imediato, no salário mensal, mas também anos mais tarde, na reforma.
Os países na Europa onde há uma maior disparidade, acima de 30% são: Reino Unido, Países Baixos, Áustria, Luxemburgo, Bélgica, Suíça e Irlanda.
No lado oposto, onde a diferença é menor estão a Estónia, Islândia, Eslováquia, Chéquia, Eslovénia e Dinamarca, com um oscilação igual ou inferior a 10%.
Em Portugal há uma elevada participação das mulheres no mercado de trabalho e um menor recurso à figura do trabalho a tempo parcial, o que explica o facto de o país não ser dos piores neste contexto europeu.
A pensão média das mulheres estava em 2024 nos 490 euros, com um diferença salarial em relação aos homens a rondar em 2023 os 16%».
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

«ESTEFÂNIA _ A Rainha Virgem»

 


SINOPSE
O caderno que o seu adorado irmão lhe ofereceu era o único sítio no qual Estefânia podia ser sincera, onde podia desabafar sobre os seus sentimentos mais íntimos, que nem à sua doce mãe se atrevia a confessar nas cartas que incessantemente lhe escrevia.
Chegara a Portugal cheia de sonhos e ilusões, perdidamente apaixonada por Pedro, o rei de Portugal, que jurava que só ela o poderia salvar da melancolia e da angústia de reinar um país crucificado pela incompetência e a corrupção. Mas Pedro estava ensombrado pelo passado…
Juntos enfrentam crises políticas e as calúnias maldosas espalhadas pelas páginas dos jornais, mas só Estefânia e o seu caderno sabiam a verdade... De todas as vezes que se insinuou ao rei, do desespero que sentia por não cumprir o seu papel como mulher e rainha, da falta de ar que a sufocava por Pedro não lhe dar ouvidos e não a deixar dar um passo em liberdade. O que a rainha não sabia é que o tempo estava contra ela e que uma verdadeira história de amor raramente existe sem uma tragédia.
Com base numa pesquisa exaustiva nos arquivos alemães da família, Isabel Stilwell, autora best-seller de romances históricos, traz-nos a emocionante história de Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen desde a sua chegada a Lisboa até à sua trágica morte. Saiba mais.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

«Poesia e Selvajaria»

 

«Estreada em 1998, no âmbito do Festival Mergulho no Futuro, no Pequeno Auditório do CCB, Poesia e Selvajaria é uma das criações mais emblemáticas de Vera Mantero. A peça nasce do espanto perante a condição humana – a capacidade de criar o sublime lado a lado com o brutal – e afirma-se como uma procura de liberdade através do corpo. Um corpo despojado de códigos, aberto ao desconhecido, que se move com a ingenuidade de um ser primordial, à descoberta de si, dos outros e do mundo. Em cena, um grupo de intérpretes habita um espaço de transgressão sensível, propondo uma «selvajaria positiva»: um estado de escuta instintiva, onde se experimentam novas formas de existir e de comunicar, para lá da palavra. A proximidade física com o público convida a um envolvimento mais direto e visceral. «Somos povos presos aos nossos corpos. Somos sedentários, cerebrais, comunicamos sobretudo através da palavra», afirma Mantero. Esta peça é, acima de tudo, um convite à sua libertação. Em 2026, a peça volta ao palco da sua estreia, no Pequeno Auditório do CCB, contando com parte dos elementos do elenco original, a que se juntam alguns novos criadores e colaboradores».
Datas / horários | Quinta-feira e Sexta-feira,
 8 e 9 janeiro de 2026 20:00

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Ainda na Plataforma SAPO



segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

YVETTE K. CENTENO | «Recomeço»

 



«Yvette K. Centeno publicou na Amazon dois volumes de escrita auto-biográfica, de reflexão filosófica, de observação do mundo, intitulados Sintomas; o primeiro, cobre o período de 13 de Junho de 2013 a 31 de Dezembro de 2014; o segundo, o período de 1 de Janeiro de 2015 a 31 de Dezembro de 2016. Respeitando a vontade expressa da autora, neste Recomeço integramos os textos daqueles volumes e os originais de dois volumes intitulados Acabar (I) e Acabar (II), que cobrem o período 13 de Junho de 2013 a 31 de Dezembro de 2022.
A abrir este volume, singular a todos os títulos, um texto de amizade de João Barrento, que termina assim:
«Hoje, apesar de todos os males do mundo e do corpo, a palavra continua a mover-se - eppur si muove! -, num eterno Recomeço, como o deste planeta ameaçado mas ainda não morto! Continuemos então, ainda e sempre entre silêncios. Tu já sabias que esse é o caminho, quando escreveste:

Cultivemos a planta
do silêncio: negro-musgo.
(...)
[Com] palavras
talhadas a cutelo.»


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sobre a obra escreve
 António Cabrita no Expresso: 

«(...)Yvette Centeno, com tão somente 85 anos, sempre que publica um livro novo devia celebrar-se com aparato. Mas o país está entregue à manicura. Heterodoxa, incapaz de bater-se pela exposição mediática (como lastima nestes diários), Yvette tem andado fora dos grandes escaparates e neste momento duas editoras mais pequenas têm sido a sua casa: a Glaciar e a Companhia das Ilhas. (...)».