quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

«Portugal lidera a incorporação das mulheres no mercado de trabalho na União Europeia, tendo atingido 50% da população ativa. No entanto, em termos de cargos executivos, apenas 6% dos CEO são mulheres»

 



De lá: «Portugal lidera a incorporação das mulheres no mercado de trabalho na União Europeia, tendo atingido 50% da população ativa. No entanto, em termos de cargos executivos, apenas 6% dos CEO são mulheres.

Estas são as conclusões do estudo “Women Matter” realizado pela McKinsey & Company, que analisou 45 empresas em Portugal e Espanha que empregam mais de 300 mil pessoas.

Apesar de Portugal se destacar nas questões de equidade laboral, a desigualdade de género no mercado de trabalho mantém-se e as mulheres continuam a enfrentar uma situação de disparidade na progressão profissional, ocupando apenas 6% dos cargos de liderança.

O mesmo acontece para as posições superiores, onde as mulheres portuguesas ocupam apenas 16% destes lugares, em comparação com uma representação média europeia de 22%.

O nosso país ocupa atualmente o 15.º lugar no Índice de Igualdade da União Europeia e o 29.º no Índice Global de Desigualdade de Género do Fórum Económico Mundial.

“Além dos benefícios óbvios em termos de igualdade de género, foi demonstrado que a liderança feminina tem um impacto positivo no bem-estar dos trabalhadores, uma vez que as gestoras de topo colocam maior ênfase no desenvolvimento profissional da equipa, no apoio aos colaboradores mais jovens, no bem-estar dos empregados e na flexibilidade do trabalho”, afirma Joana Magalhães Silva, sócia associada da McKinsey e co-líder do estudo (...)».




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

TALVEZ LHE INTERESSE | PRÓXIMA CONVERSA COM O PÚBLICO NO TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE |«Como escrever sobre o amor, hoje» | ALMADA | 11 FEV 2023 | 18:00 H | ENTRADA LIVRE

 


Sobre os convidados, no Em Cada Rosto Igualdade, temos posts sobre  Djaimilia Pereira de Almeida, por exemplo:  «ser uma escritora negra», e mais distante DJAIMILIA PEREIRA DE ALMEIDA | «Luanda, Lisboa, Paraíso».


De André Tecedeiro, assinalemos:


SINOPSE

«Tenho defendido que o século pertence às mulheres, ao seu paradigma enfim livre, ou ao menos insubmisso como nunca, fazendo também com que as poetas se tornem muito mais vibrantes do que os poetas recentes. O André Tecedeiro, contudo, comporta uma retumbante excepção. Às voltas com as questões do corpo, muito outras das que foram trabalhadas exaustivamente por grande tempo no século XX, o seu lugar é uma das últimas novidades masculinas no que ao debate poético diz respeito. O homem que Tecedeiro implica é aquele que falta, o que faz falta, o que ainda nos pode ensinar e deslumbrar.
Apela à minha sensibilidade sobretudo o jeito que tem de se estudar sem sucumbir à angústia. Não lhe falta contundência, clareza ou sobriedade, mas não se entrega exactamente a um aparato trágico de efeitos alardes ou exagerados. É um pensador junto à ciência possível. Interessa-lhe conhecer e mudar. Interessa-lhe a arte e a sabedoria, como se estivesse ao pé de educar a própria natureza. Ao pé de educar o corpo.
Considero-o um dos mais importantes poetas portugueses surgidos neste século. Breve e de aparência simples, a sua profundidade é uma hipótese de completude. Essa impossível coisa para que, por utopia, tendemos a correr.»
Valter Hugo Mãe

  ***************************

E lembremos as coordenadas do CICLO DE CONVERSAS a decorrer - o destaque é nosso:«O mais extremo amor da nossa História, tão tresloucado que levou o rei D. Pedro a coroar Inês de Castro depois de morta, paira como tema e obsessão sobre a literatura ibérica dos últimos séculos. De Os Lusíadas aos poetas contemporâneos, não faltam exemplos de revisitações desta tragédia. Em paralelo com a reposição de um desses exemplos, a peça de Luis Vélez de Guevara (autor espanhol do séc. XVII), tentaremos pensar o drama da paixão funesta com o olhar do nosso tempo, examinaremos os ecos e legados da tradição literária do século de ouro (Siglo de Oro) e exploraremos a coragem, ou desassombro, de quem se atreve a escrever sobre o amor na era do distanciamento irónico e do cinismo».



«A demissão de Jacinda Ardern e o equilíbrio entre a vida pública e familiar»

 


Leia aqui

O artigo começa assim: 

«A demissão inesperada da primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, que mudou a face da política global quando, ao ser eleita, se tornou na mais jovem chefe de Estado mundo, lança uma luz sobre as exigências punitivas enfrentadas pelas mulheres no poder.

Retendo as lágrimas ao fazer a sua declaração de saída, a política de 42 anos disse que era altura de se afastar, após cinco anos e meio no cargo. “Os políticos são humanos”, declarou. “Damos tudo o que podemos, enquanto pudermos, e depois é tempo [de sair]. E para mim, chegou a hora.” (...)».



domingo, 5 de fevereiro de 2023

RIJKSMUSEUM | EXPOSIÇÃO | «SLAVERY» | veja online

 


Veja aqui

Stories about slavery. Not as an abstract concept, but in the form of personal and true stories. Stories from Brazil, Suriname and the Caribbean, as well as from South Africa and Asia. Stories about people who were enslaved or were slave owners, about people who benefited from the system or fought against it. They are an inextricable part of our history.



sábado, 4 de fevereiro de 2023

«Nas­cida a 29 de Ja­neiro de 1923, Laura Lopes fez no do­mingo 100 anos. Na­tural de uma fa­mília ope­rária, foi pro­fes­sora, jor­na­lista, ad­vo­gada de presos po­lí­ticos e de sin­di­catos, mi­li­tante co­mu­nista, di­ri­gente e ac­ti­vista do Mo­vi­mento De­mo­crá­tico e Mu­lheres e do Con­selho Por­tu­guês para a Paz e Co­o­pe­ração»

 


A partir do jornal Avante!:

«Nas­cida a 29 de Ja­neiro de 1923, Laura Lopes fez no do­mingo 100 anos. Na­tural de uma fa­mília ope­rária, foi pro­fes­sora, jor­na­lista, ad­vo­gada de presos po­lí­ticos e de sin­di­catos, mi­li­tante co­mu­nista, di­ri­gente e ac­ti­vista do Mo­vi­mento De­mo­crá­tico e Mu­lheres e do Con­selho Por­tu­guês para a Paz e Co­o­pe­ração. A sua as­si­na­tura, aliás, consta no do­cu­mento que deu exis­tência legal ao CPPC, for­ma­li­zada em Abril de 1976.

Atenta desde muito jovem ao mundo que a ro­deava, Laura Lopes tinha 26 anos quando par­ti­cipa na sua pri­meira acção pú­blica em de­fesa da paz, pro­mo­vida pelo MUD Ju­venil: a 9 de Abril de 1949, poucos dias após a cri­ação da NATO, que in­te­grava Por­tugal, co­locou uma coroa de flores no mo­nu­mento aos mortos da Grande Guerra, com a ins­crição A Ju­ven­tude luta pela Paz. Em 1950, foi de­tida por re­co­lher as­si­na­turas para o Apelo de Es­to­colmo, contra as armas nu­cle­ares.

Com Vasco Ca­bral e Ma­nuel Va­la­dares, in­te­grou a de­le­gação por­tu­guesa ao Con­gresso dos Povos para a Paz de 1952, em Viena. Apoiou a can­di­da­tura pre­si­den­cial de Ruy Luís Gomes, em 1952, sendo por isso de­mi­tida do en­sino. Par­ti­cipou na As­sem­bleia do Con­selho Mun­dial da Paz, em Sófia, pouco antes do 25 de Abril, jun­ta­mente com Ur­bano Ta­vares Ro­dri­gues e Vasco Ma­ga­lhães Vi­lhena. Foi ac­ti­vista da Co­missão De­mo­crá­tica Elei­toral (CDE) e es­teve no III Con­gresso da Opo­sição De­mo­crá­tica, re­a­li­zado em 1973 na ci­dade de Aveiro. Du­rante o pe­ríodo que viveu em Paris, liga-se à Co­missão Na­ci­onal da Paz e Co­o­pe­ração.

Após a Re­vo­lução, par­ti­cipou em di­versas ini­ci­a­tivas in­ter­na­ci­o­nais re­la­ci­o­nadas com a de­fesa da paz, tanto em re­pre­sen­tação do CPPC como do MDM: entre elas, des­tacam-se a Con­fe­rência das Mu­lheres para a Se­gu­rança e Co­o­pe­ração na Eu­ropa, em Hel­sín­quia, e ou­tras reu­niões, con­gressos, as­sem­bleias e en­con­tros re­a­li­zados em di­versos países do Mundo. (...)»

E no blogue SILÊNCIOS E  MEMÓRIAS:

 





sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

«Image as Protest brings together two powerful bodies of work by Joy Gerrard (b. 1971) and Dame Paula Rego RA (1935 - 2022), centred on women’s rights, that highlight different ways in which protest can be manifested»

 



«Several new drawings by Joy Gerrard of protest crowds, including those in the US demonstrating against the repeal of Roe v Wade - the ruling that ended abortion access nationwide - and the massive protests in Berlin in support of women in Iran, will be shown alongside Paula Rego’s seminal abortion series. Conceived over twenty years ago to campaign for the legalisation of abortion in Portugal, Rego shows women undergoing illegal backstreet operations. Further prints by Rego, explicitly dealing with violence against women, including sex trafficking and female genital mutilation (FGM), will also be displayed».Veja aqui.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

PRÁTICAS DISCRIMINATÓRIAS? | «A Autoridade para as Condições do Trabalho notifica hoje cerca de 1500 entidades empregadoras que apresentaram disparidades no Balanço das diferenças remuneratórias entre homens e mulheres»

 


02-02-2023 
Balanço das diferenças remuneratórias entre homens e mulheres  
A Autoridade para as Condições do Trabalho notifica hoje cerca de 1500 entidades empregadoras que apresentaram disparidades no Balanço das diferenças remuneratórias entre homens e mulheres.

Cabe agora às entidades empregadoras demonstrar que as diferenças remuneratórias não resultam de práticas discriminatórias.


Saiba mais